Textos sobre palavras

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Eclipse


Estas palavras não são um poema
são pele sem nome
um sopro lento
entre a boca
e o silêncio.


Não dizem.
Tocam.


E ficam
como luz morna
sobre a curva da noite
como um segredo
que a pele guarda
de olhos fechados.


Talvez os poemas sejam assim: palavras que juram não o ser até que alguém lhes empreste o coração.

Escrevo como quem sente na pele o poder das palavras que sinto em meu coração: ecoando como trovão, causando uma tempestade de sentimentos e pensamentos em minha mente.


A dor, a profundidade de amar e o mergulho que foi viver aquele momento com você... seu toque quente e sua palavra gentil com sua voz calma. Você me viu naquele instante que eu vi sua alma e ao mesmo tempo, ambos sentimos juntos umas fusão e transformação individual, rumo a caminhos distantes e distintos.


Depois daquele momento, nos separamos e nunca mais retornamos para a ideia ilusória do que tínhamos e éramos um com o outro.


Percebo agora que te amei por alguns dias profundamente, e talvez isso tenha se tornado uma experiência marcante para mim.


A partir do meu reconhecimento em você pude perceber o potencial que eu tinha de me amar ainda mais, te amar e deixar você ir.


To: bpb

417🙏🌹Se os bons conselhos não te servem, se às palavras de amor não te toca se a paz compartilhada não te faz bem, se o alinhamento com a luz divina não faz diferença pra você, é triste, muito triste...
Mude a sua frequência, sintonize- na luz, tenha sempre no seu coração a vontade de servir, compartilhe a paz, o amor ao próximo, faça caridade desmedida, mesmo com palavras de luz, mesmo com bons feitos, mesmo com boas obras, mesmo com boas ações, mesmo com olhar de gratidão, mas faça, doe-se ao perdão, perdoe mesmo que seja a vítima ou agressor mesmo que na dor que ficou, doe-se, o perdão libertar...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA... Ayache Vidal...

Garantia
(Mauro A Evaristo)

Enquanto toca a playlist da Enya
Busco palavras para este poema
Num mundo de teorias da conspiração
Que iludem os que desejam salvação.

Tudo nesta vida coopera
Para aqueles que amam a Deus,
Respeita os pais, cuida dos seus
Isso é garantia não é promessa.

Enquanto toca a playlist da Enya
Procuro palavras para este poema
Na maneira mais simples de lhe dizer

Para que evite demandas e contendas
Pois, assim poderá em paz perceber
Que existe um poder infinito em você.

feradapoesia.blogspot.com

Presos das palavras
(1Evaristo)

Até que ponto somos presos das palavras?
Chamar guerreiros é guerra que não acaba.
Somos todos responsáveis em viver
O que aceitamos de nós dizer.

Todos sabem que palavra tem poder,
Qual palavra se permite lhe prender?
Do que se chama condiz
Com o que (pra si) sempre quis?

Agora deve-se cuidar
Do que se chama e se permite chamar
Pois, o que dizem e aceita sobre você

É a palavra que vai lhe aprisionar
E incondicionalmente irá viver
O que nunca quis pra você.

feradapoesia.blogspot.com

Minha revolta é apenas prova daquilo que não mais ouso dizer. Palavras duras, mágoas antigas, são só provas do que não se foi, mas marcou profundamente como cicatriz em carne viva.
Ah, se eu pudesse dizer... Ah, se pudesse apenas ouvir... Ah, se pudesse entender tudo o que realmente sinto por ti...
- Marcela Lobato

"Senhor, concede-me a graça da clareza e do discernimento. Diante de palavras vazias, promessas falsas ou elogios fingidos, abre os meus olhos para enxergar a realidade das ações. Que eu não seja enganada por aparências. Protege o meu coração das ilusões e cerca-me de pessoas cujas atitudes reflitam a verdade do que dizem. Amém."


