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Textos sobre Deus

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Polícia Militar da Bahia
Ombro erguido mão amiga...

Polícia Militar da Bahia
Guerreira e corajosa
Derrotando as tiranias;
Sagrando-se vitoriosa

Pronta a estender a mão
Doa-nos seu ombro amigo
Cumprindo sua missão;
Nas horas de maior perigo

Enfrenta o confronto armado
derrotando o inimigo;
Dizimando a luta armada
Dispersando o conflito

Protegendo, o cidadão
Defendendo a pátria amada
A despeito de credo, de cor ou religião
Respeitando as diferenças sem
ter discriminação;

Teus brasões trazem vitórias
Poder retidão e glórias;
Tua luta é destemida
Corajosa e aguerrida;

Ombro amigo mão erguida
Cumprindo sempre a missão
Sempre em defesa da vida
Em defesa da nação.

Inserida por ubaldopoetadoamor

Durante toda nossa existência sempre encontramos pessoas que de uma maneira ou de outra marcaram nossa vida.
Algumas por terem sido aquele alguém que julgávamos ser quem amaríamos até o fim.
Outras, que por nos terem prestado alguma ajuda decisiva em certos momentos de nossa vida, ficaram para sempre registradas em nossa memória naquela cantinho das boas recordações.
Certamente houve algumas que nos fizeram algum mal, prejudicando nossa vida de uma forma qualquer. Quanto a essas, melhor esquece-las, porque não vale a pena rememorar certas personagens desagradáveis. Más boas lembranças, com certeza melhor olvidá-las ...
Obviamente cruzei com todo tipo de pessoas em minha vida. De muitas, sequer recordo. Para que? Talvez para lembrar de algo a nunca ser repetido, ou sequer recordado...
Contudo, de muitas outras, guardo lembranças muito agradáveis. São o que se pode chamar de "Tipos Inesquecíveis". Dentre essas, quero destacar uma figura, que posso dizer sem ferir quaisquer suscetibilidades, ter sido a grande responsável por eu ser hoje quem sou, e desejo prestar-lhe esta homenagem. Peço que me entendam.
Seu nome é Marisa Rossafa.
Foi minha professora na então "Faculdade Anhanguera", nos "Curso de direito penal pessoas e bens,direito civil e direto processual penal". Anos de 2015 a 2017. Uma fase muito turbulenta de minha vida,parte que ela mesmo não reconhecia.
Por razões que não vale a pena lembrar, minha família já avia me abandonado.na verdade aos meus 18 anos meu pai avia me expulsado de casa porque queria voltar a estudar,mesmo expolso de casa voltei para as salas de aulas,conclui o estudo na epoca supletivo,apos ter trabalhado como guarda noturno na cidade de itapecerica da serra me tornei morador de rua,mas isso foi algo que sempre escondi de todos,algum tempo depois fui morar num quarto de pensão na Rua Martim Francisco, em São Paulo,já com os meus 47 anos fui estuda na Faculdade anhanguera,em Taboão da serra-SP. sou o líder de duas instituição sendo elas o Conselho Nacional e Internacional de Pastor ,e Associação dos Pescadores,Aquicultores e Trabalhadores Ruais Sitomatense-BA. Entre outras .
Jamais poderei esquecer as conversas que a Professora ,Marisa Rossafa tinha comigo nas salas de aulas e at mesmo em sua salinha na faculdade, questão de manter comigo após as aulas...
Foi essa a condição para que eu me tornase um Arbitro de Sucesso no estado da Bahia como sou hoje e pelo que eu vinha fazendo. Nessas conversas, ela me mostrava a diferença entre ser uma pessoa de bem, e ser um otário revoltado.
Fez-me entender que as possibilidades que se abririam com minha mudança de atitude, poderiam me proporcionar um futuro melhor.
Teve, enfim, toda a paciência e discernimento para me explicar uma série de coisas, dando-me lições de vida que jamais esquecrei, cumprindo com sabedoria enorme o que ela resolveu se propor, ou seja, transformar-me em alguém na vida.
Aproveitei todos os seus ensinamentos. Devo a ela ser o que sou, pois naquela época, não poderia contar com minha família. Praticamente vivia por minha conta. Já estava pensando em parar com os estudos para ficar apenas "com as instituições". Num ligeiro preâmbulo, apenas acrescento que nenhum daqueles alunos aprendeu tanto com ela como eu aprendi.ela reservava sempre um tempinho para conversar comigo,avia um professor que não ia com minha cara,ele era o administrador do curso de direito,(eu tambem não gostava nada dele,pra mim não fedi nem cheira,quando ele chegava perto ela mudava de assunto,nuca deichava ninguem perceber que estava me chamando atenção ou me aconselhando,sempre me chamava de amigo,mas ainda guardo muito oque ela me ensinou), não fosse a paciência e pertinácia de Marisa Rossafa.
Jamais esquecerei sua figura, seu rosto doce e severo ao mesmo tempo, e nem tampouco de seus ensinamentos, e aproveito esta oportunidade para aqui render meu preito de homenagem a ela, e através dela a todos os professores e professoras que sempre procuram suprir junto aos alunos em que percebem algum potencial, as carências familiares, que por uma razão ou outra quase todos os alunos Academicos de Direito sentem, e que a sensibilidade e o carinho com que forem orientados poderá traçar novos rumos em suas vidas.
E se, por acaso, algum descendente da mestra Marisa Rossafa, ler este artigo, apenas digo que sinta muito orgulho dessa figura para mim INESQUECÍVEL. Obrigado, querida Professora Dr.Marisa Rossafa.
Aos abnegados professores, meu desejo de UM LINDO DIA.
FELIZ ANIVERSARIO QUERIDA DOUTORA E GRANDE MESTRA,Marisa Rossafa

