Todo Amor Precisa ser Alimentado
“A flor germinada não deve ser abandonada, mas, com esmero cultivada, após formada, será admirada, e exalará o melhor odor, difundirá o amor...”.
Antes ser uma mulher cheia de falhas do que uma metida a santinha. Prefiro assumir meus erros do que fantasiar demais e acabar com a cara no chão.
Antes ser Realista do que falsa! Me dá náuseas só em pensar em fingir que que gosto de alguém que não suporto.
O mundo tirou pedaços de mim, mas a maneira que encontrei pra ser feliz é muito pessoal, presto atenção nos pássaros que cantam pela manhã, tomo café feliz, ouço uma música, sonho um pouco e logo ponho os pés no chão, vou trabalhar, sempre pensando no que tenho, e não pensando no que perdi...
Amar faz tanto querer, tanto com o jeito de ser da pessoa amada, este instinto de preservação da vida, percorre por dentro da alma, expande luz, cala o som, vira e revira o tom dourado do amanhecer...
".. pode ser que eu tenha sido dura com as palavras, pode ser que eu tenha te ferido com elas. Acredite, esta nunca foi minha intenção. Acredito que no fundo, eu quis mostrar a você o quanto tuas palavras me feriram também. O quanto elas me tiraram a paz, me tiraram o chão, levaram você de mim. é uma falta inconsolável, interminável e consumidora. e, por mais que eu quisesse por um fim neste sofrimento, na nossa comunicação, hoje, encontro me com meus pensamentos totalmente convertidos ao passado, buscando uma salvação, um consolo em meus pensamentos, um carinho teu que eu já tive. eu desejava parar de te querer, parar de te amar hoje, mas, acho que é causa perdida. sou tua, meu coração é teu, meu amor ainda é teu. quando achar que deve voltar, volte. intensidade, conexão, amor como o meu por você, não se acaba. a gente pode se fazer feliz."
Falso não é aquele que diz ser seu inimigo , falso é aquele que te dá um tapinha nas costas e ainda diz ser seu amigo .
O que sempre Maria procurara em sua vida era ser feliz. Durante sua infância em sua casa conturbada vivia como um fantasma. Dizia a si mesma todo o dia que quando casasse e tivesse sua família, faria diferente. Em sua adolescência viveu como deveria. Sem beber, sem desobedecer sua mãe, já então separada de seu pai, viveu em uma jaula sem poder realmente viver. Não fez nada que pudesse dizer: aproveitei minha adolescência de fato. Formou-se em Medicina e logo dedicou sua vida ao trabalho. Casou-se aos vinte e cinco anos de idade com um homem que julgava ser o homem de sua vida. Ele era completamente diferente dela: extrovertido, engraçado, simpático e bem humorado. Ela era fechada, na dela, um pouco antipática e não tinha nenhuma senso de humor. Juntos tiveram Alice, a primeira e única filha do um relacionamento de dez anos que acabou depois da descoberta de uma traição. Maria ficou desolada. Não queria comer, não queria beber e nem sair de casa. Queria ficar em seu quarto, em seu mundo. No lugar onde ela nunca, nunca poderia ser julgada. Após uns meses de terapia, Maria voltou a trabalhar e viver normalmente. Ou melhor, viver não seria a palavra indicada. Ela passou a sobreviver.
Ela era infeliz. Era toda infeliz. Seus olhos, seu nariz, orelhas, suas curvas, seu corpo, era toda infeliz. Tudo que sempre quis na vida ela não conseguiu. Mesmo se formando, trabalhando no que amava e recebendo muito bem, ela era infeliz. Sua casa era triste. A filha mal falava com ela, o ex-marido enviava dinheiro pela conta corrente, havia ficado bem mais velha do que aparentava. O que havia acontecido com Maria? Porque ela vivia naquela tristeza angustiante? Sem amigos, sem família, uma filha que mal falava com ela, um trabalho desgastante, uma vida cheia de decepções emocionais. Dificilmente se divertia ou saia. Todas as quintas ainda saia para tomar um café na cafeteria da esquina que tinha um café barato e de quinta. Pegava algum livro, sua bolsa e jaleco e ia para a cafeteria, sentava sempre no mesmo lugar, pedia sempre a mesma coisa e ficava lá horas até dar sua hora de ir para o trabalho.
