Textos para Refletir sobre Paixão
Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.
No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.
Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo
(Sem Você Não Dá)
Um toque, um beijo teu, uma paixão
Me envolve, me envolve
O amor fala mais alto que a razão
Domina o coração
Se o vento sopra em minha direção
Eu corro de volta
Te amo e te falo na canção
O nosso amor é o que importa
Eu não consigo viver sem você
Volta depressa
Tenho muito amor pra te dar
Volta, meu amor, vem comigo
Sem você, não dá, não dá
Fica comigo
Sem você, não dá...
By-Marcélio
ACREDITAS!
As lembranças que magoam
O sentimento da paixão.
Histórias que não são contadas
Pela verdade e nem pela imaginação.
Tenho esperança do retorno
Que nunca volta para casa.
Prefiro viver as minhas
Sinceras fantasias voando sem asas.
Viver na ilusão,
E saber que o teu sim
Nunca foi pela razão,
Mas sim pela circunstâncias,
Da emoção.
Eu sei que não sou como você quis.
Não sou o teu sonho de amanhã.
Não tenho horas e nem minutos.
Mas posso te dizer que o meu amor,
É como as estações
Primavera, outono, inverno e verão.
Tenho um renascimento do amor
Nos dias curtos, no frio um cobertor,
E nos longos dias de sol,
Sou a tua sombra para te proteger do calor.
Acredita sou o teu inicio da história,
Sou o mapa do teu caminho,
A verdade sobre a mentira,
A esperança em um beijo
Descrito em um pergaminho.
Sou o teu início,
Sou o teu em mim.
Sou o teu vício,
Sou o teu em ti.
Acreditas! As lembranças
Não são feitas de saudades.
E que o nosso amor é único,
E vive das nossas cumplicidades.
Acreditas, a paixão,
Só nasce com as felicidades.
Acreditas! Acredita...
Coração.
Nas verdades.
Autor: Cássio Charles Borges
Bigorna.
A vida é um oceano de sentimentos infinitos.
Nele, a paixão surge como fogo breve: ardida, quente, intensa, mas passageira.
Logo atrás, espera o amor — silencioso, paciente, profundo.
Mas entre a paixão e o amor erguem-se muralhas: angústia, insegurança, desespero.
São martelos que batem nas cicatrizes do passado, transformando lembranças em peso, e o peso em prisão.
Pensamos demais, e ao pensar, colocamos os problemas na frente daquilo que poderia nos salvar.
Deixamos que a dor ocupe o espaço que pertence ao amor.
E assim, o coração se torna campo de batalha: entre o que arde e o que cura, entre o que corrói e o que liberta.
Talvez o segredo não esteja em expulsar a angústia, mas em atravessá-la.
Não em negar a insegurança, mas em reconhecê-la como parte da jornada.
Porque só quem enfrenta o desespero pode compreender a profundidade do amor.
E no fim, é o amor que permanece — não como chama, mas como raiz.
Faz-me um favor, por gentileza:
não chame de amor o que nunca foi,
nem de paixão essa dúvida disfarçada
nesse dilema antigo.
O drama que encenamos foi mera ficção turbulenta,
um feitiço que jamais surtiu efeito.
No teatro da vida, não há redenção
quando a plateia não se comove com o personagem.
O que houve já se foi —
envolto nas sombras do passado,
rindo de nós,
como quem já conhece o fim da história.
Te mandei flores e versos no cartão,
palavras escritas com a força da minha paixão.
Naquele momento, você virou o rosto, ignorou.
O tempo caminhou… e num canto esquecido,
encontrei no lixo as flores que te enviei,
e o cartão — aquele que falava do meu amor —
você rasgou.
Rasgou sem dó, sem pena, sem olhar pra trás.
E ali, entre pedaços de papel e sentimento,
percebi que a minha doutrina do amor
carrega três códigos: sentimento, razão e dor.
Porque quando um homem entrega o coração
e não é correspondido,
ele aprende na pele que até um homem de bem
pode parecer um bandido
aos olhos de quem nunca quis compreender.
A resposta que você nunca mandou…
eu entendi.