06/03/2018

PEDRO FIDELES DE ASSUNÇÃO

CRIADO NA CIDADE DE ITABIRITO,NA SUA ADOLESCÊNCIA FOI COROINHA DA IGREJA CATÓLICA,SE DISTANCIOU DO CAROLISMO NA SUA JUVENTUDE,SE AVENTUROU NO VICIO DA BEBIDA ALCOÓLICA,COM APROXIMADAMENTE 38 ANOS CONHECEU O GENUÍNO EVANGELHO DE JESUS CRISTO,CRIOU 10 FILHOS NO ENSINAMENTO DO REINO DOS CÉUS,FOI PRESBÍTERO DURANTE 25 ANOS NAS ASSEMBLEIAS DE DEUS DA MADUREIRA,NA IDADE DE APROXIMADAMENTE 68 ANOS FOI SEPARADO A EVANGELISTA,FOI SUPERVISOR DE CAMPOS NAS ASSEMBLEIAS DE DEUS MINISTÉRIO DO BRÁS NA CIDADE DE EMBU DAS ARTES-SP,AOS 89 ANOS FOI CONSAGRADO E UNGIDO A PASTOR NAS ASSEMBLEIAS DE DEUS MINISTÉRIO CONSERVADOR,ATRAVÉS DE SEU FILHO MAIS NOVO (*REVERENDO JORGE DE JESUS FIDELES*),AOS 93 ANOS RECEBE O TITULO DE JUIZ DE PAZ ECLESIÁSTICO E DE DOUTOR HONORES CAUSA EM CONHECIMENTO BÍBLICO PELO CONSELHO NACIONAL E INTERNACIONAL DE PASTOR-CONIPA.
HOJE O PASTOR PEDRO FIDELES DORME NO SENHOR JESUS,DEIXOU UM BRILHANTE LEGADO ECLESIÁSTICO, SUAS LEMBRANÇAS SÃO ENFÁTICAS ENTRE OS PARENTES,AMIGOS E COMPANHEIROS DE MINISTÉRIO,SUA PARTIDA PARA O SEIO DE ABRAÃO FOI EM 02/01/2017,MAS SUAS LEMBRANÇAS ESTÃO VIVAS,SEUS ENSINAMENTOS ATE HOJE SÃO OBEDECIDOS PELOS SEUS FILHOS,QUE AINDA TRABALHA NO EVANGELHO DO MESTRE E TEM ALEGRA E SATISFAÇÃO DE LEVAR A SANTA E PURA PALAVRA DA LIBERTAÇÃO POR ESTE BRASIL E NO MUNDO.
RECORDAÇÕES DE TODA FAMÍLIA FIDELES E SANTIAGO.

