Textos Reflexivos sobre Casamento
Quem sabe, um dia!
Eu nunca acreditei que um relacionamento pudesse ser eterno, eu sempre acreditei que o "pra sempre, sempre acaba", por isso eu sempre terminei meus relacionamentos. Por que esperar o tempo passar se eu sabia que o castelo ia cair?
Eu me adiantava ao tempo, me adiantava ao outro e a tudo que pudesse acontecer, então eu me tornei uma espécie de mestra em terminar relacionamentos antes que a paixão morresse por completo. Se há algo de errado comigo? Talvez. Falta de fé no amor? Falta de romantismo? Não sei.
O que me importa, realmente é que eu sempre soube amar e cuidar de quem eu escolhi para ficar ao meu lado, de falta de carinho, respeito e parceria nunca ninguém irá reclamar.
Se eu fui complexa e fria demais no romper? Talvez, mas relacionamentos que não terminam pelo passar do tempo, pelo falecimento dos amantes, terminam pela morte de algum sentimento, na verdade qualquer espécie de fim impinge dor às pessoas, eu só fui estúpida a ponto de me antecipar ao decorrer das circunstâncias.
Mas, quem sabe um dia eu passe a crer que as afinidades podem fazer uma relação durar muito, muito tempo? Quem sabe um dia eu volte a acreditar em "almas gêmeas"? Quem sabe? Quem sabe, um dia!
Gostaria de desmaiar em seus braços, e em um abraço permanecer eternamente.
Onde ficarei segura das minhas dores e de meus pensamentos.
Onde serei acolhida pela sua alma tão perdida quanto a minha .
Eu andarei descalça pelas tuas curvas e vestirei o teu amor.
Amor que, em pouco tempo, já virou eterno.
Redenção eterna
(Eliza Yaman)
Fui pó, fui queda, fui ausência e medo,
mas Sua cruz me fez nascer de novo.
Jesus me deu abrigo e deu segredo,
de um céu que não se compra, não se rouba.
Hoje sou livre, sou filho, sou herança,
sou templo vivo da graça que me guia.
E mesmo em dor, carrego a esperança,
de que a salvação é minha alegria.
A vida cansa, morrer é descanso eterno.
Trabalhar é ruim, não ter como sustentar-se é doloroso.
Sua casa mesmo com goteiras ainda é a casa dos sonhos de alguém que não tem teto.
Saiu de algum lugar que pode voltar, lembre-se de levar a chave ou deixar aberto, mas se não tem a intenção de retorno, feche e não olhe pra trás!
Ninguém rouba casa vazia, portanto não deixe de cuidar daquilo que ama.
Para uns isso é sua conta bancária, para outros é apenas quem está ao seu lado, e isso basta!
O Arquiteto da Eternidade
Sou o marinheiro perdido no mar,
sou o piloto que teme ao aterrissar,
sou resistência que insiste em lutar,
sou nuvem clara a te guiar.
Sou a dor que ensina a viver,
a ferida que insiste em florescer,
sou pedra que aprende a renascer,
sou o fim de guerras que vão se perder.
Sou você ontem, sou ele amanhã,
eco profundo em túnel de afã,
sou a eternidade que nunca se cansa,
sou busca e luz, sou fé e esperança.
Sou guia do profeta, voz que consola,
sou invisível presença que te ampara e rola,
sou quem responde antes da pergunta soar,
sou o onipotente a te guiar e cuidar.
Sou Deus, sou força, sou arquiteto do céu,
sou o universo contido no véu,
sou tudo e nada, sou tempo e direção,
sou o eterno pulsar do coração.
Fuga
É simples e simplesmente esplêndido a nossa forma de eternizar amores, reviver a mesma paixão, sermos melhores para o outro e assim, para nós mesmos.
Nessa luta incansável contra o tempo, precisamos entender que somos responsáveis pelos rumos de nossas vidas, decidirmos com cautela e parcimônia os direcionamentos dela, somos feitos de amor e sempre seremos amor, se assim quisermos.
Porque ao passo que passamos por tantas coisas, tantas lutas, tantos “eus”, nunca poderemos fugir de nós mesmos…
AINDA BEM
Ainda bem que a dor não é eterna
Nem a ausência vira lar
Ainda bem que o tempo ensina
E a vida insiste em recomeçar
Te vi partir num fim de tarde
Achei que o mundo ia acabar
Mas o céu trocou de cor
E veio a noite pra me acalmar
E quando eu pensei que era o fim
Veio o vento me lembrar assim:
Que sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outras vozes, outros passos
Outros braços, outros abrigos
Ainda bem que a vida gira
E nunca para no adeus
Ainda bem que existe o tempo
Pra trazer de volta os meus
Ainda bem que a alma aprende
Mesmo quando o corpo quer parar
E cada dor que a gente sente
É ponte pra outro lugar
E quando eu pensei que era o fim
Veio o sol me aquecer assim:
Que sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outras vozes, outros passos
Outros braços, outros abrigos
Ainda bem que a vida gira
E nunca para no adeus
Ainda bem que existe o tempo
Pra trazer de volta os meus
E se a saudade apertar demais
Lembro que o amor não se desfaz
Só muda de lugar, de nome, de estação…
Mas sempre volta pro coração
Sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outros erros, outros acertos
Outros começos, outros destinos
Ainda bem que a vida gira
E escreve tudo outra vez
Ainda bem que eu sigo em frente
Mesmo sem saber por quê
A fibromialgia não cessa, um martírio de dores eternas,
A cefaleia faz querer bater a cabeça na parede,
A frente dessa loucura, tem ansiedade e tem muito mais,
Olhar fixo á imensidão do todo cinza,
Grito baixinho para saber se ainda estou aqui,
O corpo não aguenta mais, se perdeu nesse caminho,
Na mente que mente, muita confusão,
Quero partir, partir agora, sem desejar retornar!
