Trabalho e Estudo
Hoje pela manhã estava vindo para o escritório, e sem falso moralismo, mas me deparei com uma cena digamos que para alguns já é comum, mas se pararmos para pensar bem, é degradante. Alguns rapazes, com suas saveiros e outros rebaixados, já cedo com cervejas e som alto, até ai, tudo bem, cada um sabe o que quer e o que faz de sua vida... Mas a questão é: Serão eles, a geração que cuidará do futuro de nosso planeta? Bebendo e fazendo farra as oito da manhã... Como disse no inicio, sem falso moralismo e nenhum julgamento, mas preferia vê-los lendo, aprendendo algo, fazendo o bem, sendo realmente útil a sociedade, e não o que vejo, bonecos que seguem uma legião de modismos e servidores de uma grande marca onde o marketing influencia o que poderiam ser grandes mentores no futuro, mas estão logo pela manhã afundados na falsa alegria de fazer parte de um grupo vazio. Dou graças que muitas famílias ainda regem princípios básicos, com liberdade e não com base em libertinagem. O futuro é incerto para todos, mas melhor seguir nesse mar com um barco solido que em uma canoa furada.Viva, seja livre, mas vigie-se, pois a vida passa e você pode ficar pra traz seguindo somente o trio elétrico, ao invés de seguir ao bom e frutífero.Estude, trabalhe, procure seu espaço, não viva as custas de pai rico, seja você mesmo, mostre sua força interior, não músculos, mas inteligencia. A palavra já diz: Colherá o que semear...
Se as colunas de um prédio não forem solidas, em pouco tempo, esse predio desabara. Dessa forma, ocorrera, também, com o futuro profissional, caso não haja investimentos em sua base. Para tanto, vale ressaltar três características primordiais para que o individual adquira excelência no trabalho: qualidades pessoais, competência no que faz e boa vontade.
A primeira se inicia na infância, quando os pais educam seus filhos voltado para a disciplina da pontualidade e do comprometimento com suas responsabilidades diárias, atentando-se para a formação do bom caráter da criança.
Ja a competência profissional se constrói através da busca do estudante pelo conhecimento, o foco nos estudos com qualidade, a descoberta se sua vocação, o cumprimento cotidiano das metas trançadas, o desejo de fazer sempre o melhor, a escolha do curso profissionalizante e da graduação.
Porem, so as características acima não bastarao, será necessário que o futuro profissional desenvolva o sentimento do entusiasmo, para executar as tarefas com excelência, obtendo, assim, o diferencial.
O profissional que busca excelência esta sempre investindo em sua formação intelectual, pois conhecimento nunca e demais para ele. Tambem reserva um tempo, para avaliar o seu relacionamento interpessoal e atuação no local de trabalho, verificando em que e necessário modificar-se.
Assim como um predio precisara de boa fundação, para ser erguido e sustentado, o estudante que anseia pelo sucesso, precisara construir e ampliar as características acima apresentadas, a fim que se nasça, de fato, o profissional de excelência.
Conhecimento é uma arma de dominação. E se não for você o conhecedor, certamente será você o dominado.
Basta focar no seu objetivo e só parar quando alcançar. Não importa quem te puxa pra baixo se a sua visão tá lá em cima.
A vida é para ser vivida, não para ser assistida. É preciso que cada um seja o protagonista de sua trajetória, seja esta feita de espinhos ou rosas. Porque cabe a cada um decidir que tipo de solo vai pisar, se o espinhento, o lamacento, o ressecado ou o florido. Tudo depende da garra ou da inércia de cada um. Ninguém vai mudar o seu amanhã, só você pode fazer isso. Cabe a você decidir se vai melhorar, piorar ou deixar como está. Está feliz assim? Então é com você. Não está satisfeito? É com você mesmo. Seja seu próprio herói, seja seu próprio exemplo, seja seu próprio guia, seja seu próprio mentor. Enfim, seja você. Não espere que outros façam por você o que você mesmo pode fazer. por que adiar para amanhã, o que você pode fazer hoje? Não se intimide, não se deixe abater. Acredite em você, invista em seu potencial. Se não sabe, aprenda através dos estudos, da disciplina e da força de vontade. E não se esqueça: a vida é dura, mas é mais dura ainda para quem se entrega.