Esta noite, 28 de setembro, tive um sonho. Nesse sonho tudo começaria novamente. Algo estranho, porque eu sentia que a partir daquele momento seria tudo novo, diferente. Senti uma sensação de prazer com alívio. Uma sensação boa. Algo me dizia que as coisas iriam mudar para melhor.
Pela manhã, minha esposa recebeu um telefonema de uma proposta de emprego. Estamos os dois desempregados, ou melhor; com a graça de Deus, somente um, e por pouco tempo, está desempregado. OBRIGADO DEUS. O TEU FILHO JESUS OROU E INTERCEDEU.
Obrigado. Obrigado. Obrigado.

Inserida por RonaldoC

PENITÊNCIA. ..

Se te desejar com tamanho ardor for pecado
Que Deus tenha piedade da minha existência
Visto que a desejo como um transloucado
Que se entrega sem pudor ou decência!

És o véu que permeia todo o meu pensamento
Desde a alvorada até que o dia silencie a luz
És a cor dos meus olhos_ sagrado momento
Em que rabisco a poesia que te toca, seduz...

Quando te beijo vou à Caciopeia num instante
Toco teus seios com sagracidade e enlevo
Porque todo o meu prazer é ser teu amante!

E se ainda assim minha alma for sentenciada
À escuridão do limbo onde vagam os bichos
Não poderei querer te menos; minha adorada.

Elisa Salles
Em versos de um Lord
Direitos autorais reservados

Inserida por elisasallesflor

"⁠O foco do Evangelho nunca foi você ou eu. Nunca foi nosso limite! Nunca foi até onde vou chegar, mas até onde Cristo foi para me substituir pela morte vicária... A partir daí você só precisa ver se tem como não amar Alguém como tanto amor por você. A Graça só acaba mediante a morte! O restante é inferno criado para nos manter cativos...

Inserida por NinaMorangaAzul

⁠Já falou com Jesus, hoje?Jesus se alegra do nosso diálogo com Ele - na terapia, na cura, na alegria... No silêncio, no falar... Dirigindo, indo, vindo... Decidindo, planejando, executando... Comemorando, festejando... Sorrindo, chorando... Vigiando - para moldar as nossas vontades e emoções, guardadas na mente.

Inserida por JulmarCaldeira51

Um porto... O velho porto com o seu barco a deriva. Ele saiu a navegar e consigo levou a sua velha âncora. O barco quer atracar em um porto seguro, mas a âncora ficou solta impedindo para que isso aconteça, talvez fosse melhor apagar da história o dia que esse barco saiu à deriva ou então colocar a âncora no lugar para que ele tenha uma navegação tranquila, segura e quem sabe... Os ventos não soprem a favor?

⁠Certo tempo, em outra estação, para os grãos de areia que acompanharam a evolução e a passagem da tempestade de areia no deserto – o eu lírico – andara sem destino nestas terras áridas. A tempestade de areia passou e a estação mudou. As miragens deste deserto me fez lembrar o jardim que eu cultivava, da flor que, por um momento, pensei que fosse a minha rosa, mas, era um girassol que eu regava. Neste jardim de belas flores tinha uma abelha rainha pousada em um girassol a espera do seu tão sonhado zangão, ela estava sentindo o aroma que borrifava em seu rosto através do néctar. Pousei bem entusiasta no girassol, bailando para mostrar os meus talentos de zangão para a pequena abelha rainha. No fim, os nossos pólens não se conectaram, estávamos em estações diferentes, ainda não era tempo de colheita. Talvez esta não conexão viesse para dá mais vida ao zangão, mais momentos para voar. Desse amor, só se troca pólen uma única vez com a abelha rainha, depois disso, somos ceifados para outra estação, morremos. Como zangão, imagino que tive a oportunidade de me reinventar e bater asas para um novo jardim, de ser ceifado em um momento em que a conexão de pólens ocorrerá de forma plena e intensa com o néctar da vida. A estação não chegou, porém tudo mudou quando o zangão voou.