O silêncio falou por você
e meu coração aprendeu a escutar
o que suas mãos fizeram questão de rasgar.
Acelera o teu coração, não apenas no compasso da paixão, mas também no ritmo da vida.
Corre para junto de mim, como quem busca abrigo, e também como quem persegue um sonho.
Que cada batida seja um passo, e cada passo seja um destino.
Assim, eu continuo — de encontro à felicidade, seja ela o abraço que me espera ou a estrada que me guia.
Se envolver com a paixão é entrar numa guerra silenciosa entre dois corações que se procuram e, ao mesmo tempo, se teme. É um caso de dois seres separados que vivem um conflito íntimo, onde o desejo ferve, o ciúme arde e o silêncio pesa.
A paixão, quando nasce como vulcão indomável, ultrapassa qualquer limite: explode, transborda, atropela as regras que antes pareciam firmes. Ela não pede licença; apenas invade, consome, domina.
Afinal, a paixão não é amor.
É uma chama veloz, inquieta, que se alimenta do que encontra: um corpo frágil, uma alma desarmada, um coração que ainda não aprendeu a se proteger.
A paixão é sentelha voraz, que busca hospedeiro para se incendiar. Não pensa, não pondera, não descansa.
Vive sem lógica, sem razão, sem freios.
Mas é justamente nesse caos que mora a sua beleza:
a paixão é o descontrole que anuncia que somos vivos,
é o perigo que nos força a sentir,
é o abismo que nos convida a saltar
mesmo sabendo que só o amor, sereno e maduro,
pode nos segurar.
O que vem depois da paixão?
A aceitação do outro como é, real,
a paciência das diferenças, o querer ajudar, é o cuidar, zelar.
O que vem depois da paixão?
É o compreender que somos pessoas individuais, com propósitos juntos.
O que vem depois da paixão ?
É o respeito mútuo, a cumplicidade, a diversidade de ideias. O aconchego, as palavras que curam.
O que vem depois da paixão?
O amor genuíno.
- Cintia Verissimo
Artista e a sua Arte numa conexão profunda, uma paixão avassaladora que vai aquecendo demasiadamente cada parte, um tipo envolvente de loucura artística que é tão prazerosa, que logo transcende a realidade, onde as fortes emoções são as cores e juntos pintarão sem pressa os seus corpos e no final serão um lindo quadro emocionante
O retrato exultante do desejo correspondido e do êxtase finalmente alcançado graças a um empenho recíproco dos seus universos apaixonados, coexistindo num mesmo espaço de um jeito harmonioso, um quarto iluminado suavemente por alguns raios de sol, tornando a racionalidade inconsciente e deixando a vida artisticamente com bastante sabor
Quente e saboroso como o fervor existente entre o Poeta e a sua Poesia, numa interação intensa, desprovida de qualquer pudor até chegar numa consumação poética, reunidos por uma inspiração atraente, liberta, inevitável, que fez com que a mente do autor ficasse ainda mais inquieta, sendo um estímulo abrasador, atingindo a mesma frequência.
A paixão pela Pedagogia e pelo universo da Educação Infantil foi a semente que deu origem ao projeto Gotinhas de Amor: Onde a Magia Acontece.... Mais do que uma coletânea de histórias, este livro é a celebração do meu fascínio pela forma como as crianças, diariamente, transformam o simples em extraordinário.
Cada um dos 14 contos aqui reunidos—desde a curiosidade de João em A Descoberta no Bosque até a superação de Roberta em seu Voo Mágico—surgiu da observação atenta do cotidiano na creche. Eles são a prova de que a empatia, o desenvolvimento emocional e a aprendizagem se constroem na intersecção entre a vida real e a fantasia.
Este volume, com lançamento previsto a partir de Março de 2026 pela Editora Frutificando “Projeto Professor”, é apenas o nascimento de uma jornada maior. A visão é que Gotinhas de Amor se torne uma Coleção de Contos Individuais dedicada a explorar a fundo a experiência de cada criança e a sabedoria de cada educador. Se tudo caminhar como o planejado, a Coleção dará continuidade à saga, introduzindo novos personagens e explorando as diversas facetas da primeira infância.