—By Coelhinha

Sinto falta de quando a minha felicidade cabia em duas palavras suas: “bom dia”, “boa noite”, “te amo”.
Era tão simples e, ainda assim, fazia meu coração amanhecer antes do sol.
Eu sorria para a tela, como quem recebia o mundo inteiro em uma pequena notificação.
Hoje, até mudei o som do meu celular.
Não porque deixei de gostar, mas porque nossa história já decorou cada nota dela, na esperança de te ouvir.
E é isso que mais me dói: não sentir falta de nenhuma notificação, nem de momentos extraordinários.
Eu sinto falta do simples: do seu “bom dia”, do seu “boa noite”, do seu “te amo” e do meu sorriso bobo.
Daquelas pequenas mensagens que faziam eu me sentir a pessoa mais feliz do mundo.
Não sinto saudade ou falta de uma mensagem.
Sinto saudades e falta de quem eu era quando ela vinha de você.
Sinto falta e saudades de “você”.

Teu Fulgor


Dê-me hoje
suas palavras mais bonitas,
seus versos mais inspiradores...


- Lembra-se daqueles momentos em que
estava perdida na escuridão e
te trouxe a lanterna para
guiar você de volta à realidade?


Hoje, neste instante,
o que desejo é que
você me traga essa luz;
Um pouco de conforto
em palavras e imagens
no mundo digital;


Estou ciente de que você pode encontrar
um brilho no fim do túnel...,
Sei que é capaz de expressar
amor quando consegue
superar a herança
do silêncio dentro de si
para chegar até ele.


Dê-me hoje
seu olhar mais sincero,
seu abraço mais acolhedor,
seu toque mais suave,
seu carinho mais genuíno...


A vida é cheia de incertezas,
e por vezes se torna breve
antes que possamos prever
ou lidar com isto,


Portanto, hoje...,


Hoje, ofereça-me o seu melhor;
Sem restrições,
sem exigências,
sem rancores,
sem mágoas ou decepções,
apenas permita que aquela luz,
a que lhe revelei um dia
retorne para me iluminar agora;


Hoje, compartilhe um pouco
de sua luz comigo.


Marcelo HB

Déjà vu

"Há romances que vão além das palavras, que não necessitam de justificativas, que não estão subordinados a explicações - a relação é algo que não requer questionamento ou compreensão, mas sim acolhimento; é algo espiritual e, por isso, universal."

Luz do Elixir

⁠As Palavras Impensadas, ditas em meio à euforia, podem inviabilizar a calmaria de alguém.


Às vezes, não é o que sentimos que machuca — é o que deixamos escapar sem passar pelo crivo do silêncio.


Palavras ditas na euforia nascem sem freio, sem cuidado e sem escuta alguma.


Carregam o peso do instante, mas podem pousar na vida de alguém como sentença duradoura.


O que para quem fala é só excesso de emoção, para quem ouve pode ser o início de uma inquietação que não pediu para carregar.


A calmaria de alguém é frágil como água parada: qualquer pedra jogada sem intenção cria ondas que demoram a se desfazer.


E há palavras que, mesmo ditas sem maldade, afundam fundo demais.


Por isso, nem toda verdade precisa ser dita no calor do momento.


Há silêncios que não são covardes — são cuidados.


Porque preservar a paz do outro, muitas vezes, é um ato de maturidade muito maior do que vencer qualquer euforia passageira.

⁠⁠O Vício de Brincar com as Palavras e as Imagens, tem seus Riscos: às vezes são elas que se juntam para brincar com a gente!


Brincar com Palavras e Imagens sempre parece um gesto inocente — quase infantil.


Mas quem se arrisca nesse ofício sabe: nada é tão simples quanto parece.


Porque, palavras têm memória!


Imagens têm humor.


E ambas, quando percebem que estamos distraídos, fazem complô.


Às vezes se juntam para dizer o que não ousamos.


Por vezes até revelam o que tentamos esconder.


Às vezes devolvem à nossa própria mente uma pergunta que nem formulamos…
mas que, de alguma forma, já nos habitava.


Brincar com elas é um vício, e sim, — do tipo que não pede perdão.


E cada frase escrita, cada imagem criada ou editada, leva um pouco de nós…
mas também devolve algo que não sabíamos termos entregue.


