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Textos sobre o Amor Incondicional

Cerca de 82530 frases e pensamentos: Textos sobre o Amor Incondicional

QUARTA-FEIRA DE CINZAS: DO ENTENDIMENTO ANTIGO À SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA.
A Quarta-Feira de Cinzas é uma data que integra o calendário religioso cristão ocidental como o início formal do período de Quaresma, e ocorre quarenta e seis dias antes da celebração da Páscoa, variando anualmente com base na data pascal.

DO QUE SÃO FEITAS AS CINZAS DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS?
A Igreja determina claramente que nem toda cinza pode ser utilizada no rito de imposição. A cinza da Quarta-Feira de Cinzas vem da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Elas recebem a água benta e são aromatizadas com incenso.

Origem Histórica e Seu Contexto Religioso.
No seio da tradição cristã, especialmente na Igreja Católica, a Quarta-Feira de Cinzas inaugura uma fase de reflexão, penitência e jejum que prepara espiritualmente o fiel para a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Páscoa. Esse período de quarenta dias - a Quaresma - remete ao tempo de quarenta dias que, segundo a narrativa bíblica, Jesus passou em jejum e tentação no deserto antes de iniciar seu ministério público. ( Evangelho de Lucas 4,1-13 )

A prática de associar as cinzas à penitência remonta a tempos antigos, inclusive prévios ao cristianismo formal, sendo um símbolo de arrependimento, tristeza e reconhecimento da fragilidade humana nos relatos do Antigo Testamento.

Personagens como Jó, Daniel e a população de Nínive cobriram-se de cinzas e vestiram sacos de pano como gesto de contrição e súplica diante de Deus.
Na Bíblia, cobrir-se de cinzas (frequentemente acompanhado de vestir pano de saco) era um gesto cultural e religioso que simbolizava luto profundo, humilhação, arrependimento sincero ou desespero. Esse ato demonstrava a fragilidade humana e a dependência de Deus.
Aqui estão os principais personagens e grupos que se cobriram de cinzas:
Jó: Após perder seus filhos e bens, e ser afligido por doenças, Jó sentou-se no meio da cinza como sinal de luto e, posteriormente, declarou arrepender-se "no pó e na cinza" (Jó 2:8; 42:6).
Mardoqueu: Ao saber do decreto de Hamã para destruir os judeus na Pérsia, Mardoqueu rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e cobriu-se de cinzas em um ato de grande consternação e clamor (Ester 4:1).
O Rei de Nínive e o Povo: Após a pregação de Jonas, o rei de Nínive levantou-se do trono, tirou o manto, cobriu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinzas, ordenando um jejum nacional como sinal de conversão (Jonas 3:5-6).
Daniel: O profeta Daniel relatou que se voltou ao Senhor Deus para buscá-lo com orações, jejuns, pano de saco e cinzas, ao interceder pelo seu povo (Daniel 9:3).
Rei Acabe: Após o profeta Elias condenar suas ações, o rei Acabe rasgou suas vestes, cobriu-se de pano de saco e jejuou, agindo com humildade (1 Reis 21:27).
Tamar: A filha do rei Davi, após ser violentada por seu meio-irmão Amnon, cobriu a cabeça com cinzas e rasgou a túnica como sinal de dor e desonra (2 Samuel 13:19).
Significado Bíblico:
O uso de cinzas era um reconhecimento visual de que o ser humano é "pó e ao pó voltará" (Gênesis 3:19), indicando a necessidade de purificação e conversão radical de vida.

No contexto cristão primitivo, penitentes públicos e pecadores graves eram submetidos a ritos de expiação que incluíam a cobertura com cinzas e a separação da comunidade até a reconciliação final. Com o tempo essas práticas de penitência pública evoluíram para um rito comunitário mais inclusivo, de forma que, desde aproximadamente o século XI, a imposição de cinzas passou a ser uma cerimônia litúrgica regular em toda a cristandade ocidental.O que ocorre no século XI é a universalização e regulamentação desse gesto no âmbito da liturgia oficial da Igreja Latina. O contexto é o das reformas eclesiásticas associadas à chamada Reforma Gregoriana, ligada ao pontificado de Papa Gregório VII. Nesse período, buscou-se maior uniformidade ritual e disciplina clerical. A imposição das cinzas deixa de ser um ato restrito aos penitentes públicos e passa a ser aplicada a todos os fiéis no início da Quaresma.
Um marco importante nesse processo foi o Concílio de Benevento, realizado em 1091 sob o pontificado de Papa Urbano II, o mesmo pontífice que convocaria a Primeira Cruzada em 1095. Esse concílio recomendou que todos os cristãos recebessem as cinzas na Quarta Feira de Cinzas, consolidando o rito como parte integrante do calendário litúrgico.

