Tu és uma Pessoa Nobre Homem para Mim
Um pai pode se tornar um herói ou um vilão na vida de seus filhos.
O que vai definir sua classe, será sua índole e caráter, depois o amor e a dedicação.
Pais,
Vistam suas capas e usem seus super poderes para proteger e amar sua descendência.
Só assim será possível colher bons frutos.
nem um mínimo de amor e vida nos chega, aos homens, sem que antes ardamos no entendimento vasto do que totaliza a mulher... seja pela mãe que viemos ou para àquela que nos destinamos, como futuro parceiro, nossa jornada masculina é o que ocorre entre esses dois amores.
amor é a incompetência de desistir, a deselegância de querer bem a qualquer custo, o fracasso em soltar as mãos.
Intimidade é abrir a porta. Afeição é adentrá-la. Amor é não precisar abri-la: é morar em casa de vez.
tenho sido todo-meu: me cuidado no abraço-amigo do eu-amoroso.
tenho me preservado-pertencido pra me renunciar quando teu desejo me chamar.
medidas afetivas:
paixão é contar estrelas,
descontar atrasos, recontar detalhes.
amor é perder as contas.
Nada é mais democrático que um debate com pensamentos divergentes em que, ao final, haja compreensão de todos os prós e contras de cada proposta e sejam deliberadas escolhas sobre as reais necessidades, priorizadas pelas possibilidades.
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
VI
Venho de longe e trago no perfil,
Em forma nevoenta e afastada,
O perfil de outro ser que desagrada
Ao meu actual recorte humano e vil.
Outrora fui talvez, não Boabdil,
Mas o seu mero último olhar, da estrada
Dado ao deixado vulto de Granada,
Recorte frio sob o unido anil...
Hoje sou a saudade imperial
Do que já na distância de mim vi...
Eu próprio sou aquilo que perdi...
E nesta estrada para Desigual
Florem em esguia glória marginal
Os girassóis do império que morri...
O governo dá de graça tudo aquilo que o pagador de impostos produziu e teve que deixar para o seu sócio menos participativo.
Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?
Há muitos sorrisos que eu amor nesse mundo, mais também eu gosto, muito de tomar um café com o sabor especial.
Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro.
Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado.
Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso...
Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.
Olhámos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol.
E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.
