Textos sobre Saudade de Pai

Cerca de 12427 textos sobre Saudade de Pai

*Toda Tarde*

Todas as tardes dos meus dias
Carregam uma saudade que machuca.
Ela acorda quando tocam antigas canções,
Aquelas que têm cheiro de nós dois.

E o sol, cúmplice, vai pro horizonte
Me chamando pra ver o dia morrer.
É convite e é lembrete:
Tudo passa, mas nem tudo vai escurecer.

Hoje eu vejo: o tempo correu.
Levou meses, levou anos, levou pressa.
Mas não te levou.
Você ficou presente desde aquela tarde
Até esse agora em que escrevo.

A saudade não apagou.
Ela só aprendeu meu nome,
Sentou do meu lado no anoitecer
E me ensinou que lembrar também é forma de ficar.

Tem memória que é ferida e tem memória que é casa. E a minha parece ser as duas.
(Saul Beleza)

*Estação Parada*

A saudade viaja
mesmo quando eu não saio do lugar.
Olhar preso no horizonte
bem mais longe de onde estou.

Aviões riscam o céu,
trens partem sem me levar.
Mas nenhum deles carrega
o peso que insiste em ficar.

Quis esquecer essa ausência
numa estação qualquer,
deixar a mala da falta
pra nunca mais recolher.

Mas saudade não tem bilhete,
não embarca, não some.
Ela mora no peito, não viaja, e ainda nos faz engasgar com um nome.
(Saul Beleza)

*Galho*

No móvel do quarto
só tua imagem em uma foto 3X4 cabe inteira de saudade
ocupando o cômodo todo.

Na última página do caderno,
escondido como quem pede socorro,
um rabisco insiste:
"... de um galho nasce o bem querer,
e eu te quis como um louco."

Do galho torto da lembrança
brotou essa febre mansa.
Não escolhi. Nasceu.
E quis. Como quem não tem escolha.
(Saul Beleza,)

GRATIDÃO E SAUDADE
Na infância e na adolescência
Ele era da Desportiva Ferroviária.
Mas foi no Vasco que ele ouviu ...
o seu nome ser ovacionado!
Seu talento para fazer gol
Era tão marcante que
atorcida vibrava delirante!
No italiano,-_ nome Giovanni ,
é uma variante do nome _ João.
Amor, Fé, virtudes desse nome
vindas da mente e do coração
Yochanan é Giovani na Tradição .
Significa:_ Deus É sua Proteção.
E assim gols surgiram ..
E fez identidade desse Campeão!
Hoje , não é choro só de tristeza.
Mas de saudade, com certeza.
Esse nosso " Pequeno príncipe"
que se fez realeza,desde o início.
Capixaba sente saudade e chora.
E dizem nesta hora
Obrigado Geovani
Por tudo que você fez aqui.
No nosso País e lá fora!
Gols,gol,gol,!!!
Descanse em Paz
Vitoria sua cidade ,
não lhe esquecerá
Jamais!!!

Saudade tem idade?
Só se tem saudade
quando se entende :
_O que é saudade?
Ela é repertório de fatos,
vivenciados,
_em toda idade
Quando ele é bom, acalma.
e faz bem a alma!
Saudade chega de "jato"
Traz repertório do fato,
ajuda a refletir ato
pois conchega_se
na tal felicidade
É bom rememorar
a boa saudade!

A Saudade e O Legado — A Vida Que Se Foi
e O Amor Que Permanece.

Homem respeitado, benquisto, abençoado e amado; esposo, pai, amigo e avô entre outras faces de alguém honrado certamente inesquecível de acordo com amigos, familiares e todos aqueles que tiveram a oportunidade de estar, pelo menos um pouco, ao seu lado. Mesmo com a idade avançada, era cheio de jovialidade; a sua família foi o maior legado que deixou e agora ela será a sua continuidade; assim, o amor dele permanece e deixa saudades. A sua vida foi uma bênção do Senhor, a razão de muitas felicidades.

Eu me importei com tantas coisas inúteis, fragmentos da saudade, dor corrompida pelo meu coração afetivo.
Queria ter esquecido tudo que já passei de ruim, queria ter esquecido de esquecer.
Queria continuar sendo o que fui há milênios.
Eu sinto que estou me afastando, me distanciando, me limitando.

A saudade é o imposto que pagamos por vivermos algo extraordinário. Mesmo quando a separação é breve, sinto um deslocamento, como se uma parte essencial de mim tivesse ficado na tua mala. O meu lado inquieto conta os segundos, enquanto o meu lado paciente revisita as memórias para manter o teu calor por perto. A saudade, contigo, é uma ferida que eu não quero que cure, pois ela prova que o que temos é insubstituível.


DeBrunoParaCarla

Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!


Liberta, Senhor!


Arrebentai as Sandálias do Remorso de todos que revisitam as lembranças dos que partiram antes de nós!


Saudades, sim — Tristeza, não!


Amém!?!


Porque a Saudade, por si só, já é estrada longa o bastante — feita de Memórias, Silêncios e Ausências que aprendem a conversar conosco.


