Textos Reflexivos sobre Casamento

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Quero algo que me leve ao passado. Aos sentimentos explosivos, aquele amor que curava e matava. Quero algo que me leve ao passado. Aonde havia tanta ingenuidade, tanta inocência. Quero me sentir viva outra vez, com o vigor da juventude, e o meu velho estilo emo. Com a paixão que arrebatava e tirava o meu juízo, destruindo qualquer suspiro da razão.
Quero algo que seja como foi há tanto tempo. Antes de morrer ao ponto de perder o irrecuperável. Sinto falta de ser uma explosão de sentimentos, sonhos e ideias pro futuro. Sinto falta da melancolia e da alegria ao encontrá-la. Sinto falta de como cada acorde meu soava. Era o sentimento ganhando voz na canção.
- Marcela Lobato

Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor. Não há razão ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje são flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitério abandonado, frio e amaldiçoado. Não resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato

PERGUNTAS — PARTE 1


Quem...


1. Quem melhor compreenderia a ilusão do amor senão aquele que foi consumido pela dor e descobriu que amar é apenas vestir a carência com poesia?


2. Quem reconheceria a falsidade da paz senão aquele que sentiu a guerra pulsar nos ossos e percebeu que o conflito é a única constante da existência?


3. Quem enxergaria o fracasso da amizade senão aquele que atravessou a desilusão e concluiu que todo laço é interesse disfarçado de afeto?


4. Quem definiria a confiança senão aquele que sentiu a lâmina da traição cravada pelas mesmas mãos que antes o acolhiam?


5. Quem compreenderia o absurdo da companhia senão aquele que encontrou na solidão a forma mais lúcida de existir?


6. Quem entenderia o peso do desejo senão aquele que, ao renunciar, percebeu que a vontade é um ciclo inútil que se alimenta de si mesmo?


7. Quem interpretaria a verdade senão aquele que viveu da mentira e descobriu que o silêncio vale mais do que qualquer discurso?


8. Quem conheceria a fome senão aquele que foi ignorado até pelo pão mais simples?


9. Quem compreenderia o racismo senão aquele que o praticou e viu, no próprio ódio, o reflexo cru da condição humana?

Se fosse tão fácil, não seria amor.


Se fosse distante, faria saudade
e se não houvesse, seria indiferença.
Meu peito não doeria e nem sequer iria lembrar;
da sua voz, do seu cheiro
do teu rancor e egoísmo de corpo inteiro.


Então eu grito,
por não te conhecer, por tudo aquilo que está a doer
pelas vozes que estão a dizer
"me deixe, não suporto mais você".


Não sei amar sem me esgotar,
não sei te olhar sem me comparar,
não sei te dizer sem querer morrer,
E isso só mostra o quanto nós não devemos ser.


Mas eu amo,
amo o jeito que me olha
o jeito que me abraça
o jeito que sempre disfarça,
por favor, não esqueça de mim quando amanhecer. Eu grito.

“O adulto não se percebe buscando um pai, ele acredita estar em busca de amor, reconhecimento, segurança, sentido ou direção. Por trás dessas buscas legítimas, porém, opera a tentativa silenciosa de preencher uma função estrutural não integrada na infância. Relações e experiências passam a ser avaliadas a partir dessa referência ausente.”

- Trecho do livro Quando o pai falta: a ferida da ausência paterna e o caminho de maturidade da alma

Nem todo vínculo é amor, mesmo quando parece.
Se para manter alguém na sua vida você precisa se diminuir, ceder o tempo todo ou abrir mão de quem você é, isso não é troca. É ajuste unilateral.
Amor não exige que você se abandone para caber. Não pede silêncio onde deveria haver verdade. Não condiciona afeto à sua renúncia constante.
Quando o “ficar” depende sempre de você ceder, o que existe não é vínculo saudável. É dependência emocional com aparência de amor.
E dependência cobra. Cobra em forma de cansaço, perda de identidade, insegurança e vazio.
Amar não deveria custar a si mesmo.
Relacionamentos saudáveis têm espaço para dois inteiros, não para um que se molda e outro que apenas recebe.
No fim, não é sobre manter alguém a qualquer preço. É sobre não se perder no processo.