A amiga solidão
A solidão
tem sido minha melhor amiga.
A ansiedade,
minha eterna companheira de buscas, buscas e mais buscas...
Sem saber o que encontro,
Sem saber o que procuro.
Fala-me o amor,
a paixão,
a constÂncia.
Tenho apenas
o nada com o nada,
da escuridão.
Vivo por viver,
com o sentimento do velho,
do gosto,
do fim.
E a cada respirar,
um desejo de partida.
A cada amanhecer,
a raiva de ver o dia chegar.
Mas...
Mesmo no breu,
há um Deus que sussurra:
- Ainda não é o fim.
E na ponta de um fio,
Seguro-me
pois talvez,
Lá na curva da vida,
A luz volte a nascer.
Eternidade do Nada
(Letra original por Maycon Oliveira dos Santos)
Eu vi o tempo se curvar diante dos meus pensamentos,
Transformei o silêncio em direção.
Há mil verdades presas no vento,
E eu aprendi a ouvir a contradição.
Eu sei o que é cair em ruínas e erguer castelos com o olhar,
Sei quando o mundo cala, é hora de falar.
Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.
Aprendi a amar o caos como um velho amigo,
Ele me ensina onde a ordem se esconde.
Há beleza no perigo,
Quando a alma não se rende ao que não responde.
Eu sei quando o medo tenta se disfarçar de paz,
Mas minha mente é o fogo que jamais se desfaz.
Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.
Se o tempo apagar meus rastros,
Que apague tudo, menos minha intenção.
Pois quem ama com lucidez,
Transforma o destino em criação.
Eu faço da ausência, presença,
Da dor, o mapa da existência.
Crio eternidade do nada,
Sou o eco da própria consciência.
E no fim, quando tudo silencia,
É lá que minha alma começa.
— Por Maycon Oliveira Dos Santos
Jesus de Nazaré é o verbo em eterno estado de conjugação.
“ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito existiria.”
[ João 1:1-3 A21 ]
Queremos algo eterno porque não aguentamos o preço passageiro, a bagagem da vida e do tempo, que leva embora tudo aquilo que um dia a gente tanto se esforçou para ficar conosco e que nunca desejaríamos que fossem embora.
Abraçamos o tempo se a pegamos as memórias, criamos raízes fortes, plantações cheias de ervas daninhas enraizadas no passado, a persistência em coisas que já foram e não vão voltar mais. Porquê cativas o passado quando o que te espera é o agora?
Sonhamos com o eterno até quando a vida é passageira, nada é eterno.
Me explique o que é realmente eterno, se nós nos separamos com a vinda da morte, o para sempre sempre acaba , a vida acaba o amor também.
procuramos algo eterno porque queremos que em vida algo dure para sempre, sentimentos, coragem, amor, é tudo passageiro e fortemente substituível.
queremos algo que fique mesmo quando nem nós mesmos conseguimos permanecer
-Daika
Da promessa eterna que cumprirei,
A ti dei o que tinha de mais valioso e único:
Sem ele,o próprio respirar torna-se um fardo.
Eis este coração,agora blindado,
E a ti entreguei sua única chave— intransferível.
És,portanto, a sua única guardiã.
Peso a ti que o guardes
E que me ajudes a suportar os fardos e agruras da vida,passageiros.
Eis que todos ouçam:se alguém o ferir, não serão só meus sentimentos a se machucarem.
Está em teu poder este coração.
Ele é teu,
Ainda que habite o limite deste meu corpo.
Deus Eterno,
Fonte de toda vida, luz que nunca se apaga,
hoje eu me coloco diante de Ti com a fé que atravessa gerações.
Que em mim haja a confiança de Abraão,
que caminhou sem ver o destino,
mas creu na promessa acima do medo.
Que eu tenha a esperança de Sara,
que acreditou quando tudo dizia que era tarde demais,
e viu o impossível nascer.
Coloca em meu coração a obediência de Isaque,
a resiliência de Jacó,
e a fidelidade de José,
que mesmo traído, preso e esquecido,
nunca deixou de confiar no Teu propósito.