No fundo, talvez o risco maior não seja brincar com elas.


O risco mesmo é quando elas resolvem brincar conosco —
e, sem pedir licença, sem medo e sem culpa, revelam aquilo que nós estávamos evitando descobrir.

⁠Quem se atreve a Brincar com as Palavras, pode brincar com qualquer coisa, inclusive com a própria Humildade Intelectual.


Mas as palavras são brinquedos muito perigosos.


Às vezes, são elas que se juntam para brincar com os que se atrevem a brincar com elas.


Nas mãos de quem as domina, podem construir pontes ou cavar abismos, iluminar consciências ou mascarar vaidades.


Brincar com elas exige muito mais do que vocabulário: exige Maturidade, Responsabilidade e Sensibilidade.


Sem essa sinergia, é melhor nem se aventurar…


Há quem transforme qualquer discurso em espetáculo, confundindo eloquência com sabedoria.


Afinal, não é tão difícil impressionar quando se sabe florear frases.


O desafio verdadeiro é permanecer humilde diante da imensidão do que ainda não se sabe.


A Humildade Intelectual não diminui o conhecimento; ela o torna fértil.


É ela que permite rever certezas, acolher argumentos melhores e admitir que até a mais elegante das palavras pode esconder um grande equívoco.


Quem acredita ter sempre razão deixa de aprender justamente quando imagina ter chegado ao objetivo.


Poder Brincar com as palavras é um privilégio.


Brincar com a própria humildade intelectual, porém, é um risco.


Quando o ego assume a autoria do pensamento, a linguagem deixa de ser instrumento de encontro e passa a ser arma de exibição.


O brilho da retórica, então, ofusca a luz da verdade.


Talvez a maior demonstração de inteligência não seja dizer a última palavra, mas saber quando o silêncio ensina mais do que qualquer discurso.


Porque as palavras, por mais belas que sejam, encontram sua grandeza não na capacidade de convencer, mas na coragem de permanecer abertas à possibilidade de estarem incompletas.

⁠Seria
impossível Brincar com as Palavras temendo o Absurdo, temendo o Indizível.


As palavras nunca foram apenas instrumentos de comunicação.


Elas são também pontes, labirintos, espelhos e abismos.


Brincar com elas não é um ato de leviandade, mas de liberdade.


É permitir que a linguagem ultrapasse os limites do previsível e alcance aquilo que a lógica, sozinha, jamais tocaria.


O absurdo, tantas vezes rejeitado, pode ser justamente o lugar onde as certezas se desfazem e novas possibilidades surgem.


É no aparente contrassenso que descobrimos perguntas que jamais faríamos seguindo apenas o caminho da razão.


O indizível, por sua vez, não representa um fracasso da linguagem, mas um convite permanente à imaginação.


Há sentimentos, memórias e silêncios que nenhuma palavra consegue conter por inteiro, mas é justamente essa insuficiência que mantém viva a necessidade de continuar falando, escrevendo e criando.


Quem teme o absurdo acaba prisioneiro do óbvio.


Quem teme o indizível contenta-se apenas com aquilo que pode ser explicado.


E uma vida reduzida ao explicável perde o encanto do mistério, da poesia e da descoberta.


Talvez o verdadeiro sentido das palavras não esteja apenas naquilo que elas afirmam, mas também naquilo que insinuam.


Nos vazios entre uma frase e outra.


Nas metáforas que desafiam a lógica.


Nos paradoxos que revelam verdades incômodas.


Afinal, nem tudo o que faz sentido parece razoável, e nem todo absurdo está vazio de significado.


Brincar com as palavras é, no fundo, brincar com a própria realidade.


É reconhecer que o pensamento cresce quando se permite duvidar de si mesmo e que a liberdade de imaginar é uma das formas mais profundas de compreender o mundo.


O Medo do Absurdo empobrece a linguagem; a Coragem de enfrentá-lo transforma Palavras em Possibilidades e Silêncios em Reflexão.