Poesia do Amor divino Emanuel Bruno Andrade

⁠Amor, eu sei que espera mais de mim.

Seu olhar me incendeia, meu coração dispara em um ritmo frenético.

Nesta noite, meus sonhos serão nossos.

Nossos espíritos se entrelaçarão em um voo celestial.

A melodia angelical dos serafins nos guiará,

Enquanto a proteção dos arcanjos nos envolve em seu manto.

Flechas de amor serão disparadas contra os desejos obscuros,

Libertando nossos corações para que possam se unir.

Sobrevoaremos prados verdejantes,

Jardins floridos e árvores de todas as cores.

Transcendendo os limites do humano,

Habitando o cume do desejo em nossa cúpula particular.

Apesar de alegre sofro perdido.

No enigma desmedido no navega

Por uma felecidade rompida

Pelo cupido

O peso é medido

Pela escuta atenta

De um destino inverso que se revela
No silêncio da madrugada,

Despertando-nos para a sublime verdade do nosso amor.

Eternamente entrelaçados...

Inseparáveis...

Em um amor que desafiador.

Para a respeitar nas complicidade memoraveis

Unos em toda parte

Para receber o calor

Da suavidade

Da senda da corrente

Corrida dos tempos

A favor e contra

Os ventos

Pairam desejos de sermos

Carne com carne

Para sair dos sofrimentos

Da magua e amargura da vida.

Emanuel Andrade

⁠Amor resplandecedor

Revelação na inspiração
Na turbulencia dos desafios
Sinto uma palpitação
Uma ligação
Entre as palavras escritas
Que me fazem proclamar
Versos em pinceladas
Que são para ecoar
Emanando em forças
De energias positivas
A favor das crises dos tempos
Para vencer tempestades e ventos
A seneridade de nossas almas
Apela por um momento de calma
Um segundo de pausa
Para sair da lama
Para a lâmpada do farol
Voltar acender em nosso prol
Guiando-nos no caminho
Para o aprimoramento
Saindo do sofrimento
Acabando com turmento
Acreditar na graticante e magnificiente
Consciência do universo
Que nos dá o valor merecido
Provindo do divino
Misterios desconhecidos
Questões a merce
Duvidas, incertezas
A procura de realiddades e verdades absulotas
Existências intemporais e temporais
Sentenças em justiças, injustas e justas
De quem é a culpa? Quem é culpado?
De tanta dor, tanta magoa, tanta macula imaculada revestida de vestes brancas e pretas. Reverendissimo e altissimo tu que esquadrinhas nossos corações. Apazigua nosso padecer e da-nos paz, amor e liberdade para na luz encontrar felecidade eterna para nossa salvação.

Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade
Lisboa Cultura 2024

⁠Amor delicado

Eu espero que minhas palavras lhe tragam felicidade
Sua simpatia e beldade
Na sua transcedencia
São uma harmonia que apelam companhia
Sua presença em minha vida
Dá-me sentido e um sentimento se alegria
Amo ao meu gesto
proclamo num acto
De entreligar
A esse seu outro lado
Um lado humano
Simples, modesto
Suave e belo
Ainda num pensamento
permaturo
Faça este amor este desejo
Em crescermos em conhecermos
Os nossos Universos
ser eterno
Para perdurar
No caminho do fluir da vida
Entre altos e baixos
Tristezas e alegrias
Para brindarmos com o que mais gostamos.
O AMOR entre os fluidos
dos nossos ciclos
que se ligam nos bioritmos dos vivos.
Ainda sentimos e amamos

