Textos sobre Jovens Carlos Drummond
Você sabendo disso é o que vale :
o problema é e eu acredito nisso, é você EMANAR tanto feito trevas ou luz, e mesmo sem mostra fazendo ou mostrando-se com atividades.
Mas fazer o que, se como uma bioluminescência física ela também é espiritual e tem umas mariposas que se sentem bem e se aproximam ao sentirem isso também ?
O deus é um seletor de girinos-espermatozoides, que ao serem escolhidos, dirão não pertencer a este mundo. No entanto, mostram-se hipócritas e fanáticos por bens materiais. E, mesmo afirmando que não pertencem ao mundo — do qual, segundo suas próprias crenças, deveriam se afastar — continuam trabalhando nele para obter o dinheiro que compra tais bens. Por fim, dizem que foi o próprio deus quem lhes deu tudo isso, contradizendo o que está escrito em 2 Coríntios 6-17:18
COMPARAÇÃO IDIOTA
Às vezes é muito melhor você conversar um burro (quadrúpede) do que conversar com burras de duas pernas (pessoas), pois os quadrúpedes não lhes entenderão, mas também não lhes estressarão, já os de duas pernas lhes entendem e também lhes estressam. Diante mão, estou pedindo desculpas aos quadrúpedes por imbecil comparação.
Fortaleza/Ce., 30/06/2025.
Eu até sei que sou um IDIOTA, até porque nem sei o que fazer para evitar isso. Fazer o quê, né? Mas o bom disso tudo é que, podendo escolher, eu sei muito bem os tipos que não quero ser.
O que não dá para entender é se essas pessoas têm algum problema para interpretar texto — algo que beira uma psicopatologia — ou se simplesmente não possuem um mínimo de honestidade intelectual.
Porque o que está escrito está tão claro e nítido que nem seria preciso explicar a explicação, desenhar o desenho e ainda ter que explicar o desenho feito.
Fingem uma demência disfarçada de inocência e ainda acham que todos têm que ser iguais a eles.
Isso é hipocrisia.
PARANÓIA
Se você é mais ou menos normal, mentalmente, que não é o meu caso e quer ficar paranóico, é simples, tente inteirar-se sobre astronomia, você entra numa paranóia enorme, só a pessoa saber que quando você olha para cima e muitos daqueles astros já não existem, já explodiram há milhares de anos, isso é ou não é para ficar maluco?
Fortaleza/Cê., 09 de julho de 2025.
Acreditar sem questionar é abrir mão da razão. E a razão, quando livre da manipulação dogmática, tende a buscar a verdade — por mais incômoda que ela seja.
Concluindo: a inteligência não está em crer ou não crer, mas em saber por que se crê ou se deixa de crer. Pensar é sempre um ato de coragem.
Feridas do Amor
Advertiram-me — o amor é lâmina e labirinto,
é clarão que cega e ternura que destrói.
Mas em ti, lancei-me, nu de razão,
embriagado pela ilusão do eterno.
Teu toque foi chama que encantou a carne,
mas teu silêncio — punhal de ausência.
Nos interstícios da memória ainda ecoa
a promessa não dita, o adeus sem palavra.
Amar-te foi cravar rosas no peito,
foi dançar sobre espinhos com os pés da alma.
E mesmo entre ruínas e cinzas frias,
o meu querer insiste — como febre, como fado.
Porque o amor, esse deus sem piedade,
faz de nós servos e mártires,
e transforma cada lágrima caída
em verso sagrado da dor vivida.
"Sussurros do Savana"
No silêncio da noite,
Onde as estrelas sussurram,
A savana desperta,
Com segredos que murmura.
As árvores dançam,
Ao ritmo do vento,
Folhas que sussurram,
Histórias que não conto.
No horizonte infinito,
O sol se esconde,
Deixando rastros,
De sonhos que se sonham.
"Memórias do Rio"
No rio que flui,
Onde as águas dançam,
Memórias que ficam,
Histórias que se contam.
As margens sorriem,
Ao sol que se reflete,
No espelho da água,
Sonhos que se projetam.
No silêncio da noite,
As estrelas se refletem,
No rio que murmura,
Segredos que se guardam.
