Textos sobre Tempo

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Príncipe,


Hoje faz 18 anos que você partiu, o tempo passou e me ensinou a lidar com sua ausência. Não posso dizer que foi sem aviso, sem despedida, porque você se despediu sim… nós é que não queríamos ver. Como o vento quente de verão, pesado e intenso, você seguiu o caminho das estrelas e repousou na Lua.
A dor que antes me acompanhava foi se transformando, suavizando com os dias. Hoje não carrego mais o peso da perda, mas guardo os momentos, as lembranças que se tornaram eternas. Cada gesto, cada palavra, cada silêncio seu vive em mim como um tesouro.
E quando olho para o céu, encontro você nas estrelas, na Lua, no infinito. É ali que sinto sua presença, não como ausência, mas como luz que continua a me guiar. Você sempre falava do céu, das estrelas, da Lua… e hoje eu entendo. Era ali que estava sua ligação mais profunda, seu refúgio, sua poesia. Por isso eu prefiro acreditar que você está lá, sentado na Lua, olhando para mim, assistindo tudo do alto.
Nossa história teve fases doces e também turbulentas, mas todas foram únicas. Na minha infância, você foi meu príncipe sem defeitos. Na adolescência, não tão perfeito, mas ainda assim meu príncipe. E hoje, mesmo com o tempo, você continua sendo meu guia, meu espelho, meu príncipe eterno.
Você teve atitudes que me mostraram o que é bom e também o que não é tão bom. Com seus exemplos — nos acertos e nos erros — eu aprendi a distinguir caminhos, a valorizar o que importa, a me tornar quem sou.
Hoje, não carrego mais a dor da sua partida. Ela foi se transformando, foi indo embora aos poucos… e o que restou foram as lembranças. Guardo cada momento, cada gesto, cada palavra, como tesouros que me acompanham e me fortalecem.
Pai, eu falo com você todos os dias, mesmo sem resposta. Falo com o céu, com as estrelas, com a Lua… porque sei que de alguma forma você me escuta. E eu sigo aqui, com amor eterno, com gratidão infinita, com a certeza de que você nunca deixou de ser parte de mim.

Houve um tempo em que me deixava seduzir pelas provocações, como se cada palavra fosse um convite irrecusável ao embate. Eu respondia às infantilidades com a mesma medida, acreditando que, ao retrucar, preservava minha dignidade. Mas, aos poucos, percebi que essa dança era estéril, um ritual de desgaste que apenas me afastava da serenidade que tanto almejo.
Foi nesse instante de lucidez que compreendi: crescer não é vencer o outro, mas vencer a si mesmo. É abdicar da necessidade de provar, é escolher o silêncio como forma de resistência, é perceber que a verdadeira maturidade se revela na recusa ao que não acrescenta. A provocação só tem poder quando lhe concedemos espaço; e eu decidi não mais ceder.
Esse gesto de afastamento não é desamor, tampouco desprezo. É, antes, um ato de amor-próprio. Reconhecer que certas presenças já não se ajustam ao tecido da minha vida é aceitar que o amadurecimento exige desapego. Não porque o outro seja menor, mas porque já não cabe no horizonte que escolhi trilhar.
Hoje, compreendo que a grandeza está em cultivar a paz interior, em erguer-se acima das disputas triviais, em investir energia apenas naquilo que floresce. Amadurecer é aprender a não se deixar arrastar pelo que é pequeno, é transformar o silêncio em fortaleza, é escolher relações que edificam em vez de corroer.
E assim, ao decidir crescer, percebi que não há mais espaço para o que me diminui. A vida pede profundidade, pede vínculos que inspirem, pede caminhos que conduzam à plenitude. Deixar para trás não é perda: é libertação. É abrir espaço para o que realmente importa, para o que me fortalece, para o que me faz ser inteiro.

Às vezes a vida nos lembra, da forma mais dura, que o tempo não volta. A perda chega e deixa um silêncio que nenhuma palavra consegue preencher. É quando entendemos que cada abraço que deixamos para depois, cada “eu te amo” que ficou guardado, poderia ter feito diferença.

Valorize quem está vivo.
Ninguém sabe quando será o último suspiro.

