Textos sobre Mar

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Maré de tristezas

Mergulhei no mar em profunda solidão
nadei em meio ao desprezo
e desci, desci e desci...
Até as trevas mais profundas.

O desprezo e o esquecimento
tentam me afogar,
perdi o ar por que até o meu amor
me despreza!

Sonhos e planos... São como carcaças
de navios destruídos pelo furioso
oceano do esquecimento.
No fim ficam abandonados em meio ao nada.

E é aqui no meio do nada
que mergulhei, lamentei,
e me refugiei aonde
ninguém jamais se lembrará de mim.

Mas vem, ó minha sereia,
princesa do meu ser e, por favor,
me abrigue em teus abraços por que
só em ti encontrei descanso...

Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.

Medo de perder…

Você sabe por quê o mar é tão grande?
Tão imenso?
Tão poderoso?

É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de
todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro; estaria alguns centímetros acima de todos
os rios, não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.

A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.

É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber morrer.

Se aprenderes a perder, a cair, a errar,
ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer
a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue
receber com a mesma naturalidade
o ganho e a perda…
o acerto e o erro…
o triunfo e a queda….
… a vida e a morte.

Você pode ser um trecho de um poema ou um furacão em meio ao mar.
Você pode trazer a cura ao ferido, paz em meio a guerra ou simplesmente a indiferença em meio a tudo que vê.
Sua alma pode ter paz ou solidão, amor ou paixão, alegria ou ódio. Depende de como você vê, entende, crê e aprende.
Você é o que sente, o que diz, o que crê, o que transforma, o que luta e o que conquista.
A verdade é que as flores também choram, até descobrirem um sorriso esquecido ou servirem de alegria aos que choram.

COMPANHEIROS


quero
escrever-me de homens
quero
calçar-me de terra
quero ser
a estrada marinha
que prossegue depois do último caminho

e quando ficar sem mim
não terei escrito
senão por vós
irmãos de um sonho
por vós
que não sereis derrotados

deixo
a paciência dos rios
a idade dos livros

mas não lego
mapa nem bússola
porque andei sempre
sobre meus pés
e doeu-me
às vezes
viver
hei-de inventar
um verso que vos faça justiça

por ora
basta-me o arco-íris

em que vos sonho
basta-te saber que morreis demasiado
por viverdes de menos
mas que permaneceis sem preço

companheiros

Quando o Mar é Você


Há dias em que não é o mundo que me engole — sou eu que me afundo em mim.
A superfície parece perto, mas é como vidro: vejo o sol lá em cima, sinto o calor à distância, e ainda assim não consigo atravessar.


Seria simples nadar, se o peso não estivesse costurado nos meus ossos.
Seria fácil pedir socorro, se a voz não se dissolvesse antes de chegar à boca.
E assim fico, boiando no sal da minha própria tristeza,
enquanto os outros, da praia, acenam como se fosse só mais um mergulho.


Dizem para nadar até a areia, mas não sabem que a areia já não existe para mim.
Que a ideia de “voltar” é tão distante quanto um porto que nunca conheci.
O mar é fundo, frio, e tem o mesmo nome que eu.


E no silêncio submerso, percebo:
às vezes não é que a gente queira se perder.
É que o cansaço de tentar se salvar
parece mais letal do que simplesmente deixar-se afundar.

Gosto de chuva
Do cheiro da terra quando chove
De mar e praias
Montanhas e cachoeiras
De rios e lagoas
De árvores e plantas
Flores e passarinhos
Ouvir música e ficar em silêncio
Contemplar as estrelas na madrugada
Ver o nascer e o pôr do Sol
A lua cheia brilhando intensamente
De poesia e de palavras verdadeiras que toca a alma
Mas o sorriso de quem se ama é um oásis
Só comparado a um arco-íris em um céu azul.

TODO AZUL DO MAR

Foi assim
Como ver o mar
A primeira vez
Que meus olhos
Se viram no seu olhar...

Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração e já era
Momento de se gostar...

Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar...

Quando eu mergulhei
No azul do mar
Sabia que era amor
E vinha prá ficar...

Daria prá pintar
Todo azul do céu
Dava prá encher o universo
Da vida que eu quis prá mim...

Tudo que eu fiz
Foi me confessar
Escravo do seu amor
Livre prá amar...

Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar...

Foi assim
Como ver o mar
Foi a primeira vez
Que eu vi o mar
Todo azul
Todo azul do mar...

Daria prá beber
Todo azul do mar
Foi quando mergulhei
No azul do mar...

Oração das mulheres resolvidas

Que o mar vire cerveja e os homens tira-gosto, que a fonte nunca seque e que a nossa sogra nunca se chame esperança, porque esperança é a última que morre...

Que os nossos homens nunca morram viúvos e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!

Que Deus abençoe os homens bonitos e os feios se tiver tempo...

Deus...

-Eu vos peço sabedoria para entender um marido, amor para perdoá-lo e paciência pelo seus atos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo.

Um brinde...

Aos que temos, aos que tivemos e os teremos. Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!

Que sempre sobre, que nunca nos falte e que a gente dê conta de todos!

Amém.

Só as mulheres para entenderem o significado deste poema! Estamos em uma época em que:

"Homem dando sopa é apenas um homem distribuindo alimento para os pobres."

"Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado."

"Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando."

"Se todo homem é igual, por que a gente escolhe tanto?"

Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é lobo mau!
Que te ouve melhor...
Que te vê melhor...
E ainda te come!

Você é linda como um sorriso.
Como o Sol e o mar pela manhã.
Como as chuvas de janeiro,
os ventos de março e as flores de setembro.
Você é linda como nos meus sonhos,
como a minha vida se tornou depois de você,
de seu amor por mim, de nossa história.
Você é linda como a felicidade,
você é a única verdade
que eu quero sem fim.

SEREIAS

Sereias são belas,
Mas nem sempre são felizes.
Jogam sua rede ao mar .
Conquistam e voltam a pescar
O importante é o seduzir
E nunca o contentar-se.
Sereias é a versão feminina
Dos famosos conquistadores
Do famoso dom Juan.
Auto estima baixa que se eleva
A cada nova conquista e
A abstinência as fazem atravessar vidas.
Quem nunca ouviu
E se surpreendeu e se encantou
Com o canto da Sereia?

INDOMÁVEL

Não...
Eu não sei domar
esta minha rebeldia,
este meu lado anarquista,
este mar que corre em mim...

Exagero no perfume,
na falta de modos,
na sinceridade
sem fim...

Sou sujeita às marés,
indisciplinada,
louca,
desenfreada...

Sou movida
às tentações
da madrugada!

Por uma coisa tola
eu me entrego toda
e amanheço
procurando
explicação

com cara
de quem
não tem a mínima idéia
aonde
perdeu
a razão!

Os cisnes

A vida, manso lago azul algumas
Vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas,

Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
Matinais, rompe um sol vermelho e quente,
Nós dois vagamos indolentemente,
Como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia um cisne morrerá, por certo:
Quando chegar esse momento incerto,
No lago, onde talvez a água se tisne,

Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sozinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne!