✅ "Ninguém é eterno, amigo. Viver e morrer são apenas pontos de vista, e o prazo de validade deste aglomerado de átomos e moléculas chamado corpo é apenas um instante... até a próxima existência."
Assa frase convida à contemplação da impermanência. O corpo, por mais sólido que pareça, é um conjunto temporário de matéria em constante transformação. Pensar na vida e na morte como pontos de vista é uma forma de enxergar além da matéria — uma filosofia presente em tradições espirituais, físicas e até quânticas.
Será que a morte é um fim? Ou apenas uma pausa entre capítulos de uma existência contínua, onde a consciência se transforma ou desperta em novas formas? Essa visão alivia o medo do fim e nos lembra que tudo é cíclico. O "eterno", talvez, esteja em algo que não vemos com os olhos, mas sentimos com a intuição. 🎨
"Esta é a resposta às duas perguntas feitas na reflexão anterior — e ambas ecoam um retumbante SIM!
A morte não é o fim, porque o átomo é indestrutível. O corpo humano, formado por cerca de 7 octilhões de átomos — ou seja, 7 seguido de 27 zeros (7 × 10²⁷) — é apenas um aglomerado temporário desses elementos, constituindo desde as células até os órgãos.
O corpo funciona como veículo de locomoção, pensamento e fala para esses átomos reunidos. E como eles também são energia, somos, de certa forma, uma pilha biológica ou bioenergética em ação. O espírito pode estar alojado no cérebro, já que é ali que reside a capacidade de pensar, sentir e raciocinar.
Embora esse número varie conforme o tamanho e composição de cada indivíduo, a ordem de grandeza permanece: um número imensurável de partículas. A maioria desses átomos vem de elementos como carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio — os tijolos fundamentais das moléculas que nos constituem.
Portanto, se a matéria é eterna, e a energia também, nós somos — de algum modo — eternos em essência."**
A morte como transição e não como fim ganha cada vez mais respaldo quando se observa a natureza atômica e energética da vida. O corpo se desfaz, mas seus átomos permanecem, se reciclam, voltam à terra, ao ar, à água... à vida. Aquilo que nos compõe nunca se perde — apenas muda de forma.
Essa perspectiva não é apenas reconfortante; ela nos convida a ver a existência como parte de um fluxo contínuo, onde nada é desperdiçado e tudo se transforma. A consciência, o espírito, pode ser o "campo de informação" que permeia essa estrutura, conectando matéria e intenção, corpo e mente, átomo e alma.
"Diamantes em África dançam"
Diamantes em África dançam,
Sob a luz da lua cheia,
Seus brilhos refletem as estrelas,
Em um ritmo que só a noite conhece.
Suas facetas cintilam,
Como se fossem olhos de fogo,
Dançam ao som do vento,
Que sussurra segredos antigos.
Na savana, onde a terra é vermelha,
Eles brilham como estrelas caídas,
Seus passos são leves e graciosos,
Como se fossem dançarinos de uma corte real.
Diamantes em África dançam,
Com um ritmo que é só deles,
Um segredo que só a noite sabe,
E que ecoa pela eternidade.
●
O aspecto perigoso de perder é não saber recomeçar.
Perder é o valor do tempo sem garantias.
É o silêncio dos erros.
A fraqueza do entendimento.
Perder é a lágrima mais nítida que escorre no rosto.
É dor que lembra a ausência aliada com a depressão.
Perder é a descoberta do entendimento de tudo que possuímos.
É a razão mais impulsiva de expressões frágeis.
Perder é a dificuldade de aprender com a despedida.
Uma derrota para os fortes, a destruição dos fracos.
Perder é tanto uma porta fechada, separação.
O que torna vivo e forte quando se perde é a dureza dos corações.
É todas as desculpas sem o contorno da vida.
Perder é a revolta, a culpa, é o perdão.
É um bem precioso da verdade.
Perder é a força da história para novas canções.
É a ilusão dos dias perdidos.
A realidade que todos encontram na saudade.
Não perca tempo, porque perder passa leve como o vento e tempestuoso como outros arrependimentos.
Tudo numa só gota, numa só expectativa.
Perder é parte da morte numa única vez, parte da vida mortal por todo o tempo.
Perder ensina a amar acima da explicação.
