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Textos sobre Mulher e Homem

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A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.

Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.

No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.

Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.

A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.

E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.

A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.

O homem foge de si porque estar consigo exige decisão.
Decide-se quem se é quando não há aplauso,
quando ninguém vê,
quando ganhar custa a própria verdade.
A angústia não é inimiga —
é o sinal de que a alma ainda está viva.
Pior que sofrer é existir sem nunca se escolher.
— Sariel Oliveira

Um homem faz o que tem que ser feito.


E às vezes isso significa
atravessar o próprio abismo
sem garantia de ponte.


Significa calar o orgulho
quando ele grita,
erguer-se quando a alma pesa toneladas,
e sorrir para os seus
mesmo quando por dentro
há tempestade.


Um homem faz o que tem que ser feito
quando o mundo desaba
e ele decide ser teto.


Quando todos correm,
ele permanece.


Quando todos acusam,
ele assume.


Quando todos desistem,
ele constrói —
nem que seja com as próprias mãos feridas.


Porque ele entende algo raro:
não é sobre força física,
é sobre suportar o invisível.


É sobre carregar responsabilidades
que ninguém vê,
engolir lágrimas que ninguém percebe,
e ainda assim continuar.


Um homem faz o que tem que ser feito
porque sabe que o caos precisa de ordem,
e alguém precisa ser rocha
quando o chão desaparece.


Ele não age por aplauso.
Age por princípio.


E no silêncio da noite,
quando o mundo dorme,
é ali —
na consciência intacta —
que ele encontra sua coroa invisível.


Porque o verdadeiro homem
não é aquele que impõe poder.


É aquele que suporta o peso
sem perder a alma.

"Como o homem, o animal tem aquilo a que chamais consciência, e que não é outra coisa senão a sensação da alma quando fez o bem ou o mal? Observai e vede se o animal não dá prova de consciência, sempre, relativamente ao homem. Credes que o cão não saiba quando fez o bem ou o mal? Se não o sentisse, não viveria."
Charles, Espírito.
- Revista Espírita,julho,1860 -

O homem tem a natureza eterna mas vive em mundo finito.


​O ser humano tem uma natureza eterna, mas vive em um mundo finito. Creio que ninguém deseja realmente a morte. Mesmo quem pensa em suicídio não busca a morte em si, mas o fim da dor.


​A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e é por isso que temos razão, consciência e sentimentos. Mas, enquanto Deus é pleno e não sente falta de nada, o homem tem sede de Deus — um desejo ilimitado. Fomos criados para a eternidade, mas o pecado original nos afastou da única fonte que pode nos preencher.


​O homem também reflete o amor, que é a essência divina. Esse amor é eterno: mesmo que percamos alguém, o sentimento dura a vida inteira e, acredito, continua depois dela. Até um ateu pode notar essa natureza eterna; muitos intelectuais que não acreditam em Deus tentam se tornar "imortais" através de suas obras.




No fundo, o ser humano sempre estará insatisfeito neste mundo, porque nada que é passageiro satisfaz quem nasceu para o eterno.

Um pensamento
Ns vida um homem viveu a vida toda trabalhando ate quase morrer nunca parou pois riqueza seu desejo...
Ate que...
Envelhece compra um iate em sua festa um ser o observa e pergunta valeu apena nada disso tem valor real...
Pois que realmente importa tem?
O silêncio o tomou...
Alguém o chama venha comemorar
O ser diz comemore foi embora...
Nada mais fora visto pois sois poeira ao vento o importante esta dentro de voce.

O homem que nunca foi amado


Ele cresceu aprendendo a ser forte em silêncio, a engolir afetos como quem engole o choro.
Construiu muralhas onde
deveria haver abraços echamou
de maturidade a ausência
de quem nunca ficou.


No peito, carrega um amor sem treino, desajeitado, mas verdadeiro.
Ama do jeito que consegue,
com medo de ser demais,
com medo de não ser suficiente,
sempre achando que sentir é um erro.


Mas existe um dia
— sempre existe
— em que alguém atravessa suas defesas sem pedir permissão.
E então ele entende, tarde e bonito,
que não ter sido amado
nunca o impediu de ser amor.

Um homem caminhava todos os dias por uma trilha que passava perto de uma pequena igreja. Certo dia, muito cansado da vida e cheio de problemas, ele entrou ali sem saber exatamente por quê.

Sentou-se em um banco e ficou em silêncio.

Não fez uma oração longa. Não chorou. Não pediu nada. Apenas ficou ali.

Depois de alguns minutos, ele sussurrou:

“Deus… eu não tenho muito o que dizer hoje. Só precisava sentar um pouco aqui.”

Anos depois, ele contou que aquele foi um dos momentos mais sinceros de sua vida espiritual.

Às vezes, fé não é dizer muito.
É simplesmente permanecer.

Aprenda cedo que nem todo homem é mentiroso.
Aproveite o amor que lhe dão hoje, pois um dia necessitará dele... e sentirá muita falta.
É raro encontrar alguém que te ama como ele, dando carinho sempre que possível e nas suas necessidades.
Não vais encontrar um homem que "te leve à lua" sem a NASA.⁠

"Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia o rosto do seu amigo." (Provérbios 27:17)


Essa passagem diz exatamente isso: ninguém se aperfeiçoa sozinho. É no encontro com o outro, na troca, no atrito construtivo da convivência, que nos tornamos melhores.