— Quero beijá-lo mais uma vez antes de morrer.
Os olhos dele se arregalaram. Azuis como o mar e o céu no sonho de Tessa, quando ele caiu longe dela, azuis como as flores que Sophie colocou em seu cabelo.
— Não...
— Diga nada que não seja sincero — concluiu para ele. — Eu sei. Não estou dizendo. É verdade, Will. E sei que pedir isso ultrapassa todos os limites plausíveis. Sei que devo parecer um pouco louca. — Tessa olhou para baixo, depois para cima outra vez, reunindo coragem. — E se você puder me dizer que pode morrer amanhã sem que nossos lábios voltem a se tocar, e que não lamentará nada, então me diga, e desisto, pois não tenho direito...
As palavras de Tessa foram cortadas, pois ele a pegou e a puxou contra si, tocando a boca na dela. Por uma fração de segundo, foi quase doloroso, afiado de desespero e uma fome quase descontrolada, e ela sentiu gosto de sal e calor na boca, e o engasgo da respiração de Will. E então suavizou, com um controle forçado que ela pôde sentir por todo o próprio corpo, e o roçar de lábios contra lábios, a ação recíproca de línguas e dentes, intercalando dor e prazer em um espaço de instantes.
Na varanda dos Lightwood, ele foi tão cuidadoso, mas agora não estava sendo. Deslizou as mãos pelas costas de Tessa, passando os dedos por seus cabelos, agarrando o tecido solto nas costas do vestido. Ele quase a levantou, de modo que os corpos se tocassem; ele estava contra ela, o comprimento longo do corpo de Will ao mesmo tempo rígido e frágil.(...) Ela segurou firme nas costas e nos ombros de Will enquanto ele a carregava para a cama e a colocava ali. Tessa já estava descalça; ele tirou as botas e deitou ao lado dela. Parte do treinamento de Tessa foi sobre a remoção do uniforme, e as mãos dela foram leves e velozes sobre a roupa dele, soltando os fechos e a puxando de lado, como uma concha. Ele a descartou impacientemente e se ajoelhou para soltar o cinto de armas.
Tessa o observou, engolindo em seco. Se fosse mandá-lo parar, a hora era agora. As mãos cicatrizadas de Will eram ágeis, abrindo as presilhas, e quando ele virou para deixar o cinto cair ao lado da cama, a camisa – molhada de suor e grudando nele – deslizou para cima, exibindo a curva oca da barriga, o osso arqueado do quadril. Ela sempre achou Will lindo, os olhos, lábios e rosto, mas nunca tinha pensado em seu corpo assim. Mas a forma dele era bela, como os planos e ângulos de David, de Michelangelo. Tessa se esticou para tocá-lo, passar a mão, suave como seda, na pele dura e lisa da barriga de Will.
A resposta dele foi imediata e surpreendente. Will respirou fundo e fechou os olhos, e o corpo ficou totalmente imóvel. Ela passou os dedos pelo cós da calça, com o coração acelerado, sem saber o que estava fazendo – havia instinto ali, guiando, algo que não conseguia identificar nem explicar. A mão de Tessa se curvou na cintura de Will, o polegar tocou o osso do quadril e puxou-o para baixo.
Ele deslizou para cima dela lentamente, apoiando os cotovelos em ambos os lados de seus ombros. Seus olhos se encontraram, se sustentaram; tocavam-se por toda a extensão dos corpos, mas nenhum dos dois falou. A garganta de Tessa doía: adoração, melancolia, na mesma intensidade.
— Beije-me — falou.
Ele se abaixou lentamente até os lábios apenas se tocarem. Ela se curvou para cima, querendo encontrar a boca dele com a sua, mas ele recuou, acariciando sua bochecha com o nariz e passando os lábios no canto da boca de Tessa – em seguida, pela mandíbula até a garganta, provocando pequenos choques de prazer pelo corpo da jovem.
Ela sempre pensou nos próprios braços, mãos, pescoço, rosto como coisas separadas – que a pele não fosse a mesma que encobria tudo, nem que um beijo na garganta pudesse produzir efeitos até as solas dos pés.
— Will.
As mãos dela puxaram a camisa dele, que cedeu, com os botões arrancados, e a cabeça dele balançou para se livrar do tecido, todo cabelos selvagens, todo Heathcliff nos pântanos. As mãos dele foram menos certas no vestido dela, mas ele também o retirou, por cima da cabeça, e o descartou, deixando Tessa de camisa e espartilho. Ela ficou imóvel, chocada por estar tão despida na frente de alguém além de Sophie, e Will lançou um olhar selvagem para o espartilho que foi apenas em parte por desejo.
— Como... — perguntou ele. — Isso sai?
Tessa não conseguiu se conter; apesar de tudo, riu.
— Ele é amarrado — sussurrou ela. — Nas costas.
E conduziu as mãos dele até que os dedos encontrassem as fitas. Então ela tremeu, não de frio, mas pela intimidade do gesto. Will puxou-a contra si, agora com suavidade, e a beijou mais uma vez na linha da garganta, e em seu ombro, onde a camisa o deixava exposto, com o hálito suave e quente contra a pele dela, até que ela estivesse respirando com a mesma intensidade enquanto as mãos o acariciavam nos ombros, nos braços, nas laterais. Ela beijou as cicatrizes brancas das Marcas na pele de Will, envolvendo-o até se tornarem um emaranhado quente de membros e ela engolir as arfadas de Will.
— Tess — sussurrou ele. — Tess... se quiser parar...
Ela balançou a cabeça em silêncio. O fogo na lareira já estava quase extinto outra vez; Will era todo ângulos, sombras e pele dura contra ela. Não.
— Você quer isso? — A voz dele soou rouca.
— Quero — respondeu. — E você?
O dedo dele traçou o contorno de sua boca.
— Por isso, eu seria eternamente condenado. Por isso, eu abriria mão de tudo.
Ela sentiu o ardor por trás dos próprios olhos, a pressão das lágrimas, e piscou cílios molhados.
— Will...
— Dw i’n dy garu di am byth — disse ele. — Eu te amo. Sempre.
E se moveu para cobrir o corpo de Tessa com o seu.