Amor de amigo


O meu peito arde num fogo que não consome — ilumina.
É um ardor antigo, anterior às palavras, mas reconhecível nos gestos simples da vida.
Não se vê, mas respira-se.
É emoção que caminha descalça pelos sentidos, deixando marcas invisíveis no tempo.
Há uma harmonia boa que me sustém, como a presença silenciosa de uma amiga justa e fiel.
Aceito-me nos dias que passam, e os dias, por instantes raros, aceitam-me também.
Pairam tempos em que és mel no meu sangue, doçura que dá sentido ao acto de viver,
e nesses instantes reclamo ao universo:
— não deixes que o caos me devore.
Venho de um ponto infinito, de um sopro cósmico sem nome,
atravessei constelações para chegar a este eu profundo,
onde o teu balanço oscila na balança da justiça cega,
essa que diz igualdade mas pesa com dois pesos e duas medidas.
Mesmo assim, permaneço.
Olho o todo.
Beijo o céu.
E no azul distante reconheço Vénus, Deusa-mãe,
ventre da razão de existir, espelho do desejo e da consciência.
Nela me deleito, não por vaidade, mas para compreender a origem,
para perscrutar o rasto antigo dos Neflins,
essas criaturas entre a luz e a queda,
sinais de que somos mistura, travessia, contradição viva.
Procuro a razão de sermos unos,
ligados por uma corrente que pulsa entre o vivo e o morto,
entre o amor que arde e o silêncio que ensina.
E nesse fio invisível descubro:
existir é arder sem se apagar,
é amar mesmo quando o cosmos treme,
é continuar —
com o peito em chama e a alma em vigília.

Senda de Seda
Amor não se sente pelo prazer só de dar, mas também de estar e escutar o sentido de cada pulsar, Ser refúgio na turbulência e na bonança.

Podemos ser adulto e crianças para percorrer os nossos pensamentos em momentos perdidos como setas lançadas que não tem voltas direcionadas num sentido comum, forçada pela força ativa da vida sopro de vida que inspira e canaliza a uma parceria de elevar a alma a um patamar de excelência encontramos a razão de ser, sentimos emoção do prazer de querer e crer um no outro, eu e tu num senda de seda, no último sono a despertar para tudo começar sem premeditar deixa rolar, deixa tocar na tua senda de seda e morrer com espada de dois gumes para poder ressuscitar com o teu balançar.

Agora estou a sonhar mas quando acordar será que vais suportar?

Neste Dia das Mães, meu coração se enche de gratidão e amor.

Gratidão pela bênção de ter uma mãe que é exemplo de força, cuidado, carinho e dedicação: minha mãe, Mariluza, cujo amor me acompanha e sustenta ao longo da vida.

Também celebro o privilégio de ser mãe da minha amada Maria Luiza, minha luz, meu sorriso diário, meu presente mais precioso.

Ser sua mãe é uma das maiores dádivas que Deus me concedeu: um amor que atravessa gerações, cura, fortalece e nos ensina diariamente sobre afeto e esperança.

Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que carregam no coração a beleza de amar incondicionalmente. 🌷💖

Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.

Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.

Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...

A Gestação do Amor: do Útero ao Coração

O feto começa aos poucos a ser formado e um afeto grandioso passa a ser construído; ambos vão crescendo lado a lado e a cada mês, mais nutridos por um amor incalculável entre a mãe e o seu filho ou filha e a depender do caso, filhas ou filhos — um belo vínculo: forte e cheio de vida; sujeito a lutas e sacrifícios.

Todavia, e não menos importante, às vezes, a bênção da maternidade é gerada no coração e, num momento genuíno e emocionante, nasce na adoção, ao criar um laço que não é de sangue, mas que certamente é feito da mesma essência — a vontade constante e sincera de praticar a conjugação incomparável do verbo amar.