A criatividade é a chama que aquece a forja da mente e os desafios são as marteladas que moldam o futuro.
Procure fazer o melhor, mesmo nas coisas mais simples,
pois o feito por você é o que o caracteriza como o ser no amor, no trabalho, na amizade, na família, no estudo, na vida.
Passos de um Só Caminho
Um par branco, limpo, calado,
pisa os corredores da ciência,
entre frascos, fórmulas e vocações.
É o sapato do saber,
dos dias de aula e estágio,
onde cada passo ensina,
mesmo no silêncio da rotina.
O outro, preto e firme,
carrega a força do esforço,
marcado por horas longas,
chão batido de lutas diárias.
É a bota do sustento,
do suor que alimenta o sonho
quando o estudo ainda não basta.
Ambos seguem lado a lado,
mesmo em caminhos distintos,
são meios de uma mesma travessia:
a busca de um amanhã mais leve,
onde o conhecimento e o esforço
se unem, sem vaidade,
na construção de um destino maior.
E se hoje o cansaço pesa nos pés,
amanhã ele sustentará conquistas.
Pois quem caminha com propósito
sabe que nenhum passo é em vão.
O tempo como aliado passa rápido, é bem aproveitado, mas como inimigo é pior do que castigo é triste, cansativo.
" Bem que minha avó sempre dizia, comigo sempre foi oito ou oitenta, e hoje reconheço, sou realmente assim. Para mim não tem essa coisa de ser meio amigo, meio termo, meio coisa nenhuma. Para mim, ou é ou não, ou fica ou não fica, ou gosta ou não gosta, ou vale a pena ou não vale. Alguns acham que sou muito radical, outros acham que sou muito autêntico e sincero. Estou aprendendo a não levar tudo a ferro é fogo, confesso, está sendo difícil, ser populista nunca foi meu forte, deva ser por isso que a minha vida política naufragou antes mesmo de começar; Alguns acham um absurdo eu não ter tido sucesso, inclusive eu mesmo, outros acham mais que merecido o fracasso. Vida que segue, com muito sol, muito estudo, muito trabalho e conquistas pessoais. Cuidar de mim e dos que são importantes para mim tem sido o meu projeto mais bonito."
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DO VOLUNTARIADO NA CASA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A Doutrina Espírita, em sua estrutura racional, moral e filosófica, estabelece que nenhuma forma de coação, direta ou indireta, pode orientar o serviço no bem. O trabalho espírita, por sua natureza, nasce da liberdade de consciência, do amor que se expande e da caridade que se converte em hábito moral. Qualquer tentativa de impor obrigações, sobretudo no ambiente de estudo, atendimento e acolhimento espiritual, contraria frontalmente os princípios codificados por Allan Kardec e aprofundados por autores fiéis à Codificação, como José Herculano Pires, Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira.
A seguir, aprofunda-se cada fundamento doutrinário, em rigor ético e lógico, citando fontes fidedignas.
1. Voluntariado, Amor e Caridade como Fundamento Moral do Serviço Espírita.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XV, item 10, Kardec define a caridade segundo Jesus como “benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas”. Essa tríade exige espontaneidade moral, jamais imposição.
Na Revista Espírita (dezembro de 1863), Kardec afirma que o bem só tem valor quando praticado livremente, pois é o exercício da vontade que educa o espírito. Portanto, qualquer forma de “obrigação indireta” viola esse princípio.
José Herculano Pires, em O Centro Espírita, capítulo “O Problema da Direção”, reforça que a disciplina espírita é sempre consentida, nunca autoritária, pois o centro espírita “não é uma instituição clerical” nem admite hierarquias de imposição.
