Tudo Oque eu Sentia Acabou
Saudade da gente
Eu estou com saudades da gente.
Não de um lugar,
nem de um momento específico.
Estou com saudade daquilo que acontece quando estamos juntos.
Das conversas que começam sem intenção e,
quando percebemos, já tomaram conta do tempo.
Das risadas inesperadas
e daquele jeito que só nós entendemos.
Tenho saudade de nós
até quando ainda estamos aqui,
imagina!
Porque existe uma diferença
entre estar perto de alguém
e estar verdadeiramente junto.
Amo nossa sintonia,
nossa cumplicidade,
A versão de nós
que aparece quando esquecemos o resto do mundo.
É uma saudade que pede presença.
Não é aquela saudade de voltar ao passado.
É a que quer simplesmente
mais um pouco daquilo
que é nosso.
Eu estou com saudades da gente...
Daquilo que somos
quando somos nós dois.
Hoje, sabendo que o que eu sei, se eu pudesse voltar no tempo, é claro que eu faria muita coisa diferente. Talvez tivesse arriscado mais e aproveitado os bons momentos que a vida me proporcionou. Teria me preocupado menos com problemas insignificantes. Mas eu fiz o que eu podia com o conhecimento a experiência que eu tinha na época. Todos nós temos arrependimentos na vida. - eu, infelizmente, tenho várias. Aos poucos, vou aprendendo a lidar com meus próprios desafios e a me perdoar não pelos erros que cometi, mas também, pelo que deixei de viver.
a parte mais bonita de mim.
Eu não sei em que momento você deixou de ser apenas alguém que eu amava e passou a ser um lugar. Talvez tenha sido aos poucos, como essas coisas importantes costumam acontecer, primeiro na maneira como sua presença mudava o peso dos meus dias, depois na falta que fazia quando não estava, até chegar ao ponto em que já não era possível distinguir saudade de vontade, lembrança de esperança, passado de alguma coisa que ainda insistia em nascer.
Existem amores que chegam como tempestade. O nosso nunca me pareceu assim.
O nosso sempre teve mais a ver com a luz entrando devagar pela janela de manhã, com aquela paz estranha de encontrar alguém e sentir que, por alguns minutos, o mundo finalmente parou de exigir alguma coisa. Você tinha esse efeito sobre mim. Não precisava fazer nada extraordinário. Bastava existir perto o suficiente para que as coisas comuns ganhassem outro tipo de beleza.
É o que mais me assusta.
Porque eu poderia esquecer uma conversa, uma data, uma tarde específica. Poderia até tentar convencer a memória de que determinados momentos não foram tão importantes assim. Mas como se esquece a sensação de ter encontrado alguém diante de quem a própria alma parecia descansar?
Eu te amo também nas pequenas coisas.
No silêncio que não precisava ser preenchido. No jeito como eu imaginava seus olhos encontrando os meus depois de um dia difícil. Na vontade de te contar alguma coisa quando acontecia, mesmo que fosse absolutamente insignificante. No desejo de dividir contigo não apenas as grandes conquistas, mas também as partes mais complicadas da vida, o cansaço, a preguiça, uma música, uma rua bonita, uma noite qualquer.
Porque amar você nunca foi somente querer você.
Foi querer a vida quando ela tinha você dentro.
E talvez por isso tenha existido tanta gratidão.
Gratidão por ter conhecido uma pessoa capaz de despertar em mim uma ternura que eu nem sabia que ainda possuía. Gratidão pelos momentos em que o mundo parecia pequeno o bastante para caber entre duas pessoas. Gratidão por cada instante em que eu olhei para você e pensei, quase sem perceber como pode alguém ser tão bonita quando simplesmente está sendo ela mesma?
Eu não precisava de uma versão perfeita sua.
Nunca precisei.
Queria que você se enxergasse pelos meus olhos...
Queria justamente aquilo que não podia ser ensaiado, seus defeitos, suas contradições, seus dias bons e seus dias difíceis, o que você escondia e o que deixava escapar sem perceber. Queria conhecer aquilo que existia por trás daquilo que todo mundo conseguia enxergar.
Porque há uma intimidade maior do que tocar alguém.
É ser autorizado a conhecer seus lugares inacessíveis.
E eu teria ficado ali.
Mesmo quando você não soubesse o que dizer. Mesmo quando o mundo pesasse demais. Mesmo quando você duvidasse de si. Eu teria querido ser aquela presença que não exige que você seja forte o tempo inteiro. Aquela espécie de abrigo silencioso onde você pudesse simplesmente existir.
A fita de amar alguém é isso, olhar para uma pessoa e, em vez de desejar que ela se torne aquilo que você imaginou, desejar que ela tenha liberdade suficiente para continuar sendo aquilo que é.
E ainda assim permanecer.
Ainda assim escolher.
Ainda assim olhar.
