Textos sobre o Amor Incondicional
Meu amor, como é difícil viver sem você, olho para os lados não te vejo não sinto seu cheiro, não vejo teu sorriso não escuto tua voz, me dá uma tristeza, meu coração bate vazio, sinto a dor da saúde,
Que saudade eu tenho de você a única coisa que me faz viver é o que restou o fruto do nosso amor.
Uma vez você falou que o nosso amor era raro e que você iria me amar para sempre mesmo que a gente não ficasse juntos. Lembro de você me dizer que ninguém seria capaz de fazer você deixar de me amar e você não queria deixar de me amar. Eu guardei todas essas palavras por todos esses anos. Era como se eu vivesse através dessas lembranças.
Eu ainda lembro de você e de como você me abraçava e dizia que me queria bem. Lembro dos nossos passeios de bicicleta e de você me beijando a nuca enquanto pedalava. As vezes sonho contigo e é sempre muito bom.
Estaremos para sempre um na memória do outro.
amo-te tanto
amo-te tanto amor que já não sei
se tens amor que chegue só pra mim.
do tanto amor que já te dediquei
receio que te canses ponhas fim
ao grande amor que sempre te ofertei
e que eu sempre quis fosse mesmo assim.
amar sempre também cansa eu bem sei
mas o amor nunca morre não tem fim.
amo-te como quem ama a primeira
vez em qualquer momento até lugar
e de qualquer forma qualquer maneira.
ninguém ama somente por amar
ninguém ama de forma interesseira
porque amar é sentir e eternizar...
A idiossincrasia do amor
o amor é inexplicável
assim o acreditam, homens e mulheres
que não conseguiram amar nem serem amados.
Os poetas também se enganaram neste respeito
e até hoje tentam descrever o amor que não conheceram
atribuem aos seu arquétipo de afeto invisível, à musa,
toda sua erudição obtusa, incognoscível, para descrever
um amor impossível, contudo, dela se quer ganharam um beijo.
O amor é inconstante, inconsciente
sem passado e sem presente
o amor não se revela nem se esconde
o amor é um mito, é tudo e nada
é sombra e claridade, às vezes escuridão
por vezes é angústia, cárcere, privação.
O amor pode ser destino, para outros escolha
amores em branco, túmulos de silêncio
porta de engano... o amor é discreto,
não se pronuncia onde não lhe chamam,
pode ser secreto, em seu simples plano
de acorrentar os deuses e de libertar gigantes.
“Antes de Ti
Sem o teu amor eu nada tinha
era só no mundo, vivia como um cão
uivando à lua, procurando abrigo!
Não notava no mundo, nem as coisas nele
durante o dia o céu era cinzento
apenas interrogações no meu lamento!
As pessoas eram como sombras
não as via, nem as escutava
tudo em minha volta pertencia aos outros
não tinha endereço nem destino
esperança era como miragem
no deserto em que habitei antes de ti!
As estações do ano não percebia
ou era outono ou verão constante
mas ao te encontrar descobri
as cores do arco-íris e o som da primavera!
tua beleza encheu meu universo vazio e escuro
teu amor me fez reviver e descobrir a beleza do mundo.”
―Evan Do Carmo
O amor genuíno pelo semelhante não tem a pretensão de mudar o mundo, mas pode torná-lo menos absurdo.
Existe um teoria crística, que não me é novidade, a de que o homem seja de fato a semelhança de Deus. Portanto, por esta razão, se espera que tenhamos respeito uns pelos outros. Contudo, está implícita aqui, toda forma de religião ora praticada pelo mundo afora, ou a que devia ser praticada no mundo. Esta deve ser demostrar em ações concretas um amor intenso por nosso semelhante, uma vez que, amando o homem estaríamos, de forma ideal amando a Deus. Por isso, todo mal que se pratica contra outrem revela-nos o quanto somos hipócritas ao afirmar, com palavras bem elaboradas e gestos indecifráveis que amamos a Deus.
Queremos incendiar o mundo
quando nos falta o amor.
