Tudo Oque eu Sentia Acabou
Eu tenho medo de coisas novas, a liberdade me dá medo, tira a minha segurança, o futuro sempre foi um dos meus maiores medos, o improvável, o que será, como vai ser, tudo isso faz eu pensar, pensar demais, e acabo tendo medo, insegurança, acabo chorando e meu coração acelerando, acabo fazendo mal a mim mesmo, penso no que já passou, onde estou, e pra onde irei, as vezes meu coração acelera tanto que chega a doer, as vezes consigo não sentir isso, me sinto forte e invencível, mas logo isso quebra, parece que devo sempre tentar ser forte e feliz, uma obrigação, tudo por causa do passado.
Eu me basto, mas um pedacinho falta, e é trocar energia com você, sorrir e você sorrir de volta pra mim, quero te olhar enquanto estiver distraído até você perceber e olhar pra mim sorrindo e perguntar o que foi, enquanto a resposta disso se espalha em pequenas partículas na minha pupila pulsante, sem eu dizer uma única palavra…
sinto uma falta não sentida
por uma morte já vivida
e que a cada despedida
meu eu desaparecia
é o que eu lembro
é o que sinto
um vazio ao recordar
daquele lindo mar
eu amava olhar para ele, sempre
até me afogar.
Quando eu era criança, fui instruído tanto na Bíblia como no Talmude. Sou judeu, mas fico fascinado pela personalidade brilhante do nazareno. (...) Ninguém pode ler os evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. A sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito está preenchido com tanta vida.
Nota: Trecho de entrevista com Einstein.
...MaisAquele versão do meu eu passado não existe mais, hoje o homem que sou é desapegado, racional e completo.
Respeite Minha Ignorância!
Respeite O Que Eu Não Sei!
Respeite O Meu Não Saber!
Respeite A Minha Vontade De Não Aprender!
Respeite Minha Ignorância Daqui Até Alguns Anos!
Respeite A Mentira Que Eu Acredito!
Respeite Minha Prisão Na Matrix!
Respeite A Minha Vontade De Ser Enganado!
Respeite Esse Mundo De Ilusão Que Eu Acredito!
Respeite Meus Erros!
Na verdade eu não sou tão forte assim… Eu vou me fortalecendo no caminho. Errando e acertando. Às vezes até mais errando do que acertando, mas sempre me permitindo evoluir, tentar, seguir…
Eu só queria não ter nenhuma preocupação por um minuto, poder respirar e sentir o prazer que é a vida.
Com o passar do tempo, você vai perceber que as coisas só farão sentido quando eu pegar na sua mão e dizer que sempre estive por perto.
Era noite, eu estava admirando o céu estrelado enquanto as pessoas riam, bebiam, dançavam e.. eram felizes sem se importar com suas opiniões sobre as roupas que usavam ou palavras que os deixavam sem graça.
Então me perguntei.. por que eu não sou como eles?
É amor
É amor toda vez que eu te beijo e quero beijar de novo
É amor toda vez que eu vejo meu futuro e você está lá
É amor toda vez que você entende o que eu sou
É amor toda vez que você me abraça
É amor toda vez que nos queremos e não queremos nos largar.
A CARA DA MORTE
Eu vi a cara da morte
Numa certa encruzilhada,
Cangaceira bem armada,
Com faca e foice de corte.
Pude contar com a sorte
Assim que me golpeou,
A bruxa quase acertou
O meu bucho avantajado.
Eu me vi sendo estripado
Quando a dita me ajudou!
Foi encima de um lajedo
Que o pantim aconteceu...
Um calango amigo meu
Tremeu na base do medo,
Mas confiou-me um segredo
Que não conto pra ninguém.
Quando me tornei refém
Da sovina, usei a dica
Do calango, o que explica
Porque me safei tão bem!
Dei-lhe um soco no cachaço,
Que a canguinha escorregou
Do lajedo e mergulhou
Na lama de um riacho,
Não fui conferir, mas acho
Que sumiu dentro do chão
E não volta no Sertão
Enquanto lembrar de mim.
O calango diz que sim
Balançando o cabeção!
O lagarto é um coringa
Colorido da Savana
Nordestina, que esgana
Contorcendo-se com ginga,
Na quentura da Caatinga
É um sábio professor
Pré-histórico, driblador
De instinto muito forte,
Que sabe enganar a morte
Camuflado, sem odor!
Peguei-me calangueando
Quando ainda era menino,
Na pedreira do destino
Fui um brincante, laçando
Lagartixas e levando
Pra brincar no meu quintal,
E depois, sem fazer mal,
Eu as deixava ir embora.
Esse bom tempo de outrora
Para mim não foi banal!
Que cá não monte trincheiras,
A morte. E não me visite
Tão cedo, e nem apite
Nunca mais pelas ribeiras
De Sapé a Cabaceiras,
Do Anel do Brejo ao Sertão,
Fique lá pelo Japão...
Deixe, eu dormir no terreiro
Na sombra do juazeiro
Em minha esteira, no Chão!
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