O papel materno é singular, indispensável; então, devido a certas circunstâncias, também pode vir a ser desempenhado por uma avó, por um pai ou por qualquer outro parente, distante ou próximo — aquele que decidiu ficar e assumir essa missão, essa responsabilidade, não uma substituição e sim uma honrosa proximidade.

Independentemente de qual seja a personificação materna, Graças ao Senhor, todas elas reúnem um amor repleto de vitalidade, incondicional, uma força que não se explica, que oferece colo, demonstra zelo, um esforço fora do normal, o alento especial durante as adversidades — a certeza de que o amor materno é descomunal entre formas e fases.

Amor de mãe - (Clay Werley)


Leve como uma brisa...
onda que quebra indomável,
lua que reluz inalcançável...
Tempestade que não me avisa.


Presença que cuida e realiza,
voz que ecoa incontestável,
constrói confiança inabalável,
sem ônus de contrapartida...


Da história és o começo...
Meu espelho de como ser,
dona de todo o meu apreço...


Consciência a resplandecer,
a me moldar desde meu berço!
Farol que guia o meu viver.

Ser mãe é viver uma história de amor e dificuldade ao mesmo tempo. No Dia das Mães, muita gente lembra dos presentes e das homenagens, mas nem sempre percebe tudo o que uma mãe enfrenta desde a gravidez até a vida adulta do filho.

Tudo começa na gravidez, quando surgem os medos, as dores e as preocupações. Mesmo cansada, ela continua firme, porque o amor pelo filho já existe antes mesmo do nascimento.

Depois que o filho nasce, chegam as noites sem dormir, o cansaço e a responsabilidade de cuidar de alguém tão pequeno e dependente. Mesmo exausta, a mãe sempre encontra forças para cuidar, proteger e dar carinho.

Com o tempo, vêm os desafios de educar. Ensinar o certo e o errado não é fácil. Muitas vezes o filho não entende as regras, responde mal ou acha que a mãe está exagerando, mas tudo isso faz parte do cuidado dela.

Na adolescência, as preocupações aumentam ainda mais. A mãe sente medo das escolhas do filho, das amizades e dos caminhos que ele pode seguir. Mesmo quando ele se afasta, ela continua ali, se preocupando em silêncio.

E quando o filho cresce, a mãe continua sendo mãe. Mesmo na fase adulta, ela ainda se preocupa, sente saudade e quer o melhor para o filho, mesmo sem demonstrar o tempo todo.

O Dia das Mães é mais do que uma simples comemoração. É um momento para reconhecer tudo o que uma mãe enfrenta por amor. Porque, apesar das dificuldades, ela nunca deixa de cuidar, apoiar e amar.

⁠Uma vez me questionaram por que eu escrevo tanto sobre o amor, se eu já vivi alguma paixão ou se apenas invento as histórias que coloco no papel. Eu respondi que eu não escrevo sobre o amor por desejar ser amada como nos meus textos, mas sim por acreditar que o amor é a força mais poderosa e transformadora que existe. Eu escrevo sobre o amor porque ele me inspira, me desafia, me ensina e me faz crescer. É, escrevo sobre o amor porque ele é a essência da vida.
Eu nunca escrevi sobre como me apaixonei de verdade, mesmo que isso possa ter acontecido. Mas a verdade é que eu sinto o amor tão presente na minha vida, como se eu tivesse amado alguém de verdade. Eu sei que parece confuso, mas é que eu sempre fui fascinado pelos filmes de romance e pela obra de Shakespeare, a qual é a minha maior referência pessoal. É por isso que o romance é o meu tema preferido para escrever, mesmo que eu não tenha vivido um na realidade.

~Safira souza

⁠Amor por inteiro

"Eu só me entrego completamente,
quero vida, paixão, laços,
afinidades, quero sol, chuva e tempestade, quero o furacão.
Eu não quero apenas o calor do amor,
eu quero todas as estações,
não tenho medo de amar tudo...
E por favor, não espere pouco de mim
pós eu não sei como dar migalhas.
Eu não sei como pela agir metade,
então não me entre metade do que
você possa me proporcionar...
'Não quero resquícios de algo.