Dá-me a coragem de Moisés,
para enfrentar desertos, mares e opressões,
sabendo que Tu és Aquele que abre caminhos onde não existem.
Reveste-me com a fé de Josué,
que acreditou que muralhas caem
quando o coração permanece firme em Ti.
Que eu tenha a ousadia de Davi,
que não confiou na força, mas no Teu nome,
e venceu gigantes que pareciam invencíveis.
Ensina-me a ter a sabedoria de Salomão,
a perseverança de Jó,
que mesmo ferido, adorou,
mesmo sem respostas, permaneceu fiel.
Concede-me a fé dos profetas,
que falaram a verdade mesmo quando estavam sozinhos,
e a humildade de Maria,
que disse “sim” mesmo sem entender tudo.
Coloca em mim a fé viva dos apóstolos,
que deixaram tudo para seguir a verdade,
e o amor que tudo suporta,
que perdoa, levanta e transforma.
Que a minha fé não dependa do que vejo,
mas do que creio.
Que eu confie mesmo no silêncio,
espere mesmo na noite,
e caminhe mesmo sem sinais.
Que minha vida seja testemunho,
minha palavra seja luz,
e meu coração seja morada da Tua presença.
Amém. 🙏✨
Eu respiro o sopro do Eterno,
e nele descanso minha alma.
Caminho mesmo sem ver,
confio mesmo sem entender,
creio mesmo quando o silêncio fala mais alto.
O impossível não me governa,
pois a promessa habita em mim.
O deserto me ensina,
a espera me fortalece,
e cada passo carrega sentido.
Não estou só.
Há uma presença que me guia,
uma luz que não se apaga,
um amor que sustenta tudo.
Entrego o medo,
acolho a fé,
e sigo em paz.
Hoje, eu escolho confiar.
Hoje, eu escolho permanecer.
Hoje, eu escolho caminhar na luz.
Assim é. 🌟
Permaneço o mesmo — aquele que um dia te amou.
Imerso em sonhos,
na eterna espiral dos devaneios,
pergunto: quem de nós amou mais?
Na tua ausência,
enfrentei forças invisíveis,
silencioso entre lembranças que não cessam.
Sigo pelo mesmo caminho tortuoso:
às vezes, meus passos são firmes,
noutras, apenas sigo,
para não prender os olhos à distância.
O amor não julga quem não retorna
e eu, ainda sou aquele
que, um dia, te amou.
O homem percorre a vida como um eterno aprendiz. Desde o primeiro instante, busca compreender o mundo, decifrar seus mistérios e acumular experiências que moldam sua existência. Aprende com os erros, com as vitórias, com o silêncio e com o barulho da própria consciência.
Mas, paradoxalmente, quando finalmente domina uma lição, muitas vezes a esquece — não por descuido, mas por conveniência. O esquecimento torna-se ferramenta, uma forma de manipular o saber para transformar a verdade em vantagem. Assim, aquilo que deveria ser sabedoria se converte em estratégia, e o aprendizado, em moeda de troca.
A vida, então, revela sua ironia: o homem aprende para crescer, mas também desaprende para conquistar. Entre memória e esquecimento, constrói caminhos que nem sempre refletem justiça, mas que revelam sua natureza inquieta e ambiciosa.
À minha rainha eterna
Mesmo ausente, ainda és presença.
Não te vejo, mas em cada lembrança habitas inteira,
como se o tempo não ousasse apagar-te
da luz que deixaste em mim.
Em teu silêncio, aprendi que a ausência não é vazio,
mas um território sagrado onde o amor se expande.
Cada lágrima que surge é um espelho da beleza que foste,
cada suspiro é o eco da eternidade que habitas.
Tu és o meu instante mais verdadeiro,
a memória que me sustenta
quando o mundo pesa e as cores parecem desvanecer.
E mesmo que a saudade me arranque lágrimas,
sei que amar-te é tocar o infinito
sem jamais perder-te.
Minha rainha, minha luz, meu grande amor,
a tua essência não se mede em dias,
mas em cada batida, em cada pensamento que me habita.
Em ti, aprendi que o amor é resistência,
e que lembrar não é sofrer,
é reconhecer que o que é verdadeiro nunca morre.
sós
desenho horas na boca,
o gosto eterno que guarda
uma sede desenhada
na mente que devora.
desenho a natureza íntima:
borboletas no estômago,
formigas sob a pele,
arrepios que são traços
teus beijos são meu lápis.
desenho você fazendo casa
nos meus braços desenhados;
desenho o retrato único
que é o mapa do teu olhar.
desenho as paredes
que balançamos
no ritmo da tua maré,
o vai e vem do corpo
que desenha o meu.
(arte)
desenho horas nas tuas pernas.
caneta, não carvão:
não apago, marco,
tatúo.
decoro
todo contorno seu.
e neste desenho final
me retrato perdido:
perco a cabeça, os sentidos,
me perco em mim mesmo.
só não perco a vontade
de te riscar mais fundo.
