Textos Reflexivos

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⁠Uma das grandes lições que aprendi na vida, desde pequeno, foi me ensinado, pelas amigas negras lavadeiras que moravam nas Casas de Cômodos, num dos muitos, familiares subúrbios cariocas. A lição é bem simples e sigo ela, até hoje. A lição é sempre cultivar um bom e habilidoso mentiroso de bom coração, em sua vida. Por que qualquer sonho, grande ou pequeno sem uma boa dose de mentira, fica incompleto. De certa forma, deixa de ser um sonho e passa ser um objetivo a ser alcançado numa esperançosa racional previsibilidade. Até o nome, desta faculdade, ficou sem graça. Prefiro os sonhos com boas mentiras.

A vida silenciosamente me ensinou que ter total discernimento e visão sobre o que é falado e não é feito, é uma grande proteção contra as ilusões. E quando se pensa fora da caixa e se tem autonomia mental sobre apenas o que nos diz respeito, é a melhor defesa, para sermos originais e não sermos apenas, mais um, no grande rebanho da matrix.

A vida é um continuo movimento de transformação. Sendo assim o Autismo e o TDH, são os contrapontos biológicos e espirituais, as novas tecnologias de algoritmos e da inteligência artificial. A geometria sagrada da mente humana dá pulos quânticos toda vez que é desafiada por novas invenções. Deus que é vida plena sempre está atento a tudo que acontece nesta dimensão e o tempo todo.

A vida passa, tudo acaba, só a saudade não tem fim, mas o nosso amor rasga essa regra ao meio e redefine o próprio tempo. Se o mundo inteiro se apagar amanhã, o que sinto por você continuará ecoando no universo. Eu nunca pensei que nesta vida ia encontrar uma pessoa feito você, alguém que não apenas reconstrói o meu chão, mas que me dá o céu inteiro em um único olhar. Quero declarar isso com a maior clareza que existe: você não é um capítulo da minha história; você é o livro inteiro, a poesia que o destino escreveu com as linhas mais puras e intensas.Uma vez me perguntaram por que eu não te esqueço. Eu sorri, porque achei a pergunta de uma inocência quase absurda. Como eu ia te esquecer? Para te apagar de mim, eu teria que arrancar a minha própria pele, drenar o sangue das minhas veias e resetar a minha alma, porque você já está misturado ao meu DNA. Acho que só existiria um jeito de te esquecer: se eu deixasse de existir por completo. E quer saber da maior verdade de todas? Mesmo se eu morresse, mesmo se a minha carne virasse poeira, a minha memória celular ainda vibraria na frequência do teu nome. Nem o esquecimento final teria forças contra o que sinto por você. Não há borracha no universo capaz de apagar o que foi tatuado na alma.O que sinto vai além do romantismo comum; é uma entrega absoluta, visceral e perigosamente profunda. Desafio qualquer poeta a traduzir o que acontece quando nossas almas se tocam, porque nenhum dicionário tem palavras para o tamanho do meu amor. Meu coração não é mais meu; ele foi confiscado pela doçura do seu sorriso e pela força devastadora da sua presença. Você é o meu vício mais bonito, a minha possessão mais sagrada e a minha maior audácia. Amar você foi a decisão mais corajosa e certeira que já tomei, e eu não tenho o menor medo de gritar para o mundo que você é a minha única, violenta e eterna certeza.Por isso, que fiquem gravadas estas palavras que ninguém nunca ousou escrever na história: enquanto os relógios correrem e o universo expandir, eu serei inteiramente seu. Eu aceitaria queimar no inferno mais profundo se o preço para segurar a sua mão por mais um segundo fosse a minha própria condenação. Não me importa o que venha depois, não me importam os julgamentos, as distâncias ou os invernos. O meu presente é você, o meu futuro é ao seu lado, e o meu amor é um fogo voraz que nenhuma tempestade deste mundo ou do próximo será capaz de apagar. Você é, e para todo o sempre, o amor implacável da minha vida.