⁠Hoje, ao acordar e me olhar no espelho, me deparei com algo inusitado. Fiquei ali imóvel por alguns segundos e extasiado tentando digerir aquela sensação que perpassou a minha existência. Estive de frente com o meu primeiro fio de cabelo branco. Aquela imagem no espelho ficou cravada em minha memória. Comecei a imaginar o que este simples cabelo branco representou para mim naquele instante, dei voltas ao mundo só de pensar nessa mudança repentina. Esse fio de cabelo branco representou um marco para mim em tenra idade, ele conseguiu dividir a minha idade biológica. É como se tivesse dividido a minha vida em dois tempos: a.C. (antes do cabelo branco) e d.C. (depois do cabelo branco)! O cabelo preto que tanto me acompanhou, que tanto me deu a jovialidade de ser, que tanto me mostrou que o bom da vida era viver a juventude com aquela cabeleira de fios pretos, agora, ele se mostra repentinamente de outra forma: um branco platinado reluzente. Esse fio de cabelo branco também carrega a minha história, e veio para mostrar que não há mais tempo para brincar de viver, que é hora de encarar a vida como ela é, de ter atitude. Ele sussurra em meu couro cabeludo e diz que a maturidade chegou. Essa transformação marca um tempo em que o cabelo branco representa a sabedoria, a maturidade e a velhice de uma pessoa com grandes histórias para contar. Agora carrego as minhas belas madeixas com alguns fios de cabelo branco. Estou gostando deste novo estilo que a vida me proporcionou. Quem diria que eu seria contemplado com essa obra prima da natureza. O seu cabelo branco tem história, alguém já parou para ouvi-la?

Hoje, sorrateiramente, venho escrever sobre algo que nos inquieta, da dor iminente que nos assola e nos isola em uma bolha. Falar do luto, automaticamente, nos remete a perdas e as suas formas de morrer. Não estamos preparados para quando isso chegar a acontecer, talvez nunca estejamos. Do luto que falo agora, prevejo, renego, não aceito, mas acolho inevitavelmente como aquele que acolhe um sorriso. Neste momento, brindo com a morte que chega de mansinho e, amigavelmente, ecoa da sua boca que ainda não é o tempo. Enquanto o tempo não chega... bailamos! brindamos! proseamos! flertamos! Flertar com a morte é saber o quão insignificante é essa passagem por aqui, principalmente se você não tiver vivido tudo àquilo que você sempre quis ou pensou. A cada brinde, a cada drink: um salve! salve salve! A morte, este momento obscuro que sempre atormentou e assolou a humanidade, também nos traz boas novas. Tim, tim! Dessa vez o brinde foi à morte concreta, de fato. O que dizer dela... aqui se findou uma etapa, a outra que se inicia não ouso falar, pois seria enorme audácia da minha parte, até. Tim, tim! Dessa vez o brinde foi à morte simbólica, perfeito! Todos os dias morremos em algo para que possamos renascer e viver àquilo que desejamos. Talvez a morte simbólica nos permeie durante toda a existência e, brindamos dia após dia sem percebermos. Tim, tim! Este brinde é para a morte que está acontecendo neste exato momento em você. O que tens matado e, por conseguinte, deixou viver logo após? O que está nascendo em você, viverá ou morrerá? Ou será apenas mais uma morte inevitável nesta vasta imensidão do que é viver? Viver é um constante morrer infinito. Cá entre nós... que texto fúnebre que me deu vida! Uma lágrima de esperança escapou dos meus olhos e começo a pensar: e se não morrermos diariamente, que sentido terá a vida? Um brinde àquilo que renasceu!

A lembrança veio à tona, a lembrança do presente do futuro não vivido. O futuro foi postergado mais uma vez. A lembrança veio através da incontinência emocional, do incontrolável desejo ora preso. Não consigo dizer quais sensações emergiram juntas com essa lembrança. No momento, apenas sinto. Permito-me sentir essa indecifrável emoção que não sei qual é. Na lágrima fina e tenra, jorra consigo àquilo que não pude digerir, mas que preciso expelir, seja de qual forma for. Lacrimejar está sendo uma boa alternativa, eu até escreveria, mas por palavras seria insuficiente para pôr tudo que está engasgado e preso aqui no esconderijo onde ninguém pode alcançar. O que me fascina é que somente eu consigo alcançar o universo que sou. Na caminhada me perco em meio às tantas sensações que perpassam o meu ser. Sigo caminhando e, junto, a minha incontinência emocional me acompanha. Batemos continência para as vivências que ocasionaram tais lembranças, são elas que nos dão o norte para uma vida melhor nessa breve passagem por aqui. Cada lágrima, uma sensação; cada sensação, um turbilhão de lembranças; e cada lembrança, um sentimento indescritível.