Nero fazia poesia, era culto e instruído
um espírito sedento de atenção
paternal e amor romântico.
Nero tocava lira
e componha canções de amor
mas pôs fogo em Roma
e matou milhares de cristãos.
Teve poder e fama,mas não conquistou
nem conheceu o amor.
quem me dera
quem me dera, amor,
que todo amanhecer fosse eterno.
quem me dera, amor,
que toda noite fosse uma breve parada
para um café, uma pausa para descanso
do corpo e dos olhos,
nesta magnifica viagem
que é a nossa existência.
é sempre nas manhãs,
quando te aconchegas nos meus braços
que minha mente imperfeita evoca a eternidade.
quem me dera amor, quem me dera,
que tudo isto não fosse um sonho
uma ilusão efêmera, de um coração
apaixonado!
quem me dera amor,
quem me dera.
“Achei a eternidade:
é o casamento do amor com a poesia
Várias coisas me conectam ao divino
a música de Wagner, meus filhos,
Giovanna, a cozinha, a poesia e vinho...
A beleza, o silêncio e o vento
a paz entre os homens
e o pensamento.
Mas é a mulher que amo
que mais me eleva e me transforma
de um simples mortal em uma deidade.
É ela que me tira do anonimato
para a eternidade, e este milagre
só é possível a quem conhece o amor
em sua essência e plenitude...
Não só os poetas são imortais
enquanto vivem... os deuses
só são eternos quando amam.”
―Evan Do Carmo
07/07/2016
Achei o amor
Achei o amor, o insolúvel enigma
para os deuses, mas real para homens.
Achei o amor, em meio à contradição,
entre o medo e o abismo.
Achei o improvável, o que ninguém presumia
o teorema das águas e do fogo.
Achei o amor, a soma do equilátero
do infinito, sem medida.
Achei a consumação de tudo, do fim e do meio,
achei o etéreo-efêmero.
Achei o amor, o impossível, o imanente,
o átomo divisível, sem cor, nem corpo ou gênero.
Evan do Carmo
A BELEZA DO MUNDO
Lastimo-vos, ó homens estéreis
que não conheceram o amor
senhores ricos e poderosos,
donos dos céus e das estrelas
mais pobres e desafortunados
que na vida não se rederam
ao encanto da musa
nem à penúria do poeta...
Lastimo-vos, ó mares e rios
fontes e florestas, campos e jardins
todos os encantos da natureza
serão ignorados pelos amantes
toda beleza do mundo está no amor
na alma e nos olhos de quem ama.
EVAN DO CARMO
“Ode ao amor
Queria não ter lido
nem estudado Vinicius de Moraes
para escrever algo original
sobre o amor e a falta dele.
Mas algo assim só seria possível
se Vinicius não tivesse lido Neruda
com tanto espanto e reverência
ou se Neruda não tivesse lido Rimbaud.
Queria cantar o amor
em sua primorosa essência
como Ricardo Reis à Lídia
como Dante à Beatriz.
Inexoravelmente nasci atrasado
atras de todos estes
mas o amor ainda me inspira
loucura e lucidez...
para compor poemas
tão simples como este.
É o amor que sempre nos guia
ao fundo do copo e ao cerne da vida
ao topo do mundo e ao fim da tragédia
é amor que nos conduz ao abismo da perda
e ao encanto da luz da conquista
mesmo que não seja original
é o amor que dá alma ao artista.
O amor é uma amizade que deu certo
Um silêncio perpétuo cerrou meus lábios,
não falarei mais sobre o espanto do amor
descobri tardiamente, ser a amizade,
de todos os sentimentos o maior.
A amizade está além de qualquer mito
dos que falam que o amor é sem igual
o que é o amor romântico incircunscrito,
pois que dura e não suporta um temporal?
O amor é uma dádiva de amigos a partilhar
quando almas generosas se permitem dividir,
uma cama, uma mesa ou mesmo um lar.
A amizade não se presta a vil conquista
como quer o encantamento dos amantes
não se compra, não se rende a uma bela vista.
