Tudo Oque eu Sentia Acabou

Cerca de 338813 frases e pensamentos: Tudo Oque eu Sentia Acabou

Na História tudo é Política, portanto também é função do historiador ensinar política para seus pupilos, ajudando-os na formação de opinião e autonomia de pensamento. Do contrário, quem fará?

O Tempo Mostra-nos Tudo, à Ele Nada é Imperceptível.

Tudo vira meme, o mal vira piadas e o bem é algo que se teme! Só ouvimos gargalhadas, KKK! A IA tornou a burrice algo natural!

INSANO MUNDO!
Quem tudo pode fazer, nada faz! E quem nada pode fazer, busca fazer tudo!

Atualmente, quem perde ganha e quem ganha perde! Tudo é questão de apostar no erro certo ou no acerto errado!

Atualmente tudo é aposta, nada é certeza! Noutros tempos, valorizava-se a vida e precificava-se os bens! Hoje, é o inverso!

Quanto menor o meu aprendizado, menor o meu poder.


E o poder engloba tudo, envolve todas as coisas. Afeta a existência do sistema de sistemas, que é o homem.


Reflito sobre quais dissabores poderia não ter vivido e quais deleites posso passar a experienciar se conhecesse mais das realidades.

Somos responsáveis por nossas escolhas e tudo que nos encontra é consequência do que fizemos ou escolhemos fazer, é o resultado, mas a nossa humanidade não sabe lutar e acaba procurando alguém para assumir o lugar que é nosso.

A Lucidez do Desvio


Agilson Cerqueira


Há dias em que tudo o que desejo é o vácuo: um instante absoluto de silêncio, onde o pensamento deixe de ser defesa e volte a ser apenas contemplação. Caminho sem pressa, guiado por desvios que não conduzem a lugar algum, porque nem toda busca precisa encontrar um destino. Alguns existem apenas para manter acesa a lucidez.


Quando a mente acredita ter alcançado a claridade, descobre que toda luz também ofusca. Então abandono a razão e permito que uma estranha estesia me conduza. Nesse estado, o mundo deixa de exigir explicações, e o mistério passa a ser suficiente.


Dormir torna-se um ritual. O sono não é descanso, mas uma fuga do caos, onde a alma dissolve os excessos do dia e devolve ao cérebro a possibilidade de recomeçar. Acordo sem certezas.


Sobreviver nunca foi uma vitória definitiva, é apenas o delicado equilíbrio de quem caminha sobre o fio invisível da própria existência.


Há um deserto que atravesso diariamente. Não é feito apenas de areia ou de sol escaldante, mas é nele que descubro meu único refúgio: digressionar. Nesse território íntimo, a realidade perde a rigidez das formas, e o impossível recupera o direito de existir.


A vida insiste na matéria, no peso do corpo, na dureza do concreto. Ainda assim, persisto em sonhar para além do que os sentidos alcançam. Talvez viver seja exatamente isso: alimentar a matéria enquanto o pensamento insiste em habitar o invisível.


Ser consistente diante da rotina não é sinal de grandeza; é apenas a condição silenciosa de todo ser que continua caminhando. Somos animais do tempo, condenados ao movimento, sustentados pela esperança de que a espera também produza sentido.


E, enquanto o mundo exige respostas, continuo escolhendo o desvio. Porque é no caminhar, e somente nele, que se encontra a liberdade de regressar a si mesmo.


Agilson Cerqueira

⁠O tempo escorria feito rio de lagrimas em noites tempestuosas, tudo tão mórbido diante dos meus olhos e eu paralisado diante do espelho vendo tudo em frações de segundos; estava inerte, como uma folha seca dominada pelo vento prestes a tocar o chão.

Não percebi que, a cada dia, eu desaparecia na neblina que cobria os meus olhos; não percebi que meus passos ficavam lentos, minha voz rouca, minhas mãos frias, minha companhia distante da realidade; era ausente em minha própria vida.

Que péssimo habito de compreender as coisas quase que tarde demais, ás vezes é por falta de raciocínio, outras vezes é por puro relaxo; o tempo corre e a vida costuma nos mostrar isso de varias maneiras e de diversas formas.
Receber um tapa na cara ás vezes acaba colocando a mente para trabalhar novamente, é como um choque de realidade injetado na veia; parece que sempre nos restará despertar através da dor, isso não é uma escolha, é uma consequência.

