Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
No Universo foi
o sonho escrito
para as estrelas,
ele que é feito
de humanidade
para se ver nos
corais e por todos
dar tudo de si;
e cantar o amor
para esquecer
as divergências
e embalar
todos os povos.
Não sei se haverá
este encontro,
só sei que há
beleza na coragem,
e ela que faz
com que eu persista.
A única coisa certa
nesta vida sempre
há de ser a poesia
que passa para
que eu possa,
e certamente fica.
É nas fases da Lua
que tenho saído por aí
em busca tua
entre os bonsais
terrenos e marinhos;
e entre corais
para refazer paraísos
onde foram
garimpados minerais,
e quem sabe ser
a presença que
nem o tempo desfaz.
Inaugurada foi a Primavera
pelo clamor da volta
do mar aos povos
que foi feita pelo poeta.
O dia 1° de outubro
é um cais que fica logo
ali aonde desembarcar
de uma longa espera
é inadiável e justo.
Já não tenho dúvida
que é por mim que
você há desassossegar,
conhece os meus
poemas e prantos
de fazer apaixonar.
Entusiasmada é a canção
que guardo a sete-chaves
que está preparada
para fazer o teu
coração bater
pelo meu forte como
uma onda no mar.
Doces ondas sonoras
do meu coração
sul-americano,
e me traga o livro
do Coco Manto,
que te retribuo
com um beijo
levando você
para comigo
navegar no mar
que a Bolívia
bem nasceu,
e a história vai
levar ao seu lugar.
Rodeio Trentina
A picada de Rodeio foi aberta
é muito amor envolvido
da imigração italiana por esta
tão magnífica terra,
És a nossa Rodeio Trentina
que amanhece tranquila
e quando entardece
brinda ainda mais colorida.
És a nossa Rodeio Trentina
que tuas montanhas se vestem
de turmalina para a chuva
brindar as matas e as lavouras
para darmos graças sempre
por cada momento da vida.
Rodeio Trentina da minha vida,
você vale todo o dia uma nova poesia
e eu te amo sempre todo o dia,
Rodeio da gente de herança trentina,
és a Soberana do Médio Vale do Itajaí
da Amada e Santa e Bela Catarina.
Caibi
O teu nome de Santo
foi trocado e a bênção
d'Ele permanece,
O teu povo de fé trabalha
e vive em prece;
No Santuário os nossos
pedidos serão sempre
por todos atendidos.
O Rio Uruguai te banha,
o teu verde abraça
e nas folhas verdes
a poesia reverencia
esta gentil cidade
e o acorde italianidade
da gaita imigrante.
Nas tuas águas ricas,
repousam as rimas
e remo no tempo
com coragem,
do Vale das Águas
és doce paragem.
Caibi, meu amor
tupi-guarani,
herdeira tropeira
e além mar,
por tua beleza
deixei-me capturar.
Rodeio no Eremitério
Em meio as montanhas
do Ipiranga foi erguida
a esperança e o Eremitério
Beato Egídio de Assis,
Em retiro se pode encontrar
a razão de ser feliz.
Rodeio no Eremitério
e no tempo ao tempo
se pode encontrar
o autoconhecimento.
Tudo e muito mais
em meio as montanhas
do Ipiranga em contato
com a alma franciscana
que leva paz e caridade
por cada lugar deste mundo.
Rodeio no Eremitério
na tua paz tenho a minha,
momento inefável
de orar, meditar, viajar
para dentro e a fé elevar.
Rodeio no Eremitério
colocados na tua paz
e retribuindo a tua paz,
me faço a missão de crescer
no mistério do amor pleno.
Rodeio lá no teu Diamante
Foi erguida Capela
de Santa Apolónia
Rodeio lá no teu Diamante
herança da fé imigrante,
Que aqui construiu cidade
e Pátria permanentes.
Linda Capelinha
que fostes de madeira,
perto das Irmãs Catequistas,
Rodeio lá no teu Diamante
há muita História para contar
e poesia oculta neste lugar.
Rodeio bem ali no teu
Diamante e por cada lugar
sempre a inspiração
sempre nos leva para passear.
