Textos Vc Nao foi Homem pra Mim

Cerca de 155379 frases e pensamentos: Textos Vc Nao foi Homem pra Mim

⁠O Dia Mundial da Paz



O Dia Mundial da Paz

foi criado para lembrar

que viver em paz sempre

é bom demais até mesmo

aqui na minha pacata

cidade amada de Rodeio,

E que em qualquer lugar

do mundo se não houver paz,

você pode pode dar o seu jeito,

Se você quer, você é capaz

de criar o seu lugar perfeito

com união pela paz

com tudo aquilo que ela traz.

⁠A minha poesia é
o último frasco
do perfume da Rosa de Ahal
que foi perdido durante
a viagem da caravana

A minha fisionomia
pertence a um
povo pouco conhecido,
Nos meus cabelos
podem ser encontradas
maçãs negras e fadas agitadas

Eu me conheço profundamente,
sei o quê quero,
sei tudo aquilo o que não quero
e a minha intuição não falha.

A missão de Jesus

Jesus foi o escolhido
para cuidar das almas que caminham na Terra…

A cruz — talvez —
tenha sido apenas parte de um roteiro maior,
um chamado silencioso,
uma tentativa de tocar corações adormecidos.

Porque sua missão nunca foi a dor…
sempre foi o amor.

E ainda é.

Ele permanece —
na espera suave de quem precisa,
no amparo invisível de quem cai,
no silêncio que acolhe.

Enquanto existir uma única alma perdida,
uma única lágrima esquecida,
Ele não parte…

Ele fica.

Amar você foi como andar com o infinito,
Sem começo exato, nem fim definido.
Cada passo era leve, flutuava no ar,
Como quem ama sem medo de se entregar.
Foi perder o rumo, mas encontrar sentido,
Ver no teu olhar um céu nunca visto.
Foi silêncio que falava mais que som,
Foi tudo e nada, intenso e bom.

E mesmo que o tempo queira apagar,
Esse amor não dá pra calcular.
Porque amar você…
Foi como andar com o infinito.

*– Binilson Quissama*

Congelado no tempo


Poder nas mãos dos revolucionários
Erguida foi a nossa bandeira,
República imposta por nossos lendários
Normas para uma terra ordeira.
Avante! conquistemos nosso ideário!
Miramos uma terra altaneira
Boas novas dos nossos emissários
Unicidade de pátria alvissareira
Cada canto, um lugar extraordinário
Otimismo de alma guerreira
Memórias de um tempo congelado
Exaltaremos sim, queira ou não queira.
Unicidade de João Ribeiro nos ceminarios
Prossigamos firmes nessa trincheira
Agradeçamos a Barros Lima, o Leão Coroado
Íntegro, plantou a nossa videira
Semente da liberdade, a nossa maneira.

Atreveu-se a arriscar,
Sobre o desejo incessante
Foi de mais um a amante
Frente ao reflexo de amar.

Foi de passinho em passinho,
Mas foi gravando o caminho
Quem sai no mundo sozinho
Tem que aprender a voltar.

Fez do amor o seu ninho.
Pouso de um passarinho
Voando devagarinho,
Do seu jeitinho alcançou.

Teceu na prosa e no verso
Juras de um ato confesso,
Bendigo os sonhos expressos
Nos versos que o vento levou.

Foi Só Tensão
Helaine Machado
Foi só tensão…
ou foi paixão escondida
entre lençóis desfeitos?
O quarto em silêncio,
mas os corpos falando,
em cada aproximação
que já dizia tudo.
Teu olhar queimava,
deslizava sem tocar,
como se já conhecesse
cada curva do meu respirar.
Foi só tensão…
ou foi esse calor
que subiu sem pedir licença,
tomando conta da pele
e roubando a consciência?
Entre suspiros contidos
e vontades mal ditas,
havia mais que silêncio…
havia chama acesa.
Teus olhos nos meus,
minha pele arrepiada,
e o tempo…
parado na beira do pecado.
Foi só tensão?
Então por que ainda sinto
teu toque que nem veio,
teu desejo preso
no contorno do meu peito?
Por que os lençóis guardaram
o que a gente não teve coragem
de viver por inteiro?
Talvez tenha sido nada…
ou talvez tenha sido
o começo de algo
que a gente fingiu não sentir.
Mas que ainda arde…
como se tivesse acontecido.
Helaine Machado

Nem tudo o que permanece
foi feito para continuar.