Era uma quinta chuvosa quando Maria resolveu que mesmo com a chuva grossa ela iria tomar seu café de quinta, na quinta-feira. Pegou seu livro e saiu de casa ainda com o guarda-chuva e uma capa. Abriu a porta do estabelecimento e quando ia se dirigir para seu local de costume, havia um homem sentado lá. Ela parou, olhou o lugar quase vazio e voltou a olhar para o homem que lá estava sentado. Porque, em meio a tantos lugares bons, ele escolhera logo seu lugar. O mais no canto, o mais escuro, o mais depressivo? Resolveu que pediria a ele para se retirar do lugar. Um absurdo! Ela ia todas as quintas e sentava ali. Se ele quisesse sentar naquele espaço, que fosse outro dia. Decidida a discutir se possível, ela caminhou até à mesa e parou bem em frente. O homem lia um jornal e pareceu demorar para notar a presença de Maria ali. Ele baixou o jornal, levantou o olhar e sorriu:
“Sim?”
“O senhor está em meu lugar!” Disse ela decidida e autoritária. Com aquele jeito bem arrogante e antipática de quando queria alguma coisa.
Ele ainda confuso, olhou para os lados, para baixo da mesa, para as cadeiras e com um sorriso exclamou:
“Não estou vendo nenhum nome na mesa, suponho que ela seja de qualquer cliente que a encontrar vazia primeiro.”
“Todas as quintas eu venho aqui, eu sento nesse lugar, eu leio esse livro e depois de duas horas eu vou trabalhar! Então suponho que o senhor não queira atrapalhar minha vida. Por favor, escolha outra mesa e sente nessa amanhã”
“Mas eu já estou sentado!”
“Fique sentado em outra!”
Ele pareceu suspirar, mas tinha um ar tão arrogante quanto ela:
“A cafeteria está vazia, escolha outro lugar. Eu não vou sair daqui!”
“Não vai? Tem certeza?” Ela falou indignada com a arrogância do homem.
“Não, eu não vou. Se quiser sentar-se comigo tudo bem, mas não vou sair!”
Ela, já com raiva e bufando, jogou as coisas na mesa e sentou-se. Ele deu um sorriso pequeno e vitorioso e continuou lendo o seu jornal. Ela fez o seu pedido e enquanto bebia o café, ficava fitando o jornal dele querendo que o jornal queimasse ou que ele saísse logo. Era a única hora que ela tinha para ela. Aquele homem não poderia acabar com isso!
“Então é médica?” Ele soltou ainda enquanto lia o jornal.
“Não te interessa” Respondeu ela durona e com raiva enquanto bebia um pouco do seu café.
“Oras, pare de ser infantil. Só fiz uma pergunta por causa do jaleco” Ele baixou o jornal e pôs-se a beber o seu café com leite que havia sido trazido pela moça simpática que servia sempre com um sorriso no rosto.
“Sim, Hospital Santa Cruz. Que saber minha credencial?”
“Você me lembra minha filha, e ela tem cinco anos.”
“Porque você não se detém a apenas ler seu jornal e tomar seu café rápido?”
“Não se preocupe, tenho bastante tempo de sobra para conversar.”
“Não quero conversar.”
“Qual seu nome?”
“Qual a parte do ‘não quero conversar’ você não entendeu?”
“Tem cara de Sandra, Marisa…”
“Maria. Meu nome é Maria” Ela falou virando os olhos e bebendo o seu café.
“Um belo nome esse: Maria.”
“Você acha?” Ela levantou o cenho e depois deu os ombros “Acho normal, igual demais”
“Não gosta de coisas iguais?”
“Gosto de coisas diferentes.”
“Então porque tem que vim toda quinta com o mesmo livro, na mesma cafeteria e senta na mesma mesa?” Ele olhou para ela que piscava um pouco surpresa com essa afirmação.
“Isso é… É completamente diferente!”
“Não, não é. Sabe, tenho observado você todas as quintas. Já esbarrei com você várias vezes aqui, porém parece que seus olhos estão fechados para o que é novo. Parece que eles estão vendados para a vida. Sempre, sempre a mesma rotina.”
“Você não tem… Não tem absolutamente nada a ver com minha vida!”
“Ricardo!”
“O quê?”
“Meu nome. Ricardo. Prazer em te conhecer Maria.”
Ele levantou e deixou ela sentada ali, perplexa, sem nenhuma palavra. O dia todo ficou pensando naquela conversa. O dia todo, a semana toda. Passou a semana e quando chegou na cafeteria, ele não estava mais lá. Olhou para os lados procurando aquela figura masculina que a havia deixado confusa e não achou. Quando ia caminhar para sua mesa de costume, algo lhe parou. Ela voltou e sentou em outra mesa. Deixou o livro e lado e pegou um jornal. Não pediu o de sempre. Ela havia aberto os olhos para a vida. Chega de rotina, chega de tristeza! Ela iria mudar, e que começasse com as pequenas coisas!