Poesia profunda, atraente, venustidade que traz uma paixão fervorosa, que no seu coração acende como uma chama muito avassaladora, que justifica com eficácia a sua doce sedução imponente
A imponência grandiosa de um tom vermelho, que não passa despercebida, que desperta naturalmente uma intensidade à flor da pele, que motiva desejo, profundidade, uma dose certa de atrevimento, distinta oportunidade
Então, a sua companhia consegue deixar a realidade mais emocionante, uma noite com muitos sentimentos, as experiências significantes, fazer um instante parecer eterno por ser assim tão marcante
Obviamente, diante de tantos atributos, és fascinante, o tempo contigo deve ser bem aproveitado, pois tal privilégio rejuvenesce o espírito, permite um contentamento farto entre instintos, emoções e prazeres compartilhados.
AMOR NÃO É FOGO. É OXIGÊNIO
Quase todo mundo fala de amor como fogo.
Paixão. Chama. Intensidade. Ardor.
Mas fogo impressiona.
E oxigênio… ninguém vê.
O problema é que o fogo vive sem amor.
Mas o amor não vive sem oxigênio.
O fogo queima rápido.
Ilumina.
Aquece.
Depois consome tudo — inclusive quem tentou se aquecer nele.
Oxigênio não aparece.
Não faz barulho.
Não disputa atenção.
Mas quando falta…
o mundo entra em pânico.
Amor de verdade não te queima.
Te permite respirar.
É aquele espaço onde você não precisa se explicar o tempo todo.
Onde você pode falhar sem ser humilhado.
Onde o silêncio não vira ameaça.
Onde a dor não é usada como argumento.
Oxigênio não exige performance.
Não cobra intensidade.
Não pede espetáculo.
Ele só sustenta.
Quem ama não sufoca para provar presença.
Quem ama afasta o joelho do seu peito.
Por isso tanta gente confunde amor com desespero.
Porque nunca aprendeu a respirar junto.
Relacionamentos morrem não por falta de paixão,
mas por excesso de asfixia emocional.
Amor não é: — “fica”
— “prova”
— “mostra”
— “seja tudo”
Amor é: — “respira”
— “eu seguro”
— “eu fico”
— “você não vai morrer aqui”
E talvez a prova mais dolorosa do amor seja essa:
Você só percebe o quanto precisava quando quase não consegue mais respirar.
Quem ama não incendeia.
Quem ama oxigena.
E quando alguém vira oxigênio na sua vida, você entende uma coisa que dói e cura ao mesmo tempo:
O amor não faz barulho.
Mas é o que mantém você vivo.
—Purificação
Vamos falar de paixão?
Um sentimento sem pé nem cabeça, que aflora de repente mesmo sabendo que não tem jeito, que não vai dar, não vai florecer.
Vamos falar de saudade?
Saudade de alguém que nunca viu, mas que faz falta. Acredite, isso é possível.
Vamos falar de desejo?
Aquela coisa louca que nasce ao anoitecer para impossibilitar seu sono com mil imaginações na mente.
Vamos falar de momentos ?
Os mais íncriveis que podemos imaginar, mas que demora chegar e algumas vezes nem chegam. Quando chegam vão embora rapidinho pra gente não esquecer que são apenas momentos.
Vamos falar de lembranças?
De um tempo que já foi ou de um outro que ainda não veio, dessas que passa, deixa marca e foge. Dessas que dão lugar a saudade.
Vamos falar de súplicas ?
Aquele grito que tem cheiro de pressa, que implora presença, deseja o encontro, que sonha com dois corpos unidos, duas vozes se transformando em uma, sem hora de ir embora.
Vamos falar dessa distância?
Uma bandida que separa abraços, amores, que rouba carinho e olhares de cara limpa.
Uma maldita que derrota a paixão, que gera saudade, que não realiza desejos, carrega momentos, planta lembranças pra gente colher saudade e suplicar piedade.
Vamos falar de colocar um fim nisso tudo, só pra mostrar quem é que manda?