Há coisas que ficam
mesmo depois de deixarem
de fazer sentido.

E, às vezes,
o maior gesto de amor-próprio
é soltar com carinho
o que já não caminha ao lado da gente.

Que o seu coração tenha sabedoria
para reconhecer o que merece abrigo
e coragem para despedir-se
do que já cumpriu o seu tempo.

Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Minha mãe tem cabelo de algodão-doce cansado,
daquele que o tempo foi soprando devagar…
e mesmo assim ainda adoça o dia de quem chega perto.


O rosto dela é estrada de barro batido,
listrado pelas chuvas que já enfrentou…
mas firme, como quem nunca saiu do lugar que ama.




O café dela nunca é só café,
é colher batendo na xícara marcando o tempo…
como relógio simples ensinando a vida a não parar.


Minha mãe mexe o açúcar devagar,
como quem tenta adoçar o mundo…
sem fazer barulho pra não assustar a dor.


Ela é dessas que conversa com planta,
e jura que o sabiá responde…
porque quem tem fé entende até o silêncio cantar.


Minha mãe é livro que não pode empoeirar,
porque cada página esquecida…
é um pedaço da gente que deixa de existir.


Saudade dela não é ausência,
é presença que não cabe no abraço…
e por isso transborda pelos olhos.


Tem dia que ela é rede na varanda,
balançando entre o cansaço e a fé…
sem nunca deixar ninguém cair.


Se um dia ela for embora,
vai ficar espalhada nas pequenas coisas…
no barulho da colher, no canto do sabiá, no balanço de uma rede.

TRIBUTO AO OBSTINADO

“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.” E talvez seja essa a mais dolorosa verdade que a morte nos entrega: a de que certos homens, quando partem, levam consigo um modo inteiro de existir no mundo.

Sousa Filho não morreu apenas como poeta. Morreu como morrem os raros: deixando o ar pesado de ausência. Há agora um silêncio sepulcral pousado sobre a escrivaninha, onde a caneta inerte parece esperar a mão que jamais regressará. Os papéis envelhecem devagar, como se também estivessem de luto. E as palavras, órfãs, procuram ainda o sopro daquele que lhes dava rumo. O poeta nos deixou. E no entanto, permanece.

Permanece nas letras da eternidade, porque há homens que escrevem não para o tempo, mas contra ele. A pluralidade de sua escrita era um espelho de muitas almas convivendo dentro de uma só. Em cada crônica, havia um país íntimo. Em cada verso, um homem atravessado pela memória coletiva do povo. Sousa Filho escrevia como quem acende lamparinas em corredores escuros da existência.

Os jornais O Piagui e A Voz do Igaraçu ainda guardam o eco de sua presença tipográfica, como velhas igrejas guardam o cheiro do incenso após a missa. No Almanaque da Parnaíba, seu nome tornou-se parte daquela arquitetura invisível construída por intelectuais que recusaram o esquecimento. E a Academia Viva talvez nunca tenha sido tão viva quanto agora, quando precisa sustentar, na ausência, a herança daqueles que fizeram da palavra uma forma de permanência.

Há escritores que publicam livros. Sousa Filho publicou permanências. Suas crônicas entre gerações não eram apenas textos: eram pontes. Faziam os velhos conversarem com os meninos; faziam o passado sentar-se à mesa do presente sem constrangimento. Havia nele essa estranha capacidade de transformar memória em alimento humano.

