Textos que Falam sobre Mim

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Uma carta sem segredos

Tenho diante de mim o pulsar sereno de convicções adquiridas. Pudera eu comunicá-las com a mesma serenidade com que pulsam.
Sinto-me no direito de poder dizer. Tens o direito de não considerá-las.
Acredito que viver o conflito consiste em ter nas mãos metade da mudança. Eu sei que mudança de comportamento não se quantifica, mas percebe-se pelo instaurar sereno da paz em nós. É isso que queremos, é isso o que buscamos.
O que importa não fugir, e assumir o autoconhecimento como investimento necessário, afinal tu serás o companheiro que terás de aturar a vida toda. O que és, o que podes, o que não podes e o que deves serão a pauta na qual a vida se inscreverá. Os sonhos e as realidades deverão ser desvendados e, aos poucos, terás de possuir a síntese das duas instâncias. Sonhar sempre, mas o sonho possível, aquele que se percebe brotar da realidade, existencial pousada sobre as mãos.
O que tens hoje nas mãos? O que te é possível? Certamente é o que precisas para a luta que hoje tens de travar. Penso que a ansiedade que existe em ti tem sua raiz no discurso da falta. Buscas o preenchimento de um mundo de ausências que se estabeleceu ao longo de tua vida. Por vezes são ausências rasas, facilmente preenchidas. Uma canção, um encontro com os amigos, mas por vezes elasse configuram e assumem forma de abismo e, nesse momento, não há metáfora alguma que as possa preencher. Aí nasce a saturação. Nada basta, nada explica, nada fala e nada o satisfaz.
Acredito muito no que podes, mas também acredito no que não podes. Uma realidade não anula a outra; apenas traça o perfil de tua verdade, mostra o que és.
Sei o quanto te custa conviver com isso, afinal viveste muito tempo sob o peso da exigência e da cruel comparação aos outros. E por mais verdadeiro que seja o amor que te dedicaram, no fundo, lá onde pulsa a tua solidão ônica, esse amor nunca bastou. Daí nasce a falta, a ausência e a necessidade do discurso metafórico que tanto utilizas.
Metáfora é o requinte com que vestimos a realidade. Ela é o disfarce do real, mostrado, expulso, mas sem revelar. É a luta para que o simples seja maquiado e não seja revelado em seu despojamento. Com a metáfora, nós tentamos nos livrar do desconserto da nudez.
Não há nenhum problema em revestir a vida de metáforas. São elas que nos salvam da mesmice, que dão cor aos nossos dias. Sem elas, a realidade nos esmagaria com seus fardos. Mas há que se cuidar de um detalhe. Não é justo tornar a vida uma metáfora.
Por isso, não temas o momento do despojamento. Compreenderás, com ele, que a vida é só o que temos. Só ela realmente importa. Mesmo porque sem ela nada será possível. Todos os outros desdobramentos se darão se a vida ainda estiver em nós. Crava os olhos na tua pequenez e descubra o quanto ela é grandiosa. És muito mesmo no pouco. O espírito de onipotência não nos faz melhores, apenas mais pesados. Ele nos conduz a um capo de possibilidades e depois nos abandona!
Identificas-te com o “menino abandonado” e por isso pedes o amor de domínio. Inconscientemente te entregas ao domínio dos afetos. Tens necessidade do aconchego e da segurança de outra vontade. Não precisa ser assim. Resguardar a liberdade, ainda que amarrado pelo amor, é um direito a que nunca podemos renunciar.
Aqui mora o conflito do amor possessivo. As pessoas nos tratam de acordo com o que autorizamos. Se inconscientemente pedes o domínio, ele se dará. Mas sei que estás incomodado com as amarras afetivas em que te encontras. Vives o fastio da dependência. Que bom. A saturação pode ser a porta por onde nos chegam grandes mudanças. A crise sempre resguarda a possibilidade de uma grande conquista. O caminho da mudança está diante de ti. Terás primeiramente de proclamar tua liberdade, para que alguém te ame sem te aprisionar.
Essa proclamação não é grito que se aprende da noite para o dia, mas cedo ou tarde terá de começar. Não poderás fugira vida toda. É uma questão de sobrevivência. Aquilo de que foges hoje, amanhã terás de temer ainda mais. Quanto mais adiares a luta, tanto mais frágil te sentirás!

