Textos sobre Saudade de Pai
"Senhor, foi esse mais um dia de benção, de alegria e de luz em sua companhia.
Obrigado Pai, por estar sempre comigo, me conduzindo a cada passo e me abrigando em seu abraço.
Obrigada pela água, pelo pão, pela paz que me dás e pela festa que fazes em meu coração!"
Amém!
Haredita Angel
04.11.22
Boa noite!
Pai, Viemos Ver Luanda.
Hoje, convidei o meu pai
a sair da sala, a desligar o mundo plástico,
e a calçar os pés da verdade.
Convidei-o a conhecer as ruas.
“Vamos, Pai.
Vamos ver as paisagens que os ecrãs escondem.
Vamos passear pela cidade que a televisão não mostra.”
E fomos…
Caminhámos por avenidas onde a esperança já não mora,
por vielas onde a infância morre sem nome,
onde crianças brincam com a fome,
e senhoras mendigam migalhas para alimentar
a última faísca de um amanhã incerto.
“Então, Pai…
o que achaste da nossa bela Luanda?”
Ele calou-se.
E no seu silêncio, a cidade gritou.
Seus olhos marejados
não cabiam no peito das notícias oficiais.
E eu disse-lhe:
“Esta é a graciosidade que ninguém exibe.
Mortes prematuras, abandonos precoce,
corações descartados como lixo.”
Venham todos.
Venham ver Luanda com os próprios olhos.
Não com os olhos que vos emprestam.
Venham vestir a camisola de Angola,
não a do orgulho cego,
mas a do luto ativo,
do olhar que se revolta.
Ganhem coragem.
Desçam das vossas salas refrigeradas.
O solo está quente de lágrimas.
As ruas estão sedentas de testemunhas.
Venham ver o que é ser angolano
fora da publicidade.
Cubismo da natureza humana digitalizada no formigueiro humano.
Família constituída de pai mãe e filho e filha, ate fase dimensional globalização.
Mistura dos ideias capitalismo e socialismo.
Ouve desenvolvimento cultura e desenvolvimento Família.
O leque foi aberto mãe pais e pais mães. Assim o cenário mundial tomou um novo formato.
Aonde tínhamos filhos temos pets filhos aonde caminhamos pela imersão da existência contemporânea de reprodução e ideal é reprodução a família... um ideial esta caindo pois planeta está super povoado.
Como tratamos a fome mundial.
Temos um percentual absurdo de gente no mundo.
Que vemos é devastação do planeta e com governantes omissos e aproveitadores, meio ambiente sofre muito, ainda a negacionista, gente aposta no apocalíptico sistema da alienação religiosa e social.
Aquele dia — Pai
Sonhei com o meu pai.
Ele me abraçava com tanto amor e ternura…
E eu sabia que seria por pouco tempo.
Mais uma vez, quis fugir,
porque não suportaria me despedir.
Mas ele me segurou
e me abraçou novamente,
até que acordei…
Quase um ano esperando por um abraço que acalmasse a minha alma e aquecesse o meu coração — e, finalmente, aconteceu.
Naquele trágico dia,
esperei por um abraço assim:
alguém que me acolhesse,
que acalentasse o meu coração,
um abraço silencioso que fizesse a minha alma voltar.
Mas, naquele dia, entendi
que a única pessoa capaz de fazer isso por mim
era justamente quem estava no caixão.
Nunca vou dizer adeus,
passe o tempo que passar…
Hoje sei que não preciso fazer isso, porque ele não vai a lugar algum.
Sempre estará aqui comigo,
me guiando —
como disse que faria.
Pai
Sempre amando, educando,
apoiando e disciplinando.
Exemplo a ser aplaudido
e jamais esquecido.
Notas não servem,
adjetivos seriam pequenos.
O que falar da grandeza do homem
franzino.
Nas noites, meu colo
Meu provedor, meu protetor.
Assumiu o que poucos assumem,
coragem que muitos não tem.