Oh melodia, não só quero te ouvir, como também não só quero te sentir. Seria pedir demais decifrar as tuas notas, conhecer a tua pauta musical? Quero perder-me em cada nota, do dó ao si. Quero bailar nas tuas nuances, nos enlaces. Ouve-me... a percussão que emito. És tu a desejada, a endeusada. És tu o sopro. És tu o bálsamo. És tu o timbre desejado. Tu és o Jasmim sonoro mais suave deste floral. Sim. Tu és. Ouve-me... consegues me escutar? Consegues decifrar as minhas notas? Estou aqui, bradando feito um violino. Suave. Pausa. Audição. Um momento. Agora, inaudível. Aos poucos, vem surgindo sorrateiramente a doce melodia que me cativara. Eu me deixo cativar, pois não tenho dono. Eu sou o maestro da minha orquestra. Eu comando. Porém... estou aperfeiçoando o meu instrumento. Estou afinando as cordas, o tom, o som. Consegues me ouvir?

Inserida por Robkenede

Certa vez, senti que tudo acabara. De fato, acabou. Mas não terminou. Ainda consigo ouvir, um sussurro ecoa suavemente nesta nave. Nave esta que viaja em um universo infinito, estarrecedor, onde paira a dor. A dor orbita. Palpita. Imita algo de bom. Nessa constelação, só sei que nunca existiu início, tampouco o final. Quem dirá o meio pra recomeçar. Do que sei, é que começo de onde eu quiser, quando e como eu quiser. Descobri que sou o centro do meu universo. Dá imensidão desse cosmos, de toda essa vastidão, percebo que estou em órbita, em constante transformação, em evolução.

Inserida por Robkenede

Um dia, em um passado não muito distante, eu viverei o presente do futuro que imaginei. Paro... penso. Estou no presente, com um pé no futuro e debruçado no passado. Naquele passado que só eu sei. Naquele passado escondido na caverna. A caverna escura que só eu tenho a luz para ilumina-la. Essa luz é o futuro, ressoando em meu ouvido dizendo que tudo dará certo. O presente jaz. O presente trás. O presente faz. Refaz. É fugaz. Perspicaz. Ele é o meu algoz, chega a ser feroz. Me corrói. Mas não me destrói. Me torna um herói. Eu te quero; te venero. Oh futuro que reluz no passado, ouve-me. Estou aqui, consegues me ouvir? As súplicas pairavam em um silêncio fúnebre, o silêncio ecoou, o vazio criou forma, criou asas. E lá estava eu, na imensidão daquilo que ousei ver, eu era uma letra perdida em uma biblioteca, assim como os meus pensamentos estavam perdidos em mim. Ah! atrevo-me mais uma vez. Atrevo-me a viver o presente, a ser presente, um presente, um ente.

Inserida por Robkenede

Cá estou eu em mais uma tentativa frustrada de mim. Cá estou eu tentando mais uma vez. Cá estou eu levantando-me mais uma vez. Cresci. Ninguém me falou que eu poderia cair. Ninguém me falou que eu poderia me levantar. Ninguém me falou que os tropeços que a vida me deu, me tornaria mais forte. Cá estou eu aprendendo com isso tudo. Se cá estou eu... onde eu estava quando me procurei? Eu estava lá? Se cá estou eu, carrego comigo quem sempre esteve comigo. Carrego consigo o eu que posso oferecer. Bem dizer... fortalecer. Prevalecer. Enaltecer.

Inserida por Robkenede

Sozinho eu sou àquilo que ninguém vê. Sou a montanha inexplorada diante de um grand canyon. Sou a solidão brindando a existência com a luz num emaranhado estratosférico de escuridão. E quando olho a minha volta, percebo que não estou mais ali, nunca estive, e, que, sozinho, estou acompanhado de uma imensidão de palavras, de pensamentos, de um universo a ser explorado por mim mesmo.

