Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende

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⁠O tempo do político
não é a emergência
de todo um povo,
O relógio do tempo
dele sempre
marcará diferente,
Por isso nem insisto
em discutir com
esse tipo de gente,
Busco por mim mesma
fazer um mundo novo.

O som da clarinetista
ninguém ouve mais,
A Justiça está foragida,
e é a única verdade que
existe e me faz realista.

Tem gente tão obscura
como deixaram
as águas de Osorno,
Tipo aqueles dois
que foram capturados,
E o interminável
diálogo de Barbados
Sob a lógica de Oslo
e impronunciáveis
bobagens do Inferno
de cinco letras
que me pisoteiam
ofertando uma
sorte desgraçada
para quem
veste ou não farda.

Do General não se
tem uma notícia
de certeza física
desde o dia 28 de abril,
Dele só se sabe que
está em greve de fome
Este fato nos consome
fatalmente aos poucos
E quem tem o dever
de nos responder tem
feito ouvidos aos moucos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todo o dia saio
pela sua
consciência,
Sem autorização
dos velhos pais
E de quem
quer que seja;
É porque estou
em busca
do General
que foi preso;
indevidamente
e está
desaparecido,
Só Deus
sabe se ele
continua vivo.

As minhas não
são palavras
inventadas,
elas são
reais e estão
por todos
os jornais;
E agora nada
mais tenho
a fazer,
Só apenas
ficar tentando
entender
que anda tudo
muito estranho:
a Alta Comissariada
veio e nada mudou;
Levaram brutalmente
os velhos pais
do sargento
metropolitano.
Um almirante
que ninguém
sabe onde está,
Falam de generais
de uma nova
conspiração
ainda sem prova:
Apenas falam,
porém nada
me dizem até
que me provem
o contrário(...)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A todo instante
se descobrem
mil conspirações,
Ninguém mais
aguenta viver
com tantas
perturbações,
O quê falta
para efetuar
essas prisões?
Não se fala
em outra coisa,
e sei que escrevi
muito mais
do que deveria:
"Quanto maior
é a censura
mais cresce
a busca pela
verdade e justiça".
Só não
entendo
como não
descobrem
o paradeiro
do General
que foi preso
injustamente,
Não consigo
ficar calada
simplesmente,
O desgosto
faz joropo
com o meu
descontentamento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda se fala
sobre o dia
mais sombrio
do Exército,
Todo o dia
tem sido levado
um General
para ser detido
sem explicação.

A História vem
se repetindo,
como vocês
não querem
murmuração?

O General foi
preso porque
deu opinião,
e sobre
o paradeiro
dele não há
nenhuma
explicação,
Há mais
de 50 dias,
E você em
silenciação.

O General foi
arrancado
no dia 13
de março
no meio
de uma
pacífica reunião.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do oficial
que serviu
lado a lado
todo o dia
o Cmte.Supremo,
se tem notícia
que ele está
torturado
no Inferno
de cinco letras,
O deputado
segue isolado
do mundo,
E para
as amadas
até agora
nenhuma
mão estendida.

Este mundo
tem se nutrido
de valores
invertidos,
Dizem que
tem guerrilheiro
se convertendo
em justiceiro
das fronteiras;
Não se pode
ter um
olhar ingênuo
sobre isso,
É preciso proteger
melhor o povo,
No cair profundo
da penumbra,
Transferiram
o General mais
idoso para
Fuerte Tiuna.

Do General preso
injustamente
que tanto insisto
em pedir
a liberdade,
É por essa e
tantas outras
percebo que há
muitos malfeitos
a serem corrigidos,
Não dá para engolir
silenciosamente
tanto radicalismo.

Somos latino-americanos,
e devemos estar acima disso
tudo para que este pesadelo
nunca mais se repita!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Canção de todo
o dia primeiro,
de todo o mundo
que trabalha
e até do velho
tupamaro
que cansado
de tudo
pediu que se
desviassem
do que está
na frente;
Pois a vida
não está
nada contente.

Nunca é tarde
para entender
que é preciso
respeitar
o protesto social,
proteger a vida,
e não fazer
o uso da força;
Não efetuar
prisões arbitrárias
é necessário
da mesma forma
que controlar
o verbo maldito,
não acelerar
as tanquetas,
nos libertar,
rogar pela
libertação dos
presos políticos
e pedir para
devolver o mar.