SONETO DO AMOR IDEAL
Que tipo de amor seria ideal entre nós
um amor que fosse como prece ao vento
aquele amor que tudo aceita, que tudo cala
calmo, lânguido, silencioso, passivo e lento?
Não tenho a pretensão de ser perfeito
não entendo amor assim, como novela
desejo amor náufrago, de barco à vela
sem certeza, sem destino, exposto ao sol
Quem ama vive em campo de batalha
lutando contra o egoismo e a vaidade
assim espera encontrar a ilha da felicidade.
Quem almeja a vida em paz foge da guerra
no amor os amantes travam luta com navalha
no fim todos perdem, ninguém ganha do amor.
AMOR INVENTADO
É preciso inventar uma paixão
para fazer um poema de saudade
que supere as odes ao amor
de Neruda, Vinicius ou Rimbaud...
Sem contudo, me valer da pobre rima
pois prefiro, em tese, a liberdade
sobre um vício que tem todo poeta
sucumbir à inflável vaidade.
Inventar uma paixão é coisa fácil e vulgar
ora em vida, quase tudo e inventado
mas o amor, aquele que faz chorar
Este sim, não se pode prescindir da poesia
só se vive uma vez, em vida ou morte
e com sorte, vamos atrás desta vã filosofia.
Evan do Carmo 31/03/2018
Fui levado a crer
que o até amor entre irmãos
pais e filhos,
amigos, amantes e afins
é mesmo uma ilusão benfazeja.
Aliás, tudo na vida é ilusão
as coisas mais tangíveis
que contemplamos
ou que apalpamos
são ilusões concretas
razão sustentando o caos
lógica iludindo os olhos
beleza atraindo corações incautos.
Somos como abelhas a fazer o mel
aranhas a criar armadilhas
abismos que no final
se tornam prisões emocionais
contradições perpétuas
Amar
Eu te amo, acredite, amo-te
Que amor maior não cabe no meu peito
Do que esse amor, nos versos da poesia
Maior amor também não caberia.
E por te amar demais, e pelo encanto
Do amor que amar me faz, trago esse pranto
Porque eu te amo tanto todo dia
Neste pranto de amor e de alegria.
Amo-te como um simples trovador
Que dedica seu amor num canto rouco
Esperando da amada o fim da dor
E te amo assim, quase doente, como um louco
Perdido na grandeza desse amor
Na convicta impressão
de que todo este amor ainda é pouco.
Pra você Iranete Do Carmo
Foi aos poucos,
quase sem querer
que o amor chegou!
Quando te conheci
Eu não pensava
em amar alguém!
A sim com eu te amei.
Mas Você
sempre generosa,
me ensinou
uma nova canção !
Onde dois corações
se encontram
e o impossível acontece!
Onde o dia é de sol ☀️
luz e fantasia!
A perfeita união
dos imperfeitos!
Poeta, musa
e poesia!
PORTO SEGURO
A procura do amor eu saí pelo mundo
Entrei tantas vezes em vales profundos
Como Dante a buscar Beatriz
Cruzei a fronteira do mundo real
Pra chegar ao paraíso e ser feliz
O amor me guiou, ao encontro da paz
Que mora em seu sorriso
Pois sempre acreditei que você existia
Não era sonho ou fantasia
Meu desejo impossível
A razão me dizia estás perto do cais
Do teu porto seguro
Onde finda os teus ais
Evan do Carmo
Amar não é sofrer
Que um amor precisa ser triste pra ser bom,
Não posso concordar com Vinicius e o Tom
Não parece-me coisa muito boa
Caminhar sobre espinhos para sentir prazer.
Sofrer pode fazer o poeta refinar
Suas preferências e afinar sua lira
Mas sobre o amor não é verdade.
O amor deve ser nossa última parada
Um porto calmo onde silenciosamente
Ouvimos o coração dizer baixinho
Agora estou em paz, finalizo minha história
Com uma exclamação generosa
Atravessei o grande mar da desilusão
Não há mais sofrimento nem busca em vão.
Tudo se tornou possível, mas não é o fim
É um recomeço suave, uma inexorável solução.
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