Textos sobre Medo
Minha poesia
Minha poesia não é de fado
nem de medo, nem de tédio
minha poesia não é de hoje
aos que dela se alimenta
não trás culpa nem remédio
Minha poesia é riso ao que chora
minha poesia nunca foi despedida
minha poesia, inoportunamente fica
quando lhe pedem pra ir embora.
Minha poesia não é de angústia
nem de saudade dolorida
minha poesia vislumbrar o futuro
se agarra ao presente e dele suga vida.
SOMBRAS DO AMANHÃ
Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas
Em todo pensamento
Sobre o amanhã...
Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.
Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.
Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.
OUTRORA TIVE MEDO DA GUERRA
Outrora tive medo da guerra
Pois lia nos livros, via nos filmes. Quão desesperador era fazer parte dela, fosse como vítima ou agressor.
A guerra é o último estágio da bestialidade humana, conclusão de que o embrutecimento não é animal e sim humano.
Animais não jogam bombas letais sobre os filhos dos seus irmãos.
A guerra é obra prima do espírito egoísta, que faz morada
na consciência dos homens.
Outrora tive pavor da guerra, contudo sempre achei que não veria, com mesmos próprios olhos seu avanço sobre os inocentes..
Cheguei a duvidar dos livros e dos filmes, onde ela me parece tão cruel e desnecessária.
A guerra, às vezes até parece poética, quando os heróis nos conquistam com discurso de bravura e nacionalismo.
Mas a guerra existe fora dos livros e dos filmes, hoje vejo em alta definição sua força e realismo, sua estupidez sobre as crianças da Ucrânia.
A guerra é real, ela acorda pais e mães para fugirem dos ataques noturnos, a guerra é hoje nosso maior enredo de uma epopéia trágica e realista .
Evan do Carmo
Silêncio
Quero o silêncio
onde se cria o impossível
quero o silêncio
onde se esconde o medo.
Quero o silêncio,
onde tudo é calma
onde tudo é alma,
e sem Deus e sem culpa.
Quero o silêncio
onde o vinho é doce
e o sangue esfria
e o trabalho é livre
sem suor nem lágrimas.
Quero silêncio
pois estou cansado
de ouvir mentiras
de um oráculo errado.
Quero o silêncio
do desassossego
do amor perdido
do perdão negado.
Quando o verbo em mim calar
cessará todo o julgamento do mundo
a consciência do medo se dissipará
e hão de se fechar todos os abismos
então reinará o imponderável silêncio
sobre o discurso da dúvida
e a verdade terá enfim seu pleno espaço
a luz iluminará sem temor a escuridão
E quando chegar esse momento sagrado
não haverá mais intrigas nem artimanhas
o amor enfim será o nosso guia
e a paz reinará nas almas mais danificadas
Então minha alma poderá voar livremente
sem medo de ser julgada ou incompreendida
e o coração feliz baterá em plena harmonia
numa eterna sinfonia de amor e vida.
Ó medo que me amedronta ao sair
De casa, em busca de quem me conforte
Se pudesse encontrar-te, ó doce sorte,
Em algum ponto dessa vida a fluir
Nesta cidade que me cerca a dor,
Não há esquinas, só ruas agitadas
Pessoas que não se olham, nem se amam,
Tenho receio de sair desse torpor
A solidão me acompanha nesse andar,
Em quatro paredes, mas não me basta,
O monstro dela parece me atentar
Não quero que ela me devore, é gasta
Minha alma, preciso me libertar
Compartilhar a vida, talvez a encontre lá
Eu pensei em te falar, mas fui contido
Por medo da resposta que teria
E então sozinho, fiquei submetido
A dor que a tua ausência me causaria
Escolhi o sofrimento momentâneo
Pra não ter que sentir eternamente
A dor da tua falta, o descompasso
E assim, seguindo em frente, muito embora
Com o meu coração ainda ardendo
Sigo fiel ao amor que ainda chora
Pois mesmo sem te ver, sem te encontrar
Sigo te amando, sem me arrepender
Fiel ao que sinto, a te esperar.
