Textos sobre palavras

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Você foi o adeus mais difícil que eu já
precisei dizer.
Não porque faltaram palavras, mas porque sobrou sentimento.
Dói perceber, ao acordar,
que a realidade não vai se desfazer.
Dói aceitar que não existe um “mais tarde”.
Que algumas histórias terminam sem retorno,
sem curva,
sem segunda chance.
Uma parte de mim compreende.
Compreende o tempo, os limites,
aquilo que já não se sustentava.
Mas existe outra parte.
Essa não quer compreender nada.
Ela apenas sente.
Sente a falta do som da sua voz.
Do jeito único de sorrir.
Da presença que acalmava.
Do abraço que parecia abrigo.
E talvez o mais duro do adeus
não seja a ausência do outro,
mas a tarefa diária de conviver
com o espaço que ele deixa dentro da gente.
Às vezes, tudo o que eu queria
era te alcançar agora.
Sem defesas.
Sem explicações.
Sem revisitar o passado.
Só um abraço.
Como quem tenta segurar, por instantes,
aquilo que a vida levou sem pedir permissão.
Existem despedidas que a razão aceita.
Mas o coração…
o coração permanece onde você ficou,
esperando algo que talvez nunca volte.

O Eco da Ausência
​Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
​A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
​Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.

Quando o diálogo não consegue se fazer entender…
O silêncio fala na prática o que as palavras não conseguem…
A distância encurta caminhos…
Nos faz refletir sobre o valor da presença de alguém em nossa vida…
Reciprocidade na indiferença ou no partilhar…
É hora de decidir amar ou apenas seguir…
Patrícia Feijó

trazer pra vista o que não se traduz

há coisas que não cabem em palavras,
como o silêncio entre dois olhares,
ou o peso leve de uma saudade que não se nomeia.

há gestos que falam mais do que a língua alcança,
como o toque que diz “fica”
sem nunca ter dito “vem”.

trazer pra vista o que não se traduz
é como tentar mostrar o cheiro da infância,
o som da ausência,
a cor de um pensamento que nunca foi dito.

é desenhar com vento,
escrever com pele,
falar com olhos.

é fazer do sentir uma linguagem,
mesmo que o mundo não saiba ler.

porque há verdades que só o coração entende,
e há presenças que só se revelam
quando o verbo se cala.

Há quem goste de posar, de sua beleza mostrar.
Há quem goste de falar, com suas palavras se exaltar.
Há quem prefira sonhar, de seus sonhos se embriagar.
Há também os que prefiram silenciar, e de seus silêncios gritar.
Há quem ame filosofar, e de seus questionamentos se embalar.
Há pessoas que querem dançar, e aquelas que só querem cantar.
Há um rito no olhar daquelas que conseguem amar.
Há no mundo e no universo o haver de todo ser.
O ser de todo o existir, o tudo de cada um, o um que o Todo é.

Foi Amor a primeira estrofe, sem toque,sem contato.
Eram apenas palavras, em versos e prosas. Éramos próximos sem nunca termos nos encontrados. Ela sempre foi faltosa neste sentido. Falávamos madrugada a dentro,confissões, emoções, sentimentos sentidos e declamados, éramos dois desconhecidos falando de Amor.
Faby....(*."

Conexão P.3
Esse sentimento continua aqui, sendo gravado em palavras, palavras ditas ou não ditas.
O vazio preenche minha mente, e a conexão ecoa no centro da escuridão da minha subconsciência.
Ela pulsa como meu coração, é vermelha como meu sangue, castanha como meus olhos.
E eu consigo ver dentro de mim.

Não são apenas palavras, imagens, ...
Não é desespero, os desesperados não sabem o que querem.
É ênfase de amor, de quem nunca se escondeu, nem mesmo diante do que poderia lhe tirar algo de valor inestimável, você.
Não é só acreditar, é convicção
O que antes já era feito, agora como dito, em ênfase
Te amarei, assim como antes, todos os dias.
Agnaldo Souza

Ela é forte, guerreira e única.
Tem as palavras certas para as horas certas.
Aquela que acolhe, que abraça, que entender e ajuda.
Que me amou primeiro, antes de qualquer outra pessoa.
Quem me ensinou a viver e crescer.
Tudo o que tenho, tudo o sou devo a ela, e por mais que eu passe a minha vida detalhando qualidades e falando agradecimentos, ainda é pouco diante do seu imenso valor.
Hoje é uma data para você Mãe, mas para mim, o seu dia é todos os dias.
Te amo.

