Textos sobre Aprender a Viver com Fé
Recebo o dia que chega com o coração grato, abastecido de fé e enriquecido de esperança.
Carrego comigo a alegria pela vida, a certeza de um dia cheio de levezas e conquistas.
Que seja abençoado pelas mãos de Deus e protegido pelo Teu amor e carinho.
Que hoje a paz me abrace, que o bem me encontre e a gratidão me preencha.
Laís Carvalho - Diário Meu Oficial
Começo o mês semeando fé para colher lindos milagres.
Que todas as coisas boas cheguem até mim e prosperem.
Acredito que Deus está de braços abertos para cuidar de mim, da minha vida e do meu dia.
Deus me abençoará, protegerá e guardará. Eu creio!
Um novo mês, novos dias, esperanças renovadas.
Um dia de bênçãos sem fim!
- Laís Carvalho
Fé
A fé não mora no hino,
mas no martelo que encontra o prego no escuro.
Na mão que aperta a porca enferrujada
enquanto o dia chega atrasado.
É verbo de segunda pessoa:
Faze.
Desfaze.
Refaze.
Não o murmúrio grato pelo pão,
mas os joelhos rachados no canteiro
onde a semente, por fim, se entregou à terra.
Não se fala em milagres.
Fala-se em conserto.
Em pegar o vazamento antes que alague o assoalho.
Em ajustar a antena até a imagem perder o fantasma.
Em amarrar o sapato e caminhar,
mesmo sem destino divino traçado.
Pois o céu não desce em nuvem.
Desce no suor que escorre da testa
e salga o lábio.
No ombro que sustenta a viga.
No silêncio ativo de quem, sem respostas,
ainda assim coloca a panela no fogo
e acende o fogão.
A fé é um músculo.
Atrofia no sofá da repetição.
Cresce no tremor do braço
que insiste em levantar o peso
que hoje parece Deus.
Fé Ralada
Fé de verdade
não é mantra.
É ralador de milho
na madrugada,
mão girando
contra a lâmina cega,
enquanto o dia,
cru,
se desfaz em fios
fios
fios
no fundo da tigela.
É o que sobra
quando o milho acaba:
o punho dormente,
o metal gelado,
e a esperança,
branca e úmida,
pronta para o fogo.
O ser humano, talvez,
seja como um equilibrista
diante de várias ramificações,
sua fé, seus instintos,
suas emoções, seus achismos,
escolhe uma ou mais delas e segue sempre correndo o risco
de um passo em falso,
um esforço grande pra manter
o equilíbrio,
às vezes, cai e é preciso voltar ao início
e tentar um recomeço
enquantoainda é possível
num ciclo de falhas e acertos.
Ela está numa fase inspiradora,
sua fé em Deus está mais reluzente,
seus caminhos mais iluminados,
pois despertou para o fato
de que a vida não tem apenas dificuldades
mas também possui seu lado bom,
claro que o futuro incerto ainda a assusta, entretanto, não a paralisa,
faz agradecer e aproveitar o presente,
compreender que o passado foi relevante, até os momentos amargos,
portanto, o porvir não será diferente,
terá suas angústias e os motivos
que a deixarão grata, sorridente
que compensarão as suas lutas
que farão dela cada vez mais resiliente, repleta de ternura
e com uma beleza bastante evidente.
Mulher, Sinônimo de Fé e Persistência,
Muito oprimida, muito humilhada,
Usa a Resiliência, Não desiste da Vida, continua na Batalha,
De aparente fragilidade, torna-se fortaleza diante das adversidades
Como a necessidade de defender sua integridade Física e Moral
Contra os Ataques de um Imoral Covarde.
Reflexão sobre crescimento e fé…
Com o fluir do tempo, compreendemos que cada vivência, seja um desafio, uma incerteza ou um triunfo, integrou-se ao nosso desenvolvimento pessoal.
A Divindade não nos impõe fardos insuportáveis; antes, com a maturidade, discernimos que cada acontecimento possui uma finalidade e uma razão subjacente.
Todas as intervenções divinas visam harmonizar e instruir, e quanto mais árduas se apresentam as circunstâncias, mais próximos nos encontramos das nossas maiores graças.