A comunhão que o coração de Deus nos inspira torna-nos participantes de outras histórias. Não estamos sós. Em algum lugar, um coração sofre semelhante angústia. E busca e deseja o aprimoramento do modo de ser e estar no mundo.
Sei que queres o aprimoramento do teu ser. Primeiros passos já foram dados. Hoje és mais livre do que foste ontem, afinal o querer é a primeira configuração do realizar. Ele é essência do ato de ser livre, e por meio dele nos inserimos na dinâmica da vida. Quem não alimenta o seu querer, mesmo que ainda respire, pode se considerar morto.
Mais vivo do que nunca vou ficando por aqui. Desculpe-me ter invadido a tua casa. Não sei se cheguei em boa hora!
Desconsidera tudo o que julgar desnecessário. Falar sozinho é sempre um risco, afinal as intervenções alteram e purificam os pontos de vista e as compreensões.
Tens agora em tuas mãos um discurso ou uma pregação – como diria um outro amigo meu –, mas eu te asseguro que é um prosear bem-intencionado, fruto de um coração irmão que no silêncio da prece luta contigo!

Fiquei doido, fiquei tonto...
Meus beijos foram sem conto,
Apertei-a contra mim,
Aconcheguei-a em meus braços,
Embriaguei-me de abraços...
Fiquei tonto e foi assim...

Sua boca sabe a flores,
Bonequinha, meus amores,
Minha boneca que tem
Bracinhos para enlaçar-me,
E tantos beijos p'ra dar-me
Quantos eu lhe dou também.

Ah que tontura e que fogo!
Se estou perto dela, é logo
Uma pressa em meu olhar,
Uma música em minha alma,
Perdida de toda a calma,
E eu sem a querer achar.

Dá-me beijos, dá-me tantos
Que, enleado nos teus encantos,
Preso nos abraços teus,
Eu não sinta a própria vida,
Nem minha alma, ave perdida
No azul-amor dos teus céus.

Não descanso, não projecto
Nada certo, sempre inquieto
Quando te não beijo, amor,
Por te beijar, e se beijo
Por não me encher o desejo
Nem o meu beijo melhor.
(Fernando Pessoa)

Se quer mesmo saber de mim

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Nasci para poucos e morro por quase ninguém. Contradigo-me em passos de dança invisíveis, enlaçando pernas e prendendo bocas, querendo muito e gostando tão pouco. Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo ao mesmo tempo agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouquinho e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. Se estou aqui é pela música, pela companhia, pra me perder. Jamais pra desperdiçar uma noite com quem não sabe conversar.
Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum. Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas. Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música. Agir sem naturalidade é o seu maior fracasso.

Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas. Pelo não dito. Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo. Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina. Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado. Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha.

E fazem isso porque amam de relance, querem no momento e só por desafio. Porque têm preguiça ou medo de cumplicidade e acreditam perder a noite se optarem por se apaixonar pelo próprio ego. Porque perdem oportunidades de se calarem quando é papel dos olhos falar.
É por isso que eu estou sozinha nesse mundo de luzes e pessoas. É por isso que eu saio de casa e minha roupa não precisa agradar ninguém além de mim. Porque não deixo o calor da minha rotina pra ser prenda em vitrine.

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. E talvez assim desperte minha vontade de contar.

Por que tu não te surpreendes pensando em mim?
Por que não chama outra pelo meu nome?
Por que não o dizes sem querer? E depois descobre que o que mais quer é dizê-lo sem parar...
Quando olho para ti, por que não devolves o mesmo olhar?
Eu queria também que perdesse a voz e que se sentisse nervoso, que se arrepiasse.
È nos teus braços que eu tenho vontade de morar. E quando me chamas para um abraço, envolver-me-ia com toda a tua força e sentiria o meu coração bater por causa do teu.
Mereces-me tanto que já me tens...
Só não sabes.

Transfere de ti para mim
Essa dor de cabeça, esse desejo, essa vidência.
Que careça em ti o meu excesso
Que me falte o que tu tens de sobra.
Que em mim perdure o que te morre cedo
E que te permaneça o que tenho perdido.
Que cresça, se desenvolva em teus sentidos
Que em mim desapareça.
Dá-me o que de possuir tu não te importas
E eu multiplico o que te falta e em mim existe.
Para que nosso encaixe forme uma unidade.
Indivisível.
- Que não se possa subtrair uma metade.

Todos que passaram por mim, foram
pessoas especiais, almas puras, amigos
eternos, mais também pessoas orgulhosas
sem piedade, pessoas amargas e rancor no
coração. È já passaram muitas pessoas, porem
todas as que foram embora levaram o perfume
das flores, a beleza das rosas e a alegria de uma
alma pura que apenas acolhe e ama quem se
deixa encontrar.