Essa grandeza apenas ele tem.
Dos de fora, meu pai.
Para mim vai além, o amigo.
Na imensidão do te amo,
fico na certeza que ainda é pouco.
Sentimento maior e mais puro que
não encontro adjetivos.
Para meu pai: Julio César Lourenço
Oraçao do dia
Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração;
Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!!!
Que assim seja!!!
Muitas bênçãos e vitórias pra nossa vida!!!
Amém...
(Saul Beleza)
Existe um trecho no "Pai Nosso " que diz o seguinte:
"Venha à nós e ao vosso Reino"
Quando somente um lado é permissível o outro lado se sobre põe e quando não se é mais útil é descartado. O equilíbrio deve existir para que ambos possa usufruir do que se é oferecido.
Se hoje o outro fez por mim amanhã eu farei por ele . Não é obrigação é reciprocidade, "eu não pedi" não precisa se você for importante para alguém ele irá até você sem que o peça.
Meu Pai:
Senhor Jesus,
já me ajudaste muito…
já me ensinaste coisas espetaculares…
já me concedeste dádivas incríveis…
já alcancei graças intensas com a tua ajuda…
já me perdoaste milhares de vezes…
já me fizeste sorrir por centenas de dias…
Hoje te peço:
faz-me lembrar, sempre, de te agradecer.
Sombra e Espelho
Olho no espelho e vejo o rosto do meu pai,
E neles, os olhos de quem veio antes.
É uma história que não morre, que não sai,
Narrada em traumas e gritos distantes.
A pobreza não é só o prato vazio,
É o medo constante de nunca chegar.
O abuso é um nó, um emaranhado fio,
Que as mãos da criança tentam desatar.
Somos prisioneiros de um ciclo invisível,
Moldados por sombras que não são as nossas.
Onde a alegria parece algo impossível,
E as raízes da dor são fundas e grossas.
Porém, o "Eco das Gerações" pode mudar de tom.
Se a consciência desperta e a ferida se trata,
O que era castigo torna-se um dom:
A força de quem a própria sombra resgata.
Sobre Abusadores e Abusados
Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.
Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.
Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.
Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.
Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!
"Tudo é possível àquele que crer no amor do Pai.
Se nada mudar, mantenha a fé, e quando mudar, entenda: Se ficar difícil, aprenda a não saltar as etapas do ensino(Deus sempre terá algo pra nos edificar e nos tornar maduros nEle). Quando ficar fácil, aprenda a romper muralhas. Se a tristeza rondar, alegre-se em Cristo, e quando estiver alegre, contagie teu próximo. Quando recomeçar, toma ánimo, acredite; Você pode tudo, porque Deus renovará suas forças. Tudo é possível pelo amor, e pela fé que você tem em Deus! E mesmo assim se você não conseguir! Lembre-se de ficar debaixo das asas do Abba, até que você aprenda a caminhar maturidade de Deus."
—By Coelhinha
Carla, eu te mostrei os segredos mais ocultos desse plano. Te banhei com o amor do Pai e te levei a lugares onde nenhum outro ser humano jamais pisou. Juntos, desvendamos os mistérios das estrelas e a imensidão do universo eu te dei o infinito, mas, no caminho, eu me perdi de mim.
A ironia da nossa queda é que, enquanto eu te ensinava a voar entre as galáxias, eu esquecia como caminhar no chão. Me perdi em tudo o que te dei. E hoje, o homem que te mostrou o cosmos é o mesmo que não lembra onde deixou a chave do carro, a carteira ou o crachá.
A mente que guardava os segredos de Deus agora tropeça nas miudezas do dia a dia. É o preço de ter entregado a alma: a matéria se torna estranha. Lembre disso, Carla. Não esqueça os teus pertences, porque eu já não sei mais o que é meu. O invasor silencioso não levou apenas a paz; ele levou a minha bússola.
Fique com o universo que te mostrei. Eu só estou tentando encontrar o caminho de volta para casa.