O Porquê das Cinzas: Significados Simbólicos e Antropológicos
As cinzas, como elemento, carregam uma potente carga simbólica. Antropologicamente, elas representam aquilo que resta do que foi consumido pelo fogo - morte, efemeridade, purificação e renovação. Em muitas culturas antigas, o uso de cinzas em rituais estava associado a tristeza e arrependimento profundo, um gesto de humildade diante dos deuses ou diante da própria condição humana.

Para a Igreja, esse ritual assume essas mesmas conotações, lembrando o fiel de sua mortalidade e da necessidade de conversão. Ao ser feita a imponência das cinzas na testa dos participantes geralmente em forma de cruz, pronuncia-se uma formulação tradicional que ecoa o relato do livro de Gênesis: “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar.” Essa frase retoma a ideia de que a existência terrestre é provisória e suscetível ao arrependimento e à transformação espiritual.

Nesse sentido, as cinzas funcionam como um memento mori - um chamado humano e universal à consciência da finitude e à busca de um sentido além do imediato. O antropólogo e historiador das religiões reconhece que tais símbolos, embora incorporados a práticas específicas como as da Igreja, dialogam com estruturas cognitivas universais: o fogo purifica, o pó remete à origem e à dissolução da forma, e o ritualiza-se como mediação entre o humano e o sagrado.
Sociedade e Transformações da Tradição.
A Quarta-Feira de Cinzas também marca uma fronteira cultural: o fim das festividades do Carnaval, festa popular de exuberância coletiva marcada por danças, folias e excessos, e o começo de um período mais contido e introspectivo. Historicamente, o Carnaval evoluiu de celebrações mais antigas de despedida das festas de inverno e de libertação social antes do período de abstinência quaresmal. Em muitas sociedades cristãs, essa transição representava tanto um encerramento de libertinagem quanto uma preparação moral e religiosa para o tempo de penitência.

No Brasil, essa encenação cultural e religiosa ainda é manifesto vivo - as ruas vibram intensamente até a madrugada da Quarta-Feira de Cinzas, quando então os espaços festivos cedem lugar a um silêncio ritualizado, simbólico de introspecção, autocrítica e reintegração à ordem social cotidiana.
Fontes Fidedignas para Estudo
Para compreender em profundidade a Quarta-Feira de Cinzas e seus significados:
A enciclopédia Britannica oferece uma visão concisa e historicamente ancorada da origem cristã e da evolução litúrgica da data.

Conclusão.
A Quarta-Feira de Cinzas é, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memória cultural, a simbolização religiosa e a consciência antropológica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexão entre a festa popular e a reflexão espiritual, entre o corpo e o espírito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitações e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠crônicas da fronteira. A lenda do pé de Ipê.

Era uma vez, em uma vasta mata que existia na região de fronteira de Ponta Porã com Oedro Juan Caballero, quando não existia estas duas cidades, onde os espíritos da natureza e os guardiões das plantas medicinais conhecidas pelos nativos como yuyos reinavam.

Certa vez uma grande tribo de guerreiros que vivia em harmonia com a a natureza e a terra fez um oacto para selar a uniao entre duas grandes nações que existia na região nestes tempos.

Nessa tribo, havia uma linda moça indígena chamada Jaciara, filha do grande chefe guerreiro. Jaciara era prometida ao filho primogênito da tribo vizinha, um casamento arranjado para selar a paz entre os dois povos.

No entanto, o coração de Jaciara pertencia a outro. Ela estava apaixonada por,Tekohá o jovem filho do xamã da tribo. Tekohá era conhecido por sua sabedoria e conexão profunda com os espíritos da floresta. O amor entre Jaciara e Tekohá era puro, mas impossível, pois ela estava destinada a outro.

No dia do casamento, Jaciara, com o coração pesado, decidiu fugir com Tekohá, eles correram pela floresta, mas foram perseguidos pelos guerreiros das duas tribos. Uma grande batalha se seguiu, onde Jaciara e Tekohá lutaram bravamente pela vida, amor e felicidade. Infelizmente, foram capturados e mortos como castigo.

O xamã, devastado pela perda de seu filho e da jovem que ele considerava uma filha, lançou um poderoso feitiço para salvar as almas dos amantes. Ele invocou os espíritos da floresta e os guardiões da natureza, pedindo que transformassem o local de seus túmulos em um símbolo eterno de seu amor.