Não importa quantas vezes caiamos
Sempre há a chance de recomeçar
O medo pode nos paralisar
Mas é a coragem que nos faz avançar
E quando pensamos que tudo está perdido
Uma mão se estende para nos levantar
Os amigos nos ajudam a encontrar sentido
E nos mostram como é possível sonhar
Assim, mesmo que a vida seja dura
E o caminho se mostre tortuoso
Ainda há motivos para sorrir
E acreditar no nosso próprio valor
Pois cada um de nós tem uma luz
Um brilho que é só nosso e de mais ninguém
E quando nos permitimos ser quem somos
Descobrimos a alegria de ser alguém
No abismo do caos, surge o medo aflito,
Envolto em vinho, busca-se o equilíbrio,
Na metafísica, a alma encontra abrigo,
E a angústia se mistura ao sublime grito.
Em cada gole, os sentidos se agitam,
O vinho embriaga, num manto de encanto,
No cálice, a essência de um sonho sacro,
E a mente se perde em versos que gritam.
Na dança etérea dos sentidos inquietos,
A metafísica encontra seu sentido,
E a angústia se dissolve em cada verso.
Num universo vasto, misterioso e lindo,
O sublime se revela em cada gesto,
E o vinho nos conduz ao amor divino.
O medo de sair de casa me assombra,
se pelo menos soubesse que te encontraria,
numa esquina qualquer da vida.
Mas, na cidade onde moro, não há esquinas.
As ruas são infinitamente movimentadas.
[Verso]
Medo de sair pela porta
Desejando te encontrar com certeza
No barulho movimentado desta cidade
As ruas não têm mais esquinas
[Verso 2]
Multidões empurram dia e noite
Sentindo falta de lugares onde poderíamos
Nos encontrar na luz
Mas as sombras roubam nossa luta
[Refrão]
Cidade sem esquinas
Fora de controle
Não consigo encontrar amor no trânsito
Tudo está tão estático
[Ponte]
Rostos aleatórios passam por mim
Apenas reflexos nos meus olhos
Esperando que nossos caminhos se cruzem
Mas não há onde se esconder
[Verso 3]
Ruas intermináveis e solo agitado
Não consigo te ouvir no som
O ruído da cidade me mantém preso
Mas ainda espero que você apareça
[Refrão]
Cidade sem esquinas
Fora de controle
Não consigo encontrar amor no trânsito
Tudo está tão estático
Tatuagem Invisível
Jamais tatuei meu corpo — não foi medo,
Mas por respeito à pele e ao seu clarão.
É nela que o silêncio se faz imensidão,
É nela que se oculta o meu segredo.
Quem sangra e não soluça, busca cedo
Marcar na carne a dor, sua prisão.
Mas minha dor gravou-se em dimensão
Que foge ao ferro, ao traço, ao frio enredo.
Só tenho uma inscrição — Iranete, amor —
Cravada em mim no osso e na retina,
No vão da alma onde o tempo se desfaz.
E o mundo, ao me olhar, vê esse fervor:
Um nome eterno em luz, sem tinta,
Que só se lê no corpo feito em paz.
Por Evan do Carmo
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
Houve apenas um momento que desejei falar-te dos meus sentimentos; mas me calei por medo de não compreender, fechei meus olhos, e ao abrir não estavas mais em mim, fugi por muito tempo da verdade, verdade que assombra minha existência; o tempo me ensinou-me que nada posso mudar no passado; mas poderei mudar meu futuro, renascer é recomeçar. Nada posso fazer com o passado,mas o meu futuro sera grandioso, o tempo foi para nós professor; o destino marcou nosso reencontro, pois lá estará amor
esperar por nós.
Algumas Fakenews Usadas pelos Profetas do Medo para Descredibilizar o Natal.
1° "Você celebra o dia da Saturnália".
