Textos sobre Tempo

Cerca de 24993 textos sobre Tempo

Levei tanto tempo pra entender
Só dá pra se perder em alguém quando se sabe exatamente onde está.
Tive que aprender a me amar
Tive que aceitar que primeiro sou eu, sem antes ser seu

Posso ser meu e de mais alguém
Posso amar a mim e amar alguém

Cai dentro de mim, me esborrachei
Mas por fim encontrei o que faltava

Faltava um olhar
Faltava eu me admirar
A dor era por não me conhecer
Aceitar ser o que eu achava que tinha que ser

Não adianta rimar, tem que praticar
Tem que respeitar o de dentro, pra querer amar o de fora.

Ocidente e Ocidente

⁠quanto mais tempo eu leio como um curioso as obras da academia ocidental e à 'pesquisa', mais eu me torno hostil à intervenção da erudição ocidental branca nos assuntos dos povos colonizados.

não há necessidade de contribuições brancas, ocidentais, questionamentos ou análises em relação ao sul global, povos colonizados ou minorias étnicas.

acadêmicos e professores brancos fetichizam, estetizam e exploram em nome de sua educação, estudos e carreiras.

uma sala de aula ocidental facilitada por um acadêmico branco é um local de violência, não de revolução

LAÇO:
O silêncio é gritante
E o tempo vil.
As horas são infindas
Como infinito é o mar.
Todos que me rodeiam
Não são meus
E os meus
Não me dizem seus.
E em meio a todo esse
Paradoxo de emoções
O tempo esquiva-se
A dizer quem sou eu
Apraz-me o relógio
Com o tempo seu.
Aflige-me o tempo seu
Que segrega o meu.

⁠Vc é uma mulher linda!
Como sempre, é maravilhosa.
É tão bela e sensual..
Ao mesmo tempo é Dengosa.

Vc esconde os seus sentimentos,
"Por trás de um belo sorriso."
O que será que há em seus pensamentos?
Amor e bondade; assim acredito.

Vc é tão inteligente,
É tão atraente,
É uma gatinha mimosa...

Tão doce e suscetível.
Uma mulher tão incrível
Nem se eu olhasse pra esquerda ou pra direita
Eu encontraria: "uma mulher tão perfeita"

⁠Houve um tempo em que o lugar de primeiro violino
me seduzia.
Qualquer preço por um lugar de destaque
em meu pequeno mundo...
Louvado sejas, Senhor, pelos dias que se fizeram
meses,
pelos meses que se fizeram anos,
trazendo-me um pouco da sabedoria Tua
que faz ver o mundo do Teu ponto-de-vista,
como um todo onde não importa o lugar na
orquestra,
mas o fazer parte dela,
de tal maneira que tua música encha a terra
e o coração dos homens...
Porque nas horas de provação,
de testes supremos,
de escolhas definitivas,
só uma coisa é absolutamente indispensável,
insubstituível:
a certeza de estar nas mãos de Deus:
nas Tuas mãos, Senhor!
Pode-se compará-la à pérola de grande preço,
que bem vale vender tudo quanto se ajuntou
para possuir...
Com tão preciosa provisão no coração,
levem-me os caminhos da vida aonde lhes aprouver,
apontem-me e aprontem-me o que lhes parecer
necessário,
e eu estarei tranquila,
aqui no meu 7°, 12° lugar...
Podem até apontar-me como alguém
que o regente desclassificou.
Mas que importa o que fazem as mãos dos homens
quando dentro do coração reina a certeza bendita
de estar nas mãos de Deus,
em tuas mãos, Senhor?

⁠Noite fria pensamentos profundos, passei um tempo olhando pro céu, talvez mais tempo do que eu deveria. Então me dei ao luxo de imaginar uma fábula. Onde o grandioso sol se apaixona pela imensa beleza da lua, mas percebe que aquele amor era impossível . A luz com o escuro, o fogo com o gelo. Eles nasceram pra ser os opostos, a madrugada se aproxima me envolve, cantando uma singela melodia que embala meus sonhos, mais embala também as tristezas, destrói meu sorriso. Meus pensamentos estão soltos vagando sem direção sem saber onde parar, olho as estrelas sinto o vento gelado em meu rosto, preciso estabilizar e tranquilizar, aquilo que dentro de mim, bate sem parar. Preciso de alguém com quem eu possa contar.
Boa noite.