No Piauí Poético, sua voz não se limitava ao poema — era uma espécie de louvação contínua à cultura, à terra e às pequenas eternidades escondidas no cotidiano. Porque os verdadeiros poetas não escrevem somente sobre flores ou abismos: eles recolhem o invisível das coisas simples e devolvem ao mundo em estado de revelação.

Hoje, talvez ele seja um anjo sem asas, caminhando pelas avenidas silenciosas do infinito, carregando nos bolsos fragmentos de estrelas e manuscritos inacabados. Talvez converse com os mortos ilustres, esses que nunca deixaram de escrever na eternidade. Talvez apenas descanse. Mas uma certeza permanece sobre todas as outras: a luz não se apaga. A poesia não morreu. Morre o homem. Fica a respiração do verbo. Fica a permanência da palavra atravessando os anos como um sino que continua vibrando depois do toque final.



Homenagem ao poeta parnaibano Luiz Gonzaga Sousa Filho

"A Ilusão de Poder"

Dessa vez foi diferente.


Ele tentou outra vez.
Como sempre fazia.
Com pressão, intimidação, palavras atravessadas
e aquela necessidade doentia
de controlar tudo ao redor.


Mas dessa vez…
eu não abaixei a cabeça.


Eu me ergui.
Coloquei a mão à frente
e disse:


“Não.
Hoje não.”


E pela primeira vez,
eu confrontei não apenas o homem diante de mim…
mas tudo aquilo que ele representava dentro da minha vida.


O medo.
O silêncio.
A culpa.
A submissão.


Porque chega um momento
em que permanecer calado
começa a destruir mais do que o confronto.


E eu percebi que o verdadeiro perigo
não era perder alguém pela violência…


mas pela ausência de sabedoria.
Pela ambição vazia.
Pela fome miserável de status, dinheiro sujo
e uma sensação de poder
que, no fundo, nunca existiu.


Alguns homens passam a vida inteira
tentando parecer grandes.


Porque jamais conseguiram suportar
o vazio de serem pequenos por dentro.

Foi-se o mês de maio, mês do amor, da doçura das noivas e mães. Passou para dar lugar ao mês de junho, mês paixão, cheio de cores, sabores, sons, luzes no céu e no chão. Não sei se é o calor da fogueira. Não sei se é o amendoim torrado, o coco ralado, quadrilhas, barraquinhas o forró, o quentão. Não sei se é o frio que pede abraço e dengo, se é o dia dos namorados que espalha romance no vento, ou é o arrasta-pé, coladinho no salão, que faz todo mundo lembrar que ser casal é arretado. Em junho, quem tem xodó fica muito mais apaixonado. E quem não tem, se anima a procurar um amor para se alegrar e quem sabe fazer um casamento...
Mesmo que seja só pelo tempo de uma quadrilha.

Quem curou Naamã: a água do rio Jordão ou a sua fé?
Certamente, foi a fé.


No entanto, para que essa fé pudesse operar, Naamã precisou primeiro abrir espaço em seu coração para crer no improvável — que, ao entrar na água, seria curado da lepra.


Ele creu no improvável, e então a fé entrou em ação.

INCREDULIDADE


A morte, por si só, nunca foi a obsessão que assombra a vida da humanidade desde os tempos mais remotos, mas sim o desejo pela imortalidade que, infelizmente, está associado ao sonho de manter a juventude eterna ligada a frescuras inesgotáveis.
Isso porque, para os incrédulos, uma vida eterna devastada pela fraqueza, pelas doenças, pelas deficiências, pelas limitações, pelo declínio do corpo e pela deterioração dos sentidos não seria senão a somatória da infelicidade com a miserabilidade, de tal forma que o sonho da imortalidade se transforma em um verdadeiro pesadelo, e a morte avassaladora passa a ser vista como um desejo.
Rosimara Saraiva Caparroz

[Contra-plongèe]


Toda sociedade humana
até agora,
foi caracterizada
por um elaborado sistema
de controle
e condicionamento,


que tem como fundamento
a submissão
da maioria,
para obtenção
de benefícios e privilégios
pessoais e estritamente
particulares,
de uma minoria,
que nega e sufoca
sua própria natureza social.