Rodeio lá no Diamantina
Rodeio lá no Diamantina
a primeira Capela foi
devotada a São Valentim,
E descobri que nasci para você
e você nasceu para mim.
Rodeio lá no Diamantina
a imagem de Nossa Senhora
do Loreto foi apresentada
e assim a Capela à ela consagrada.
Rodeio lá no Diamantina
quando te vi pela primeira vez
foi amor à primeira vista,
E até hoje tenho orgulho
de morar em Santa Catarina.
Rodeio foi lá no Bairro dos Lagos
Rodeio: foi lá no Bairro dos Lagos
que sob a proteção
dos Imaculado Coração de Maria
que superei os medos
de cruzar a Ponte Pênsil da vida.
Rodeio: foi lá no Bairro dos Lagos
que não tive me derreti
pelos olhos mais apaixonados
que até hoje eu conheci.
Rodeio: foi lá no Bairro dos Lagos
andando pelos matos e ignorando
o relógio, pude ter o encontro
com o melhor do destino no caminho.
"Road Trip Solaris"
O poeta da arte
se foi cedo
em uma road trip solaris
para o mundo misterioso
das cores
que levam o Esequibo
onde o sol nasce
da Pátria Amada;
Filho de oito estrelas
Que se espalhou
fazendo todos
os olhos brilhem porque
é sublime, imenso,
cheio de Humanidade
e eterno trovador
De todas as belezas.
(Tributo ao Artista Plástico e Poeta Visual Manuel Ghijem)
Rodeio foi Brindada
Durante esta madrugada
fria e silenciosa por todo
o Médio Vale do Itajaí,
Fui acordada pela fina
poesia de pensar em ti.
Enquanto a minha cidade
de Rodeio foi brindada
pela balada das estrelas,
Tenho certeza absoluta
que estou apaixonada.
O teu peito de pássaro
livre escolheu o meu
peito como ninho,
E está certo que destino
não há outro melhor.
Os teus lábios lindos
têm a sede que só haverá
de passar com os meus,
Em nós o amor cresceu
e não há mais como negar.
Até o Pico do Montanhão
já compreendeu que
comigo é o seu lugar,
A opinião alheia não importa
diante da grandeza de amar.
Dizer obrigada ou obrigado
conforme a pessoa,
é reconhecer o esforço
que foi feito por você,
A gratidão não te torna
mais rico na vida,
mas te faz melhor do que
muita gente que acha
que o outro fazer qualquer
coisa por ela não faz
mais do que obrigação,
Entre a gratidão e a ingratidão
opte sempre pela gratidão,
Porque quanto mais se agradece
sempre aparece mais
conforto para alegrar o coração.
Todo carinhoso com
o arco de flores
nas mãos para dançar
a jardineira comigo,
Foi um aceno do destino
para mergulhar
de vez no oceano
do teu amor e me deixar
levar até quando
nada fizer sentido,
Porque sem explicação
me vejo sobre o seu peito
em silêncio e nele o meu abrigo.
Amanhece fria a sexta-feira
que comemora Tiradentes,
Que dos Dragões Reais
de Minas Gerais foi Alferes.
Daqui da minha Rodeio
interior do Médio Vale do Itajaí,
aqui do nosso Sul Brasileiro,
a memória repassa a História.
A Derrama e a influência
da Colônia e o sonho,
Todos ganharam outras formas assombrando com novas normas.
Da Independência, o prelúdio
da República e a poesia do herói
cívico e companheiros em muitos
lugares caíram no esquecimento.
Para uns é apenas feriado,
e pode ter certeza que tem
sido assim no nosso Brasil inteiro.
É recorrente lembrar
do período das cheias,
e que a vida por aqui
nunca foi um
factóide existencial:
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
das boas maneiras,
e recordar da época
que o Pantanal
nunca houve seca,
No meu nostálgico
rimar interior ainda
canta a chalana
nas águas dos rios,
e recorda a Lua
que solitária rompia
a madrugada crua.
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
de viver corajosamente,
sem ter medo da vida
das tempestades
e das correntes,...