Fé, verdade e novo começo…
Você não perdeu a fé. O que se esgotou foi sua paciência com o engano. A crença verdadeira permanece, sólida, intacta, como um alicerce que resiste às tempestades. O que se desfez foi o véu que encobria a mentira, o filtro que permitia à falsidade se perpetuar sob a aparência de verdade. Não há desistência, mas sim despertar. Não há fraqueza, mas força. Ao rejeitar a dissimulação, você escolhe a clareza, a lucidez, a coragem de enxergar o que antes se acomodava nas sombras. Esse é o início de uma jornada onde a honestidade assume o protagonismo, onde a autenticidade se afirma como única rota possível. O que parecia cansaço é, na verdade, poder. Um impulso renovador que rompe com tudo o que é falso e abre caminho para a verdade plena.
Sobre a vida e fé…
Que o instante se faça arte, no sopro do existir,
Um bailado constante, no tempo a prosseguir.
A cada alvorada, um dom que se revela,
O olhar desperto que a essência desvela.
Gratidão que floresce em cada pormenor,
No riso que ecoa, no mais terno calor.
Mudar o panorama, desvendar novo viés,
Verter luz no cinza, em sublimes revés.
O afeto em mil faces, que abraça e que conduz,
Em pura verdade, nossa própria luz.
Ser o que se é, sem receio ou disfarce,
No âmago da alma, que a felicidade enlace.
A crença que eleva, que não deixa esmorecer,
Impulso que transcende o simples acontecer.
E a dádiva divina, em tudo a nos cercar,
Sentidos aflorados, para sentir, amar e usar.
O mapa invisível
Nunca tive mapa. Só direção.
A bússola era a fé, o combustível era a vontade.
Entrei no mercado sem promessas, sem garantias, apenas com o desejo de crescer sem pisar em ninguém.
E fui traçando meu caminho com ética, palavra firme e coração aberto.
Hoje, olho para trás e vejo um rastro de portas abertas, amizades construídas e famílias realizadas.
Não foi sorte. Foi missão aceita.
Meu Deus
Sei que muitas vezes só temos o cansaço e a fé
Aquele grande e essa pequena
Aquele do mundo
E está só Tua
Faz Senhor que minha fé
Não naufrague no mar de medos que me cerca
Nem nas incertezas de minhas ações não correspondidas
Faça ela ser branda e forte
Justa e limpa
Como o amor que sinto
E que cada ato de amor dado
Seja correspondido na mesma proporção...
Sou falho e humano
Faça com que minha fé me aproxime do divino
E me fortalece
Para que possa entender tudo que vivo
E possa amar e receber amor
Como sei que Queres que eu tenha
SHOW DA FÉ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A fé que se tem num "Deus", num santo de argila, numa vaca ou numa casca de coco desperta no ser humano a capacidade fantástica de se recompor; se redimir; alcançar graças e às vezes banir doenças. Deus, o santo, a vaca e a casca não podem nada; o mérito é mesmo da fé ou de quem a possui. No entanto, quem a possui não pode se conscientizar disso, pois a fé não vive sem esses ícones reais ou imaginários; imateriais ou concretos. Quem tem fé, tem que tê-la em alguém ou algo, pois ela só se constrói sobre uma base; uma planta; um fundamento.
Ter fé não combina com racionalidade à toda prova; com profundo aculturamento e vasta filosofia. Quanto maior a ingenuidade ou a escassês de conhecimento filosófico, intelectual; quanto menor a bagagem cultural ou a sapiência, maior é a chance de uma pessoa obter o que chamamos milagre. Se não creio na menagem central da bíblia, creio nas máximas periféricas como as que tratam das bem aventuranças, no que tange os puros e simples de coração. Eles são bem aventurados, porque têm essa fé que os capacita com a força e a coragem que não vejo nos doutos; nos letrados. Muito menos nos estudiosos e proclamadores da fé. Justamente os que se dedicam por vocação e solidariedade ou por interesses escusos; exploração do próximo. Estes podem suscitar ou promover a fé dos outros, mas não a têm... Pelos menos aquela que "remove montanhas", por ser imensa; do tamanho de um grão de mostarda.