Mulher reluzente

Um raio de luz desaba
Feito centelhas
Iluminando as veredas do tempo
Numa espécie de belo horizonte

Irradiou longe, muito distante
Criou-se uma luminosidade
Colorida de imaginações
Não aconteceu por acaso

Uma folha, uma pétala
Não depenca do nada
Um arco-íris não risca o céu simplesmente
Alguém prestigia sua rara beleza

Foi muito bom! Beleza rara
Tão especial, musa incantadora
Transmite sensação de prazer
Com você, as maravilhas aparecem

Não quero sonhar por sonhar
Nem acordar deste sonho
Quero me fechar para o mundo
Acordar sempre nos seus braços

Quero viver a realidade policromas
Se for sonho não quero acordar
Seria muito prematuro
Tão novel, incipiente

Prometo-lhe o sol
Ardente, de raios penetrantes
Até a chuva ao cair do dia
Ao anoitecer no Fonte Grande, no Iracema

Rabisco sonhos sem domínio das emoções
Uma noite, num belo horizonte
Luar que se forma no arrebol
O poeta não morre. Suas cinzas eternizam

Ao anoitecer se não houver estrelas
Não fique triste assim
Basta olhar para você mesma
Estrela reluzente e brilho de MULHER

Ninguém é feliz o tempo todo...

Mas o Senhor consola os que choram.

Nem todos os dias somos fortes...

Mas é na nossa fraqueza que Ele nos reveste de força.

Às vezes, nos sentimos sozinhos...

Mas o Senhor se faz presente e nos sussurra:

“Não temas, Eu sou contigo.”

Se a enfermidade nos alcança,

Ele é a cura.

Se a tempestade se levanta,

Ele acalma o vento.

Se o caminho parece fechado,

Ele abre o mar para você passar.

Ele nos ensina que há um tempo para todas as coisas —

Tempo de chorar e tempo de sorrir,

Tempo de se calar e tempo de cantar.

E se hoje o teu coração está cansado, abatido, sem ânimo…

Se o sorriso fugiu do teu rosto,

Lembre-se:

Você nunca esteve só.

O Senhor está contigo!

Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil.


Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou.


E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele.


Quantas vezes a gente questiona o outro sem ter empatia pelo que ele vive — e, às vezes, nem é uma escolha.


Faltam três meses pro ano acabar, e eu já começo a sentir saudade.


O silêncio me faz respirar.


Ao mesmo tempo que ele me cansa, ele também me desafia.


Às vezes, ele atravessa a gente — de um jeito que nem dá pra explicar.


Engraçado como, a cada dia que passa, surge uma nova sensação sobre o meu trabalho.


Hoje foi um dia triste, e tive a certeza de que o meu trabalho leva um pouco das minhas tristezas com ele.


Ainda assim, eu agradeço muito.


Vou sentir falta quando acabar.


E toda vez que eu digo isso, penso: que clichê!


Mas, na verdade, quando a gente se despede de um trabalho — de um ciclo, né? — a gente se despede de muita coisa dentro da gente também.


Às vezes, me pergunto: o que as pessoas sentem quando leem meus textos?


O que está chegando delas até mim?


Será que elas sentem essa avalanche de emoções que a gente sente ao escrever?


Ou será que não sentem nada?


Será que a falta é minha?


Ou será que elas só não querem entrar em contato com as coisas que doem?


Mas aí, de repente, a gente recebe o gesto de alguém que poderia julgar quem sofre — e não julga.


A pessoa encosta a mão em você e diz:


“Posso te fazer um elogio? Muito obrigado. Eu me vejo em você.”


E, na verdade, quem agradece sou eu. Porque é a escrita que me faz ficar viva. Enquanto eu tiver oportunidade, eu vou escrever o melhor que eu puder.

“Rasgar o Passado”


Não dá mais pra esperar o tempo curar!
Já esperei demais, já calei demais.
O mundo grita, e eu quero gritar junto,
sem medo de quebrar o que ficou pra trás.