Inserida por Robkenede

Em um passado remoto que não ouso datar, duas pessoas se cruzaram, diria que o destino se encarregou para que isso acontecesse, houve flerte no olhar... aconteceu uma conexão. Neste instante, só neste instante, o cupido acertou, a flechada foi certeira, essas duas vidas se conectaram de um jeito indizível. Foi surreal. Os olhares ficaram mais intensos. Os dedos se entrelaçaram. A conexão de almas foi incrível. Transcendeu. Os corações batiam a todo vapor. Batiam com pressa de chegar. Não queriam parar. Queriam viver, apenas. Viver intensamente aquele momento único. Viver a entrega. Ah! como é lindo tudo isso... o toque. O primeiro toque. O afago. A doçura de viver àquilo jamais vivido. O encontro de almas. Sim. Existe. Acredite. Já viveu? Se não, não queira viver sem antes está preparado. Só que nunca estamos preparados para viver momentos assim. É tudo tão rápido... tão real. Quando você percebe, você está se afogando naquilo que você nunca imaginou que se afogaria. Que mar é esse? Que loucura! Sufocam-me! Sufoca-me! Vem! Já viveu? Se sim, esteja preparado para viver novamente algo inédito, não será a mesma coisa. As dimensões serão outras. De proporções inimagináveis. Venha conhecer. Venha se jogar neste mar árido e indestrutível. No fundo há algo tenebroso, de fazer as pernas ficarem bambas até você tombar, mas também pode ser o contrário, este mar não habitado pode te dar asas, pode fazer você voar para lugares incríveis, para a terra de aquém. A terra prometida. O destino da flechada do cupido. Se me perguntares qual é o destino, não sabereis te responder. Mas deixo um conselho: deixe fluir, viva, apenas viva o momento, sinta o momento! São esses momentos que virarão gotas para completar este vasto oceano que você está a criar. Não perca tempo. O oceano pode secar. Veja. Olhe para a imensidão que este oceano está a te oferecer. Consegues perceber? Se sim... tenho certeza que alguém já te pescou. A isca foi o amor. O enlace perfeito. Você foi capturado. Raptaram-te. Você caiu na rede, na armadilha. Tenha cuidado neste novo oceano que desbravarás. Lá é incrível. Permita-se. Jogue-se. Mergulhe. Afogue-se. Caia de cabeça sem medo de morrer, quem sabe você não encontrará a vida, o sentido da vida... o significado do amor.

Inserida por Robkenede

Ninguém me entendeu. Não quiseram me ouvir, me decifrar. Eu só queria viver. Viver um momento. Um encontro do EU. Dos EUs que há em mim. Precisava de um momento para navegar em mim, para me reconectar as nuances por mim vividas outrora, a minha essência. No fundo, emudeceu. Petrificou. Solidificou. Tento resgatar. Trazer a tona. Lapidar a rocha que se formou. Esculpir aquilo que quero, que desejo. Para isso, preciso olhar pro horizonte, pro céu, pro espelho. Olhar para algo que não tem fim. Acho que no espelho encontrarei os caminhos, lá verei um reflexo de um dos EUs que há em mim. Vi tantas coisas... vi o sepulcro. Quantas coisas eu sepultei contra minha própria vontade... quantos EUs abandonados eu pude vê. Alguns choravam a minha procura. Alguns choravam aos prantos por motivos que não caberiam aqui em uma linha. Deparei-me diante de um cemitério, do meu sepulcro. Tenho que exumar os meus EUs. Aqueles que eu matei por outrem. Aqueles que eu suicidei por motivos bobos. Olho no espelho novamente... agora vejo os EUs que, antes choravam, estão a sorrir para mim com aquele semblante de esperança, de saber que puderam me encontrar novamente, que eles terão uma segunda chance para serem quem sempre quiseram ser. Paro. Penso. Olho para um EU que está em um canto refletindo. Encontro-o. Vou ao seu encontro. Convido-o para sair dessa bolha. A bolha que o aprisionou. As cadeias mentais que o deixaram estagnado, parado, sem vida, sem cor. Sorri. Sorrimos. Nos demos as mãos. Nos abraçamos. Choramos. Fizemos as pazes. Nos reconciliamos. Foi tão lindo... a lágrima rolou. Desceu em cascata ao encontro do rio. Borrifou em mim o desejo de viver esse EU. A quimera. De ser esse EU. O EU que fui um dia. Encontrei-me. EU.

Inserida por Robkenede

Sentimentos se demonstram em atitudes, e não em palavras. Caso contrário, não passa de meras palavras vomitadas da boca para fora, sem sentido algum... E assim, a humanidade vai perpetuando a hipocrisia sentimental! De relações líquidas, sem mergulhar no ser, o mundo está repleto, como já dizia Bauman...

Inserida por Robkenede