As palavras fluem, como águas do corrego Campo Alegre, que deságua no rio São Tomaz, e assim segue teu curso, puro, repleto de emoções, que transborda em versos, até chegar ao mar.

O poesia é um canal, o poeta um condutor de alma
Que transforma dor em beleza, e tristeza em canção
Um alquimista das expressões, que cria e recria o mundo ao seu redor, com a força do pensamento

A poesia é um dom, uma dádiva do céu,
um sussurro do divino, que ecoa nos ouvidos.
Um sopro à vida, um convite à paixão.
Um poeta é um amante, da alma, do amor e das tentações.
(Saul Beleza)

Palavras que dançam, jogam e brincam
Dúbias intenções, significados que se escondem
Pensadores astutos, letras que seduzem
Leitores atentos, mentes que se abrem

O jogo das palavras, um tabuleiro de xadrez
Movimentos sutis, estratégias que se cruzam
O que se diz, o que se cala
Um jogo de palavras, um duelo de mentes.
(Saul Beleza)

POR QUE TE ACHEI ESPECIAL?
Será pelos teus encantos,
Pelas palavras que seduzem,
Numa voz tão doce e tão sedutora?
Será pela real beleza,
Pelo corpo tão bem feito,
Ou pela intensidade
Da tua alma encantadora?
Acho especial você,
De um gosto tão distinto,
Inalando o raro perfume
Que nos ventos me traz
Você tão perto de mim!
JOÃO BATISTA BARBOSA

Com a constelação de palavras,
o silêncio cortante e ausência
tenho escrito rotas inusitadas.


Não faço ideia se vou alcançar
o seu amor raro em tempo,
mas não posso deixar de confiar.


Facilmente de mim não irá se livrar,
porque nasci poesia absoluta
feita de enigma fatal a te desafiar.


A nossa maior viagem está sendo
por antecipação do lado de dentro,
temos os gatilhos do pensamento.


De tanto etéreo e sensorial escrever,
virei a biblioteca do sentimento:
esquecer nunca será mais a opção.


Com a minha pluma mais amorosa
construí na sua alma e no seu coração:
o meu Império como sagrada habitação.

As palavras que deixam o aroma
da tua alma nesta distância oceânica
convidam a imaginar o que o silêncio
pode fazer conosco, dia e noite,
além de encantar o coração
para o rito íntimo de iniciação.


O que há em mim não tem parado
de clamar para o momento chegar.
Observando um par de tapicurus
na Baía de Babitonga,
fiquei sonhando de olhos abertos
como será quando a gente se encontrar.


Se é amor ou paixão, quero que nos dê
céu e asas, para não temermos voar,
para ignorar previsões do fim do mundo
ou quando disserem que o romance
já não terá mais tempo ou chance de durar:
que a gente tenha a coragem de dobrar a aposta.


Porque desde o dia em que te conheci
não acho mais graça em ninguém
para conversar, e algo tem me dito
que a recíproca é a mesma.
Ora tenho sido o papel e você a caneta,
sem pensar muito a gente sempre inventa.


Quando a hora certa nos brindar,
que venha a certeza lado a lado,
que o aconchego de sossegar
acompanhados venha se celebrar,
e de tudo a gente se permita desligar
sem se importar com o que irão pensar.

Há um romance sonâmbulo
sob os teus olhos de Lorca...


Palavras pretensiosas arremessadas,
e um arranque automático
entre algo épico
e o pesadelo lírico,
na alta madrugada.


Com o peso da alma
cheia de poesia intensa,
onde o mundo olha
para as personagens
que não podem corresponder
devido à profundidade,
à leveza e à liberdade
de ser o que sou — escolhi.


Diante da lua cigana,
num estado de êxtase,
sob os teus olhos de Lorca,
ainda talvez acordada
todavia desejo o real,
pois a essência segue intacta.


Firme vivendo o suspense
de um romance sonâmbulo:
"Ver-te que te quero ver-te",
nos teus braços que também
querem ver-me em meio ao verde.


Onde não sei como, quem dará
e qual será o passo primordial,
ao se se conseguirá alcançar o pleno final.