Textos sobre como Curtir a Vida
Não quero que você acredite que não seja mútuo...
Não quero que me vejas como um covarde. espero que entenda que minha falta de atitude, É um mecanismo de defesa, de alguém que um dia tevê muito iniciativa...
Embora eu não consiga ser direto e específico...
E a incerteza e dúvida que você não me quer, me fruste...
E o medo da rejeição seja muito presente...
Tomarei medidas!
usarei metáforas para que você perceba a expressão do meu coração...
E tudo o que eu quero, é saber se também o seu coração me deseja como eu te almejo...
-Allan Meraki
Em teu caminho, muitos se perdem sem luz
Mas eu, como um guerreiro, luto contra a luz
E procuro encontrar minha verdade, minha razão
Sem medo de encarar a escuridão
Porque sei que é nela que se encontra a força
A força que move o universo, a força da vida
E eu quero viver como um verdadeiro guerreiro
Sem temor de enfrentar a dor, sem medo de sofrer
Porque é na dor que se encontra a sabedoria
E é na sabedoria que encontraremos a verdade
Então, eu sigo em frente, sem medo de cair
Porque sei que, no final, encontrarei a minha luz
E viverei como um ser livre, como um ser humano.
Minha alma é escura e estranha, minha voz é calma, mas repleta de dor, minhas palavras são como um fio de navalha cortando a realidade que cerca ao meu redor.
Onde estou? Não sei dizer.
Sou uma alma em constante sofrer. Caminho sem saber para onde, em busca de mim mesmo, em um mundo que parece feito para a confusão.
Sou prisioneiro do meu próprio ser, enclausurado em uma cela invisível, mas minha mente inquieta não para de correr, como um cavalo selvagem, indomável e imprevisível. Em um mundo que parece sempre me negar o prazer.
A escrita? Minha única companhia, minha vingança, minha forma de expressar a dor que sinto a cada novo dia. O desabafo da esperança de encontrar um dia a paz que tanto anseio, a redenção da minha mente.
Sua mina lê minha poesia, com olhos que devoram cada palavra. Ela conhece cada verso como se fosse seu, e a poesia se torna a sua voz.
Ela encontra significados ocultos, que eu mesmo não tinha percebido, e encontra beleza nas minhas cicatrizes, que eu antes considerava feias.
Ela sabe que minha alma é torturada, e que minha escrita é a minha cura. Elalê cada linha com compaixão, e isso é algo que ninguém pode comprar.
Sua mina lê minha poesia, e ela diz que me ama por isso, ela diz que me ama por quem eu sou, e por tudo o que eu represento.
Minha poesia é livre, e se ela a lê e se consome, é sinal que algo de mim nela vive.
Enquanto ele dorme ao seu lado, ela me lê em segredo, como se eu fosse seu pecado.
Ela conhece meus versos, como se fossem dela própria, eles ressoam em sua mente, como um segredo que a consome.
Ela sabe que eu não sou dela, e que seus lábios tocam outros, mas ainda assim ela me lê, como se eu fosse sua cura.
Ela me lê em silêncio, enquanto ele ronca ao seu lado, e ela se pergunta se eu sinto o mesmo que ela sente ao ler meus versos.
Eu sou o seu segredo, a sua paixão oculta, ela se entrega à minha poesia, enquanto sua vida segue indulta.
E assim somos dois estranhos, conectados pelas palavras, ela me lê em sua cama, enquanto ele dorme sem saber de nada.
Eu escrevo sobre as coisas que me incomodam, e sobre as coisas que me fazem sentir vivo. Ela gosta de ler o que eu escrevo, e eu gosto de saber que ela se importa.
Não sou um ladrão de almas alheias, não quero roubar o que não é meu, mas se minhas palavras tocam sua pele, não posso impedir o que aconteceu.
Não sou o dono das suas emoções, não sou o senhor dos seus desejos, mas se minhas palavras a fazem pensar, não posso negar, fico satisfeito. E sem ela, minhas palavras seriam em vão, talvez chegariam no máximo a um mísero refrão.
E eu a deixo ler, sem dar explicações, pois sei que é tudo o que posso dar, e se ela se encontra em minhas palavras, então isso é o bastante para nos conectar.
Ela sente a minha alma em cada linha, o seu coração começa a responder ao meu mundo, e lá no fundo ela deixa escapar um suspiro profundo, mas sei que ela não é minha e que nossas almas jamais se tocarão, pois ela vive numa realidade onde eu sou apenas uma ilusão.