Mas há quem caminhe por ela ferindo os próprios pés, calçado com as sandálias do arrependimento.


São passos, às vezes, demasiadamente pesados, que machucam o coração a cada lembrança do que não foi dito, do abraço adiado, da reconciliação interrompida...


No entanto, a verdadeira cura começa quando entendemos que o amor não termina com a partida — apenas muda de endereço.


E quem parte não deseja nos ver presos ao que faltou, mas gratos pelo que foi vivido.


Descalçar o remorso é um gesto sagrado: é permitir que a saudade volte a ser caminho de amor e não de castigo.


Que possamos, então, revisitar nossas lembranças com a graça de quem sabe que o perdão é o único calçado capaz de levar a alma em paz, sobretudo pelas estradas pavimentadas pela Saudade.


Amém!

⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.

⁠Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.


Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.


As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.


Erravam com a própria assinatura.


Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.


Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.


E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.


Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.


A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.


Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.


Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.


Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.


Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.


Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.


Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.


Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.


Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.

⁠Os que sacrificam demais o presente para viver o futuro, chegam nele com saudade da saúde que não aproveitaram no passado.


Quem negligencia o presente para viver o futuro costuma acreditar que está fazendo um investimento muito seguro.


Troca horas de sono por promessas, adia encontros por metas, empurra o cuidado com o corpo para depois da próxima conquista.


Vivem como se a vida fosse um rascunho — como se o agora fosse apenas um corredor apertado que precisa ser atravessado às pressas para, enfim, chegar ao grande salão do “um dia”.


Mas o futuro tem um hábito curioso: ele chega.


E quando chega, não traz de volta as madrugadas mal dormidas, as refeições engolidas às pressas, os abraços adiados, os sinais ignorados do próprio corpo.


Ele chega cobrando juros silenciosos — nas dores crônicas, no cansaço que não passa, na energia que já não acompanha os sonhos.


Há uma ironia delicada nisso tudo: trabalhamos para garantir dias melhores e, no processo, entregamos os dias que já eram bons.


Buscamos segurança e acumulamos ausência.


Queremos estabilidade e perdemos vitalidade.


E quando finalmente alcançamos o futuro tão esperado, às vezes ele nos encontra com a saúde fragilizada, e uma saudade imensa do tempo em que podíamos ter vivido com mais equilíbrio.


O presente não é inimigo do futuro.


Ele é a matéria-prima dele.


É no agora que o corpo se fortalece ou se desgasta, que a mente respira ou se sobrecarrega, que a alma floresce ou se cala.


Não há amanhã saudável construído sobre um hoje negligenciado.


Talvez a sabedoria não seja abandonar os planos, mas aprender a não se abandonar enquanto os constrói.


Porque sucesso algum compensa o arrependimento de ter tratado a própria saúde como algo descartável.


E não há futuro tão próspero que substitua o privilégio de estar inteiro — física, mental e espiritualmente — na única linha do tempo que realmente nos pertence: o agora.


O melhor dia para se viver é hoje.

Ó saudade


Dizem que a saudade é o azar de quem teve muita sorte. Uma música diz que só se sente saudade do que é bom.


No mais, entende-se que todo momento verdadeiramente bem vivido cobra seu preço.


A experiência da felicidade, ao mesmo tempo em que é marcante, é também dolorosa, na medida em que nos dedicamos a bem vivê-la.


De fato, viver para ser feliz não significa ausência de dores. Até mesmo os melhores momentos, por não serem perenes, causam dores que carregamos constantemente, por tentarmos ser, ainda que por um instante, felizes.

Entre a Saudade e o Sonho


Seu poema já transmite bastante sentimento. Fiz apenas alguns ajustes de gramática, ritmo e fluidez, preservando a essência.


Passo os dias pensando em você,
Passo as horas imaginando o seu beijo,
Passo os minutos ouvindo uma playlist,
Imaginando como seria estar em seu abraço.


Quando te olho,
Meu olhar brilha como as estrelas no céu.
Sem que você perceba, fico te admirando,
Como quem contempla uma pequena obra de arte.


Então chega a noite.
Sem o seu número,
Sem a sua foto,
Sem o som da sua voz.


A saudade aperta o meu peito,
A ansiedade de estar ao seu lado me sufoca.
As horas passam,
E o sono não vem.


Mesmo assim, continuo sonhando,
Na esperança de que um dia
Seja o seu abraço, e não a saudade,
Que me faça fechar os olhos.Achei especialmente bonita a imagem de "uma pequena obra de arte". Ela dá um toque delicado ao poema. Se quiser, posso deixá-lo ainda mais poético, com rimas suaves ou no estilo de uma carta de amor.

sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar

quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava

por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar

que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar

O amor é tudo!

Alegria, entusiasmo, saudade, desejo, prazer, fidelidade, respeito, carinho, paz, harmonia, confiança, felicidade e tantas outras palavras positivas e maravilhosas que definem este fenômeno sublime.
O amor vem da alma
Energizando o corpo
Com emoções e alegrias
Fazendo de cada dia uma eternidade.