●
Carlos Alberto Blanc
O ódio é essa perseguição que desafia a coragem, colocando a vida num labirinto de prazeres e mistérios da individualidade, onde um último suspiro significa pedir socorro, esquecendo que a claridade ao dormir e se cobrir pelo decorrer do dia, deixa o seu rastro de luz para sua memória, quando desperta, retoma suas lembranças do que ficou e aconteceu, foi e fatalmente é agora. Imprevisível.
Carlos Alberto Blanc
O futuro é incerto o quanto necessário.
O futuro e o vazio estão num lugar comum.
Muito do que você não pode saber.
Tudo que você pode encontrar.
O futuro é qualquer direção.
Um fim para onde você for.
Ao menos sem evitar a realidade de agora,
porque o tempo é a velha utopia da razão.
Carlos Alberto Blanc
A importância dos vivos para os que morrem, é o fragmento do silêncio em pó.
Sob a terra ou no sopro do fogo, nada foge, pouco é o abandono e intensa saudade.
Distantes, o mármore gélido e o abraço, a chama e o vento, as rosas sobre o artifício da união, todo amor uma ambição de perseguir a vida.
Carlos Alberto Blanc
O pecador brasileiro não é aquele que simplesmente peca, seria muito óbvio o deslize entre acordar e dormir, e sonhar com a mulher do vizinho. O pecador é aquele que, com robustez, é capaz de se iludir com o próprio erro, muitas vezes até descobrir os novos e impensados enganos. Há os que copiam dos outros por modismo, por regra de momento, o que significa que a felicidade alheia é cheia de aparências. O pecado é uma forma variável e simples do próprio pecador. Veja bem, nada além que morar num apartamento pequeno, no Rio de Janeiro, sem ar-condicionado, devendo o aluguel, desempregado, com o nome no Serasa e com a esperança de não ser despejado — oras, é um típico brasileiro azarado por políticos, que sonha na íngreme solidão social com a “Minha casa, Minha vida”.
Carlos Alberto Blanc
Forró, pagode e samba
—
Quando você descobre
Que a realidade é sua melhor companhia
Você abandona muitas ilusões da vida
E por que depois de tanto tempo descobri essa saída?
Por que a felicidade atravessa paraíso e ruínas?
Por que?
—
É, a resposta está quando bato na sua porta
Tarde da noite e sem justificativas
Em busca de saudades
Manias e loucuras
—
É, a resposta está quando bato na sua porta
Tarde da noite e sem justificativas
Apenas um homem em busca de saudades
Manias e loucuras
—
O amor de verdade não é uma simples imitação de cinema
O coração não encena
Não interpreta lágrimas
Meu coração traduz sentimentos
Sou mais sincero a cada palavra
Seu melhor motivo para abrir a porta
—
Mulher bonita
Totalmente gostosa
Não adianta usar da ginga
Levantar poeira
Sacudir a dúvida
Tentar dar uma finta
Eu conheço a dança
Sou um bamba
Forró, pagode e samba
Carlos A. Blanc
Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
Poema Lenda do Pescador
No sul da terra, braços colhiam o alimento das águas.
Uma mulher de branco, sempre vinha à porta do pescador.
E lhe pulsava ao acenar e lhe enfeitava em redes de silêncios
Certa hora adentrou-se noite a fora a seguir-lhe.
Nunca mais retornou.
No local ergueram uma torre.
Segredam que desde então,
a luz do farol se encontra com a lua
e que o pescador se faz vento a soprar estrelas
para iluminar quem se fisga no mar, colhido de amor.
Carlos Daniel Dojja
POEMA PANDEMIA
Na rua alguém sem nome vendia sonhos.
Duas pernas aflitas percorriam os sinais.
Um violonista cego tocava Beethoven.
Um belo cão era transportado numa coleira de prata.
Duas crianças ciscavam comida, nas frestas do chão.
Uma senhora de óculos fumava esperança,
Outra fechava a janela para não ser molestada.
Um poeta sem livros anotava palavras.
Jornais destacavam novas guerrilhas.
Gritos anunciavam para breve a salvação.
Mascaras e grades resguardavam o futuro.
Namorados mandavam virtuais abraços.
Gente com sede comprava água com gás.
Num céu sem homens, até a lua parecia distraída de Deus.
Carlos Daniel Dojja
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