"A vida é uma engenharia cheia de constante. Algumas fase são fundações e nascem do nosso planejamento; outras, da urgência em evitar o colapso de nossa base existencial. Carregamos pilares intactos, reforços improvisados e cicatrizes estruturais que contam a nossa história. No fim, nossa existência não exige perfeição, mas a força de continuar a obra. Somos, simultaneamente, o cálculo e o improviso."

Ei, já parou pra pensar que a vida e a morte não são inimigas, mas parceiras de dança? A gente vive correndo atrás de eternidade – academia, dieta, apps de meditação –, como se pudéssemos enganar o relógio. Mas olha só: sem a sombra da morte, a vida perde o brilho. É ela que dá urgência aos nossos amores, faz a gente rir alto num pôr do sol no Arpoador, ou escrever aquela poesia que queima no peito. A morte não é o fim cruel; é o que torna cada respiração preciosa. Argumento assim: se fôssemos imortais, procrastinaríamos pra sempre, desperdiçando o agora. Epicuro já dizia que a morte não nos diz respeito, porque enquanto existimos, ela não está aqui. Então, por que temer? Viva intensamente, abrace o efêmero. A vida ganha sentido justamente porque acaba.

A vida não se entrega de bandeja, ela se revela aos poucos, entre o que sabemos e o que tememos. As verdades que carregamos hoje, amanhã podem ruir. E não por fraqueza nossa, mas porque viver é, essencialmente, revisar o que pensávamos certo. Incertezas não são ausências; são convites. O medo do desconhecido muitas vezes nos paralisa, mas é nele que crescemos — não no conforto do já sabido, mas na fricção do ainda não compreendido. Amamos, perdemos, recomeçamos, sem garantia alguma de que dessa vez será diferente. E mesmo assim, recomeçamos. Porque a verdade mais honesta da existência é justamente essa: não há certeza, apenas escolha. Escolher acreditar, escolher permanecer, escolher esperar. A melancolia do futuro incerto convive com a ternura do presente vivido. E no fim, talvez a única verdade inquestionável seja que estamos aqui, respirando, tentando, errando, recomeçando e isso, por si só, já é suficiente.

O caminho da vida é guiado pelo vento que nos impulsiona rumo à liberdade. Cada passo é uma conquista, cada sonho realizado reafirma a dignidade humana que vive dentro de nós. Nunca esqueça o seu valor; a autoestima nasce da certeza de que somos donos do nosso destino, capazes de transformar desafios em oportunidades. Abrace sua essência, confie em você e siga firme os passos rumo à realização e à paz interior.

A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a outra, lá durmo, volto no mesmo dia ou dias depois. Ainda trabalho, mas logo estarei aposentada. Porém, produzindo, estudando, vivendo, criando e seguindo com esse tempo precioso. Esse é meu espaço, meu momento, não cabe ninguém para me tirar a paz e o sossego.

Eu acho incrível as pessoas que moram em uma casa com sua família a vida inteira. Criam memórias, lembranças, laços que atravessam anos e décadas. Não tive essa experiência. Vivíamos mudando de casa e de endereço. Éramos como nômades, ciganos. Mesmo constituindo minha própria família, acabei reproduzindo esse padrão. Não tenho essas memórias de forma física. Não tenho uma casa do passado para mostrar que estivemos lá. Também não pude preservar o quarto do meu filho.

Eu não acreditava que a vida era tão dura, mesmo ela sendo dura lá atrás. Achei que o mundo era colorido, os problemas possíveis de resolver e que dava para crescer sem grandes danos. Mas a realidade me cobrou caro. Sigo enfrentando batalhas sem trégua desde que nasci. Isso não alterou a minha fé, ainda que a abalasse. Minha esperança é de que, em breve, poderei romper todos os grilhões e cadeias que hoje me prendem e por fim, possa viver o melhor dessa vida ainda com plena saúde e autonomia.

