Textos sobre como Curtir a Vida
Seja o reflexo de tudo o que é bom,
não como quem imita,
mas como quem transborda.
Deus é a vida que pulsa no silêncio do peito,
força invisível que mantém o passo firme
quando o caminho treme.
É a paz que acalma as tempestades internas,
mesmo quando o mundo insiste em gritar.
Deus é o amor que sustenta o cansaço,
que levanta o caído sem expor suas feridas,
que ensina a esperar sem roubar a esperança.
É a felicidade que não faz barulho,
mas nasce inteira no coração que confia,
no coração que escolhe crer
mesmo sem ver.
Ser reflexo do bem é permitir que essa luz passe por nós:
nas palavras que curam,
nos gestos que acolhem,
na fé que não desiste.
Quando Deus habita o interior,
a alma aprende a caminhar com verdade,
e a vida, mesmo ferida,
continua sendo sagrada.
Ela é mulher ousada,
ordinária no sentido de não caber em moldes,
extrovertida como quem ri alto da vida,
vulgar apenas para quem não entende liberdade.
Maravilhosa no caos que carrega,
louca no jeito de ser inteira,
depravada no olhar que desafia convenções,
criatura desbravadora de desejos e caminhos.
Ela não pede permissão para existir,
invade, transforma, deixa marcas.
É presença que bagunça a ordem,
é intensidade que não sabe ser pouco.
Gostosura total na minha vida,
não de corpo apenas,
mas de alma quente,
de energia viva,
de verdade sem filtro.
Ela é excesso.
E eu, confesso,
aprendi que viver de verdade
é não ter medo desse excesso.
Pra viver a felicidade.
Mulher virtuosa, cadê você quando te vejo e meu corpo inteiro estremece? É como se o mundo parasse só para confirmar que existes.
Meu dengo, meu chamego bom, teu nome é abrigo e teu jeito é calmaria depois da tempestade. Tu és espelho brilhante na sombra, luz que não fere, apenas revela.
Chamego bom, vem me fazer feliz não com promessas, mas com presença. Porque quando és, já basta.
Visionária, libertas o amor da paixão vazia e ensinas o coração a amar com propósito. Em ti, o sentir não grita — ele permanece.
"Como mãe, você é o solo, não o jardineiro da vontade deles. Regue a paz com o seu silêncio e deixe que o tempo, esse mestre paciente, ensine aos seus filhos que o nó que aperta só se desata com o toque da compreensão. Seja o porto onde as águas se acalmam, não o mar onde elas colidem."
Islene Souza
**Cinco dias.
E bastou isso para que tua presença tocasse algo em mim,
como um vento leve que muda o rumo sem fazer alarde.
Depois veio o silêncio —
um silêncio que pesa,
mas que também guarda o que foi verdadeiro.
Mesmo assim, teu “bom dia” ainda aparece na minha memória
como um sol calmo, desses que aquecem devagar
e deixam marca.
Eu te vi, linda,
de um jeito simples e inevitável.
Não tentei te prender —
quem tem asas merece espaço.
Te ofereci minhas palavras mais sinceras
e deixei que o destino seguisse o próprio caminho.
Hoje, com a alma mais tranquila,
entendo o tamanho da mudança:
você despertou algo em mim,
me fez olhar para quem eu sou
e para quem posso me tornar.
Sinto tua falta
com uma delicadeza que não sei explicar,
mas guardo, com carinho,
os cinco dias que ficaram para sempre
gravados no meu coração.**
“Anjos, asas de ilusão, um sonho audaz.”
Ser assim: brilhar como um farol, luz na escuridão.
Ouvir as músicas que lhe convierem, ser eclético.
Gostar de ir por onde ninguém foi.
Querer viver — viver mais e mais — e não fingir, não esconder no olhar, mas se permitir ser feliz, aqui ou em qualquer outro lugar.
Não! Não vou mudar a minha maneira de ser, pois é isso que me dá vida.
Viver é ter o mundo real na cabeça e os pés firmes no chão; e, ainda assim, nos é permitido sonhar e projetar coisas. É somente assim que transformamos realidades e preenchemos o inexplicável vazio da alma e do coração.
Cante uma canção.
Dance.
Faça a vida entender que você está feliz por estar aqui.
Os sentimentos — ah, os sentimentos! — são eles que fazem toda a diferença. São responsáveis pela criação de tudo o que vivemos… ou deixamos de viver.
O pensamento é a energia que dá forma ao que desejamos materializar.
Passamos a existência pedindo mudanças,
como quem conversa com o invisível,
e nem percebemos que elas já acontecem no ritmo próprio do universo,
discretas, quase imperceptíveis.
Quando o que desejamos finalmente se aproxima,
o mundo nos devolve a pergunta essencial:
estamos preparados para aquilo que dizíamos querer?
Pois o sonho, quando não encontra espaço em nós,
passa como uma brisa que não sabemos segurar.
Assim, aprendemos que preparar-se é tão vital quanto desejar.
O que chega até nós só se torna nosso
quando encontramos um lugar interno para acolhê-lo.
A mudança não é um evento distante —
é um processo contínuo, já em curso,
uma corrente da qual fazemos parte.
Somos fragmentos do mesmo princípio criador,
onde o pensamento se torna semente
e o desejo, possibilidade.
