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Tudo Oque eu Sentia Acabou

Cerca de 332912 frases e pensamentos: Tudo Oque eu Sentia Acabou

Eu tentei te nomear…mas toda palavra em mim chegava atrasada.Talvez você nunca tenha sido alguém, só uma presença que Deus esqueceu de terminar.


DeBrunoParaCarla

Até que chegue o dia
Que minha reserva de amor fique vazia
Com você eu gastaria
Todas as minhas reservas de amar
Sei que esse dia nunca existirá
Pois não importa qual seja o lugar
Minhas reservas se enchem
Ora com seu olhar,
Ora com seu abraçar,
Ora com seu falar,
E isso faz de mim a pessoa mais rica a te amar.
-
Leonardo Procópio
27 de Novembro de 2024

Se fosse amado como eu gostaria,
Nenhum poema meu existiria.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.

quando a palavra é "procrastinar"
todo dia eu deixo pro outro dia.
até a poesia!

... um equívoco,
eu diria, querer atribuir
a uma entidade sobrenatural
todo mal que nos aflige - visto que,
um homem sozinho é capaz
de qualquer coisa!

... jamais diga:
'se Deus quiser'; diga: 'eu quero!'
Porém, um querer que, somado
aos teus melhores propósitos
te concilie com obem maior:
o Criador!

Me fechei, me guardei,
me tornei abrigo de dores caladas,
enquanto o mundo seguia alto
e eu… cada vez mais apagada.
Helaine Machado

​Olha, eu tentei organizar o que sobrou aqui no peito, mas a verdade é que virou uma nhaca de sentimentos que eu não sei nem por onde começar a desenrolar. Queria te dizer as coisas sem esse filtro de "bom senso" que todo mundo usa pra parecer civilizado.
​Sabe o que me quebra? É o cheiro de mofo das lembranças que eu insisto em tirar do armário. É aquela sensação de vazio no estômago que parece um soco seco toda vez que eu vejo um vulto na rua que tem o teu jeito de andar, meio distraída, meio dona de tudo.
​Eu sou um estabanado sentimental. Tropeço nas palavras, falo tá quando devia dizer fica, e acabo me perdendo nessa bagunça que a gente chamou de história. Não tem nada de poético em sentir falta do barulho da tua chave no trinco ou do jeito que você reclamava de tudo... É só tosco. É só real...porra Carla...e difícil ser duas pessoas ocupando o mesmo corpo.
​Eu sei que eu sou um nó cego, cheio de contradições, um anjo que insiste em brincar de ser gente e acaba saindo com o joelho ralado. Mas, de todos os erros que eu já cometi e olha que a lista é um monstro, te querer por perto foi o único que me fez sentir que eu não tava só de passagem.
​Fica o dito pelo não dito. Essa agonia de querer te alcançar e só encontrar o silêncio.


DeBrunoParaCarla

Enquanto eles constroem impérios de areia, eu guardo o que o vento não pode levar, o respeito, o auxílio e o amor.
​O poder e o dinheiro são ilusões de permanência em uma vida que é apenas um sopro. A verdadeira riqueza está naquilo que apresentaremos ao Juiz quando o corpo for deixado para trás.
​Eles querem o topo, eu prefiro o prumo. Onde falta amor e sobra ganância, a alma adoece antes mesmo do fim da jornada.


DeBrunoParaCarla

Maldito seja eu pelos meus pecados.
Tão distante da perfeição estou que, ainda assim, destruo-me todos os dias, na esperança de, ao menos um dia, alcançar um ponto em que exista em mim o mínimo de fé para acreditar que posso ser santo.
Mas, como esse dia tarda, continuo a me destruir — dia após dia, noite após noite.
E, a cada amanhecer, reconstruo-me… apenas para, mais tarde, destruir-me novamente, repetindo esse ciclo até o fim da minha vida.


Vinicius Monteiro Tito

'Me respeita que eu sou da época em que mulher combinava sapato, cinto e bolsa.'
Haredita Angel
01.04.26

Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.


Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.


Até que veio aquela noite.


Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.


A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.


E eu do lado de fora.


Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.


É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.


Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.


Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.


Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.


Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.


E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.


Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.


Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.


A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.


E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.


Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?


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"E sem perceber, eu estava tão mal Pisicologicamente, que bastou um problema tão pequeno pra minhas lágrimas caírem do meu olho"

"Se você não se decide, eu não me importo só quero paz! já foi tempo que você conseguia tirar minha paz.

Eu queria ser a garota que você ama no "momento", mas eu não posso ser, mesmo que eu imite todos os seus gestos, suas roupas, suas fotos, seus perfis. Eu nunca serei o seu amor, serei apenas a garota que continua te amando, até o dia em que eu não desejar mais ser a garota que você ama.

Todos os dias eu escrevo
Por vezes dos males da vida que eu mesmo pereço
Outras não, são apenas fruto da minha imaginação
Muitos versos já foram perdidos na correria
Dessa louca rotina que me acompanha no dia a dia
Na maior parte dos lugares e ocasiões
Olho e enxergo a vida por belas canções
Tentando extrair dela o máximo
O mais lento o possível
Olhando para a vida com equilíbrio
Tudo na tentativa de ter uma jornada flexível
O mais interessante disso tudo é que o tempo é irresistível
Parando em momentos que queremos acelerar
E acelerado em momentos que queremos parar.
Fazendo da vida, um caminho sem volta para o futuro
Sendo o presente o que você tem de mais seguro.
-
Leonardo Procópio
4 de Julho de 2023

A lua me disse… e eu vou ouvir
Que o amor que é verdadeiro sempre vai florir
E se for pra sofrer, que seja assim
Melhor te amar… do que não sentir
Helaine machado

Não insista


Tem lugar
que te aceita…
desde que você se diminua.
E eu tentei.