Abrace mais.
Beije mais.
Dê carinho sem medida, sem esperar o momento perfeito.

Porque, no final, o que fica não são as pressas do dia…
são os momentos que tivemos coragem de viver com amor. 🤍✨

Onde o Tempo Para


​Dizem que o tempo cura,
mas o tempo, aqui, não tem ponte.
É um relógio que parou na curva,
um sol que se pôs no horizonte.
​Não é ausência, é presença constante,
um amor que não tem para onde ir.
Ficou guardado no peito, latente,
na vontade eterna de te ver sorrir.
​A vida seguiu, mas eu fiquei lá,
naquele abraço que o mundo roubou.
Sou a saudade que aprendeu a andar,
sou o resto do amor que o céu reservou.

Mas me fala...
há quanto tempo
que cê não mete o pé na estrada?
mesmo que descalça


há quanto tempo
não para pra admirar o céu,
o pôr do sol
em pleno e total silêncio?


cê já parou para pensar
que talvez todo esse barulho
dentro seja apenas um grito de socorro
da sua alma implorando por liberdade?

Poema VI
"Lucro d'Alma'"


Todo tempo meu é como o vento. Passageiro me sinto a cada ano.
Ando sempre em vão me preocupando, como se fosse eu dono do tempo.
Ansiedade trás no peito só lamento, tornando nosso sonho sepulcro.
Lutando com o instinto de ser chucro eu expresso a alegria de falar.
Aprendendo a cada dia a caminhar.
Viver é Cristo e morrer é lucro.

Nós em nos...


Que as nossas imperfeições sejam curadas no tempo.
Que o desamor nunca se faça presente em nossas vidas.
Que as feridas abertas na vida, transformem se em flores.
Que o orgulho não nos pertença jamais.
Que o perdão esteja sempre em nossos lábios ao alcance da palavra.
Que as nossas mãos estejam sempre dadas, com dedos entrelaçados.
Que o abraço, seja apertado, que nos aqueça e nos conforte.
Que o Amor seja sempre a
nossa oração.
Amém...

O Tempo !
Só ele é a resposta certa para nossas perguntas.
Vejam Bem como deixamos de Amar pessoas ou Lugares?
Só com o tempo por que podemos Amar essas coisas por toda a vida e que talvez mesmo o tempo sendo Implacável não saberemos se um dia irá Apagar .
A Única Certeza que Teremos é apenas o Tempo será Capaz de Nós dar estas respostas.

⁠⁠Não sei a quanto tempo morri,mais só sei que morri.
Meu corpo vaga em meio ao nada, Clamando por algo que perdi, minha alma clama pelo descanso, não vivo vegeto, em meio da decepção, da ganância, da arrogância e da falta de humanidade de uns para com os outros, de tudo que vi só sei que morri.

A alma contra o tempo


Quando as pétalas ⁠das flores caem pelo chão, misturando-se com as folhas que já estão sem vida; vejo uma beleza naquela simplicidade, comparo a paisagem com a vida...


O frescor, a vitalidade, tudo que o tempo vai aos poucos transformando, quanto a nós, para alguns a alma sempre mais aprimorando-se, enquanto vamos gradualmente definhando.

Convite ao Agora


Não te condeno ao esquecimento,
apenas escolho, enfim, recomeçar.
O tempo não apaga o que sinto,
meu amor ainda teima em aqui morar.


Pelas horas que passam, entre frestas e saudades,
vejo um tempo que não ousa retornar,
mas avisto um futuro que urge,
uma alegria pronta para nos contagiar.


É um novo instante, um pulso firme,
a vontade acesa de outra vez tentar.
Que seja amor, que seja brasa,
ou apenas o riso que vem nos resgatar.


O que importa é a vida em movimento,
é o fôlego novo de quem sabe recomeçar.
Hoje o destino tem o teu nome,
e o amor, enfim, se faz presente.


Vem! Despoja-te do medo de ser feliz,
deixa que o agora nos oriente.
Posso ser o teu melhor reflexo,
posso ser o teu mais profundo prazer.