Com o tempo, no lugar onde Jaciara e Tekohá foram enterrados, nasceram três pés de Ipê. Um Ipê branco, representando a pureza e a beleza de Jaciara; um Ipê amarelo, simbolizando a coragem e a força de Tekohá; e um Ipê roxo, representando o fruto proibido de seu amor impossível.

Assim, a lenda do Ipê nasceu. Todos os anos, na primavera, os Ipês florescem, lembrando a todos da luta pelo amor e felicidade de Jaciara e Tekohá. As flores dos Ipês enchem a floresta de cores vibrantes, um tributo eterno ao amor que transcendeu a morte e se tornou parte da própria essência da natureza.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Só o teu sorriso tem o caminho que eu quero seguir.
Só o teu coração tem o tamanho exato para aconchegar o meu.
São só teus olhos, teus abraços e caricias que me cativam quando me encontram.
E o som da tua voz aos pés dos meus ouvidos fazem meu corpo estremecer.
O teu jeito carinhoso, atencioso, adorável, amável sabem como me conquistar todos os dias, de formas diferentes.
É por isso que nunca me canso, e quero sempre mais o que só você pode me proporcionar.

Inserida por JoaoDaniel

Homem Imperfeito

Sentimento que compõe o ser humano, de tal maneira que transforma, liberta e expressa emoção. Ao qual o mesmo se isola e vive em seu momento único, conheci a si, compromete-se com os seus deveres, deixa de lado a vaidade, o egoísmo, dentro de si carrega AMOR, por puro prazer de não se deixar levar, por pequenas coisas que acontecem, sou simples, sou HOMEM, sou imperfeito.

Inserida por Fernand0S

⁠Doce veneno D'alma
*
*
Sem rumo, o homem pôs-se a caminhos
Já saindo pro mundo, entreviu aqui-acola'.
Certamente que nem faria tanta diferença!
Pois de mala e cuia, sem crenças 'a tornar.
*
O mundo 'e terra de ninguém, disseram-no
Ainda que o ferissem, ao juízo não voltaria.
Transtornado com a vida, a surtar o espirito!
De tal forma o mesmo homem não aceitaria.
*
O mundo parece mesmo lugar inapropriado
Quem tanto falava bem, não vivia ao desdém.
Aos poucos e aos prantos; corajoso, valente!
Conseguia o quebrantamento da mente-refém.
*
Ao final de uma alma velha, com boas feridas
O espirito já não sucumbe a tão fácil ardor.
Agora tolerante, o coração da' vez 'a sabedoria.
Doravante... quem comanda 'e o pleno amor.
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

Sorvete de sol

Olha o sorvete! A orla começando a caminhar...
Vento leve da brisa, pés no chão... ah! como é tão, tão...
Olha o sorvete!; ...devaneios, delírios-delirantes...
Como pode existir um sorvete de sol?!..
Agora?! Ainda com este frio?! Sorvete, sol, intrigantes!..

Com quem eu reclamo?!.. Como pode? Aqui é praia!..
Como se lá' não pudesse frio estar!
Louco, loucura, a quem contestar?!..
Tudo que peço 'e um pouco de SOL, tão, tão...

Olha o ônibus!...
Preciso ir ao trabalho! Seco os pés, mas não esqueço!..
Compromisso comigo mesmo; a praia, sol, sorvete...

Inserida por andre_gomes_6

⁠⁠O DRAGÃO AMOROSO
*
*
*
QUIS não saber... me foi dado conhecer
"Existe um dragão ao fundo adormecido"
Há muito circula por aí; um ditado que diz
Dentro de todos nós existe, enternecido
*
*
Dragão amoroso, que acautelado, protege
Na medida tosca, equilibra, enaltece
Nem ao céu nem ao mar, antes controlar
Se a fera se soltar... fere, enlouquece
*
*
Oh, Poderosa luz do meu ser! Me proteja
Em meio a tamanha ira e fugaz revolta
Em meio a desatinos, minha boca enseja
Oh, meu lado bom! Volta, volta!..
*
*
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠CONSCIENTE/SUBCONSCIENTE
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O espirito esta' para a paz, assim como a gravidade para o centro da terra.
O espirito para a consciência, assim como a alma para o subconsciente.
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O homem planta na mente. O Criador na alma;
E' fonte direta! sementes...
O homem?!.. Planta... colhe?! talvez.