DESEJO DE ALCANÇAR
Permanecer amado é a meta dos amantes, mas como ser constante, sem ferir, sem magoar, sem machucar.
Com certeza nunca houve um paraíso para nós dois, mas tentei, juro que tentei, e até lembrei-te do início, com paz e sem agonia.
É impossível amar sozinho, pois no amor tudo é reciprocidade, cumplicidade e o forte desejo de felicidade.
Conturbada na noite, mas feita a sensação do dia ao meio dia, morada da minha alegria, confusa paixão.
Só os covardes desistem dos seus sonhos e no erro existe o aprendizado que no amor me achou, pois apenas o amor constrói.
Levo a vida em todo momento para não faltar amor, sem dor, nem rancor, apenas você que nos meus sonhos brote uma flor, pois a vida insiste no amor.
O amor é persistente, infinito, mas, existem momentos que sucumbimos ao tal sentimento, pois o amor deve ser recíproco.
O pior sentimento nunca será o medo de amar, mas sim a rejeição, pois neste pobre sentimento não existe lugar para a paixão.
Disfarço em mim a mágoa que sinto, pois nela refaço minha nova paixão.
Quando a palavras não são colocadas em prática, se tornam apenas palavras.
Sempre pedirei uma chance de amar, pois disso não me envergonho, gosto de amar, mas também gosto de ser amado.
Saciada se fez feliz, por tão pouco me condenou, alegria se fez ao meu lado, paz que tanto desejo, lembranças do fim.
Fiz do teu coração o meu espaço, sei o quanto sonha com meu desejo sonhador.
Pois a rotina consumiu a nossa paixão, a tarde desejosa se acabou.
Sou apenas um amante que deseja a paz de um sonhador, repleta de fervor, experiência de uma pequena flor.
Os extremos acabam-me fazendo meio louco, juiz e carrasco, prefiro as coisas como são, naturais e palpáveis.O que devo lembrar-te do tempo, lembranças boas, ruins, ou belas, vou esperar como náufrago no teu coração, e apenas sonhar. Pois o que devo lembrar-te dote tempo, lembranças boas, ruins, ou belas, vou atracar como barco em teu coração, e te desejar ou apenas sonhar.
Alegria, não se abata, creia em Deus e também em você, pois quem mais pode sentir por você as coisas que somente eu tenho a falar.
A lógica da vida não fala nos sentimentos, só no cotidiano. Levante quando cair, e vá em frente.
A sua falta me faz marejar, a minha alegria está no ar, suas conchas e estrelas a me saudar, pois me alegro no espelho saudoso do mar.
Eu posso economizar a vida, e destruir meu tempo, e ser apenas as lembranças das minhas palavras.
Sempre desejei levar você para uma terra de liberdade, amor e eternidade, e nela encontrar o seu amor.
Na doce entrega, na reciprocidade de dois corpos, no desejo do seu olhar, me entrego ao amor a ti desejar.
O sentimento é algo incontestável, algo que almejo, amor que me prende, pelo simples fato de sentir, e o desejo de alcançar.
Ser feliz significa viver conforme pede seu coração...sem as restrições que nos aprisionam dentro de padrões pre estabelecidos por homens de mente pequena.
Não sou uma robô projetada
então não posso ser perfeita
sua uma fera indomada
quem não me aceitar que se contenta
Não vim com manual de instruções
mas tenho um diferencial, tenho sentimentos
meu eu humano é envolto por imperfeições
atitudes, impulsos e pensamentos
Ás vezes sei que me comporto como uma máquina robótica
tenho momentos de frieza e insensibilidade
gosto das coisas certas, chatice metódica
meu sistema avisa alguma incompatibilidade
Não ajudo em casa como uma perfeita faria
sou irresponsável, o que uma perfeita não seria
faço e falo sem nem antes pensar
será que digo, será que vou machucar?
Meu jeito é exótico, é de se estranhar
as pessoas fogem com medo, com muito medo
dizem que o meu isolamento é de assustar
algumas vezes é certo, outras, um erro
Meus sonhos querem viajar sem limites
aprender o novo, aprender tudo de novo
mas tem essa insegurança e pânico que insiste
em me esconder de tudo e de todos
Sou alguém mal-compreendida
que tem pavor de rejeição
antes se isolar do que ser excluída
antes ser racional, do que ser controlada pela emoção
Me entenda então com mais doçura
e escute bem quieto o que vou te contar
preciso de mais paciência e ternura
pra essa garota em mulher, se transformar