PENSANDO...
Acho que vou-me embora de mim por uns tempos...
Preciso de férias desse jeito intenso de sentir as coisas, dessa mania de querer carregar o mundo nas costas e sentir culpa pelo que não posso dar conta...
Vou olhar tudo de sobrevoo...
Ficando acho eu...estar ausente dos meus próprios pensamentos...
Será que consigo????
Tenho certeza que não...

ei garota, como você consegue gostar de mim? tão complicado, implicante... você tão perfeita, sonho de qualquer rapaz... seu olhar me fascinou, hipnotizou e me fez imaginar um futuro ao seu lado, sabe seu sorriso? ah... nunca vi mais belo, me lembra um belo jardim, me arranca sorrisos bobos.
Só quero te dizer que tudo que eu quero neste momento é estar ao seu lado, sabe as dificuldades? existem sim, mas se não existissem barreiras na vida que graça teria? os desafios serão nossa maneira de adquirir confiança, amor, paciência, tudo que é necessário. É assim que te vejo uma Dama em busca de um príncipe, achou um sapo rsrs' mais prometo fazer o necessário para ser seu príncipe.

teu olhar me fascinou, teu sorriso me encantou, tua voz me enfeitiçou e é assim que hoje estou, completamente apaixonado.

Feliz aniversário, amor!

Hoje é um dia especial não só para ti, amor, mas também para mim, pois é o dia do teu aniversário, neste dia o sol nasceu com um brilho intenso somente para iluminar-te. Foi neste dia que Deus fez vir-te ao mundo, quero dizer-te neste dia que de mim fazes parte e que és a mais bela das artes, que neste dia Deus derrame bênçãos sobre ti e que Ele seja sempre teu protetor, que nada e nem ninguém destrua os teus sonhos.
Amor! Sou grato a Deus por teres nascido e por ter-te colocado em minha vida, pois és minha rainha e minha alegria. Tu és o amor da minha vida.
Feliz aniversário, meu amor, que neste dia nada e nem ninguém te cause dor. Estou feliz por partilhar contigo esta data tão especial, gostaria neste dia de poder levar-te para dar uma volta ao mundo numa nave espacial, estar ao teu lado para mim é crucial, teu amor para mim é vital.
Quero que Deus envie doses de felicidade e energia para a mulher que alegra o meu dia.

Feliz aniversário, amor da minha vida!
Te amo!

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim;
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que em algum momento, fui insubstituível;
E que esse momento será inesquecível!

Quero sempre ter um sorriso estampado no rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre;
E que esse sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero fechar os olhos e imaginar alguém, e ter certeza de que esse alguém também pensa em mim, que faço falta.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho;
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos.

Nunca diga "te amo" se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.

A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você, quando você não pretende fazer o mesmo!

Adriana Britto

Nota: Adaptação de um poema muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Mário Quintana.

Como é que vai a sua vida?
Em algum momento se lembrou de mim?
Já faz tanto tempo que a gente não se vê
Será que até já me esqueceu?
Ficaram tantas coisas desse amor
Me acompanhando em minha solidão
Hoje de você eu guardo só recordações
E vivo dessa consciente ilusão.

Procuro não pensar mas sempre sonho com você
Seu beijo, seu perfume, sua pele a me tocar
Prefiro não lembrar mas não consigo esquecer
Aquele seu sorriso e tanto amor no seu olhar.

Para ser sincero eu já tentei me enganar
Pensando um dia encontrar outro alguém
E hoje para ser mais sincero ainda
Como você não há ninguém

Mas eu não quero ouvir você dizer
Que um dia a gente vai se ver por aí
Olha, meu amor, sabe o que mais
Mentir para quê, assim não dá, quero voltar para você!

Pedaços de mim

Meu coração sangra
Sofre sem você aqui
Vive apagado aos pedaços
Não há colagem que o faça se unir

Há pedaços de mim
Por todo o meu quarto
Meu coração em cascalhos
Todo jogado esfarelado

Triste composição
De minha vida e o amor
Não sei viver sem você
Mas acredito friamente
Que não quero mais você

Superação...
É a palavra chave para o meu coração
Unirei os pedaços
Viverei em constante falsidade
Fingindo ser feliz enganando a mim
Sufocando meu coração

Vou ser assim
Sempre juntando
Pedaços de mim

Não sei quanto tempo vou agüentar viver assim
Tudo dói dentro de mim
E eu so queria por um fim em tudo isso
Mais nesse isso me deixam fazer
Não é tão difícil assim
Mais eu tenho o dom de me complicar
E agora....?
Só vejo risos, todos dizem que vão estar comigo SEMPRE
Vêem cheios de sorrisos
Mais em quem acreditar?
Meu pensamento se perde entre as paredes
E estou presa aqui
Não existem formas de encarar a verdade se existem mentiras
E eu já não sei...