Inserida por andre_gomes_6

⁠CENTELHA DE LUZ
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Centelha! Faixa de luz, dama da noite que meu olhar, seduz.
Centelha! Faixa de escuridão. Mundo, mundão.
Centelha! Faixa escura no sol; _vejo não.
_Nossa vida e' computada a cada segundo.
Como feixe de luz, a cada segundo e' encantada!
Pode ser ainda fração de segundo, ou fração da fração.
Segundo?! Como e' mesmo que bate o coração?
_Vivemos por um segundo, o segundo que nos e' permitido.
_Se vivo meu segundo e você vive nele, vivo sua vida e você a minha; entrelaços, fraternidade!
_Que bom! Que troca de experiências! Que seja doce e leve, sua estadia!
O tempo e o pensamento são as únicas coisas que se movem, mesmo quando tudo pa'ra.
Quem na vida queima a largada? Prematuro?!.
Todos querem viver seu tempo, portanto, prestar atenção ao estouro e' fundamental!
Fração de tempo, tempero.
De quanto precisa?..
*
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poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠SEM RUMO SE IA
*
*
*
Afim de deleitar-me do infinito, persegui o impossível.
Não disseram-me que o impossível era inalcançável.
Deitei-me para o horizonte em busca de entendimento.
Mas, percebi que ate' mesmo o poeta e' insondável.
*
No alcance do esperado, o caminho e' vasto.
Se não tem onde chegar, pode ser logo ali'.
De tal forma que o labor e' questionável.
Mas ao longo da caminhada, pode-se rir.
*
Antes que pense em desistência... penso!
Penso em não pensar, mas penso.
Será' que o melhor seria em nada, pensar?
Possível... impossível... um pouco tenso!
*
*
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠LIVRE ARBITRIO


O silencio e' a linguagem praticada pelo CRIADOR,
nada a ver com indiferença.
Com o livre arbítrio já presume-se a não interferência.
***
Não há preteridos, só falta de compreensão.
*
Se o professor ensinou, o momento da prova; e' do aluno.
Senão prova não há, aluno não há, e professor não há.
Logo- aluno e professor serão entendidos como colegas.
***
Não há preteridos, somente justaposição.
*
Antes que sobrevenha reprovação, se faz necessário toda
dedicação.
A vida nos ensina a cada instante...
Contudo, não percebemos o papel de aluno tampouco
o de professor.
*
Não há preteridos, todos miram a salvação.

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

FLERTANDO COM A LUA


Oh! Por que brincaste comigo, oh, lua?
Por que fugiste de mim, após ressurgir?
Sim. Nossa prosa fora bem supérflua.
Sob o encanto de tua festa, louco, caí!

Com tua ausência aparecera' o sol-rei.
Pra estes lados daqui, ele não facilita.
Como cao sarnento, logo o encontrarei.
Ínsito semblante de um cao... carnalita:

Comiserado serás de mim, ao aparecer!
Que teu abraço seja cálido; consolador!
Poeta melancólico de coração arrefecer!

Lua, que tratado que há entre ti e o sol?
Ocorreu-me esta absurda e leve duvida!
Por que os dois não aparecem, no farol?

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠⁠ABAIXO AO PONTO FINAL


A poesia pede reticências, uma interrogação talvez,
interjeição quem sabe!. Mas nunca ponto final.
Senão fica limitada.
Dona das certezas, ela nunca foi, mas...
Comanda as coisas do coração.
Poesia não e' logica. A única logica e' subjetivar;
Pessoas e coisas integrando 'a própria vida.
E' a arte que da' vida ate' mesmo 'a morte.
De sorte que,
Se logica fosse; não faria sentido, nem razão.
A visão da poesia e' percebida com a lupa do coração.

Assinado: poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠JOGO DE PODERES


⁠Na chama da esperança reluz meu caminho.
No doce de encantos, encontro-me bem-mal.
Na brasa da paixão, minha razão só-racional.
Vou passeando entre todos, mas só, sozinho.

Em avenidas de flores vou tropicando; miúdo.
Mente e coração entrando numa competição.
Ao fundo se escuta breve lampejo de canção,
Vislumbrando o amor que sobrevive conteúdo.

Como lobo velho uivando para só amar, amar.
Coração desgarrado da mente pede alimento.
Desta' que a mente vai obedecer, mente e' ar.

Ar límpido que clareia quando o coração, não.
Pessoas, avenidas, flores, pessoa... só e' dor!
Se mente não cuida, coração desafia coração.

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

DEVIR {soneto}


Alvorecendo o dia, percebo a vida diferente...
Vou ate' a janela, descortinada com o ventejar.
O rebolar das flores se despindo do usual, a notar.
Flores murcham, animais morrem, igual a gente...

