Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
Coração é como uma flauta mágica. Ao ser tocado pelo sopro do amor vibra delicamente e espalha pelo ar a canção do recomeço.
Às vezes um sopro,
Em outras um vendaval,
Hoje uma montanha inteira,
Amanhã talvez um simples grão de areia,
Assim é a esperança em nossos corações...
A verdade dói, porém tem que ser dita. O sopro que soa como uma flauta tocada por uma fada é o universo sem sentido preste a despencar diante um abismo. Prefiro dormir sobre o soar de duras palavras e confabular com minhas percepções do que me tornar réu de minha convicções.
Olha, a rosa estremece ao sopro do vento;
um pássaro entoa um hino; uma nuvem paira.
Bebe, e esquece que o vento vai ressecar a rosa,
levar a nuvem refrescante e o canto do rouxinol.
Eu digo
é uma coisa veraneia intercalada
um sopro quente
texturas que sincronizam
flores que desabrocham
e o verão se foi querida
se foi tão doce como veio
trousse folhas caídas
atiradas debruçadas no teu chão
É surpresa que ele chegou?
macio, fresco, colorido
açucarado...
é uma surpresa ele ter chegado?
tão cor de rosa tão azul
indefinido, suave, nosso...
e se as mãos tocam as costas...
levam alegrias
que te tocam o estomago?
borboletas meu bem...
é surpresa ele ter chegado?
os lábios, línguas,
suspiros...sussurros
é surpresa ele ter chegado...
o beijo...
trago uma flor
um pouco incomum
um sopro de vida
um amor divino
um pouco de desatino
um sorriso lindo
um abraço intenso
um beijo na alma!!!
A distância entre o ordinário e o extraordinário não era mais que um passo, um sopro, uma respiração...
A cada dedilhar meu, teu sopro revela as mais doces notas. É como uma Nocture reproduzida por Chopin, discorrendo sobre o tempo e ato. Sorrio e me perco, em ti, tempo e ato.
A vida é sempre um sopro. Uma frase que conhecemos bem e que aprendemos cedo com perdas de pessoas queridas e amadas por nós.
Hoje, aqui; mas amanhã? Só Deus sabe.
O amanhã não pertence a nós, amor,
somos só um sopro leve perdido no tempo,
uma poeira passageira que o vento leva
e encosta, por instantes, na beira da estrada.
Somos lembranças que o mundo esquece,
rastros que a chuva apaga devagar,
ecos que se desfazem no silêncio
antes mesmo de aprender a durar.
Nada nos pertence — nem o céu que sonhamos,
nem os passos que deixamos pelo chão.
Somos visitantes deste breve instante,
almas que se tocam e seguem adiante,
levando apenas a memória
do que um dia cabia no coração.
Somos Brevidades
Vivemos apenas uma vez.
E nesse único sopro de existência,
resta-nos provar da vida
a sutileza dos instantes mais nobres —
aqueles que, embora raros,
carregam em si uma eternidade condensada.
Mas tais instantes são breves.
E quando falo em brevidade,
é porque o ser humano nada mais é
do que um viajante de passagem.
Como um compasso invisível,
nosso coração marca o ritmo,
nossa alma vibra,
até que, um dia, a música silencie.
E de nossa curta travessia
sobre esta esfera que chamamos Terra,
não herdaremos riquezas,
não guardaremos posses.
Restarão apenas lembranças —
essas frágeis centelhas de eternidade.
Porém, quantas vezes as ignoramos?
Quantas vezes as deixamos adormecer,
cegos pela pressa,
surdos pelo ruído do mundo?
E, assim, distraídos,
nos perdemos no caos,
renunciando, ironicamente,
à face mais bela da existência.
Só então, diante do tarde demais,
lembramos daquilo que esquecemos.
Pois somos brevidades —
fagulhas efêmeras
em meio ao infinito universo.
Viver o agora é uma forma silenciosa de oração, um jeito de reconhecer o sopro da vida que Deus nos dá. Quando a mente se aquieta, fica mais fácil ouvir a voz suave que acalma.
O VOO DO SER
(Entre o sopro e a luz)
Sou como uma nuvem passageira,
Sem forma fixa, sem peso ou chão;
Voo livre que separa o tempo
da finitude.
Nesse toque divino me desfaço,
Desprendo-me das amarras de quem julguei ser,
Deixando o ego perdido
Para um novo sentido poder florescer.
E finalmente, dentro dessa luz, me encontro,
Pois no ponto mais alto me liberto
Dessa impermanência no infinito.
Lanço um suspiro ao campo estelar que sorri para mim,
No sopro que acabo de soltar.
É nos dedos de Deus que me encontro,
Como um verso escrito em pleno ar,
No silêncio que desata esse nó da existência
E me ensina o segredo de apenas estar.
Lu Lena / 2026
“A boneca não respira, mas pode carregar o sopro simbólico de uma dor que ninguém quis escutar.”
Do livro Bonecos Reborn — Quando a Fantasia Assume o Lugar da Realidade, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Sou um devoto da beleza que a natureza nos oferece, uma alma que se deleita em cada sopro de vento e em cada raio de sol que beija a Terra.
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