Eu sou um amor completo, um amor
que pode ser eterno, um amor sem
cansaço ou fadiga;
Um amor que não precisa de uma
pausa ou de um tempo.
Eu valho mais do que apenas suas desculpas."

O amor não foi feito pra mim


(Verse 1) Nunca entendi o que era o amor, Acho que isso deve-se ao passado também. Meus olhos nunca viram a verdade, Nunca entendi por que eu era assim. Love love love Wasn't you made for me?


(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Uuuuh. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...


(Verse 2) Vou te amar até o crepúsculo, E quando não existir mais o mundo. Pois foi você, foi você que me fez sentir tudo. Então desculpa minha confusão, o amor não foi feito pra mim não, não não! Não, não não.


(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...



(Bridge) Você me tirou do meu mundo tão sem cor, Era cinza e colorido ficou. Uma pena que eu não entendia o que era o amor. Me desculpa a confusão, uma turbulência de sensação. Sinto-me pesada e sem transmitir... Não sei me expressar, então acho que o amor não é pra mim.


(Verse 3) Talvez almas gêmeas sejam assim, Nem sempre juntas vivem, que pena, eu queria tanto. Eu não entendo minha confusão é que eu fui assim... Eu sinto tanto, queria me entregar pra ti.


(Outro) Nunca entendi o que era o amor... Acho que o amor não foi feito pra mim.

As Incertezas da Vida


Um dia desses, eu estava vivendo o extraordinário do amor. Foi um presente do universo quando, em minha solitude, fechei meus olhos e desejei alguém para amar e ser amada. No mesmo instante, notei você nas redes sociais. Foi então que curti sua foto e enviei uma solicitação. Fui correspondida, e a alegria tomou conta de mim desde então.


Conheci alguém de coração puro, cheio de dores, traumas e mágoas, mas eu sentia a pureza no seu olhar. Essa pureza me encantou, assim como o seu sorriso. Você me fez sentir a mulher mais amada e desejada, como eu nunca havia me sentido verdadeiramente. Todos notaram, no meu olhar, o quanto eu estava feliz.


Seu amor aqueceu o meu coração, seu abraço trouxe calma aos meus dias turbulentos, seu sorriso transformou toda a mágoa do passado em esperança. Cada dia ao seu lado era a certeza de que eu tinha feito a escolha certa, pela primeira vez na vida.


Foram os dias mais alegres que já tive, momentos únicos e inesquecíveis. Éramos estranhamente conectados, como se tivéssemos passado uma vida juntos. Nossa conexão era leve e intensa, e sua calmaria fez morada em mim.


Entretanto, hoje aprendi mais uma lição: a vida segue, você estando pronta ou não. Não há espera, às vezes nem avisos. Você é pega de surpresa, e não há o que fazer. O que um dia foi felicidade virou saudade, frieza e lágrimas…


Foi assim, sem rodeios, sem despedidas, sem muitas explicações, sem responsabilidade afetiva. E, na mesma rapidez com que você chegou, também foi embora. Não notei que aquele feriado ao seu lado, em nossa folga, seria o nosso último beijo e o último “eu te amo”.


O que restou foi um vazio enorme. Um buraco formou-se no meu peito, e há um grito ecoando por lá. A sua fala sussurra na minha mente o tempo todo: “eu não te amo como você me ama”, “fomos rápidos demais”… e fim. Esse foi o fim do amor que achei que tinha encontrado.


Você foi a minha maior alegria e também a minha maior decepção. Foi isso que eu te disse, pois acreditei em todas as vezes que você disse “eu te amo”, olhando nos meus olhos. Confiei meu amor em você, te dei meu coração em pedaços, e você o reconstruiu para então destroçá-lo, sem piedade.


Continuo te amando, mas agora em silêncio.