Ela pode encontrar algo que ressoe em sua alma, e talvez, em algum momento, ela perceba, que a verdadeira poesia é encontrada dentro de si mesma.
Então, mulher, siga em frente, leia minhas linhas quando quiser, e saiba que em cada palavra que escrevo, há um pouco de amor e esperança pra você.
O amor é como um campo de batalha, onde corações são feridos e almas despedaçadas.
Ninguém sai ileso dessa jornada, pois a paixão nos coloca na linha de tiro do sofrimento.
Mas ainda assim arriscamos tudo, e nos entregamos ao doce veneno do amor, pois mesmo que você possa se machucar, o amor vale cada arranhão e cada lágrima derramada.
A vida é um jogo, e é melhor jogar com paixão do que não jogar de forma alguma.
Não tema amar, pois a vida é feita de arriscar, e mesmo que o amor nos faça sofrer, é no amor que podemos renascer.
Aqueles que temem a vida já estão mortos.
É preciso coragem para amar, para se permitir ser vulnerável e se entregar, e é nessa entrega que se encontra a liberdade.
Não tema as mortes antes da morte. Aqueles que temem o sentimento estão mortos antes mesmo da decisão, se o medo nos domina e nos paralisa não podemos nem mesmo existir. Eu busco vencer a morte em vida, vencer tudo aquilo que nega a vida.
E o amor é vida, é a chama que nos anima, que nos faz transcender a existência,
que nos leva além do que somos, que nos eleva à mais alta essência.
Quem tem medo de amar,deixa de viver a vida em plenitude.
As estrelas, testemunhas silenciosas, piscam como lágrimas no firmamento, e o coração, em sua solitude profunda, sussurra segredos ao vento noturno, onde o silêncio é mais denso que o abismo, e a alma se perde em sua própria escuridão.
Nas ruas desertas, os passos ecoam, como memórias perdidas em um livro antigo, e o olhar solitário busca nos rostos anônimos a promessa de um encontro que nunca virá.
O mundo, um palco de sombras e ilusões, nos afasta uns dos outros, como náufragos solitários. E o desejo de conexão se transforma em saudade, uma ânsia inextinguível por algo que não sabemos nomear. Na promessa de um amanhã que nunca envelhece, apenas um refúgio contra a indiferença do universo.
Como todos os outros povos no ocidente, os brasileiros seguiram a ideia de que não é o tempo presente que comprometemos para gerar o nosso futuro, mas é a penhora do tempo futuro que deve nos dar alguma sobrevivência no presente.
O trabalhador faz o que sobra para ele no mercado de trabalho, e não aquilo que melhor pode realizar as suas potencialidades.
Estamos enredados na complexidade de um capitalismo cuja lógica do mercado das finanças, e não mais a lógica do mercado em função da produção, dominou a sociedade.
Damos mais dinheiro aos monopólios (fornecendo dados que serão capitalizados) e mesmo assim não ganhamos nada por isso. É a extorsão máxima de mais-valia que temos hoje. Toda sua vida é capitalizada. Nossa vida é uma engrenagem. Mais um conjunto de dados para o capitalismo. Que nos faz pagar para acessar esses meios que nos espoliaram. Pagamos para trabalhar, pagamos para fazer cada atividade.
O Estado é privatizado para os bancos. No fim o que sobra é só a dívida da dívida. É como se começássemos a vida com o saldo negativo.
Convencem-se que toda a infosfera precisa ser utilizada por elas próprias para se projetarem e conseguirem trabalhar.
Acham-se na condição de dados e, mais ou menos conscientemente, se comportam como dados. São dados concorrenciais no mercado de trabalho que, enfim, se transforma em um mercado de dados, ou melhor, em uma nuvem de dados que, por mecanismos que estão muito além de mérito pessoal, as destacam no Youtube ou coisas semelhantes.
Todos precisam estar na internet oferecendo seus serviços, produtos, habilidades e, principalmente, falta de habilidades. Mas tudo na forma de dados.
O que é íntimo e o que poderia ser público se fundiram. Ninguém mais sabe o que é a privacidade ou intimidade. Todos, até em nome da ética, pedem transparência. Interessante: transparência. Seja um dado, mas seja visto tão rapidamente que vire algo transparente.
A padronização se acentua na infosfera, pois ela é um campo de mimetismo, de alta diversidade, porém padronizada.