Tentei caber,
tentei calar,
tentei ficar.


Mas ficar, às vezes,
é só uma forma lenta
de ir se perdendo.
Então eu fui.
Não por falta de amor,
mas por falta de espaço
pra ser quem eu sou.

Tem um momento na vida em que a gente cansa de tentar caber na vitrine dos outros. Eu cansei. Cansei de olhar pro mundo como se ele fosse uma grande competição de quem ostenta melhor, de quem parece mais feliz por fora enquanto por dentro tá um caos parcelado em doze vezes sem juros. E foi aí, bem nesse ponto meio bagunçado da minha existência, que eu percebi uma coisa quase absurda de tão simples… eu nunca precisei de tanto assim pra ser feliz.


Porque a felicidade que eu encontrei não veio com etiqueta, nem com aplauso, nem com aquele olhar de aprovação alheia que muita gente persegue como se fosse troféu. Ela veio quieta, quase tímida, se instalando nos detalhes que ninguém posta, mas que sustentam tudo. Um momento de paz, uma mente leve, um coração que não vive em guerra… isso vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.


E olha que curioso… quanto menos eu me preocupo em ter, mais eu sinto que já tenho. Já tenho o essencial, já tenho o suficiente, já tenho aquilo que dinheiro nenhum consegue comprar quando falta por dentro. Não é desprezo pelo dinheiro, é só maturidade pra entender que ele não manda em mim.


No fim, eu não quero ser rica de aparência e pobre de paz. Eu escolhi o contrário. E posso te dizer… essa escolha muda tudo.


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Eu lembro dessa cena como quem lembra de um filme ruim que eu nunca escolhi assistir, mas que ficou rodando na minha cabeça como reprise maldita de domingo à tarde. Porque tem coisa que não faz barulho, não quebra nada por fora, mas por dentro… minha filha… faz um eco que parece morar na gente sem pagar aluguel. E olha, banheiro de trabalho já não é exatamente um spa cinco estrelas, né? Eu entro ali querendo dois minutos de paz, um respiro da correria, um intervalo digno entre uma obrigação e outra… e de repente, sem aviso, vira palco de tensão, de alerta, de instinto gritando mais alto que qualquer razão.

E o mais absurdo, quase cômico se não fosse trágico, é como o meu corpo entendeu tudo antes da minha mente. Eu ali, sentada, tranquila, vivendo um momento absolutamente comum, quando do nada bate aquele incômodo estranho, aquela sensação de que tem algo fora do lugar, como quando o silêncio fica barulhento demais. Aí eu olho… e pronto. O mundo não acaba, mas dá aquela travada constrangedora, como internet ruim na hora errada. Não era só um olho. Era invasão. Era desrespeito escancarado numa frestinha ridícula de fechadura, uma coisa pequena por fora, mas gigantesca no impacto.

E naquele segundo, eu virei outra pessoa. Estrategista, calculista, quase uma agente secreta do próprio corpo. Me cobri, apaguei a luz, me recolhi como quem tenta desaparecer do mapa. Tudo em silêncio. Tudo sozinha. Porque nessas horas não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem roteiro bonito. Só tem eu e o instinto de sobreviver à situação do jeito que dá.

E depois… ah, o depois. O depois é pior. Sempre é.

Porque o problema não fica no que aconteceu. Ele se instala no que fica. Naquela pergunta insistente, irritante, que pinga igual torneira mal fechada: por que eu não falei? Por que eu não denunciei? Por que eu congelei? E eu respondo com a honestidade de quem sentiu na pele, no feminino, no íntimo: porque eu não fui ensinada a reagir, eu fui ensinada a suportar. A calcular, a medir, a prever reação dos outros antes da minha. A pensar no constrangimento, no julgamento, no “será que vão acreditar em mim?”. É um peso invisível que cai justamente em cima de quem já estava sendo invadida.

E a ironia, porque a vida adora uma ironia bem colocada, é o tal do “funcionário de confiança”. Confiança de quem, exatamente? Porque claramente não era confiança de caráter. Era confiança de costume, de rotina, de conveniência. Aquela confiança preguiçosa que ninguém questiona… até o dia que deveria ter questionado antes.

Mas no meio disso tudo, eu também reconheço uma coisa que às vezes a gente ignora: a minha força. Sim, força. Porque eu não fiquei vulnerável pra sempre. Eu mudei minha postura, cortei contato, levantei um limite silencioso, mas firme, daquele tipo que não precisa de anúncio, mas deixa claro: daqui você não passa mais. E talvez, naquele momento da minha vida, foi o que eu consegui fazer. E tudo bem. Tudo bem reconhecer isso sem me transformar na vilã da minha própria história.

A gente romantiza demais a coragem, como se ela sempre viesse gritando, denunciando, causando escândalo. Mas tem coragem que é quieta. Que é discreta. Que é feita de afastamento, de olhar que não cruza mais, de porta que se fecha, de respeito exigido sem uma única palavra.

E no fundo, o que mais revolta nem é só o ato. É essa tentativa ridícula da culpa de se instalar depois, como se eu tivesse que ter feito mais, sido mais, reagido melhor. Mas não. O erro nunca esteve em mim, ali, vivendo a minha vida. O erro sempre esteve do outro lado da fechadura.

E ainda assim, fica a lição, daquelas que ninguém quer, mas aprende. A minha intuição não falhou. Ela nunca falha. Quando algo parece errado, geralmente é porque está gritando errado, só que sem som.

E me diz… quantas vezes eu já me calei só pra manter uma paz que nem era paz de verdade? Pois é. A vida ensina. Às vezes com delicadeza… e às vezes na frestinha de uma porta maldita.

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