O resto do meu coração
se você quiser pode levar,
nas águas salgadas do mar banhar
pra todo mal acabar...
livrar,
purificar..
perfeitar.

Se você quiser
se me quiser...

Meu coração está vazio,
quebrado e com defeito
foi assim que ele ficou...
sem você, ele não tem jeito.

Com você...
ah! ele é perfeito ;)

A lua em espelho traça um caminho no mar
que me leva até você
neste horizonte noturno
onde o céu e o mar se encontram.

Entrelaçarmos em silenciosos suspiros
velas brancas ao vento e o rangido do barco
Onde, só existe eu e você...
neste momento... e o ruído do mar...

Um cenário de estrelas cintilantes
a iluminar seu semblante...

Sempre vens na lua cheia
raptar meu amor, desejos e suspiros...

Ah! lua...
quando somes na linha do horizonte
me deixas louca com vontade de te ver...

Se vem nuvens em trovoadas
onde não me invoca a você
fujo e escondo-me debaixo da coberta
e espero o amanhecer...

Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?

Não encontro caminhos
fáceis de andar.
Meu rosto vário desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar.

E por isso levito.
É bom deixar
um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança, em cada lugar.

Rastro de flor e de estrela,
nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
a sombra é que vai devagar.

Porque choramos?
Despejamos um mar de lágrimas
Pelo que não veio,
Ou apareceu e não era o que pretendíamos.
Desaguamos quando a desilusão bate na porta,
Ou quando na porta bate alguém
Com um maço de flores na mão.
Nos derretemos de alegria
Quando quem nos quer,
Adentra em nossas vidas.
Mas, também, vamos à lona
Quando nos desapontamos
Com quem viria trazer alegria.
Choramos sim,
Porque percebemos que somos vulneráveis,
Pequenosdiante a dimensão do desconhecido.
Fragilizados depencamos,
Como se fracos fossemos,
Porém, não é covardia.
É apenas a maneira que nos resta
De demonstrarmos que,
Ao chorar, temos a possibilidade
De nos reabilitarmos e de proibirmos que,
Outra vez,
Sejamos esfaqueados na alma.
Chorar é admitir que, certamente,
Aptos estaremos
Para que o novo não mais nos surpreenda.

Sinto o vento do mar soprar em meu rosto

Fecho os olhos para senti-lo tocar minha pele.

Seria este vento invisível a mão de Deus?

Acho que sim...

Todas as grandes mudanças na minha vida

Foram precedidas por um vento vindo não sei de onde,

Como quem sopra as velas de um barco

Que precisa ir mais longe...

Seria o vento o destino?

Levando este barco para novos lugares?

Talvez eu seja o próprio vento,

Porque nem todos vêem o vento

Assim como não vêem a mim,

Mas me alcançam pelas palavras,

nesta busca infinita

De mim mesma...

Talvez o vento venha para juntar meus retalhos,

Para depois contar histórias de vida,

De vidas tantas que suavizam o cansaço, e

Que me protegem feito manta colorida,

Embalando sempre meus sonhos.

Perdi-me muitas vezes pelo mar
Com o ouvido cheio de flores recém-cortadas
Com a língua, cheia de amor e de agonia
Muitas vezes me perdi pelo mar
Como me perco no coração de alguns meninos

Porque as rosas buscam em frente
Uma dura paisagem de osso
E as mão do homem não tem mais sentido
Que imitar as raízes sobre a terra
Como me perco no coração de alguns meninos

Perdi-me muitas vezes pelo mar
Ignorante da água
Vou buscando uma morte de luz que me consuma

(Frederico García Lorca)

Cazuza
Cazuza o Tempo Não Pára