A infosfera não é avessa à criação, mas a cada nova criação ela se satura pela repetição, pela mesmidade, pela velocidade do fluxo do mesmo. Talvez a pornografia seja o exemplo mais típico desse processo, mas todo e qualquer fluxo pode ser pornográfico, ou seja, explícito em demasia, repetido sem que o espírito possa ser chamado.
Cada eu que se apresenta na internet obedece, antes de tudo, a velocidade de uma capacidade perceptiva que impera o fugaz, a insaciabilidade, o que é viciante e sem qualquer reflexão.
O fluxo contínuo de imagens, dizem alguns psicólogos, tem função de dopamina.
No campo da política democrática, então, nasce a reclamação pela falta de propostas dos candidatos, mas se algum candidato não apresentar o comportamento pedido pela velocidade de fluxo e de imagens dos shorts do TikTok, e resolver realmente explicar uma proposta, não será ouvido.
Eles próprios, os que pensam comandar os investimentos e saber deles, os que operam as bolsas de valores, estão ali, feito idiotas, querendo nos convencer que sabem o que está ocorrendo. Acreditam que podem dar lição de economia financeira e investimentos. Não podem. Todos os cálculos e tendências são feitos por máquinas. E os algoritmos criam fluxos que escapam ao modo de entender humano. Esse modo de funcionar da máquina molda todos nós, e também o que esperamos da performance dos políticos. Não raro, os políticos se tornam caricaturas do que a internet fez deles naquilo que ela tornou o fixo, pela repetição. A função dos memes é exatamente essa.
Frendship with Amanda
Dizem que amor é sempre brando, macio como nuvem ao amanhecer. Mas o que temos é trovão trocando farpas, é tempestade que insiste em não ceder. Dizem que amor é feito de calmaria,
mas o nosso laço é furacão. Não tem flores na varanda, mas tem raízes fincadas no chão. Elas são a prova de que, mesmo em solo instável, pode emergir uma relação incomparável. Gritamos, não por raiva, mas por querer ser ouvido, ferimos, não por mal, mas para proteger o que é vivido. E no fim, cansados da guerra travada, voltamos ao riso, prontos pra renascer. Não somos perfeitos, nem queremos ser, só sabemos que aqui é o nosso lugar. Entre gritos, risos e tempestades, sempre voltamos a nos encontrar. O amor por uma pessoa também é isso: encontrar beleza nas rachaduras, e ainda assim chamar de lar. Aos outros, a nossa relação parece estranha, um labirinto ou um enigma, sem razão ou caminho, quem observa de longe não enxerga a montanha que construímos juntos, no silêncio e no destino. Pemanecemos, não porque é fácil, mas porque sabemos, no fundo do peito, que o telhado pode vazar, as paredes podem rachar, mas a casa que temos ainda é lar. E assim seguimos, com baldes e panos, consertando o que dá, deixando o resto pra depois. Porque o amor por uma pessoa também deve incluir isso: aceitar as goteiras de seu telhado, e ainda assim escolher ficar, debaixo do mesmo teto. Brigamos, nos distanciamos, mas sem querer. Cada batalha é um lembrete do quanto ainda queremos entender. No caos, em meio ao grito e ao rancor, escolhemos seguir, mesmo sem saber onde dói a dor. Brigamos, nos afastamos, mas sempre voltamos, porque é no caos que nos encontramos. Nossos corações, que se chocam e se quebram, se refazem, se curam, e se entregam. Nos tornamos mais fortes, mais próximos, e mais íntimos, laços que a alma tece em ritmos. Um amor que não se ressente, que se acolhe, se escolhe, que se compreende, que juntos um alicerce. E o que sentimos, mesmo sem palavras, é o reflexo de algo mais profundo, que não se vê, mas se sente, um amor que se faz forte no meio do descompasso, no que é imperfeito, mas é eternamente presente. E mesmo nos momentos mais escuros, nos encontramos, iluminados pela certeza de que juntos, somos inteiros. Mesmo nas tempestades, sempre há a promessa do sol, e a certeza de que juntos podemos enfrentar qualquer clima, qualquer adversidade. Justamente nesse mistério que encontramos nossa magia, no jeito único que só nós dois entendemos, forte o suficiente para resistir ao tempo, essa é a nossa