Canção feita
para lembrar
da tropa
e do General
que o destino
não libertou,
e da saída
soberana
pelo Pacífico,
O seu coração
deve bater
por isso
e não deixar
o nosso
continente
se entregar.

Ontem 119
foram os detidos,
dentre eles 11
adolescentes
estão incluídos,
e eu nem mais
sei o quê dizer
a não ser pedir
que não permitam
que esse pesadelo
nunca mais
venha se repetir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sabe-se que
eles vem
sofrendo
todo o tipo
de castigo
e de sevícia;
Não consigo
ignorar este
gênero
de notícia,
e fingir que
não sinto.

Dizem que
o Major não
deixaram
terminar
o tratamento,
Até quando
Deus seguirá
em frente tanto
sofrimento?

Na prisão
de cinco letras
o maltrato vem
sendo diário,
Rostos corados
se foram pelo
ralo e estão
muito pálidos.

Onde está
a justiça?
Eis a nova cifra
de 193 militares
presos por
motivação política.

Meu Deus!
Essa história
não pode ser
considerada normal,
trago nestes versos
a dor reiterada
no ombro do General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Rodeio Poemário do Vale

Tu és o meu poemário
perfeito que levo
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mar é para os povos
e dá para todo o mundo
desfrutar sem se conflitar,
é só questão do respeito
e a fraternidade recuperar.

O diálogo foi levado
até o Palácio da Paz
para colocar no seu
devido lugar a História
com a justa soberania.

Há um novo capítulo sem
Guerra a ser escrito para
a rota que pede justiça ao
mar que foi subtraído,
pois o povo foi traído.

Há uma imperdível
oportunidade de se
fazer uma Nova Era
de prosperidade
ganha quem souber
viver com flexibilidade.

Não se impõe isolamento
geográfico a Pátria alheia,
porque um dia o destino
cobrará a conta inteira;
é preferível colaborar
com a justiça para
que ela aconteça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não são meus filhos,
todo mundo sabe disso,
mas sinto como fossem;
esses tantos filhos
que partiram para
o plano astral,
filhos adoentados,
filhos em diáspora,
filhos que se encontram
presos injustamente
e incomunicáveis,
filhos que são pais,
e filhos distantes dos pais.
A minha especial
preocupação são
com as estrelas,
não aquelas que
se colocam nos ombros,
mas as que nasceram
para viver grudadas
para sempre no coração,
Por saber da vileza
do mundo: por elas não
canso de pedir o diálogo,
a paz e a reconciliação
em nome da merecida
e justa libertação.
Chegou o tempo de olhos
voltados para o céu,
joelhos dobrados,
mãos coladas
em gesto de oração,
corações curados
e plena superação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como as rodas
de um caminhão,
Gira o sonetário
pelo mundo todo,
Pelo seu povo
ele pede socorro;
Ele caminhoneiro,
petroleiro
E leal guerreiro,
também é Mãe
da Nicarágua
Que reclama
pelo bom filho.
Mãe oceano de amor,
de coragem e poesia,
Fazendo frente contra
aquilo que não serve:
Rejeita o autoritarismo.
Vai além e enfrenta,
materializando bem
Mais que a ousadia
celebrada pelos poemas
Que enervam os tiranos
Só para provar
Que o amor é eterno,
e que os poetas estão vivos.

As letras nos pertencem, nós poetas conseguimos com talento relatar
a conjunturade mais
de um país num único poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Grão-Pará

⁠No sul de Santa Catarina,
ali com indústria tens
todo o meu coração,
Grão-Pará de História
tão fina do Vale do Tubarão.

Grão-Pará poética, elegida
pela Coroa e virtuosa
de uma gente que não
teme sol, chuva e nem
fraqueja em meio a garoa.

Grão-Pará fostes vinculada
a Orleans e uma homenagem
em reverência ao Príncipes
e dos povos europeus
viraste a morada perene.

Grão-Pará de lavouras,
rebanhos, madeiras e de metal,
a tua gente soube e sabe
fazer uma cidade e te amar
como um paraíso terrenal.

Só sei que olhando ao teu
derredor és circundada
pela Serra Geral celeste
da Serra do Corvo Branco
adorada até a Serra Furada
capaz de fazer a alma brindada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todo o poeta tem vida eterna.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Poemário Nacional

⁠Gostaria enviar todo
o meu amor pela Aviação
de Transporte para suprir
de tudo o quê te falta:
você me faz muita falta,
e a distância a cada dia
cada dia tortura e alucina.