DeBrunoParaCarla
Meu Pai do Céu, eu nunca me esqueci.
(Cresci)
Teu amor velou por mim.
(Protegendo)
Que seja feito assim.
Conforme a tua vontade!
Juntos em oração.
Não nos deixeis sozinhos.
Nesse mundo de maldades.
Cuida das nossas crianças.
Livrai-nos de todo o mal.
Livrai-nos da omissão.
Onde houver trevas, que o amor prevaleça.
Começa mais um dia comum.
Terminem, como crianças.
Que elas cresçam na Fé .
Com a paz de Jesus Cristo.
Onde não houver saída.
Dei-lhes uma solução.
Faça-se voltar à infância.
(Á)
Esses pobres pagãos...
1 de fevereiro
"Pai, em Ti encontro ânimo para cada novo amanhecer, pois Tua luz dissipa toda sombra de desânimo. És minha força quando as batalhas parecem pesadas, meu refúgio seguro nos tempos de aflição.
Minha esperança e meu exemplo
Com fé inabalável, sigo firme em Teus caminhos, sabendo que Tua mão me guia sem cessar. Sou mais que vencedora, pois Tu és o meu sustento.
Que assim seja!"
Amém!
ORAÇÃO GLÓRIA AO PAI
Rezamos a Oração Glória ao Pai, mas muitas vezes, não sabemos o seu significado. Sabemos que é uma prece que fazemos à Santíssima Trindade, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Procurando informações de fácil compreensão sobre ela, encontrei na página do Portal Oração o seguinte:
“Se você costuma rezar o terço, sabe que na conta grande reza-se a oração Glória ao Pai. Mas você sabe qual é o significado e poder dessa oração? Além da Ave-Maria e do Pai Nosso, a oração Glória ao Pai é uma das mais conhecidas. Nas contas do rosário, ela vem como uma espécie de fechamento de um ciclo de orações.
Você pode também começar o seu contato com Deus, iniciando a sua prece com essa poderosa oração. “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, pelos séculos dos séculos, amém.”
“Assim como era no princípio” - No princípio, havia a vontade de um Deus uno e generoso de criar um mundo justo e fiel à sua imagem e semelhança.
Glória poderá ser entendida como uma bem-aventurança divina, algo de muito bom que vem dos céus. Ela também é usada para identificar a auréola (aquele círculo luminoso) que aparece nas imagens dos santos. Portanto, é um símbolo de santidade. Algo muito elevado espiritualmente. Palavra muito bonita e poderosa que foi usada quando Jesus Cristo nasceu para exultar os pastores que o acolheram e foram contemplados com a glória de presenciar o seu nascimento.
Agora que já falamos sobre o significado da palavra glória e do poder da oração do Glória ao Pai, é importante conversar um pouco sobre a importância da oração e da espiritualidade em nossas vidas. Uma das frases mais conhecidas de Jesus Cristo é “Orai e vigiai”, nela há dois conselhos do filho de Deus: você precisa rezar (sempre) e deve vigiar os seus pensamentos e atitudes.”
Com a oração, saudamos a Santíssima Trindade que está presente em nossas vidas. Finalizando, vamos lembrar o que Santo Agostinho nos ensinou.
Santo Agostinho, pensando muito sobre o mistério da Trindade, resolveu passear pela orla da praia enquanto refletia sobre Deus e todas as Suas maravilhas. Pensava que como seria possível três pessoas serem chamadas de um Deus. Questionava se ambas as pessoas eram realmente Deus, e se possuíam o mesmo poder iguais umas às outras. Eis que então, no meio de todos esses pensamentos, se distraiu deparando-se com um menino que cavou um buraco na areia e carregava em suas mãozinhas a água do mar. Agostinho parou e perguntou o que ele estava fazendo, a criança disse que colocaria toda a água do mar dentro daquele buraco, logo Agostinho, com pena de tanta ingenuidade, disse-lhe que seria impossível. A surpresa veio com a resposta da criança:
“Da mesma maneira que é impossível encher este pequeno buraco com a água do mar, assim também é impossível que consigas compreender em tua pequenez, tão grande mistério que é a Trindade Santa.”