Divaldo Franco, em Diretrizes de Segurança, esclarece que “a caridade não pode florescer em clima de coerção, mas pede consciência desperta e amor ativo”. Raul Teixeira, em Plantão de Esperança, comenta que o servidor espírita deve agir “com alegria, jamais por temor ou pressão moral”.
Assim, o caráter voluntário do serviço não é recomendação moral secundária, é um pilar doutrinário.
2. A Lei do Trabalho: Fundamento Filosófico da Livre Ação do Espírito.
Em O Livro dos Espíritos, questão 674, Kardec pergunta: “Por que o trabalho se impõe ao homem?” Os Espíritos respondem: “É consequência de sua natureza corporal […] e um meio de desenvolver a sua inteligência”.
Na questão 683, a Codificação afirma: “O limite do trabalho é o das forças”, sublinhando que o esforço não pode ultrapassar a capacidade física, emocional ou psíquica do indivíduo.
A Lei do Trabalho diz respeito a toda ocupação útil, não exclusivamente às atividades do centro espírita. Portanto, transformá-lo em fardo, obrigação ou carga moral é contrário à lei natural.
Herculano Pires esclarece que “o centro espírita é uma escola livre”, e qualquer atuação deve respeitar a autonomia e os limites humanos, físicos, emocionais e espirituais.
3. Livre-Arbítrio e Responsabilidade Moral.
O Espiritismo afirma insistentemente que “a liberdade é o princípio, e a responsabilidade, a consequência” (O Livro dos Espíritos, q. 872).
Assumir um compromisso e não cumpri-lo é, sim, matéria de responsabilidade individual, mas não é prerrogativa da instituição impor peso, ameaça velada ou constrangimento. A moral espírita trabalha pela transformação íntima, jamais pelo medo ou pela imposição.
Raul Teixeira enfatiza que a postura doutrinária deve ser “educadora, não disciplinadora de maneira tirânica”.
Divaldo Franco, em diversas conferências doutrinárias, afirma que a casa espírita “é hospital, é escola, é oficina de almas, e não um tribunal”.
4. Acolhimento, Fraternidade e Ética da Convivência.
A fraternidade, segundo Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI), é a aplicação direta da lei de amor. Um centro espírita que adota práticas coercitivas, mesmo sutis, rompe com o mandamento da tolerância e do respeito à diversidade das experiências humanas.
Kardec, na Revista Espírita (abril de 1864), alerta que “a unidade espírita deve ser fruto da convicção, não da imposição”.
A verdadeira direção espírita é aquela que acolhe, orienta, educa e compreende. Nunca força, nunca constrange, nunca impõe obrigações travestidas de “dever moral”.
Como Lidar com Situações de Coação Indireta no Trabalho Espírita.
1. Diálogo franco e fraterno.
A base da convivência espírita é o diálogo sincero. É aconselhável expor sentimentos, dificuldades e percepções aos dirigentes de forma respeitosa.
2. Autoanálise consciente.
A Doutrina propõe introspecção e responsabilidade. Reconhecer limites, desejos e possibilidades é necessário para um serviço saudável.
3. Estudo sistemático da Doutrina.
O conhecimento doutrinário liberta de equívocos, fantasias e práticas importadas de modelos autoritários alheios ao Espiritismo.
4. Buscar apoio quando necessário.
Em caso de persistência do problema, recomenda-se consultar órgãos federativos espíritas ou, se indispensável, buscar outro espaço onde reine o amor e o respeito à liberdade.
Conclusão: Servir com Liberdade é Servir com Amor.
A Doutrina Espírita é clara, objetiva e profundamente ética:
ninguém pode ser coagido a servir.
O trabalho espírita que nasce do coração ilumina;
o que nasce da imposição, obscurece.
Serviço espírita não é carga, é exercício de amor, prática de humildade e construção do reino interior. Quando os princípios da Codificação são observados, o centro espírita torna-se espaço de paz, aprendizagem, cura e fraternidade legítima.
Porque, como ensina Kardec:
“A fé verdadeira é aquela que se impõe pelo pensamento, não pela força.”
(Revista Espírita, janeiro de 1862)