O que nos resta
é a desobediência,
o que nos cabe
é a insubordinação.


As regras, leis,
regulamentos, estatutos,
resoluções, moralidades,
protocolos, paradigmas,
são criados
pelos que têm poder,
para subjulgar
todo o resto.


Nosso único dever
é sobreviver,
pelo tempo que pudermos,
da melhor forma
que pudermos,
essa é nossa obrigação única
para conosco.


Emergir do furioso turbilhão,
que suga e digere toda
intenção despretensiosa,
que esfola nosso humanismo
e escalpela nossa dignidade,
oxigenando uma vez mais,
nosso fadigado sopro existencial.


19/09/23
Michel F.M.

Mesa vazia...
Somos objeto início meio e fim,
Objeto se declarou no final foi feliz...
Dias das mães uma mesa arrumada a família reunida. Presentes e agradecimentos e tenha um dia feliz.
Nove meses de muito sacrifícios e uma vida de sacrifícios e trabalho ardo...
E tudo certo feliz dias das mães o comércio agradece...
Alguns fazem churrasco, outros vem futilidade na televisão ou mesmo todos nós celulares.
No final do dia beijos ate outra vez.
No final do dia a mesa vazia existiu.
Paradoxo de existência contemporânea tem sentido.
Paradoxo temporal é a verdade mesa sempre esteve ali ao mesmo tempo nunca existiu.

Porque sua realidade ambígua é a destopia tão afronta com ja é o que nunca foi ou será?
No âmbito do capitalismo é apenas uma grão de poeira ao vento,
Uma particula de um organismo sem valor algum a grandeza do relativismo universal.
Ser ar sarcástico da ênfase a sua dinastia de podridão.
Aproveitar dos inocentes e invulneráveis dão o ar ordinário do seu algoz....
Então se vangloria com a poliformismo da politica meros atrozes,
A transgênia racional se torna rara nos moldes fakes news te faz um ícone ...
Mas plano ser pior entre os piores,
O objetivo é acumular mais riquezas.

Agora é tapa cara da direita,
Sempre foi falatório e retórica da patria e família agora se torno o algoz de milhões,
Parece que o filme terá novos capítulo.


Pobre bebe detergente o rico bebe leite no fraco de detergente e depois vamos escutar os áudios filho da ratazana lavando dinheiro público em delação premiada...


Ainda tem deepfakes ou fakes news...
Para depor a favor e colocar os novos parâmetros do caos no algarismo...
Ou agora ira fugir para outro pais ou vai para o hospital...


Vai continuar sua candidaturas ( a ditadura deve voltar papai precisa de liberdade meu velho babão.)
Figura suja e corrupta escreve mais uma página nos moldes da democracia.
Somos objeto de estudo enriquecimento o conhecimento do futuro da nação....traidores da patria...
Agora faça um comício dizendo que é inocente, diga o para o brasil que vai sangrar por justiça...!
Diga que verdade sera dita nada mais que a verdade e seja homem, continue sendo rato sempre foi ....

águas profundas da alma...
borbulhas suas frases
em doces águas de um riacho...
todavia, se foi um pingo em oceano...

Cala-te caminhas em silêncio até foste parte do rio,
Cálida em formosa sintonia de laços foste a alegria que morreu...
Tão pouco das réstias o sino tocou...

As enchentes de março foram feitas de vaidade sobretudo o alendo do clamor....

Paradoxo da escolha.
Tudo esta errado pior escolha.
Tudo que foi escolhido foi memorizado.
Para simplificar copiado e colado.
Os melhores são escolhidos bom salário e bom cargo.
"Bom dia e obrigado"
O processo seletivo já diz seletivo.
Então sao escolhidos pelo mérito de ser uma opção melhor.
O fato de ser uma opção te eleva ao Paradoxo da opção.
Onde todo fato mero objeto do estudo deu programa de seleção.