Não é na cabeça que a fé habita. Ela mora no coração, e como foi dito, no coração puro. Naquele que sabe crer com todas as forças da sua ingenuidade, até mesmo no desempenho dos falsos "representantes do reino dos céus". Representantes que arrotam como suas, as graças eventualmente alcançadas pelos bem aventurados, por obra e mérito deles próprios... Da sua fé... Não do simples desempenho de quem apenas realiza shows e arrecada cachês da boa, velha e generosa fé pública.
Tenho saudades de ter fé. Daquele tempo em que fui sábio, porque não era sabedor. Hoje lamento, embora veladamente, por não ter tido equilíbrio para não deixar que o saber corroesse a sabedoria. Que a cabeça embotasse o coração. Queria pelo menos poder juntar as extremidades, para não ser escravo da crendice nem do ceticismo. Não ser dominado pela ingenuidade cega dos fiéis a todo o custo nem pela intransigência da erudição que também cega. No fundo, creio que fugi de um fanatismo para cair em outro, por ser incapaz de achar o meio termo.
Acho que preciso de um "Deus", um santo de argila, uma vaca ou uma casca de coco.
CONFISSÃO DE FÉ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Creio mesmo num céu que se plante no mundo;
é no fundo que o poço nos revela o mar;
uma fruta estragada nos deixa o caroço
que refaz o pomar, se plantamos de novo...
Sai do ventre do povo a magia do tempo,
só há vida no enquanto, não se vive após,
há em nós toda força que o sonho requer
pra sararmos as almas; morrermos em paz...
Aliás, paz é morte; a certeza final,
conclusão até mesmo das não conclusões,
nossa dor não sentida, razões despojadas...
Tenho fé no poder das pessoas de bem
que mantêm este mundo, engrandecem a vida
sobre toda grandeza dos mitos de fé...
FÉ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Você tem que ter fé no sorriso de alguém;
numa lágrima; um gesto; palavra; silêncio;
nos efeitos do bem que ter bens não produz,
ou até na passagem da brisa no rosto...
Tenho fé nessa fé dos que têm fé em Deus,
no carinho dos meus, no valor do conselho,
creio sempre no espelho dos olhos sinceros
e na força do sonho; do amor; da verdade...
Nossa vida não vale o percurso no mundo,
quando somos vazios do que nos ampara;
tem um rosto sem cara quem vive sem fé...
A raiz dos meus pés estão firmes no chão,
mas a mão pega céu e modela pra mim;
minha fé no meu fim justifica os começos...
O EQUÍVOCO DA FÉ IMPOSTA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aquele moço cristão destratou abertamente, sem qualquer motivo relevante, o moço ateu. Chamou-o de perdido, predestinado ao inferno, servo do diabo e outras classificações que não me agrada repetir. Ao mesmo tempo, tentou impor uma fé que se baseia em seu Deus, na retidão, no amor ao próximo e na liberdade... justamente a liberdade, sinônimo de não imposição.
O ateu, com olhar piedoso e compreensivo, não retrucou. Não devolveu sequer uma sílaba das ofensas que ouviu. Parecia fazer, intimamente, uma prece. Uma prece de ateu à inexistência divina, por aquele cristão atormentado pela intolerância; o preconceito. Por um conjunto conflituoso que denota o profundo equívoco relacionado aos ensinamentos possivelmente sinceros aplicados nos cultos e louvores em sua grei.
Agiu exemplarmente, o ateu. Deu exemplo de compreensão, piedade, amor e respeito próprios de quem não acredita em Deus por sensibilidade, fraqueza ou franqueza, por ver tanta maldade nos corações. Corações iguais ao dele, ao nosso e o daquele moço cristão amargo, acuado e contraditório que se oculta numa retidão imposta exclusivamente pelo temor do inferno.
DOCE MENTIRA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sempre fui o romeiro e sempre foste a graça;
minha fé, mesmo intensa, nunca te alcançou;
meu amor é fumaça que a brisa dispersa
e meu show é silêncio que devoro em seco...
Sou a velha esperança que se desidrata;
perde o sonho no espaço da própria quimera;
uma data pra nunca no seu calendário;
primavera invadida pelos gafanhotos...