O passado? — que fique no canto.
Não me serve, não me veste, não me guia.
Cansei de reviver o mesmo pranto,
quero fogo, quero agora, quero vida!


Transformar dói — que doa, então!
Melhor a dor da mudança
que a prisão da lembrança.
Melhor o salto no abismo
que a rotina sem alma e esperança.


Eu rasgo as velhas páginas,
sem piedade, sem adeus.
O que fui não me define,
o que serei — depende só de Deus.


O novo me chama, feroz, urgente!
E eu vou, sem olhar pra trás.
Porque quem aprende a se perder de si,
é quem finalmente se encontra em paz.

Silêncio do Tempo




Às vezes, o tempo passa como um inimigo invisível — leva embora os dias, os sonhos, e me deixa aqui, olhando o reflexo de alguém que não reconheço.
Há um vazio que não dói com gritos, mas com silêncio.
Um vazio que não pede ajuda, só quer entender onde tudo se perdeu.




Mas mesmo nesse vazio, algo resiste.
Um fragmento pequeno, quase apagado, sussurra:
“Ainda há algo em você que quer viver.”




E talvez seja isso o que resta de mim — a vontade de voltar a sentir o mundo,
de reconstruir o que deixei ruir,
de calar o medo e ouvir, enfim, o meu próprio renascimento.

"O Amor que Veio nos Amar"


O amor que veio nos amar
ultrapassa o tempo, o céu, o mar.
Não há barreira, dor ou pesar
que consiga esse amor apagar.


Deus olhou o mundo e, em Seu olhar,
viu corações prontos a se quebrar.
Então, enviou Seu Filho a nos tocar,
para que a vida pudéssemos abraçar.


Porque Deus amou de forma sem fim,
que entregou Jesus, Seu próprio Filho, por mim.
Para que todo aquele que nele crer
não pereça, mas venha a viver.


É um amor que atravessa a dor,
que dá esperança, que traz calor.
Que toca a alma, que faz renascer,
que nos convida a simplesmente crer.


O amor que veio nos amar
não espera o mundo mudar.
Ele nos encontra onde estamos,
nos cura, nos guia, nos levanta mesmo no esquecimento.


Não se mede, não se explica,
mas transforma, consola e edifica.
E mesmo que a vida queira nos separar,
o amor que veio nos amar nunca vai falhar.


Olhe para o céu, ouça o vento a passar,
sinta no peito: Ele veio nos salvar.
Porque a eternidade começa ao crer,
no amor que Deus quis nos oferecer.


O amor que veio nos amar
é presente, é luz, é eterno luar.
É promessa cumprida, é vida a pulsar,
é João 3:16 a nos ensinar:
que crer em Cristo é nunca mais se perder,
é viver para sempre, no amor que veio nos amar.

Mesmo que o tempo insista em passar,
e as dificuldades tentem me fazer esquecer,
você vive em meus sonhos,
presente no silêncio das minhas noites.


A cada noite, te encontro de novo,
e juntos recriamos nossos planos,
revivemos cada instante,
como se nada tivesse mudado.


Porque o amor que sinto por você
não se mede pelo tempo,
vive quieto, profundo,
guardado em mim.

A Última Faixa do Tempo


O relógio da vida não marca horas, ele risca sulcos invisíveis num vinil arranhado,
onde cada segundo é um riff esquecido,
e cada silêncio, um verso que nunca ousou ser refrão.


Na estrada dos sonhos, somos acordes dissonantes de um violão desafinado,
dedilhados por mãos invisíveis que já empunharam fuzis de flores
e apertaram corações até que se estilhaçassem em silêncio.


Há algo que não se nomeia.
Como aquela canção que te atravessa feito vento... Você sente, mas não entende.
Ela nunca chega na parte que você quer, mas deixa rastros:


O cheiro de chuva no asfalto quente,
um olhar que sangra como solo de violino em luto,
um arrepio que não vem do frio, mas da memória que insiste em doer.


Esperamos por isso como quem espera o "bis"
sabendo que talvez nunca venha,
mas ainda assim, gritamos o nome da banda,
como se o eco pudesse reverter o fim.
Porque há coisas que não voltam,
e mesmo assim, cantamos,
como se o tempo fosse só mais um verso mal interpretado.