Embalando um poema
sentimental para enviar
na segunda-feira graças
ao Correio Aéreo Nacional
confessamente aos olhos
de quem sabe ler: somos
intensamente apaixonados.

Gritaria para o mundo
quem é você no entanto
entre as galáxias e poemas
tu és a minha galáxia
preferida e eu o teu cinturão,
e amor para a sua vida:
o teu Poemário Nacional.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se você é autoritário o político será autoritário. Todo o político se assemelha com a classe artística.

Se a platéia é afável, o político será afável, e se a platéia é agressiva o político tende ser agressivo.

Quem faz o político é você.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todo mundo tem que cultivar
o autocontrole independentemente da posição que ocupa na vida. Um tratar o outro na base da explosão sempre acaba em confusão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As pessoas reclamam,
a irmã reclama,
Os amigos reclamam,
todo mundo reclama,
E eu que não tenho nada
a ver com a História também,
Devemos ser solidários
para o nosso próprio bem.

Enquanto reclamo fico
contando e recontando tepuis,
e assim tem sido desde
dois mil e dezoito pouco
depois da prisão injusta
que o General preso continua
passando por pelo aumento
de restrições ainda mais
fortes junto com outros
presos de consciência
em Fuerte Tiuna.

Ah, eu sou a voz da minha
Mãe que pela vida
do velho tupamaro e pelo
Esequibo também reclama,
Não se esqueçam disso,
dele que está passando
por greve de fome há mais
de vinte dias e com a vida
em perigo porque
a Justiça não dá ouvidos

O quê é de política é de política,
E o quê é de direito
de recuperação territorial
É de direito
de recuperação territorial;
Em vez de quedas de braço
inúteis já deveriam ter
feito a reconciliação nacional.

E no Yuruani-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Janeiro é a primeira
linha para escrever
a poesia do ano todo:
(Por isso evite
tudo o quê não traz
paz e conforto).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quando se ama verdadeiramente,
O amor não pede tempo,

E nem perde tempo;

Todo o tempo é tempo de amor,

O amor constrói o seu templo.



Não quero e não permito

O meu coração ser ferido,

Por ti dei o melhor de mim,

E você não se fez esclarecido.



Não quero, não devo e não posso

De novo contigo me enganar,

Já passou tempo o suficiente,

E comigo você não quis falar.



Quando se ama verdadeiramente,

O amor não fere o sentimento,

E nem busca reafirmação;

Toda a cortesia é anseio,

Que o amor busca como meio.



Não quero o amor que me ame

porque precisa de mim,

O meu coração quer o amor

De alguém que precise

De mim porque me ame.



Não tenho outro meio

De internamente me curar,

Se comigo não quer falar,

A minha poesia só faz te julgar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Estou em todo o lugar

Nasci de um mistério

Misturado ao teu paladar

Cresci no teu coração

Mergulhei no teu olhar

Escolhi um pavilhão

Aceno de um doce amor

Solitário, e bem perdido

Resolvi resgatá-lo

Para desenhar o sorriso

Em versos bem protegido

- resguardá-lo -

Porque não tive a coragem

De ainda por ele lutar

- e atentá-lo -

Sobre os meus sensuais 'versos'

Você os aprecia como ninguém

E os interprete até como confissão

No giro das horas que passam

No baile de todos os formosos astros

Que nos brindam com demonstrações:

De dois que não resistem as distâncias;

E, não temem o tamanho dos oceanos.



Estou até no teu respirar,

Quando vier, que venha liberto!

Que venha para libertar,

Para elevar os graus dos amplexos.

Quando vier, que venha desprendido!

Como quem busca um colo,

Para ver o tempo passar.

E também só para de amor conversar.



Estou por todos os teus passos,

Em todos os abraços - não dados,

Estou presente no teu desassossego

- visível -

Por não me ter lado a lado,

No fundo bem sabemos,

O que cada um pensa e deseja,

O amor do jeito que vier não é problema,

Todavia, o quê nos falta é audácia,

Para beber desse escândalo tão íntimo,

Que para muitos não é mais segredo,

Com as tuas mãos no meu corpo,

Eu hei de escrever o mais belo enredo,

E as cenas de volúpia sem nenhum medo.

Inserida por anna_flavia_schmitt