Tic Tac Passa o Tempo

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Tic-tac, tic-tac. Esse é o som da sua vida acabando.

Jordan Chase

Nota: Dexter, Temporada 5, Episódio 9

O Homem e o Relógio

Um homem encara um relógio, vendo cada tic tac ecoar pelo cômodo.
Tanto tempo se passa, ainda sem sentir incômodo.
Ele não desiste e insiste em encará-lo, ignorando o fato de que o ponteiro ainda se movia.
Foram anos e anos: os dois não pararam de se entreolhar, até que chegou o dia em que o homem morreu de ver o tempo passar.

Foi como um recado; mesmo observando cada segundo, bem lá no fundo tudo passou-se muito, muito rápido.
Lá se foi o homem inimigo do bom e velho tempo, do qual levou no relento todos aqueles que no mesmo caminho fossem.

Tic tac, tic tac…
há relógios marcando horas,
e há silêncios marcando saudades.

A beleza não passa de uma maravilha que a natureza arma à razão.

Tudo passa, só a arte robusta possui a eternidade.

O que sou não passa de uma preparação do que serei.

A melancolia não passa de um entusiasmo que arrefece.

em nosso universo
breve, passa, com pressa! e
graça, a borboleta

A clemência dos príncipes não passa muitas vezes de uma política para conquistar o amor dos povos.

Na poça de lama
como no divino céu,
também passa a lua.

O mundo criado não passa de um simples parêntesis na eternidade.

O estilo não passa do movimento da alma.

O amor não passa de um prazer. A honra é um dever.

A coragem começa quando você passa a entender que você a tem. A coragem cresce forte em vitalidade cada vez que é usada.

A lei é como uma cerca - quando é forte a gente passa por baixo; quando é fraca a gente passa por cima.

A consciência é a faculdade que o homem tem de contemplar quanto se passa no seu íntimo, assistir à própria existência, ser, por assim dizer, espectador de si próprio.

O sonho é um túnel que passa por baixo da realidade. É um esgoto de água clara, mas não deixa de ser esgoto.

Vamos passando, passando, pois tudo passa. Muitas vezes me voltarei. As lembranças são trompetas de caça, cujo som morre no vento.

Estrada de Fogo

Pedra a pedra a estrada antiga
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;

encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto

seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.

A vida não se passa na terra mas na minha cabeça.