Cada reunião, cada palavra ouvida com atenção, é uma pedra a mais no Templo que construímos juntos.


A gratidão por aprender com os Irmãos é, no fundo, o reconhecimento de que a sabedoria não mora em um só homem.


Ela circula entre aqueles que têm humildade para ouvir.

Fé infinita

O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!

Dizem que a sabedoria reside na cautela, que o homem prudente guarda seu coração como um tesouro trancado, esperando o momento exato — ou a segurança plena — para revelá-lo. Se isso for verdade, então confesso, com toda a honestidade do meu peito, que sou o mais tolo dos homens.
​Tentei erguer barreiras, tentei seguir o ritmo lento que o mundo sugere, mas há forças que ignoram qualquer esforço humano. Assim como o rio não pede permissão para correr em direção ao mar, meu caminho parece ter sido traçado para desaguar em você. Não é uma escolha racional; é uma inevitabilidade.
​Eu me vejo diante de você sem armaduras. Se entregar-se assim for um erro, que seja o meu mais belo pecado. Não quero apenas caminhar ao seu lado; quero que você segure minha mão e, com ela, aceite tudo o que sou, meus dias e meus sonhos. Minha vida inteira parece fazer mais sentido se estiver em suas mãos.
​Não consigo evitar. E, para ser sincero, não quero. Algumas coisas simplesmente estão destinadas a acontecer, e amar você é a minha certeza mais bonita.

Prioridade é você.
Seu nome está em cada parte do meu olhar.
Você é todo o homem que eu não quero compartilhar.
Limpe os seus pensamentos, encha-me de beijos; tudo parece puro e completo.
Não entenda errado: não sou seu estepe, mas sim sua escolha.
Sinta-se feliz — somos história, não hiato.

Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...

acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.

O estudo é muito importante, o saber é uma benção, mas não é um diploma que faz um homem.

E sim o VALOR que ele dá ao seu trabalho.

O estudo prepara, mas o trabalho DURO e HONESTO é quem dignifica.

E ninguém aqui deve se sentir menor porque um dia não pode estudar.

Todos vcs devem dar muito VALOR ao que fazem.

E seja qual for a tarefa, ela deve ser feita com HONESTIDADE, com INTEGRIDADE, com ALEGRIA e com ORGULHO.

Pois um trabalho bem feito e honesto, faz o MUNDO ANDAR.

E a gente percebe que a vida dá certo!

Assim como caráter, e não os títulos, muito menos a aparência, que faz a nossa caminhada no mundo valer a pena.

E nos torna uma pessoa de verdade!

Sejam honestos acima de tudo, façam um bom trabalho e principalmente amém seu próximo.

Discurso de Griselda

A grandeza de um homem não se pesa em ouro ou títulos, nem se mede em centímetros ou reconhecimento.
Ela floresce na integridade de suas escolhas, na fidelidade silenciosa aos princípios que carrega.
Não somos lembrados apenas pelo que falamos, mas pelo rastro que deixamos na vida alheia, pelas ações que tocam sem alarde o cotidiano dos que nos cercam.
Ser grande é agir com honestidade quando ninguém observa, é defender o justo mesmo quando isso desafia o consenso, é oferecer respeito a todos sem esperar retorno.
O espelho do mundo não reflete palavras, mas gestos; não avalia intenções, mas revela o caráter. E é nesse reflexo silencioso que se mede a verdadeira estatura de uma alma.

ANGOLA, A MÃE DESALOJADA

Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.

O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.

A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.

O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.

Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.

Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.

Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.

Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.

O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.

Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.

Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.

Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.

Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.

Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.

Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.

É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.

Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.

Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.

Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.

Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.

Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.

Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...

Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.

Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.

Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:

"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."




Autor: Jack Indelével Wistaffyna

10:37 24/05/2023


Sonhei com um homem pulando de paraquedas, ao lado de um avião em chamas, o avião estava em queda livre, achei que fosse cair em cima da minha casa, mas o homem alcançou o telhado e duas crianças o salvaram, eu fiquei olhando e feliz por ele.
Depois passou pra outro sonho, que eu estava em um lugar, onde tinha duas meninas que estavam doando roupas, mas, quando chegou a minha vez de receber às doações delas, elas não queriam me dar, e era como se sentissem inveja de mim, por causa da forma como me olhavam, então, me chamaram pra um quartinho e me deram uma sacola de roupas, mas antes disso, elas haviam cortado todas as peças com tesoura, havia calças, shorts, mais nenhuma estava em bom estado, porque elas cortaram tudo, antes de me dar, elas não falavam uma única palavra e no sonho, eu me senti triste e rejeitada, porque eu queria muito aquelas roupas, depois acordei ...

Carne


Um homem
é o que sobra
quando tudo que ele inventou
cai.
Nu
e não tem beleza nisso.
Tem falha.
Tem medo.
Tem coisa mal resolvida
latejando por dentro.
Na soleira
ele trava.
Porque entrar exige verdade.
E fugir…
já não dá mais.
O corpo sabe.
A consciência pesa.
Não tem pra onde olhar.
E ali, parado,
sem saída limpa,
ele vê:
não é forte,
não é inteiro,
não é nada do que contou.
É só aquilo
que nunca teve coragem
de encarar.
E isso…
fica.