verdade. A vontade de cuidar permanece, e nos move, mesmo nas horas de dor, como um farol que nos guia ao amor. Mesmo quando o mundo ao nosso redor treme, sabemos que temos um ao outro para nos sustentar, porque é no perdão, nas pequenas reconciliações, que o nosso amor se renova e cresce, sem parar. Mesmo nos dias mais difíceis, sem desanimar, o amor nos leva a seguir, sempre a caminhar. E o que nos torna indestrutíveis, na verdade, não é a ausência de dificuldades, mas a lealdade. A nossa capacidade de nos curar e abraçar, independente do que aconteça, um ao outro amparar. Não se trata de corações em chama, nem de juras ditas ao luar. É o falar suave que acalma, um olhar que sempre vai se encontrar da maneira mais bela. O tipo de amor que é para sempre, sem cautela. Sentimentos se entrelaçam sem fim, é amizade que faz o mundo, e transforma cada momento em jardim. Perguntam, mas não entendem o segredo, é o carinho que vai além do amor, o medo de perder algo de imensurável valor. Seus pensamentos, sua dor, seus medos e risos não estão à vista, mas são meus quando você escolhe os pronunciar. Presença não é só corpo, é o eco que fica no ar, é a lembrança que acende quando o outro está a milhas a mar. Há outras formas de tocar: um verso, um riso, um suspiro. Há outras formas de amar: um nome escrito no mar, um suspiro compartilhado em segredo, um sorriso que brilha mesmo no medo. Em um falatório que organiza a mente, em um silêncio que cria ambiente, em um gesto simples e a alma a tocar, tudo que se forma um lar, aquela pausa que você pode descansar. Intimidade é isso: um fio invisível que tece, ligando almas, corações, onde o tempo se esquece. E assim, mesmo longe, extremamente presente: na palavra que acolhe,no afeto que aquece a gente. Qualquer um pode dizer que te ama, mas eu? Aaah, eu te poesio!
A ausência da palavra
deveria ser crime.
Mas como denunciá-lo?
Se sou ensinada a utilizá-la
apenas para responder perguntas
cujas respostas, no fim,
me oprimem.
O mundo contemporâneo
é o maior defensor da expressão,
mas pouco observo tal gentileza
no momento em que
volto às escolas literárias antigas
e redijo textos
que apenas buscam a razão.
A arte se perdeu.
Afinal, como buscá-la?
O roteiro que o mundo me escreveu
agora está rasgado,
mas continuo seguindo-o
página por página.
Quem é muito visto vira alvo de fofoca, então apartir de hoje, como um simples coadjuvante estarei saindo de cena para deixar os verdadeiros atores da novela chamada política contracenarem uns com os outros!
Sigo em paz na pura calma e aguardando as cenas dos próximos capítulos dessa trama de muitos rumores e intrigas!
🤫🎭
Poema - Princesa De Quebrada
Princesa de quebrada
Que desfila na calçada
Como se fosse passarela
Todo mundo olha para ela
Porque chama atenção
É uma perfeição
Pra mim uma deusa
Com certeza é a princesa
Que a Disney não pode ter
O seu valor está no proceder
Humildade e respeito
Gosto do seu jeito
Não é novela da Globo
Mas vale a pena ver de novo.
A sua coroa é um boné aba reta
E um príncipe do gueto, a sua meta
No lugar do vestido, blusão e shortinho
E o seu lindo sorrisinho
Que deixa o príncipe encantado
Tem que ser muito valorizado
Para conquistar ela
O seu reino é na favela
Dentro de um quintal
Não usa salto de cristal
Nos seus pés, tênis ou chinelo
E dentro do pequeno castelo
Existe um rei e uma rainha
Que soube educar a sua filhinha.
Poema - Primavera
Problemas todo mundo tem
Mas as vezes como um trem
Passa por cima
Atropelando o autoestima
Nos deixando para baixo
Depressão, eu acho
A noite vem
A tristeza também
Mudando só a data
Talvez a madrugada
Seja para pensar
Junto com a chuva, lágrimas derramará.
A alegria vem pela manhã
Tipo uma van
De passagem
Deve ser aprendizagem
São nos momentos difíceis
Que nos tornamos incríveis
A tempestade vai passar
O sol vai bilhar
A chegada da primavera
Abro a janela
Vejo tudo florescer
Motivações para viver.
Poema - Colheita Feliz
Como no joguinho do Orkut
Depende da sua atitude
Quem planta, colhe
Então escolhe
Quem planta amor
Colhe amor
Quem plantar a dor
Vai colher a dor.