Amanhã....
Ah!! Amanhã.
Quanta coisa, farei.
Quantos sonhos, viverei.
Quanta saudade, sentirei...

Ah!! Amanhã.
Se tudo der certo, será um lindo dia de sol
Dia de ser feliz e fazer acontecer
Amanhã será o dia de ser.

Mas se amanhã
Não sair tudo como planejei
Saberei que existirá um outro amanhã
E simplesmente viverei.

Ah!! Amanhã que nunca chega...

A saudade está difícil, como uma adaga. Para não senti-la eu me cortaria, e tendo-a também me corto.
É tão incompreensível que ao me respeitar eu acabe justamente do lado mais afiado desta adaga.
Saudade da minha filha.
Intervalo moroso, visita fugaz, e mesmo que não fosse ainda seria saudade — saudade do que não vai voltar, da rotina que hoje só existe na memória.


Nelson Hideo Iwasse Junior
09/07/2026

Cego, dou passos largos à multidão, como quem vai em direção à saudade.
Travo os ponteiros e deixo de me perceber,
tornando-me um instante.


As luzes apagam.


Vejo, dou passos curtos em direção ao vazio, como quem ilumina a alma com a solidão.
Travam-se os ponteiros, e passo a me perceber,
tornando-me um passado.


As luzes acendem.


Cego-me (...)

A Saudade de Casa


Ó, saudades de casa... eu sei que não era bom,
Papai e mamãe brigavam, alterando o tom.
Eles bebiam, e o medo então nos consumia,
E os meus irmãos, correndo, a casa esvaziava e sofria.
Eu saía com minhas irmãs na noite fria e escura,
Vender paçoca na rua era a nossa labuta pura.
E quando a paçoca faltava e a fome nos vencia,
Eu tinha que pedir esmola, pois o estômago doía.


Ó, saudades de casa... eu sei que não era bom,
Mas de vez em quando mamãe cozinhava com dom.
Um almoço delicioso que a mesa enfeitava,
Mas papai nos ensinava e a violência cobrava.
Se eu errasse a lição, a pancada era o castigo,
E a saudade de casa vira o meu próprio inimigo.
Eu cuidava dos menores, eu os punha a dormir,
Enquanto na sala eu via papai e mamãe se destruir,
Se drogando no chão, perdidos na fumaça e no corte,
E eu na penumbra, tentando ser o escudo mais forte.


Ó, saudades da casa que a gente nem tinha,
Mudando de abrigo, perdendo a linha.
A cada escola nova, eu me sentia mais só,
Menos amigos restavam, a infância virava pó.
Mas eu lembro da tarde em que fomos ao parquinho brincar,
Passávamos as horas vendo o tempo voar.
Saudades, saudades, saudades eu sinto de lá,
Era ruim com eles, mas o choro não podia parar.
Não tínhamos tempo para a lágrima que o olho consome,
Era brincar, trabalhar, viver com pressa e com fome.


E a gente começava a correr, a se esconder e calar,
Porque o dono da nova casa não queria nos aceitar.
Aquele tanto de criança o homem não admitia,
Éramos seis irmãos na nossa humilde agonia.
Corremos, brincamos, brigamos, dormimos ao relento,
Apanhamos e sorrimos no meio do esquecimento.
Era ruim com papai e mamãe? Sim, era o horror...
Um inferno de medo, de vício e de dor.
Mas eles estavam certos no fim daquela estrada,
Sem ser eles do nosso lado, a vida virou o nada.
Seria pior, muito pior... e foi o que aconteceu,
O mundo foi mais cruel com o que o destino nos deu.


Ó, saudades, saudades, saudades do quarto fechado,
Onde o vício de papai e mamãe nos deixava assustado.
Eles bebiam e usavam drogas na sala ao lado,
E nós, os filhos, no quarto, num pacto sagrado.
Assistíamos a filmes até tarde pra distração,
Até que o grito da briga quebrava a ilusão.
O pavor nos travava, o peito explodindo em nó,
Papai saía batendo a porta e nos deixava na só.


Eu, menina e mulher, chorando na escuridão,
Limpava a casa depressa, arrumando o chão.
Mamãe ainda bebe e chora, num pranto sem fim,
Levava os meus irmãos pro quarto, longe de mim.
Eu ficava com ela, segurando a sua mão ferida,
Até que ela parasse de chorar e ficasse rendida.
Quando ela adormecia no chão ou no canapé,
Eu a deitava com zelo, mantendo a alma de pé.
Eu a cobria com a manta, colhia as latinhas do chão,
E segurava nos braços o meu menor irmão.


Aninhava o menino no peito até ele adormecer,
Colocava ele ao lado dela pra ninguém se perder.
E caminhando em silêncio, na ponta dos pés no corredor,
Eu verificava se os outros já dormiam sem dor.
Ó, saudades de casa... no fim dessas noites de guerra,
Quando todos adormeciam e a paz tocava a terra...
Eu ia para a janela sozinha, o pranto a estancar,
E olhava a lua no céu, o único colo a me consolar.


— Samantha Mendes ✍🏼🖤