Tinta
E mesmo aqueles que dizem deter a caneta na mão um dia verão a tinta secar, pois o poder não é escrito por quem diz possuí-lo, mas pelas intenções daqueles que, invisíveis, o direcionam.No fim, a história sempre revela que o verdadeiro domínio está na influência silenciosa que molda cada decisão, sutil e imperceptível aos olhos de quem acredita comandar.
Corações velocidades à mais de 8 mil destino
agarrado nos números com tinta extinto Homos sapiens
Escrevo... Sobre 8 humanidades
ciclo que círculo eles num circo completo fuga do natural químico e poluição da ganância do esquema da arrogância que queima e mata
E eu tentando resolver a Solidão de dois mundos divina divida externa anos-luz... estava tão perto do braço e dos abraços escapou... Tento de novo na curva da luz...
Nascimento de um Oliveira 101 nas correntes celebrais celebrando a face da poesia perfeita que bate martelando golpeia para se libertar para existir...
E estes números que me escapa, E é não é, é um pega de te pego! de quem é aquele? de quem é de quem?
E vem nos trens da estação inspiração
Transpasso o corpo e transcender a alma traço de audiência do rádio de cada da estação e nesta tração arrancado nesta extração sigo de voo em vão
Setenta vidas tentei e mais de mil destinos sucumbidos
No beijo preparava para decolar em contagem regressiva e vocês e foi e levou de mim o coração e de alma vazia... tento encher com a noite..., mas as vezes; quase sempre nem com a madrugada me completo
A medida de amar é amar sem medida
Eu sabia de cor que as estrelas eram azuis;
Eu sabia de cor que a tinta escorria pelo papel;
Eu sabia de cor que és ilustre quem sonha;
E não sabia que você LERIA ESSA PROSA.
Meu Amarelo
"Van Gogh achava que ficaria feliz tomando tinta amarela porque considerava uma cor alegre, mas a tinta tinha chumbo. O chumbo no sistema nervoso provoca depressão."
Sem você, eu sou o amarelo
Mas por conta do chumbo, contida na composição da tinta
Um elemento infeliz, doloroso, desgraçado
Com você, eu sou o amarelo
A cor quente, alegre, luz
As provações são para mim como tinta em um tinteiro; nela mergulho minha pena e registro nas páginas do conhecimento um novo pensamento.
Provocações são como tinta em um tinteiro; nela mergulho minha pena para escrever uma frase ou um verso inteiro.
Portanto, o meu silêncio não é sinal de fraqueza; é a perfeita beleza, personificada em páginas do conhecimento que registram cada um de meus pensamentos.
"O Inventário das Portas Mudas"
Sou um currículo escrito em tinta invisível,
lançado ao vento de uma cidade de ferro.
Minhas mãos, prontas para o ofício e o zelo,
hoje apenas seguram o vácuo de um desterro.
O calendário é um carrasco de folhas secas,
onde o "amanhã" se veste de "ontem" outra vez.
Bato em portais que não possuem ouvidos,
enquanto o estômago conta o que a sorte não fez.
A fé é uma vela esquecida na chuva,
noventa por cento de sombra e de pavio.
O espelho me olha com olhos de estranho:
um barco ancorado no leito de um rio vazio.
Não sou mais o nome, nem o sonho, nem o plano;
sou o cansaço que aprendeu a caminhar.
Uma jornada de passos que não saem do canto,
sob um céu que desaprendeu a me olhar.
Na primeira página, a criança escreve com a tinta da certeza absoluta. O mundo é simples, concreto e real como seu próprio corpo. Ela não duvida do que vê e toca.
Na segunda página, o adolescente vira-se para dentro. É o sonhador. Precisa entender o furacão de seus sentimentos antes de entender o que está lá fora. É um mundo de ideias e descobertas.
A terceira página pertence ao adulto, o prático. Ele aprendeu a perguntar. Duvida dos caminhos, para não se perder neles. Sabe que os planos podem mudar, e por isso mantém a mente leve, pronto para corrigir a rota.
A última página é do Idoso, que desenha com a pena da serenidade. Ele olha para trás e vê que a vida é feita de sorte e acaso. A lógica falha, o inesperado acontece, e a paz está justamente em aceitar esse mistério. Ele contempla o que foi e o que ainda virá, e ali encontra seu descanso.
A Dança da Caneta e da Tinta
Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.
E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.
Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.
E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.
E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.
E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.
Cobri com mentiras
a feiura do que é real.
Preferi ser a tinta que disfarça,
à massa que preenche;
era mais fácil mudar a cor
do que aceitar o dano…
Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.
Lapiseira azul, tinta preta, caderno de folhas de papel brancas. Expresso, exprimo e boto o que virá da mente ou do coração.
Me apaixonei pelo rabiscar
Pelo derramar da tinta
Pelas entrelinhas
Rabisco pensamentos
Histórias de mim
Palavras que ouvi
Não temporalidade
Ou lógica
Apenas fluir
Essa é a minha liberdade