- Fakenews. A Saturnália começa em 17 de dezembro e termina em 23 de dezembro. Nunca foi associada ao dia 25 de dezembro.
2° "Você comemora o nascimento do deus Tammuz".
- Fakenews. Tammuz era uma divindade associada ao verão, quando entre junho e julho, os devotos (principalmente mulheres) lamentavam sua morte. Aliás, o calendário hebraico (sim, o bíblico), tem um mês em seu homônimo, Tammuz, que cai justamente em junho e julho.
3° "Você comemora o deus sol".
- Fakenews. É verdade que em 274 DC, o imperador Marco Aurélio decretou 25 de dezembro como o dia do "sol invictus". Porém, os cristãos, desde o final do século II, já celebravam o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro. Temos ampla evidência literária para isso. Na verdade, o imperador romano provavelmente fez isso porque viu o declínio da religião romana, enquanto a fé cristã se expandia. Assim, em uma manobra política, ele tentou sequestrar uma data importante do cristianismo e torná-la pagã. Não funcionou! A festa do "sol invictus" nunca deu certo. Mas aqui estamos 1.800 anos depois e ainda celebrando Jesus Cristo, o Senhor!
4° "Os Druidas deram início à tradição do pinheiro natalino".
- Fakenews. O costume da árvore remonta a Bonifácio no início do século 8, o missionário que primeiro trouxe a fé aos temíveis vikings. O missionário, ao ver que as tribos germânicas reverenciavam o famoso "carvalho de Thor", pegou um machado e o cortou ele mesmo, para mostrar que a natureza não é DEUS. Então, ele apontou para uma árvore perene, como um símbolo de Cristo, que é a árvore da vida eterna. Quanto à iluminação da árvore de Natal, remonta a Lutero, que ao ver a noite estrelada voltou para casa e colocou velas e papel de presentes na árvore como testemunho da majestade da criação de DEUS.
5° "Jesus não nasceu em 25 de dezembro, tudo é uma farsa pagã".
- Fakenews. Ninguém sabe com certeza absoluta quando Jesus nasceu. No entanto, a data de 25 de dezembro não foi escolhida ao acaso. Há uma justificativa razoável para alguns dos pais da Igreja escolherem essa data. Observe que Zacarias estava oferecendo incenso no Santo Lugar do Templo de Jerusalém durante o grande festival sagrado de Yom Kippur, que cai no final de setembro, início de outubro (Lucas 1.9), então isso significa que João, o Batista foi nascido 9 meses depois, entre junho e julho. As Escritura informam claramente que João Batista foi concebido 6 meses antes de Jesus (Lucas 1.26-36), portanto, 6 meses após junho e julho, coloca o nascimento de Jesus no final de Dezembro ou no início de Janeiro, que coincide exatamente com a tradição do Oriente e do Ocidente: o Ocidente celebra em 25 de Dezembro e o Oriente em 7 de Janeiro.
6° "A Bíblia não manda celebrar o nascimento de Cristo".
- Fakenews. Os magos do oriente celebraram o nascimento (Natal) de Cristo (Mateus 2.11), os pastores da região celebraram o nascimento de Cristo (Lucas 2.17), Simeão, movido pelo Espírito Santo, celebrou o nascimento de Cristo (Lucas 2.28 -32), a profetisa Ana, celebrou o nascimento do Senhor (Lucas 2.38) e todas as hostes celestiais cantaram com alegria no nascimento de Cristo (Lucas 2.14).
Sinceramente, tem momentos que desanima demais tanta meninice no nosso meio (1º Co 3.1-3; Hb 5.12-14).
Aprenda isso de uma vez por todas, comemore o Natal e me convide para comer a ceia!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Diferença Entre Medo e Temor
A bíblia e os dicionários consideram medo e temor como sinônimos; mas dependendo do contexto da passagem, o medo e o temor são absolutamente diferentes.