⁠As palavras e as conversas, antes tão urgentes, agora se tornaram ecos distantes. Uma serenidade silenciosa se instalou em meu coração, e encontrei conforto na quietude do meu próprio ser.
Levantar a cada manhã tornou-se uma batalha íntima, uma jornada de superação diária. Cada amanhecer é um triunfo sobre a inércia, uma prova da minha resiliência frente à luta silenciosa que travo comigo mesmo.

As vezes magoamos as pessoas com nossos atos ou com nossas palavras. Não nos limitamos e, passamos da conta.
Precisamos aprender a nos frear, a não sermos intolerantes.
Cada um de nós tem um ponto de vista, uma opinião, e devemos compreender, pois tanto eu quanto você temos o direito ao livre arbítrio.
Cabe a cada um fazer sua parte...
Evite se irritar com qualquer coisa...A irritação causa mais sofrimento a nós que aos outros.
Devemos moderar o que fazemos e o que dizemos. Devemos ser tolerantes e compreensíveis para que também possamos ser compreendidos.

Passaria a eternidade na dança das nossas palavras, meu amor.
Tua poesia é sopro, um verso solto no vento,
um ritmo que meu peito aprendeu de cor.
Nossos silêncios são estrofes inteiras,
escritas na pele, em tinta de calor.


Os dedos traçam mapas de desejo,
cada toque, um nome novo pra paixão.
O tempo desfia-se em nosso abraço,
e o relógio vira pó, só resta o chão.


Dançamos em línguas desconhecidas,
o corpo inventa gramáticas de luz.
O espaço entre nós é um rio sem margens,
onde bebo teu nome e mergulho após.


A alquimia que acontece quando nossos
corpos se encontram, não tem verbo que explica, transforma o instante em eterno,
o ferro em flor.
Nossas bocas fundem metais raros,
cunhando moedas de grande valor.


Se o mundo acabar, ficará nossa fala,
o eco dos gestos, o sal do suor.
Passaria a eternidade nesse diálogo.
Quero te amar sempre e pra sempre,
e todos os dias.

Às vezes me pergunto: o que poderia fazer para lhe dizer, sem precisar pronunciar palavras, sem quebrar o silêncio nem alterar a beleza do tempo nublado de seus pensamentos?
Gostaria de encontrar um gesto,
uma ação simples, uma atitude delicada
que mostrasse que estou ali, ao seu lado.
Muitas vezes quis que ele pudesse ler meus pensamentos,
ver através da luz dos meus olhos
e saber tudo o que sinto,
que compreendo a solidão que grita dentro do seu silêncio.
Talvez, assim, sentisse menos peso no peito.


Eu também me perco em pensamentos,
em buscas, em tentativas de resolver as equações da vida.
Sinto-me só quase o tempo todo,
mesmo cercada de vozes que falam
mas não escutam de verdade.
E isso dói.


Só queria dizer, sem promessas:
eu estou aqui.


Estou aqui quando o espelho te mostra um estranho.
Estou aqui quando o passado pesa mais do que deveria.
Estou aqui quando o barulho do mundo tenta calar tua essência.
E estou aqui mesmo quando quer apenas silêncio...
Consigo ser presença sem invadir,
distância sem me ausentar.
Só quero que saiba: eu estou aqui.


Não sou resposta, nem cura.
Quero apenas ser presença, abrigo, carinho.


Sou simples, mas as vezes confusa, até um pouco estranha,
neste tempo que exige tanto.
Muitas vezes me reconheço nas personagens camponesas dos romances de Jane Austen,
como se minha alma tivesse ficado ancorada em outra época.


E se o preço do brilho for a solidão,
então quero ser a luz
pequena, suave, constante
que te lembre sempre:
você não está sozinho.


Às vezes me calo na tua presença,
não por silêncio, mas para não invadir,
para não pesar no ar que respiras,
para que teu mundo permaneça leve, suave, teu.


Sou a mesma de 2016,
a de 2025,
e aquela de outras épocas que me encontram em sonhos,
em flashes de lembranças que dançam como vento nas folhas.


Ofereço carinho onde cabe,
como luz que se derrama sem pressa,
como brisa que toca sem dominar,
como abraço que acolhe sem prender.


Sou amor, entrega e lealdade,
sigo inteira, atravessando o tempo, atravessando nós,
presente em cada silêncio,
presente em cada gesto que fala sem palavras.