Mesmo assim jamais pulo desse Titanic,
não é doce morrer na solidão sem fim
de não ter só pra mim esse amanhã contínuo...
É melhor naufragar ao alcance da imagem
que virou a miragem de minha verdade
mentirosa, improvável, mas revigorante...
SHOW DA FÉ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Jesus cristo S/A, patrocine uma cura;
tenha pena das penas que pago na terra;
já não há Petrobrás pra bancar o meu show
desta guerra lendária do bem contra o mal...
Patrocine uma bênção de vencer na vida,
realize o meu sonho de luxo e glamour,
torne minha ferida invisível pros olhos
que precisam me olhar e só ver lado bom...
Quero ser poderoso, Jesus S/A;
por favor me promova, me faça notório,
faça o monstro ilusório cair a meus pés...
Torne a fé que acumulo moeda bem forte;
Jesus Cristo S/A, podes tudo por mim;
tenho sorte por seres minha impunidade...
CREDO, AMOR E FÉ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A igreja dirá, quando a sua mente já estiver devidamente rendida, que aquele seu sonho é pecado. Que você viver do seu jeito faz pleno jus ao inferno, e ser exatamente quem é ofende a "Deus"... mas por favor; não aceite os arreios impostos à sua alma, como se você os merecesse por ter nascido e chegado até aqui.
No momento em que a igreja começar a vender para suas dúvidas, angústias e conflitos um "Deus" passional e vingativo contra quem se permite a liberdade, voa e até faz arte, não compre. Não aceite a falsa grife de um ser superior que o fez humano e não aceita sua humanidade. Que amaldiçoa e castiga todo aquele que não se torna uma ovelha em sacrifício permanente. Se tiver que ser assim, prefira compor o grupo dos que seguem à margem.
Não aceite um redil como habitat natural de seus conceitos; como figura ou símbolo de salvação. Escravidão não salva. Subserviência não dignifica. Os redis que se mostram ao pé-da-letra nada são além de ardis para os carentes de bênçãos e milagres que a própria vida já é, e ora disponibiliza ora não, em seus fenômenos, mediante os engenhos também naturais do que chamamos de fé. E esta não é maior nem menor em quem se autoflagela, com mais ou menos sofreguidão.
Desespero e temor do inferno, anulação pessoal e sangria da alma não combinam com fé. Meu respeito a quem busca "Deus" ou deuses, mas como forma de ser feliz, não de trocar um sofrimento por outro. Uma escravidão por outra. Nenhuma escravidão é melhor. Nenhuma opressão é boa, mesmo que risonha e com ares (doentios) daquela paz agoniada e sem paz de quem vê o "diabo" em quase tudo e vive a expulsá-lo com orações sofridas, hinos pungentes, contrição profunda e proibições pessoais.
Tudo perde o sentido se não é por amor. Se não é de vontade livre. Só é fé se for pelo amor; não pela dor... nem pelador... nem apelador. Amor não combina com joelhos que sangram, almas que desistem dos corpos, talentos que se amoldam às ordens e à tirania da vigilância e das lideranças externas.
EM NOME DA SAUDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenho fé na saudade que sentirás de mim, pois insisto em saber o que fomos e creio que ainda somos para nós. Bem lá no fim desse túnel que atravessa o sonho certamente só meu, parece que uma voz me promete que reviveremos nosso passado.
O fato é que a minha saudade nunca foi bastante para resolver essa questão afetiva. Nunca foi te buscar com o devido sucesso e amargou cada instante frustrado. Cada flanco e deserto em que forcei as reprises que trago no peito. Reprises minhas, mas com a velha impressão de partilhar contigo, sendo que não sabes.
Hoje treino esperanças. Alimento essa fé. Ponho todas as cartas de que disponho na mesa dessas tuas lembranças enrustidas. Na chama que o tempo, segundo meus cálculos emocionais, ainda reacenderá em ti.
Quando nada mais resta, recorro a tudo que resta desse nada e me sustento assim. Caio em mim para voar mais alto na ilusão de sentir – além da saudade que sinto – que tens saudade. Que ainda sentirás bem profundo, a saudade que tens.
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