Posso ser apenas o que sou,
ou o que em ti eu vier a colher.
Podemos ser o "nós" que o tempo adia...
Vamos habitar o presente?
A vida acontece agora,
e o resto é apenas travessia.


Poesia de Islene Souza

28/10/1988 - 28/10/2025


28 de Outubro


Corre, tempo!
Corre!
Corre até mesmo
com a velocidade da luz.


Nada!
Nem o sol,
nem a lua,
nem o vento,
nem as ondas
daquele dia
(absolutamente nada!)
vais poder levar embora
de mim.


28 de Outubro


Corre, tempo!
Corre com tua pressa insaciável,
devora os dias,
apaga rastros,
engole séculos,
mas aquele dia,
aquela luz,
o sopro do vento
e o rumor das ondas
ficaram cravados em mim
como brasas eternas.


Podes correr, tempo,
mas não há velocidade
capaz de alcançar
o que queimou dentro de mim.
✍©️@MiriamDaCosta

Incisões de uma Alma Poética


O tempo
e o vento
levam tudo...


Nunca
as palavras
germinadas,
entalhadas
na alma...


O tempo devora,
o vento dispersa,
tudo se vai...


Tudo,
menos as palavras
que sangraram da alma,
gravadas em silêncio,
como cicatrizes
que não cedem
à erosão dos dias...


O tempo passa,
o vento leva...


Mas ficam,
no âmago,
as palavras
que um dia floresceram
em terreno de dor e beleza,
raízes sutis
que o esquecimento
não alcança...
✍©️@MiriamDaCosta

Fiz uma aliança
com a paciência e o silêncio,
eles são imbatíveis
no decorrer do tempo.


Fiz uma aliança solene
com a paciência e o silêncio.
Eles não se apressam,
não se ferem
e não se desgastam
apenas atravessam o tempo
com a força indestrutível das coisas
que sabem esperar.


Eu, que já fui tempestade,
aprendi com eles
que nada vence aquilo
que permanece firme
no seu próprio ritmo de eternidade.


Fiz uma aliança mansa
com a paciência e o silêncio.
São meus companheiros antigos,
guardiões do instante.
No decorrer do tempo,
descubro que eles vencem tudo...
o ruído das urgências,
o peso das inquietações
e das horas que tentam me arrancar
de mim mesma.
Com eles, aprendi a respirar o mundo
no sopro suave do que não pressiona,
mas floresce...
✍©️@MiriamDaCosta

O tempo não passa,
ele permanece em nós.
Somos nós
que passamos por ele.


O tempo não flui
ele se aloja na carne,
se infiltra nas frestas da alma,
permanece silencioso,
implacável.
Somos nós
que fluimos no tempo,
desfazendo-nos
em cada segundo
que nos atravessa de volta.


O tempo não passa,
ele repousa em nós,
como um sopro antigo
que nunca se desfaz.
Somos nós
que caminhamos sobre ele,
feito rios que seguem adiante
sem jamais esquecer
a nascente.


✍©️@MiriamDaCosta

Os brinquedos e brincadeiras infantis de um tempo ( carrinhos, panelinhas, bonecas, roda, amarelinha, queimada e etc...) já não cabem mais no cotidiano moderno da infância...


Estamos na era do celular , do tablet, dos jogos eletrônicos, dos robôs e etc para entreter os infantes...


A infância virou brinquedo para joguinhos de adultos ... angélicas miniaturas inocentes para demônios gigantes afamados e sedentos de pureza e de candor... um fenômeno predatório cada vez mais presente no dia a dia das criaturinhas...


Entre inocência violada , separação familiar, família conflitual, inseguranças, medos, solidão acompanhada, abandono e toda essa ansiedade coletiva que assistimos ....


O surto de problemáticas da psique , do comportamento e das relações infantis
expõe marcas indeléveis da sociedade
moderna... família... creche... escola...
cada contexto delegando responsabilidades
e culpas...


Marcas essas que , corriqueiramente, se conectam ... se alinham e se aliam ao cada vez mais precoce consumo farmacológico de ansioliticos e anti depressivos...
E frequentes consultas especializadas...onde se tenta encontrar um refúgio... uma solução... um tratamento... uma cura... um alívio... um bálsamo... para amenizar os vários distúrbios infantis ... TDAH , depressão, autismo leve entre outros...