Palavras que expressam sentimentos, as pessoas cansam de ouvir, porém entendo, pois também canso de falar.
Não verbalizar não exclui o sentir.
É amor.
É ódio.
Enfim, está aqui.
Esconder ? Nem de mim.
Mais guardo para mim.
Não expresso o que sinto.
Mas o que sinto?
Tou na bad ?
Tou em paz ?
Ah sei lá !
Não quero expressar
Deixa aqui, dentro de mim.

Se você me vê quieto ou frio, se percebe o silêncio onde antes havia palavras, não chame isso de fraqueza. Eu não nasci assim, eu aprendi a me respeitar.
Houve um tempo em que me entreguei demais, tentando consertar o que já não tinha forma, segurando o que insistia em partir. Mas até um coração gentil aprende que também precisa de abrigo.
Hoje não é raiva, é silêncio. É a consciência de que não se pode ensinar alguém a valorizar o que nunca soube enxergar.
Fechei a porta, não por orgulho, mas por dignidade. E se pareço diferente, é porque a vida me reconstruiu por dentro.

Palavras ao vento...


Entre ruínas busco a causa
Da tua tão abstrata presença
Vacilantes brumas, sem destino.
Ao sabor do vento
Neblina desmoronada pelo brilho
De tua essência...
Um fragor ressoando numa torrente
De paixões perdidas...

Palavras revoavam quais
folhas ao vento
Na contradição distraída de serem
As lembranças perfeitas
Que continuam alem de ti...
Quem sabe talvez... de nós
Dos amanheceres...
Daqueles dias
De saudade...
De Paixão...
Dos sonhos tatuados no coração!

Apenas um abraço e sincero olhar diz tudo.
Poderia gastar todas as palavras desse mundo
Mas isso não mediria a gratidão por vós,contudo
Tenho a alegria de receber de ti o segredo profundo.

Apenas bastou o olhar
Vossa coragem e saber
Para conduzir o compreender
A virtude do amar.

Os caminhos do futuro
Da terra da nossa gente
Diz tudo ao meu coração sigo em frente
Meu refúgio,porto seguro

Caminho,verdade e vida
Videira de vida do Pai deste Jardim
Condutor da Nossa Pátria Querida
Uma valorosa história de amor sem fim!

Senhor, hoje estou triste, porque o coração pesa e as palavras parecem faltar.
Há silêncios dentro de mim que só Tu conheces.
Trago diante de Ti minhas dores, minhas dúvidas e aquilo que não consigo explicar.
Acolhe-me como estou, sem máscaras, sem força fingida.
Enxuga o que chora em segredo e acalma o que se inquieta por dentro.
Se não posso mudar as circunstâncias, muda-me por dentro.Em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.

Não julgue



Na caminhada da vida, encontramos pessoas cujas ações ou palavras podem nos confundir ou até magoar. Mas nunca vemos tudo. Cada ser carrega histórias invisíveis, batalhas silenciosas e escolhas que desconhecemos. Julgar é enxergar apenas um fragmento do todo, uma sombra que mal revela a realidade. Antes de concluir, respire, observe e lembre: há sempre mais além do que os olhos alcançam.

Eu te escrevi com cuidado,
como quem escolhe palavras
igual escolhe alianças:
pensando no futuro.


Te dei bom dia com vontade,
puxei assunto, inventei assunto,
sustentei conversa sozinho
como quem segura algo
que já tava caindo.


Você respondeu… às vezes.
Curto.
Frio.
Distante.


E eu ali,
tentando transformar “oi” em história,
tentando fazer de pouco
um quase tudo.


Eu planejei nós
antes de existir “nós”.
Pensei em datas,
lugares,
detalhes que você nunca viu.


Falei com sua irmã,
sonhei alto,
senti fundo.


E você…
online.


Mas não pra mim.


Doía mais imaginar
do que saber.
Doía ver você presente no mundo
e ausente comigo.


Eu me perguntava:
“será que fiz algo errado?”
Mas no fundo eu sabia…


Amor não deixa dúvida o tempo todo.


Então eu parei.


Não de sentir —
porque isso ainda fica.


Mas de correr,
de insistir,
de tentar caber
onde não tinha espaço.


Agora eu respondo,
mas não imploro.
Eu falo,
mas não puxo.
Eu existo,
mas não me deixo de lado.


Porque eu entendi, finalmente:


Eu não era demais.
Eu só tava sendo demais
pra quem oferecia de menos.


E se um dia você perceber
o silêncio que eu deixei…


Vai entender que não foi falta de amor.


Foi amor-próprio chegando.