A Lua que reunia
estrelas infinitas
para cobrir cidades,
aldeias indígenas
e a tropa que ao som
da moda de viola
ao redor da fogueira
se distraía até
o aguaceiro abaixar,
e com o seu rebanho
conseguir passar;
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
como o peão era
feliz por vir de longe
para o amor encontrar
e por ele se deixar levar.
I
Dear Moon Poetry,
no silêncio do Rodeio 32
foi que eu encontrei
o meu amor tocando
para a Lua canções
do romance profundo.
II
Dear Moon Poetry,
no campos do Rodeio 12
e na velha fábrica,
voltei no tempo
que nós dois víamos
a Lua quando nós
dois éramos crianças.
III
Dear Moon Poetry,
no meio da mata
do Kaspereit
distraída do mundo
olhando a Lua,
descobri que o teu
amor é profundo.
Intuição prístina
de que em algum
lugar do mundo
você foi criado
para se encaixar
na minha vida,
Sem te ver
imensamente
te percebo,
é só questão
de tempo,...
Tu virás inteiro
para mim,
virás livre, leve
e solto como
o sol beijando
os oceanos:
sem nos conhecer
já nos amamos;
Sem te ver
imensamente
te escrevo,
é só questão
de tempo,...
Tu virás cruzando
estradas com
o teu carro
que se confunde
com as cores
das noites de luar;
porque não
haverá nada
mais para te deter,
seremos a festa
por todo o lugar.
Sei que virás
liberto de qualquer
e toda tormenta,
e com o tempo
que tudo ajeita;
do teu destino
será riscado
até o contratempo.
Na noite que o último
herói da cidade foi
rumo a outra missão,
corações das cores
nacionais e oração,
Ando com uma certa
nostalgia do que não
vivi, luto e gratidão,
pedindo muito à Deus
para quem fica
nunca perder a mão;
Algo em você me diz
que tudo anda por um triz
e que querem brindar
com o quê há de mais
trágico o meu país,
Neste tempo que
de todos nós exige
a contemplação
desta pré-eclipse,
e da tempestade
a nossa superação:
Da minha parte
tenho feito de tudo
para que a gente não
perca a fé no futuro,
e o nosso coração.
É noite de Lua Cheia
que atravessa
o quê restou do Cerrado
que pelas
mãos dos Homens
foi quase destruído,
e em nome do lucro
será esquecido
no absoluto do mundo.
Em noites de Lua Cheia
e em dias de Sol,
Ter visto uma arara
sobrevoando o Cerrado
em liberdade
foi um dos primeiros
gigantes sentimentos
que desfrutei
plena como brasileira.
É numa noite de Lua
como está que medito
sobre a minha Pátria
capturada por homens
de espírito mesquinho
que fizeram além
do Cerrado todo o lugar
de respirar desaparecido.
Em noites de Lua Cheia
como esta sinto
a nostalgia do Cerrado
como quem escreve
um soneto de amor
repleto e profundo
que resiste miúdo,
todo triste e encolhido.
O nosso amor
foi encontrado
por nossos destinos
entrelaçados como
os fios de cobre
que resistem maleáveis
os altos impactos
e as altas temperaturas;
Passamos por tudo
sem deixar de lado
as nossas doçuras,
E assim chegamos até aqui
celebrando os êxitos
deste amor que a cada dia
continua imparável e mais forte.
Por tuas mãos amorosas
e sua força o mastro
foi erguido com as fitas
coloridas amarradas
pelas minhas mão devotas.
Para juntinhos a dança
do Pau de Fitas ensaiar
coloquei a minha saia
enfeitada para te cativar,
e para fazer você se apaixonar.
Eu sou poetisa brasileira,
quem te disse que não sei dançar,
não me viu no Tramadinho
e no Trenzinho em pleno desenrolar.
Eu sei dançar o folclore,
quem te disse que não sei escrever,
não me viu sendo poetisa
no Zigue-Zague e no Zigue-Zague
a dois do amanhecer ao anoitecer.
Eu sou poetisa, dançarina, feiticeira,
e também sei o quê é seduzir,
mesmo que não me perceba ando dando pistas para você de amor cair.
Como poetisa, dançarina e feiticeira,
ultimamente ando virando sereia
para escapar da sua Rede de Pescador,
porque além de dançar e conheço
essa sua mania de brincar de amor.