Diante da grandiosidade, poder e beleza da Santíssima Trindade, somos convidados a rezar sempre a oração do Glória.
Que Deus abençoe sempre sua vida 🌷 💟
O Pai
Deus não fala comigo
nem uma palavrinha das que sussurra aos santos.
Sabe que tenho medo e, se o fizesse,
como um aborígine coberto de amuletos
sacrificaria aos estalidos da mata;
não me tirasse a vida um tal terror.
A seus afagos não sei como agradecer,
beija-flor que entra na tenda,
flor que sob meus olhos desabrocha,
três rolinhas imóveis sobre o muro
e uma alegria súbita,
gozo no espírito estremecendo a carne.
Mesmo depois de velha me trata como filhinha.
De tempestades, só mostra o começo e o fim.
O que esperar dessas Almas Sebosas que arregimentaram as almas “inocentes” para salvar o país e, desde então, nunca mais pararam de tentar vendê-lo para se salvarem?
Talvez nada além do que já entregam: a velha arte de travestir interesses pessoais em projetos de nação, a habilidade de manipular esperanças alheias enquanto negociam, sob o apagão das luzes, o próprio futuro.
Porque quem sempre se salvou à custa dos outros — da boa-fé, da ingenuidade, da fome por esperança — não aprende a sustentar o peso da verdade.
Passa a vida em mercados de ocasião, onde cada crise vira moeda, cada medo vira mercadoria, cada voto vira barganha.
E é justamente nesse teatro de sombras medonhas que se revela a nossa parte: perceber que país nenhum é salvo por quem está disposto a vendê-lo.
Talvez a verdadeira inocência não esteja em quem foi enganado, mas em quem ainda insiste em acreditar que o destino de uma nação pode caber no bolso de uns poucos iluminados por suas próprias ambições.
O resto, no fim, é só ruído — só guerra palavrosa — de almas sebosas riscando fósforos perto demais do futuro que prometem proteger.
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
Independentemente da prova que o Pai nos permitiu, aonde quer que estivermos, celebremos com júbilo o nascimento do Filho d'Ele.
Para muito além da prova que o Pai nos permitiu, há um convite que atravessa todas elas: celebrar.
Não porque a dor se ausentou, nem floresceu de repente, mas porque Deus decidiu nascer dentro da nossa história — inclusive nas suas frestas.
O Filho não veio quando tudo estava em ordem, veio quando o mundo estava cansado e carente.
Tudo era caos!
Ele não escolheu palácios, escolheu manjedouras.
Não aguardou aplausos, aceitou o silêncio interrompido apenas pelo choro de um recém-nascido e pela respiração dos que também não tinham muito a oferecer.
Por isso, aonde quer que estejamos — no vale ou no monte, na sala cheia ou no quarto solitário — há espaço para o júbilo.
Um júbilo que não nega a prova, mas a atravessa.
Um júbilo que não faz barulho para disfarçar a dor, mas canta baixo, com a alma ajoelhada.
Celebrar o nascimento do Filho do Homem é confessar que nem a noite, nem o medo ou a dúvida nos venceram.
É afirmar que, mesmo quando não entendemos o “porquê” da prova, confiamos no “para quê” do Amor.
É reconhecer que Deus não ficou distante do sofrimento humano — Ele entrou nele.
Que o nosso coração, onde quer que esteja, se faça manjedoura para o nascimento e renascimento do Filho do Homem.
Que o júbilo não seja euforia, mas esperança viva.
E que, mesmo em meio às provas permitidas pelo Pai, a Luz continue encontrando lugar para nascer em nós.
Feliz e Abençoado Natal para todos os que creem no Aniversariante de hoje.
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Amém!