O som dos pássaros, o balançar das arvores...
Olhando pra fora, percebi o clarão de um recomeço.
Tudo parecia numa conspiração só, um rebuliço.
Vida desprovida, despertei-me destes horrores...

Em nada o existir, tudo num habilita-desabilita.
Não há garantias, nem estabilidade, tudo passa.
Ineficaz e' o existir, um sopro de vida que irrita.

Abraça pra sorrir, aperta pra doer, magoa pra sofrer.
⁠Que gosto tem uma lagrima? Antes era congelada?
Agora pode chorar, a lagrima não e' nada! E' viver.

Inserida por andre_gomes_6

⁠A ARTE VISTA { soneto}


Será que minha arte e' igual a tua? será?!.
A vejo em casa, no trabalho, na rua...; nua.
Me vejo... a vejo... ensejo de ser, arte crua.
Queria só por hoje saber, Minh 'arte... será

Igual a tua? Vistes por fora melhor que dentro.
Então!. A visão que vês e' a arte forjada ao léu.
Os saberes, que atuam por olhos, sob o céu.
Além... delineando as cores, sóbrio pelo centro.

Despojais de jugos, e dizei-me, dizei-me vós:
Que arte e' esta? Persegue-me a todo lugar,
Na pintura, poesia, rachadura, até mesmo ar.

Deveras devo preocupar-me, estou sem saber.
Moldar-me-ei com outra visão senão a minha.
Será que tinha arte igual a tua? Tinha?!.


poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠A VOZ DO PASTOR {Soneto}


Ouço grito ecoando pela montanha mais alta.
As pobre-ovelhinhas seguindo o velho pastor.
A relva verde dantes já não se repete pela cor.
O velho levanta o cajado e ordena "as peralta".

Se falta o prover o bom pastor sai a desbravar.
Novas terras há de encontrar sem inseguranças...
As ovelhinhas já acostumadas com mudanças...
Não hesitam na voz seguir, pois cegas alinhavar.

Oh pai, Que nunca um pastor deixe sua ovelha!
São tão cordeiros... pois elas nunca se enfurecem.
Dóceis que vão a perdição sem notar e parelha.

Quando se vê já desvirtuou-se de ser o que era.
Que a voz do pastor não se perca delas, pobres!
Que o pastor não se perca, pobre homem, Fera!


poeta_sabedoro






Inserida por andre_gomes_6

TEMPO INEXPRIMIVEL

⁠O tempo passa...
Túnel do tempo;
Labaredas de fogo incinerando...
Fogo constante;
Tomara que não me alcance!
Tomara que não me engula!
Mas vai.
Somos expectadores...
Pobre de mim que sei!
Pobre dos que não sabem!
Em silencio me guardo...
O tempo não e' nosso.
Passamos a vida a fio, como
um passarinho desconsolado
num fio.
Passarinho canta uma vez.
Uma vez passarinho canta,
Sacode as asas e voa.
Voa passarinho sem remorso!
Esta' na hora! Esta' na hora!
A bênção, PAI!

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠"Viver e' viver.
Onde vives?.
Viver não e' morar!..
Onde moras?.
Morar e' ainda viver, mas aonde morar?.
Nem sempre moro no mesmo lugar, mas
sempre vivo no mesmo lugar.
Há muitas moradas e somente um viver...
Os outros viveres são sobreviveres.
Diante do inevitável, fantasiamos uma sobrevida.
Há ainda outro viver que e' aquele que transcende
o ser e reside no pensamento, depois de desgarrar
da certeza existencial e buscar acalento na poesia da vida.
No limiar do instinto desperta a intuição que funciona com
a liberdade do pensar.
⁠_assim diz um viajante do tempo⁠⁠.

Inserida por andre_gomes_6

⁠ROSEIRA {soneto}


Embaixo de uma roseira, apreendo a poesia...
Poesia que faz da roseira uma trepadeira...
Vi uma rosa ao chão escura, da vida se ia...
Vi outra Viçosa que ainda da vida sem beira...

A pobre roseira posta pelo jardineiro arqueada,
Contemplava a vida de focinho pro chão.
Jardineiro desavisado, roseira chateada.
Sua sensibilidade não o chegara então?

O homem sempre destoando a natureza.
Seria a rosa morrendo, o próprio mal?!.
Seria o chão, não o chão, mas "a profundeza"?!

Qual rosa conhece o mal na verdade?
A que estava ao chão morrendo ou...
A outra Viçosa, ou o jardineiro de meia idade?..

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6