Dois textos são interessantes, quando Paulo diz aos filipenses que eles deveriam desenvolver a sua salvação com temor e tremor; mas João insiste que no amor não há medo, que, na verdade, o perfeito amor lança fora o medo, e que este produz tormento. De um lado, o cristão é exortado a ter temor; de outro, é alertado contra o medo. No grego, na maioria das passagens, palavra “phobos” é mais usada, tanto para medo como para temor, mas há também as palavras “eulábeia”, “thaumázo”, “trómos”, que dependendo do contexto, possuem sentidos distintos.
Mesmo sendo salvos de nossos pecados, e em espanto pela grandiosidade da misericórdia de Deus para conosco, certa medida de medo permanece em nossos corações, quando somos confrontados com a santidade de Deus, sentiram certo terror (Isaías 6).
Então aprendemos que?
- Medo, significa: “pânico”, “susto”, “temor”; já temor, significa: “respeito”, “reverencia”, “adoração”;
- O temor de Deus se aprende (Sl 33. 12); já o medo, não tem necessidade de ser aprendido, pois a natureza se encarrega de infundi-lo em nós.
- O temor é um elemento de fé, nasce da consciência de quem é Deus e das manifestações que Ele faz, gerando em nós admiração, respeito, finitude, maravilha e perplexidade. Um exemplo bíblico, foi quando Jesus realizou o milagre do paralítico que se levantou, gerando assombro e glorificação daqueles que presenciaram o fato (Lucas 5.24- 26);
- O medo nos faz fugir e nos esconder das responsabilidades e de Deus, pois, foi essa a reação do homem após o pecado (Gn 3.8-10). Já o temor nos faz nos aproximar de Deus, pois o salmista nos fala: “a intimidade do Senhor é para os que o temem”. (Sl. 25.14);
- O temor se estabelece pelo amor, o medo pelo poder.
Jesus revelou Deus como um Pai Amoroso, como o Abba que nos convida a entrar em comunhão com Ele, e não um Deus desejoso de castigar a todos (João 3.16; Rm 5.8; 1º João 4.10).
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Eu fugi do seu olhar
Eu fugi do seu olhar
Por varias e constantes vezes
O medo me tomou
E ainda estou
Correndo
Como quem corre pra não ser apanhado
Eu fugi incansávelmente
Mas meu refúgio era frágil
E aquele olhar brindado
Falando comigo
Me alcançava em meio a distância
Corri tanto perigo
Mas não conseguia distrailo
Era sempre uma covarde disputa
Talvez proibido
Me fazendo refém
Que olhos são esses
Que nunca vi em ninguém
Já me escondi
Ja viajei pra fora daqui
Mas o seu olhar
Junto comigo fugiu.
SEM MEDO DE SER FELIZ:
"Às vezes, eu fecho os olhos para a realidade.
Fecho sim, com medo de ver o medo que sonda os "indivíduos" em uma sociedade subjetivada pelo medo.
Porque o medo, essa premissa, é uma configuração social de relação de poder imposta aos seus atores sociais.
No entanto o medo, é sim, ferramenta de controle social. E o Brasil hoje esperança alentar esse dragão.
Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital
" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "
Antigamente dizia se: "gato, o que usa cuida", "gato escaldado tem medo de água fria".. sábias filosofias.
Hoje nos medem com suas réguas, e acreditam que sabem de nós, dos nossos pensamentos e até das nossas escritas.
Acredite...somos todos estranhos!! Ninguém sabe nada do outro. Só Deus conhece nosso íntimo. Ainda que voce divida seus dias comigo, e tenhamos muita intimidade, mútua confiança e tals.,..um dia surpreenderemos um ao outro. Isso é certo! Isso é óbvio! Isso é vida.
Se tudo o q vc sabe do outro ê de ouvir falar, você sabe apenas o que te disseram...fica entao mais grave ainda. Melhor ficar esperto com o ser humano e ligar as antenas...
(gato o que usa.. ele cuida sim!!!)