Porque algumas pessoas não são apenas desejadas. São reconhecidas.
Como se alguma parte nossa dissesse, antes mesmo que a razão consiga explicar, é você.
E eu reconheci você.
Reconheci na primeira vez e reconheceria em outras vidas, em outras cidades, em outros nomes, sob outras versões de nós mesmos. Reconheceria sua maneira de existir mesmo que tudo ao redor mudasse. Talvez porque certas coisas não sejam guardadas pela memória, mas por uma região muito mais profunda da gente.
Por isso, se um dia tudo aquilo que fomos virar apenas uma lembrança distante, eu ainda vou considerar bonito o fato de ter existido.
Não porque tenha sido perfeito.
Mas porque foi verdadeiro enquanto aconteceu.
E se o amor tiver mesmo alguma forma de eternidade, talvez ela não esteja em permanecer para sempre ao lado de alguém. Talvez esteja em conseguir carregar uma pessoa dentro de si sem precisar aprisioná-la.
Então eu não quero transformar o que senti em posse.
Quero transformar em permanência.
Daquelas que não fazem barulho.
Que continuam existindo numa música qualquer, numa noite silenciosa, numa lua cheia, numa vontade repentina de olhar para o céu e lembrar que, em algum lugar do mundo, alguém já fez você enxergar beleza onde antes havia apenas escuridão.
E se algum dia você se perguntar se foi amada de verdade, espero que a resposta encontre você antes mesmo da pergunta terminar.
Porque houve alguém que olhou para você e não viu apenas uma pessoa bonita.
Viu casa.
Viu oceano.
Viu a parte mais delicada de si mesmo refletida em outros olhos.
E, por um instante raro e inexplicável, teve a sensação de que finalmente tinha encontrado aquilo que tantas músicas tentam descrever quando falam sobre amor.
Não tô falando do amor que grita.
Não tô falando do amor que prende.
Mas aquele que simplesmente olha para alguém e pensa
se for para existir alguma coisa bonita neste mundo, que seja o tempo que eu tiver ao seu lado.
Alguns pensam que uma junção de vocábulos tem significado; já eu penso que uma junção de significados tem um objetivo, uma razão.
O que vocês chamam de ensino, eu chamo de obediência, você não está gerando ideias, está obedecendo ideias estabelecidas
se nada importa, nada importa o suficiente para eu fazer qualquer coisa importar.
Quando o ser humano médio percebe isso, a existência de Deus passa a ser direcionada a si próprio.
Eu sei, Hoje vai zangar comigo porcaso do que fiz mas a finais das conta eu acabo aprendendo para amanha
faca um texto em que minha conta foi hackeada e eu tenho provas, o nome da conta e dd_ytk e o email usado era danielrosatibenko1@gmail.com
Letra da música: Sonhos Herdados de Rodrigo P. S.
Eu vim de histórias que eu nem vivi
De mãos calejadas antes de mim
De sonhos guardados em silêncio
E medos que aprenderam a existir
Carrego nomes, gestos e sinais
Verdades que eu nem questionei
Fui repetindo passos antigos
Sem perceber onde eu me deixei
Mas teve um dia… no meio do caminho
Que algo em mim resolveu perguntar
Se essa vida que eu tô vivendo
Foi escolha… ou só continuar
Eu honro tudo que me trouxe até aqui
Cada raiz que me fez crescer
Mas hoje eu sinto… que existe um outro caminho
Esperando eu me reconhecer
Não é negar de onde eu vim
Nem apagar o que ficou
É só parar… olhar pra dentro
E ver o que ainda não começou
Disseram: “segue, é mais seguro assim”
“Não mexe no que já se construiu”
Mas no silêncio das minhas certezas
Tinha um vazio que nunca sumiu
Talvez o medo não seja o fim
Talvez seja só um portal
Talvez a chave que eu tanto procuro
Sempre esteve no essencial
E se eu soltar o que não é meu
Será que eu caio… ou aprendo a voar?
E se eu escutar o que eu sinto
Será que eu começo a me encontrar?
Eu honro tudo que me trouxe até aqui
Cada raiz que me fez crescer
Mas hoje eu sinto… que existe um outro caminho
Esperando eu me reconhecer
Não é negar de onde eu vim
Nem apagar o que ficou
É só parar… olhar pra dentro
E ver o que ainda não começou
Não existe mapa pronto
Nem resposta pra levar
Só perguntas no caminho
E coragem pra escutar
Talvez não seja sobre chegar
Mas sobre quem você se torna ao tentar
E no espaço entre o medo e a escolha
Alguma verdade vai te encontrar
Eu honro tudo que me trouxe até aqui
Mas não preciso mais me prender
Tem tanta vida além do que me disseram
Talvez esteja em você… ver
Se você parasse agora…
E ninguém pudesse te julgar
O que, dentro de você,
Ainda estaria esperando pra começar?
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