Tudo Oque eu Sentia Acabou

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Eu nunca estou sozinha, especialmente quando estou na minha companhia.

Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: Faz de conta que eu estou sonhando.

Eu quero viver minha vida de tal forma que, quando eu sair da cama pela manhã, o diabo diga "oh, droga, ele está de pé!".

Eu tenho uma ideia de quem quero ser e tenho uma visão do meu próprio sucesso.

Eu sempre pensei em Natal como um tempo bom. Um bem, perdão, generosidade, época agradável. Uma época em que os homens e mulheres parecem abrir os corações deles espontaneamente, e assim eu digo, Deus abençoe o Natal!

Não importa o tamanho ou a dimensão do meu amor, o que importa é que eu só amo você e que todo o meu amor é seu

Eu só quero abraçá-la. Eu trocaria todo o mundo para ver aquele pedacinho do Céu olhando de volta pra mim.

você é amor eterno,lembrança pra vida inteira.
Eu sou romance de verão,sou brisa leve passageira

Dizer 'eu creio no milagre' apenas quando se sente seguro com a intervenção e os recursos humanos é reduzir o poder de Deus a uma mera colaboração.

Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.

Carta aberta ao meu eu de amanhã


Eu não sei se consigo. Está difícil — tão difícil que até as palavras me pesam no peito. Mas saiba: estou indo além de todos os limites que imaginei suportar.


Se, por acaso, eu desistir no meio do caminho, não entenda como fraqueza. Entenda que lutei cada segundo com a esperança de te entregar algo melhor do que sou hoje. O eu de ontem é testemunha de quantas vezes precisei ser mais forte do que conseguia, mais firme do que podia, mais resistente do que acreditava ser.


Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Perdoa por não ter sustentado todos os sonhos, por não ter conseguido carregar o peso que me exigiram, por não ter sido suficiente. Se eu desistir, você nunca chegará a ler esta carta — porque terei perdido a guerra dentro de mim.


Mas, se por acaso eu resistir só mais um pouco, saiba que foi por você. Para que viva o extraordinário que eu não me permiti viver.


Porque, mesmo cansada, ainda acredito que o amanhã pode me acolher com mais ternura do que o hoje.

Não é questão de ser antissocial, é que tem dias em que eu não estou a fim de contato humano.

Não que eu seja antissocial, mas ando sem vontade das pessoas.

Você já não fala mais comigo, minha voz sussura no passado.
Eu não faço mais promessas.Também nunca me esqueço das que já fiz.

Se me incomodasse tanto o ser humano me solicitando, eu deixaria de me exibir, ficaria dentro de minha casa e procuraria um trabalho num laboratório de pesquisas químicas, por exemplo.

Não nego. Estou realmente gostando de você. Não penso. Eu simplesmente não meço as consequências dos meus sentimentos. Não sei como aconteceu, muito menos como vai acabar, mas essas histórias de amor não acabam como os filmes.

Eu fiz a minha fantasia de vida mais poderosa do que a minha vida real.

Eu já estou a anos convivendo com a dor.

Mas quem era eu de fato? Sou obrigado a repetir: eu era aquele que tinha muitas caras.
Durante as reuniões, era sério, entusiasta e convicto; desenvolto e brincalhão em companhia dos colegas; elaboradamente cínico e sofisticado com Marqueta; e, quando estava só (quando pensava em Marqueta), era humilde e encabulado como um colegial.
Essa última cara seria a verdadeira?
Não. Todas eram verdadeiras: eu não tinha, a exemplo dos hipócritas, uma cara autêntica e outras falsas. Tinha muitas caras porque era moço e porque não sabia eu mesmo quem era e quem queria ser.

Milan Kundera
A Brincadeira

Eu sou uma ilha desconhecida, perdida algures neste oceano. Não me conheço, não me sinto, não me tenho e quando me procuro, não me encontro. Tento dar um pouco de mim, todos os dias. Tento libertar-me e gritar quem sou. De que me serve tudo isso? Sou uma ilha desconhecida, igual a qualquer outra. E como qualquer outra, espero um barco que me mostre, afinal de contas, quem sou eu e o que faço perdida no oceano, no meio de tantas ilhas todas diferentes, todas distantes.

(Somos todos uma mera ilha desconhecida. Partilhamos o mesmo oceano, mas não partilhamos os mesmos rumos. Somo-nos desconhecidos. Não nos conhecemos a nós próprios, muito menos aos outros.)