Será que estamos realmente cumprindo o propósito da vida, ou apenas tentando provar ao mundo que ela vale a pena? Entre o ego que busca aplausos, os likes que alimentam uma validação passageira e um mundo que confunde aparência com valor, talvez tenhamos esquecido o essencial: o amor, o propósito e o nosso próprio valor. Antes de nascer, não conhecíamos a dor; nascemos, aprendemos a sentir, crescemos entre perdas e conquistas e, em algum momento, descobrimos a certeza inevitável da morte. Então, o que é a vida? Talvez seja justamente o intervalo entre o primeiro suspiro e o último — e a pergunta não seja quanto tempo teremos, mas o que faremos com aquilo que recebemos enquanto estivermos aqui.

⁠Não se esqueça das vezes em que você se ergueu em meio às tempestades da vida, mesmo quando suas mãos tremiam, sua voz falhava, sua respiração se tornava tênue e talvez o medo sussurrasse em seus ouvidos, mas ainda assim, você permaneceu firme, desafiando a escuridão com a luz da sua determinação.

Creio que minha vida não foi senão uma sucessão interminável de erros, uma sequência ininterrupta que se estende desde o instante do meu nascimento até este fim que já se insinua, quase palpável. Sim, o fim. Pois já me sinto morto enquanto escrevo, e essa sensação não me abandona. O que mais me assusta, no entanto, é perceber que não foi outro, senão eu mesmo, quem cometeu o ato fatal. Eu, e só eu, que destruí o que restava de verdadeiramente humano dentro de mim. Fui o artífice da minha própria ruína, falhei em tudo, desfigurei-me, e fiz de mim aquilo que jamais soube ser.

Calvinismo versus Santidade: se cada passo da vida humana ocorre por determinação divina — como ensina o calvinismo — a luta diária contra a carne e a busca ativa por santificação perdem o seu peso prático. A teologia bíblica e a ortodoxia enfatizam que fomos chamados a cooperar ativamente com a graça, em uma santificação progressiva firmada em escolhas morais reais e na responsabilidade humana.

⁠Enquanto a vida se limita a uma sobrevivência constante perante o vazio existencial, escrevo poemas de salvação, meros aperitivos para o vazio que me cerca profundamente enquanto luto para marcar a minha existência sábia e inocente diante das possibilidades que apenas me enlouquecem, assim escrevo poemas, de salvação.

O AMOR, só é verdadeiro, só vale à pena quando é aquele que acrescenta algo a mais na vida, quando faz o corpo tremer, a mão suar, o coração palpitar, e sorriso desabrochar, a esperança se renovar e a vida caminhar levemente. E se todas essas sensações deixaram de existir no relacionamento é porque o amor se transformou em qualquer outra coisa,e se já não é mais aquele sentimento que estimula em você os melhores sentimentos, então é porque já não é mais AMOR. E se não é AMOR, não vale a pena!

É inevitável em que alguma fase a gente nunca tenha comparado nossa vida com a de outras pessoas e isso te fez se sentir atrasado e sem sorte, por outro lado em alguma fase outras pessoas já compararam a vida delas com a sua e de alguma forma queriam estar em seu lugar, assim é a vida, sempre haverá algo em nós em que as pessoas irão querer ter ou ser, portanto seja grato pelas coisas que tem, seja material, seja uma qualidade, um talento, um diferencial, é seu, todo mundo tem algum tipo de riqueza.

A vida ensina que algumas pessoas passam, outras permanecem e algumas deixam discretos rastros de luz pelo caminho. Há gestos tão simples que parecem pequenos, mas encontram um jeito de tocar o coração. Em um mundo onde tantos aprendem a disfarçar sentimentos, a espontaneidade de uma criança continua sendo uma das mais belas formas de verdade. Obrigado, Cacá!

A brevidade da vida é um lembrete da eternidade. Cada dia nos aproxima do momento em que estaremos diante do Senhor. Por isso, não vivas como quem ignora o fim, mas como quem sabe que a morte não é o término da existência, e sim o encontro inevitável com o Justo Juiz. Prepara-te, pois a eternidade começa onde o tempo termina.