Eu tenho um forte controle sobre a realidade,
Mas não posso deixar o que está aqui diante de mim…
Eu sei que você vai embora pela manhã,
Quando acordar,
Mas me deixe com alguma prova de que isso não foi um sonho… Queria poder ter você a todo instante,
A todo momento, mas isso não é possível,
Então para você abro exceções,
Te ter apenas por algumas horas…
Você é a única exceção!

Mar em ressaca ou Mergulho em MIM.

Eu não sei ser maré baixa. Não sei ser RASA, ser pouca água. EU SOU turbilhão... vulcão... cachoeira... por isso se não tiver muita água, prefiro nem ir a praia.
A vida acontece num tempo diferente do tempo do meu egoísmo. Aceitar isso é sabedoria.
O tempo tem sua própria duração, independente de mim.
O tempo é uma ilusão da existência material.
Mergulhei em mim, entrei em minhas fragilidades. Era um território estranho, conhecido, mas disfarçado.
Logo de cara vi minha Hipocrisia. Sempre tão discreta, tão velada. Andava se esquivando, se escondendo em mim, como se devesse algo a mim mesma!
Conheci meus Preconceitos. Exclamei:
- Vocês por aqui? Achei que já não faziam mais parte de mim!
Eles, sempre orgulhosos, responderam:
- Ah! Já somos enraizados. Temos essa boa desculpa conformista pra existirmos em você.
Tomei um susto quando encontrei minha Vaidade. Parecia um Pavão dançando. Parecia uma Sereia, perdida no egoísmo de seus próprios cabelos.
Sempre tive uma relação curiosa com minha Vaidade. Ela sempre me deixou Vulnerável. Minha Vaidade é burra, me Vende por pouco. Às Vezes por um elogio, que nem precisa ser sincero. Achei melhor nem falar com ela.
Reconheci as velhas amigas: teimosia, preguiça, determinação...
- Ola! Vocês tão sempre por aqui, né? – cumprimentei com um aceno de mão.
Dei uma espiadela na minha ignorância. Para variar ela estava preocupada com algum detalhe desprezível e nem me viu passar.
Onde estava minha parte sã? Será que ela fica separada do resto pra não contaminar? O que fazer com tudo aquilo que era tão feio, mas era tão “EU”?
A Lispector sempre me tranqüilizava com o GH que diz que nossos defeitos são colunas que sustentam nosso existir. Lindo, poético, confortante... Mas naquele mergulho, nem Clarisse me acalmou.
Porque, defeitos? Não somos imagem/semelhança de algo maior? ...
Esses papos complexos sempre me despertam a fome.
Foi ai que eu encontrei a Gula:
- Olá! A senhora anda sumida hein? Aconteceu alguma coisa? Deu uma emagrecida... Ta mais bonita!
Ela nem me respondeu. Tava meio magoada com essa nova fase da minha vida. Mas ela é tinhosa, tinha certeza que poderia voltar a correr nos campos de meu descontrole.
Às vezes desconfio que a Gula, a Compulsão e a Ansiedade, (primas inseparáveis) andam aprontando alguma coisa em surdina. Estavam muito quietas.
Tenho medo de qualquer silêncio.

[Pausa Dramática]

Somos feitos só de virtudes! Os defeitos nascem do uso exagerado de algumas qualidades: Minha ótima memória usada ao extremo me faz rancorosa. E minha determinação, quando cega, me faz teimosa.
Tenho tanto medo de meus impulsos. Preciso aprender a respirar... Minha consciência precisa de AR pra funcionar (salve Osho). Antes de deixar o impulso explodir, preciso levar ar pra minha consciência agir!
Quero a plenitude duradoura!
“Domesticamos passo a passo os “demônios” que nos habitam, sem recalcá-los, sem cortar-lhes os chifres, mas controlando-os e canalizando essa energia poderosa para nosso crescimento... até que nossa parte sã cure nossa parte doentia”
Sabia que Leonardo Boff seria capaz de codificar isso.
Dosar Conscientemente meus defeitos.
Domar conscientemente minha impulsividade.
Achar o tal do equilíbrio!

⁠Quando Tudo em Mim Silencia

Tem dias em que o mundo pesa demais.
Em que o corpo insiste em caminhar, mas a alma... fica.
Fica parada, quieta, pedindo socorro sem som.
É como se dentro de mim tudo se recolhesse —
como se até o grito estivesse cansado de tentar.