E então, no meio da tempestade,
uma janela entreaberta,
a chuva batendo como palmas de um público ausente,
e uma xícara solitária no parapeito,
como se alguém tivesse pausado o mundo no exato instante antes do último acorde.


Ali, o tempo não corre, ele reverbera,
feito um lamento que recusa-se a findar.
Ali, o que não tem nome sussurra,
como um verso escondido no encarte de um disco esquecido.


Essa memória, teimosa, não escreve para lembrar, mas para manter viva a melodia
dessa canção infinita que não pode terminar
numa janela de vidro,
numa casa de madeira,
onde o som que ecoa… termina em C (Dó).

Longe do jardim.
Tão linda, especial e marcante, mas com a alternância do tempo frio-quente e agressivo, tornou-se rude com espinhos ainda mais afiados e pela relutância da subsistência de um mundo imaginário e só dela muchou, perdeu seu brilho, aos olhos de quem a admirava, aberta, quase ao averso, mas na caule, fechada, dura e nas pétalas moribundas a ausência da cor do amor.
Dona rosa, outra igual a ti não vai existir

Não sei como te falar isso mas, preciso conversar com você. É um assunto delicado. Já tem um tempo que queria falar isso pra você mas, não consegui porque nunca aconteceu isso antes comigo. E parece estranho mas sinto uma atração por você.


Se quiser deixar de falar comigo por causa disso, fique a vontade. Só queria mesmo soltar isso que estava preso, sabe? É complicado quando chego perto de você, sabe?!


Sinto uma coisa diferente por você. É mais do que amizade...não dá pra explicar. A vontade é de te abraçar, papo reto, mas me seguro. E finjo não te olhar quando passo por você. Às vezes disfarço e te olho mas logo desvio o olhar. Outro dia percebi que você olhava pra mim e quando me virei, você desviou o olhar. Então é isso. Amanhã, nos vemos. Ou não, dependendo da sua reação depois disso que te falei.

Se foi o tempo!

Se foi o tempo em que crianças brincavam
Se foi o tempo em que crianças dançavam
Se foi o tempo, Ciranda Cirandinha ninguém sabe o que é
Queimada, esconde-esconde, amarelinha, ninguém sabe e ninguém quer
Se foi o tempo, elástico, bambolê e boneca
passa-anel, pula corda, peteca
pião, pipa e bolinha de gude,
Betz, pega-pega
Muita alegria e muita saúde

Hoje a tecnologia tomou conta
Curupira, Lobisomem não amedronta
Se tirar o celular tem afronta,
Brincadeiras coletivas estão se acabando,
nossos filhos estão se perdendo
Neste mundo de adultos que aprontam.

Vertiginoso ele se apresenta
malha do tempo, que trepida e se estende.
Imbatível chega, feito vento de pressa,
e eu, tolo e sedento, passo.


Não vejo o instante que pulsa,
a pedrinha sutil no caminho da longevidade.
Tropico, desperto, e compreendo:
o eterno não mora no longe,
mas na pedra pequena que insiste em me lembrar
que ainda há chão sob os meus pés.

"O Julgo Invisível”


Vivemos num tempo em que o valor de um homem se mede pela pressa com que ele produz.
Se ele para, chamam-no de preguiçoso; se cansa, de fraco; se pensa, de inútil.
Mas ninguém pergunta o que o silêncio dele carrega, nem o peso invisível que sustenta quando o mundo o chama de vagabundo.


Talvez o que eles chamam de inércia seja apenas o intervalo entre o que ele foi e o que ainda vai se tornar.
Nem todo repouso é desistência — às vezes é apenas o respiro antes do próximo passo.
E quem julga de fora nunca vai entender a batalha que se trava por dentro,
onde cada dia sem trabalho é também uma luta para não perder a fé em si mesmo.

É tempo de irradiar a luz que abrigamos em nós...
Natal símbolo de amor,
nascimento do menino Jesus.
Carinho de Deus por nós...

De nós pelo próximo, o renascimento, a partilha, florescimento dos bons sentimentos.

Quando os corações são aquecidos pela ternura dos encontros.
Pelo valor da presença, pelo calor de um abraço.

Valorize a essência das Companhias que preenchem a sua alma com alegria!

Lanna Borges✍