Tomar Decisões
Toda história de vida começa nas suas origens. Mas o verdadeiro destino é escrito pelas decisões que você toma ao longo do caminho.
Desejos Embalados
Tuas decisões estão a flor da pele
Teus desejos embalados por uma sacola
Medos e vontades aliados na mesma sintonia
Quantos desejos vão e vem!
Vê, ainda temos um caminho a seguir
Uma vida pela frente
O destino nos reservou esse enredo
Sê alguém com coragem
Vamos enfrentar esse medo juntos
Não adianta protelar
É o amor que nos chama.
Algumas decisões são difíceis ao ponto de partir o coração, mas são as escolhas difíceis que têm o poder de consertar a alma.
Evite o excesso de pensamento, mas não abra mão da sabedoria nas decisões, planejar pode custar tempo, mas costuma trazer melhores resultados.”
Incorporar a empatia nas decisões diárias e simplificar a vida pode lhe trazer a conexão mais profunda com o que realmente importa.
Tem gente que diz que o caráter de uma pessoa se revela nas grandes decisões da vida. Eu, particularmente, acho que se revela mesmo é no beijo. Porque ali não tem discurso bonito, não tem filtro do Instagram, não tem tempo de ensaiar frase inteligente. É só você, o outro e aquele momento meio ridículo, meio mágico, onde dois seres humanos resolvem encostar boca com boca como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E é. Ou deveria ser.
Agora me explica, com toda a calma do universo, como é que alguém consegue beijar de olho aberto. Não é nem uma questão de julgamento, é quase um fenômeno científico que eu gostaria de estudar. Porque pra mim, beijo de olho aberto tem uma energia de auditor fiscal emocional. A pessoa não está ali vivendo, ela está conferindo. Tipo assim, deixa eu ver se tá bom mesmo, deixa eu analisar o desempenho, deixa eu checar se isso aqui vale o investimento. E pronto, o romance virou planilha.
Eu imagino a cena e já me dá um leve desconforto. Você ali, entregue, achando que está vivendo um momento digno de trilha sonora, e do outro lado a criatura te encarando como se estivesse avaliando um produto na prateleira. Falta só puxar o celular e dar uma nota. Três estrelas, poderia ser mais envolvente, textura interessante, retorno duvidoso. Obrigada, próximo.
E não me venha com esse papo de que é curiosidade. Curiosidade a gente mata vendo série, stalkeando ex, abrindo geladeira de madrugada sem fome. No beijo, curiosidade demais vira suspeita. Porque quem está presente de verdade fecha os olhos não por obrigação, mas porque o mundo ali fora simplesmente perde a graça. É quase um desligar automático. Tipo quando você encontra um lugar confortável e nem percebe que relaxou.
Beijar de olho fechado é um voto silencioso de confiança. É tipo dizer, por alguns segundos eu não preciso ver nada, porque sentir já é suficiente. Agora, beijar de olho aberto... não sei, tem um quê de gente que não larga o controle remoto nem quando o filme já acabou. Sempre esperando algo melhor, sempre pronto pra trocar de canal.
Mas também, sendo bem honesta comigo mesma, talvez eu esteja exagerando. Talvez não seja falsidade, talvez seja só gente que ainda não aprendeu a se perder. Porque se tem uma coisa que assusta hoje em dia é justamente isso, se permitir viver algo sem supervisão, sem análise, sem garantia. Fechar os olhos virou quase um ato de coragem. E tem gente que ainda não chegou lá.
Só que eu, do alto da minha teimosia emocional e um leve drama que me acompanha desde sempre, continuo achando que quem beija de olho aberto não está completamente ali. E se não está ali, já começou errado. Porque beijo bom não é o que você vê, é o que você sente quando esquece até de existir por alguns segundos.
E se for pra viver algo pela metade, eu prefiro nem começar. Agora me diz, você também desconfia ou eu já tô criando teoria demais por causa de um beijo?
Foi em uma Quinta-Feira que Judas traiu Jesus. Um dia marcado por silêncio, por decisões nos bastidores… e por um dos momentos mais difíceis da história de Jesus. Um amigo, alguém próximo, o vendeu em segredo por 30 moedas de prata. Mas Jesus já sabia. E mesmo assim, lavou seus pés e continuou o amando.
"Somos reféns de nossas decisões. Jamais conseguirei compreender porque as pessoas preferem destruir quem sempre se disponibilizou fazer algo útil para sua família, sem nunca ter solicitado nada em troca, a não ser o implicitado respeito moral. Seu caráter vem do berço, e é formado através da repetição de bons hábitos nas relações afetivas entre pai e filho. Quando adultos, nossas atitudes devem ser coerentes com nossas índoles. Não há volta após um grande erro."
Venci porque quis mais do que temi, minhas decisões não esperam permissão, sou autor da minha passagem.