Os dias seriam sempre os mesmo se eu continuasse apenas observando a vida por um ângulo de vista; há muitas possibilidades em um único dia e seria tolice permanecer olhando a vida apenas por um ângulo da janela da minh ‘alma.

⁠Nos olhos dela, tudo se revela, cada estrela no céu é como um lembrete do seu amor que vai além do tempo e espaço, pois dentro dela há um universo de amor.

Hoje me sinto diferente. Depois que comecei a pensar em mim, tudo mudou.

⁠Deus existe? Vamos tirar isso a limpo! 2.0

Antes de tudo, o que é Deus? um conceito;
como tal, deve ser definido: primeiro motor.

Quais seriam as características de Deus?
Onipresença;
Onisciência,
Onipotência.

Definido o que é Deus e dado a ele características, vamos identificá-lo em nossa realidade:
Se Deus está em todo lugar, obviamente sabe tudo, e se sabe tudo, obviamente pode tudo. Então, o que é Deus? O que, em nossa existência, seria descrita perfeitamente pelas características dadas a Deus? A natureza.

Veja bem, o que existe além da natureza, sendo que a mesma é tudo que existe? Toda partícula, onda, foton, faz parte e compõe o que nós chamamos de natureza. Até mesmo os buracos negros (mesmo que não saibamos exatamente o que há em seu centro).


Energia não pode ser criada e nem destruída: a energia pode apenas transformar-se de um tipo a outro(s).


Outro ponto que vale uma ênfase: de onde veio a ideia de criação?
Nós não temos uma experiência concreta, nem qualquer tipo de conhecimento sobre a origem de qualquer coisa do 0, temos apenas experiências de transformações, términos e inícios de fases, ciclos. Não há e nem nunca houve uma experiência humana que justificasse e que desse valor a este questionamento.


Um conceito sem embasamento na existência, não pode ser usado para explicar a mesma.


Não se pode observar A, descrever-lhe, e achar que a mesma descrição será válida para B.

Tem dias em que tudo dentro da gente quer voltar no tempo. Rever, refazer, sentir de novo. Mas a vida não anda em círculo. Ela segue. E a gente aprende a seguir com ela, mesmo com o coração olhando pra trás.


— Jair F.

O Primevo não esquece. Tudo o que a consciência sepulta continua respirando nas profundezas do ser, aguardando apenas um corpo, um gesto ou um sonho por onde possa regressar. Nada do que é essencial desaparece; apenas desce para regiões onde a linguagem já não alcança. E, de tempos em tempos, rompe o silêncio para recordar ao homem que aquilo que ele chama de passado nunca deixou de ser presente.

O mundo se revela nos interstícios do comum, onde ninguém olha e tudo se desfaz em rumor e poeira. O silêncio não é ausência, mas presença disfarçada; e a verdade, quando surge, não acende luz, apenas evidencia as trevas que carregamos como herança. Cada instante vivido é um fio que se rompe antes de ser tecido, e quem tenta agarrá-lo apenas sente o peso de sua própria falha.

Há um sussurro que só se escuta quando tudo parece perdido: não vem de fora, mas do porão mais antigo da consciência, onde repousa o fragmento que nunca se partiu. Ele diz que o caos é apenas o modo da alma lembrar ao ser que ainda há territórios inexplorados. E, ao atender esse chamado, descobre-se que nenhum desespero é definitivo, porque todo abismo, quando olhado com coragem, revela uma escada esculpida na própria escuridão.

Há forças que só se revelam quando o chão cede. Enquanto tudo sustenta, o ser dorme; quando falta apoio, desperta. Não é a estabilidade que forma caráter, mas a queda que obriga a escolher entre endurecer por medo ou aprofundar-se por coragem.

A consciência não amadurece por acúmulo, mas por desapego. Tudo o que pesa demais — certezas, rótulos, expectativas — acaba por deformar o olhar. O ser lúcido aprende a caminhar mais leve, não por indiferença, mas porque entendeu que apenas o essencial atravessa intacto o tempo.

A maior liberdade não é fazer tudo, mas não precisar de tudo. Quando o desejo deixa de governar como tirano, o ser passa a escolher com clareza. E descobre, enfim, que autonomia não é excesso de opções, mas fidelidade ao que não se negocia.