Como no jogo
Existe roubos
Mas o que você fazer
Vai voltar para você
Aqui se faz, aqui se paga
Alguns avisos não tem placas
Se conselho fosse bom não se dava, vendia
O meu chega em forma de poesia.
Plantei as minhas sementes
Cada uma diferente
Espero que no futuro
Posso colher os frutos
Esse momento vai chegar
Enquanto isso, preciso regar
Fortalecer as raízes
Para ter uma colheita feliz.
Me ame
Me ame como você quiser
De qualquer maneira
Em qualquer lugar
Mas me ame sempre que puder.
Dê-me seu carinho com suas mãos delicadas
Envolva-me nos seus braços fortes e aconchegantes
Com calma e sem pressa de ir embora
Apenas esqueça-se das horas
Olhe-me nos olhos com ternura
Ame-me profundamente e sem pudor
Quero me perder na aurora
Sem me importar com nada
Ame-me na calada da noite
No breu da madrugada ou no sol escaldante
Ame-me do jeito que for
Calado ou dizendo tudo
Mas me ame de verdade.
Ritmo
Ao dançar no ritmo da chuva
As gotas percorreram meu corpo
Deslizando como se fossem
Suas mãos a acariciar minha pele
Ritmando nas curvas adentro.
De braços abertos dancei...
Dancei, deixando que as carícias lavassem meu corpo...
Até que ela se acalmasse e fosse embora
Levando com ela um pedaço de mim.
Tributo
O pensamento dissipa-se ilimitado
Como se te prestasse um tributo da paixão
No vento teu nome é pronunciado
Entrelaçando um séquito de fantasia
Brota no poente o sol amarelado
Da janela o contemplo astro rei
Sábia é a língua capaz de louvar
Tanta beleza no longínquo abismo
Onde o silêncio retalha os ruídos.
Uma fração de mim habita dentro de ti
Vertente que escorre intensamente
Meu querer carregado do orvalho
Ofertando seu bálsamo cobiçável.
COMO ENTENDER
Como entender o mundo se estou há tanto tempo longe dele? Como entender se nossa relação ficou um pouco a mercê das mudanças repentinas?
Estou tentando me moldar de alguma forma. Tentando segurar sem que as mudanças interfiram no meu entender e os valores atemporais oscilem desestruturando toda uma contextura resistente. Há um desentendimento entre o mundo e eu.
Talvez eu não queira essa mudança. Talvez o mundo e eu estejamos querendo que tudo seja moldado para um único e absoluto caminho de certezas concretas.
Talvez nada seja do jeito que espero. Talvez esta insegurança seja apenas uma linha imaginária. É tudo tão vago que não sei por onde começar a desenlear todo esse novelo de incertezas.
Preciso de tempo. Tempo para me reestruturar e analisar toda essa mudança que não consegui alcançar.
O mundo mudou muito rápido que se eu tentar seguir seu ritmo sem um planejamento ou uma parada, há uma grande chance de eu não vencer esta jornada.
Mesmo quando tudo ao meu redor pede calma, o mundo não para. Ele gira sem parar, sua velocidade interfere involuntariamente no meu interno e eu preciso acompanhá-lo.
Estou tentando me ajustar e sobreviver a este novo e desconhecido mundo cheio de mistérios.
O cachorro come seus sapatos, porque ele tem medo de que você vá embora, assim como um cão ansioso agarra-se ao que tem para evitar abandono, percebo que minhas próprias angústias me fazem agarrar memórias dolorosas como forma de tentar controlar algo que nunca pude, entender esse
comportamento me ajuda a enxergar que a doença mental, às vezes, gera ações aparentemente irracionais motivadas pelo medo de ficar completamente só.
As pessoas são cruéis, elas têm medo de tudo que é diferente, porque a gente revela como elas são absurdamente iguais e entediantes, meu corpo marcado pelas sequelas e meu discurso melancólico mostram a quem me observa que a vida é dura, e isso assusta quem prefere ignorar qualquer desconforto.
Ao me ver diferenciado, projetam insegurança, ofendem-me até que eu me cale, e só depois percebem o quanto a uniformidade que tanto prezam aprisiona todos numa ilusão de normalidade.
Não desanimar é o passo inicial, mas há dias em que finjo e dias em que afundo.
Como em “Raindrop” de Chopin, sou um corpo submerso, gotas caindo, insistentes, a melodia abraça meu desamparo, cada nota reforça a prisão da dor, e eu luto para emergir,
preso à corrente silenciosa da resignação.
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