O Olhar Que Esperamos
O olhar que esperamos,
chega, mesmo que tarde,
como um segredo não dito,
como o vento que nos toca
sem pedir licença.
Quantas memórias,
o tempo roubou de nós,
sem que sequer soubéssemos?
O tempo, esse amante implacável,
caminha sem piedade,
nos arrasta,
mesmo quando resistimos.
E nos encontramos, então,
diante de anos perdidos,
diante de sonhos
que se afastam,
como estrelas fugidias
em um céu distante.
Como encontrar coragem para seguir,
quando o desejo é de ficar,
quando a alma implora por descanso
nas margens do que é seguro?
Oh, como se faz isso,
quando tudo parece tão distante,
quando a esperança se dissolve
no horizonte da incerteza?
O futuro não pertence a mais ninguém,
ele é nosso —
mesmo que o mundo tente nos convencer do contrário.
Você, que se sente esquecido,
é mais importante do que imagina.
A cada passo,
deixamos rastros invisíveis,
como marcas no vento,
tocando corações,
permanecendo
em silêncio, mas eternos.
Nos olhos guardamos memórias,
não escritas, mas profundas,
como ecos de um tempo que não se apaga.
E quando a dor tentar nos silenciar,
é nesse instante que devemos levantar,
seguir,
pois o futuro é nosso —
e ninguém, nunca,
poderá roubá-lo.
Lembre-se, sempre:
nada, nem ninguém,
pode silenciar a voz da sua alma.
Você é importante.
Faça-se ouvir.
A Máquina do Mundo
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.
(Texto foi extraído do livro “Nova Reunião”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1985, pág. 300. Fonte: Projeto Releituras)
Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.
Dizem “dar tempo” como se fosse remédio,
mas tempo vazio só deixa o tédio.
Não cura ferida, não cola pedaço,
só cria distância, só aumenta o espaço.
Amor não espera sentado na esquina,
precisa de gesto, de voz que ilumina.
Quem dá só o tempo,
sem se entregar,
vai ver que a vida levou sem voltar.
"As Desventuras do tempo"
Quem escolhe o tempo como aliado,
paga o preço alto, amargurado.
O tempo afasta, dilui a presença,
tira a intimidade, adia a essência.
Nada se cria, só se adia,
ficam só lembranças na agonia.
O que podia ser, se perde no ar,
quem espera demais, aprende a esperar… sem amar.
As pessoas vão,
como folhas levadas pelo vento,
algumas sem se despedir,
outras fingindo que nunca prometeram ficar.
Dói.
Dói fundo.
Mas eu aprendo que não é em todo peito
que cabe o tamanho da minha entrega.
Eu não sou quem abandona,
sou quem resiste,
quem carrega cicatrizes,
mas também flores na alma.
E se hoje me deixam, amanhã encontro quem fica, Quem entendi que presença é escolha e que amor é raiz, será por inteiro, não pela metade.
No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.
No Brasil ou fora dele,
te penso como quem respira,
sem pedir, sem saber,
só acontece.
Te penso entre o som da rua
e o eco do meu riso cansado,
num café que esfria sozinho,
num céu que insiste em ser nublado.
Te penso no idioma do vento,
que sopra teu nome nas esquinas.
E mesmo quando o mundo é imenso,
meu pensamento ainda te acha.
A espera
A espera me consome.
Dias se arrastam como séculos,
horas se estendem em eternidades.
Cada instante é um golpe silencioso,
uma cobrança que me desfaz por dentro.
Sento-me com o vazio,
e ele me encara de volta,
dizendo que ainda não é hora,
que tudo que quero
permanece além do alcance.
Mas mesmo assim resisto.
Mesmo que a espera me esmague,
há algo em mim que insiste,
uma fagulha que recusa apagar,
esperando que o tempo, enfim, me entregue
o que o coração já não aguenta mais negar.
Ela mente com cuidado,
como quem planta espinho no lado ensolarado.
Afasta quem traz calor,
por medo de sentir amor.
Carrega um abismo sem fim,
cada mentira fecha mais um jardim.
Ama em segredo, destrói no olhar,
porque se entregar é arriscar se queimar.
No peito a verdade quer soar,
mas o medo insiste em comandar.
Nessa canção,
o meu pranto dói como cachoeira descendo penhascos abaixo...
É uma dor sentida não só na carne...
Dói também os ossos, os pensamentos e até aquela lesão que ja foi curada à décadas, dói.
Dói aqui, dói alí, dói o juízo, os pés e mesmo estando no mais lindo paraíso, eu sinto ele doer.
Dói e, como dói pra valer.
E explicar as dores desses prantos, nem outra melodia explicaria.
São lacunas na alma que as vezes, eu até me espanto.
R.M
O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.
Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.
Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.
O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.
Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.
O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.
Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.
Às vezes me pego rindo pro nada —
é que pensei em você, pode ter certeza.
Pensei em como é linda,
como um quadro renascentista.
Depois, lembrei da sua voz,
mais doce que qualquer melodia de Cazuza.
Aí vieram nossas conversas,
e um frio bom percorreu minha barriga.
Soltei uma risada tão genuína
que pareci criança vendo o coelhinho da Páscoa.
No fim, percebi: você não sai da minha cabeça
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