Crianças necessitam de atenção, presença, companhia, carinho , amor, ternura, afeto ...


Crianças devem sentir-se ao seguro, protegidas e amparadas...


Crianças precisam brincar com brinquedos ...
Crianças devem viver sendo crianças na sua essência ...


Mais carinho e amor !
Mais presença e proteção!
Mais brincadeiras e brinquedos!
E menos comprimidos e gotinhas!


Menos rótulos e diagnósticos ,
que um tempo, eram de pessoas
mais vividas... idosas ...


✍©️ @MiriamDaCosta

– Às vezes, eu sinto algo muito estranho…
algo que, ao mesmo tempo, me perturba e me aquieta.


"– Explica-me melhor esse “algo estranho”
que te cria controvérsias no estado d’alma…"
(disse o Tempo)


– Eu queria voltar no tempo…
naquele tempo em que eu nada sabia,
nada entendia…


"– E por que isso agora?"
(perguntou o Tempo)


– Porque eu sinto saudades daquele tempo.
Às vezes, chego a acreditar que não saber do mundo e não compreender nada dele
é uma forma de paz.
Eu não consigo entender
como é possível viver em paz
com tudo isso que acontece…
com tudo isso que os humanos fazem.
O Senhor me entende?


"– Claro que te entendo!
E é por te entender
que dialogo contigo.
O Tempo é mestre.
E você está sendo uma boa aprendiz,
com suas inquietações e interrogações...
(respondeu o Tempo)


✍©️@MiriamDaCosta
( Em "Diálogos com o Tempo")

A Natureza é Mãe sábia e generosa,
em seu tempo paciente e produtivo
nos oferece flores e frutos,
respostas sutis para cada exigência,
mesmo diante das intempéries
das estações cada vez mais perplexas...


A Natureza é Mãe de seios fartos,
sábia na carne do tempo,
generosa até na dor dos ventos...


Ela nos despeja flores e frutos
como quem entrega remédios e bálsamos
para resistirmos ao caos crescente
das estações confusas e doentes...


A Natureza é Mãe que acolhe em silêncio,
com paciência borda o tempo,
com generosidade nos embala em flores,
nos acaricia em frutos doces,
mesmo quando o calendário se perde
nas estações que já não sabem o seu lugar...


✍©️@MiriamDaCosta

Ele nunca está em sintonia com o meu ritmo...


Oh! Tempo!
Tempo que nunca está em sintonia
com o meu ritmo...


quando ele está lento
eu estou com pressa
quando ele está com pressa
eu quero lentidão...


entre calma e pressa,
pressa e calma,
o tempo passa
mas...
nunca passa
essa calma de escrever...


e na vida apressada
do mundo sem calma,
de ter a minha calma
estou sempre com pressa...


O tempo está fora de tempo
ou sou eu que estou fora do tempo?!..
✍©️@MiriamDaCosta

Ode ao Senhor Tempo


Oh! Tempo!
Como aprecio-te!
Gosto de ter-te nos meus passos,
no meu trilhar o tempo do viver.


Sem pressa e afobação,
a pressa me conturba, me confunde;
a afobação me irrita,
é enervante!


A minha pressa
é a da calma,
do meu tempo
sem tempo apressado.


Oh! Tempo,
meu silencioso companheiro,
gosto de sentir-te nos passos,
marcando o compasso do viver.


Não te quero correndo,
nem arfando nos relógios do mundo.
A pressa me turva,
me dispersa da inteireza.


A afobação grita,
e eu prefiro o sussurro.


Minha pressa
é feita de calma,
é o tempo que caminha
sem se perseguir.


Oh, Tempo,
não te temo,
te cultivo.


Quero-te nos meus passos,
não como urgência,
mas como presença.


A pressa me rouba o sentido,
me embaralha os gestos,
me desencontra de mim.


A afobação não é movimento,
é ruído e caos.


Eu sigo outro ritmo,
a pressa da calma,
esse tempo que não corre,
apenas vive em mim
em versos que correm
no tempo sem pressa
da poesia do viver.
✍©️@MiriamDaCosta