A depressão não chega com barulho.
Ela se instala em silêncios,
em noites mal dormidas e sorrisos apertados.
E às vezes, tudo o que me resta é me deixar cair nos braços d’Ele.
Porque por mais que doa, por mais que o peito aperte,
a minha fragilidade é exatamente onde Deus me encontra inteira.

É nessa dependência que o milagre acontece —
não no alívio imediato,
mas na força que me faz levantar mais uma vez,
com os olhos ainda marejados,
mas com a alma agarrada à promessa
de que não estou só.

Eu sou essa mulher —
que sente demais, que luta calada,
mas que, mesmo em ruínas, ainda escolhe acreditar.
Não porque sou forte o tempo todo,
mas porque aprendi que ser fraca também é ser humana.
E em cada queda, há uma mão que me ergue.
Não é qualquer mão.
É a d’Ele.
A que me conhece por dentro,
a que sussurra quando tudo parece sem sentido:
“Filha, Eu estou aqui.”

Eu ando sem saber o que fazer.
O caos e o desespero estão tomando conta de mim,
Eu ando sem saber o que fazer.
Meu coração não me responde, parece não bater e bater mais forte ao mesmo tempo.
Eu ando sem saber o que fazer.
Minha consciência entrou em estado de pré-óbito.
Eu ando sem saber o que fazer.
Com a multidão vem o desespero, e com o silêncio vem o pânico.
Eu paro sem saber o que fazer.
Nada funciona, nada parece dar certo.
E eu não sei mais o que fazer.

Não amei o mundo, nem ele a mim;
Não bajulei seu ar vicioso, nem dobrei
Aos seus idólatras o joelho do sim.
Meu rosto não abriu risos ao rei
Nem repetiu ecos; a turba, eu sei,
Não me inclui entre os seus. Vivi ao lado
Deles, porém sem ser da sua grei;
E à mortalha da sua mente atado
Estaria se não me houvesse precatado.

De vez em sempre você vai lembrar de mim!

Você vai lembrar de mim seja quando passar em frente a alguma livraria e ver o livro que eu sempre dizia ser muito bom, seja quando você abrir o jornal e lá estiver uma crônica da Martha Medeiros, ou quando veres algum livro do Érico Veríssimo.
Seja pelo som de algum riso calmo e fácil, seja quando seu telefone tocar no meio da tarde ou em plena madrugada, seja pela minha fixação em português.
Quando você estiver na locadora, ou quando passar na televisão aquela comédia romântica que eu tanto gostava, você vai lembrar de mim. E não adianta negar, nós dois sabemos que neste momento é em mim que você vai estar pensando.
Você vai lembrar de mim nas sextas à noite te esperando no portão, ou quando alguém te oferecer um chimarrão e você tomar só para agradar.
Você vai lembrar de mim abrindo a porta do seu carro, você vai pensar em mim quando alguém se atrever a te dar ‘um beijo de esquimó’, você vai rir e quem sabe quase sussurrar meu nome.
Você vai lembrar de mim quando no rádio tocar “porque eu preciso dela, sou dela...”, quando você escutar algum pagode, vai lembrar de mim tentando converter teu gosto musical, ou quando alguém preferir lacta branco a qualquer outro tipo de chocolate, você vai tentar disfarçar, mas meu sorriso vai ecoar no seu pensamento e de vez em sempre, você vai lembrar da menina que te perguntava indignada: O que tu ta me olhando?!
Você vai lembrar de mim, não adianta. E sabe como eu sei que você vai? Porque eu tô aqui assistindo um vídeo do seriado Guerra e Paz, e não consigo fazer outra coisa, a não ser pensar em você!

Depois de inventados todos os melhores e mais românticos poemas... Cabe a mim agora, demonstrar meu amor, atravez de palavras, amadoras e humildes...
Tentar provar que, todos os poemas já inventados, todas as melodias ja soadas, não chagarão perto do sentimento que se abriga no meu coração.
Sinto-me capaz, meu amor, de cantar, dançar, até mesmo de aprender a voar para escrever nas nuvens a nossa história.
Queria poder resumir aos poucos, como é intenso e subliminar este sentimento, que como um raio, tomou conta de todos o meu ser.
Mas como já dito de inicio,
Fora sim, ja declamadas, as mais belas poesias, e ouvidas as mais perfeitas melodias compostas por corações apaixonados...
Mas agora meu amor, faltam-me as palavras...
Peço-lhe desculpas, por mais uma vez, ter que ficar no repetido EU TE AMO...
Pois não tenho eu a capacidade, de inventar novas palavras...
Mas nossa história será,,, o mais novo e romantico poema, recitado ao tom da música mais linda, cujas notas representam todos os momentos e conquistas do nosso amor....
Ao meu amado Ricardo Ribeiro...