Paixão
Desejo a você um dia luminoso. Um dia alumiado.
Penso em ti e mesmo que eu evite, não consigo.
O som do seu nome me encanta. Eleva-me. Excita-me!
Rogo! Ouço! Gosto! Encontro... Resposta...
Minha sensibilidade aflora o meu ego.
Sinto você a minha sobra.
Quisera eu me transportar para um mundo onde os olhos tivessem a função decorativa.
Poderia eu te encontrar e senti-lo com o toque das minhas mãos. Sentir a sua essência!
Se o mundo fosse assim penso eu que seria mais humano!
Todos seriam mais verdadeiros, mais humanos, mais perceptivos! Ou não?
É engraço que por vezes não temos respostas para perguntas tão estranhas.
Tão utópicas.
Insanidade? Utopia?
Às vezes em meus pensamentos fica a vagar tentando fazer reparos
Em um mundo que já foi projetado para funcionar assim
Em um mundo cansado e doente!
Certo? Errado? .
Mais uma vez sem respostas.
Enfim, quem sabe algum dia questionável!
Paixão
Continuo com a sensação de perda!
Seja constitucional comigo, seja verdadeiro, seja digno
Dê uma resposta convincente e aplausível
Como posso perder algo que não tenho?
Como posso chorar por algo que não tenho?
Como posso sentir vazio por algo que nunca tive?
Mas tenho que admitir uma coisa,
Sinta-se agraciado, sinta-se lisonjeado, sinta-se vivo e sabe por quê?
Continuarei, em minhas noites delirantes, afagar os seus cabelos suaves.
Continuarei olhando os seus olhos a me tocar, a me despir, a me amar.
Continuarei sentindo a sua essência
Inodoro, te adoro!
Amo você sem ver-te
Amo você sem senti-lo
Amo você sem tocá-lo
Amo sua existência sem existir
Ah! Paixão!
Você sempre será meu simpático galanteador
Sempre será meu sedutor
Será meu anjo tridimensional
Amo você!
CAPÍTULO 2 – O AMOR QUE FICA, A PAIXÃO QUE ARDE
A paixão chega como tempestade de verão: quente, inesperada e sem pedir permissão.
Ela não quer lógica…
ela quer intensidade.
É o primeiro olhar que arrepia.
O toque rápido que confunde.
A vontade de mergulhar fundo sem perguntar se tem pedra no caminho.
É um fogo que se acende no peito tão rápido que a gente nem entende de onde veio.
A paixão é música alta.
É onda quebrando.
É raio cortando céu de madrugada.
Mas o amor…
o amor é outra história.
O amor é o mar que permanece depois da onda.
É a brasa que atravessa a noite mesmo quando a tempestade passa.
É aquele calor que cresce devagar, sem pressa, mas com raiz.
A paixão derruba.
O amor levanta.
A paixão acelera.
O amor te acompanha no passo certo.
A paixão é um convite para o agora.
O amor é um compromisso com o sempre.
Tem gente que confunde os dois — e é normal.
A paixão é tão barulhenta que o coração acha que é amor.
Mas o amor não precisa gritar.
Amor fala baixo, mas fala fundo.
Fala com cuidado.
Fala com presença.
A paixão diz:
“Vem comigo agora.”
O amor diz:
“Eu fico contigo até quando o mundo estiver difícil.”
No fundo, paixão e amor não são inimigos.
São fases do mesmo céu.
A paixão é o nascer do sol: vibrante, urgente, viva.
O amor é o entardecer: calmo, maduro, firme.
E o mais bonito?
A paixão pode virar amor…
mas só quando o coração aprende a respirar ao lado do outro.
Amar não é se perder.
É se encontrar junto.
E a entrega verdadeira não nasce da pressa.
Nasce da confiança.
A paixão te beija.
O amor te cura.
A paixão queima.
O amor ilumina.
A paixão atrai o corpo.
O amor abraça a alma.
E, Rabello…
quando duas almas se encontram com respeito, carinho e verdade…
esse encontro vira sagrado.
Aí a chama não consome — ela aquece.
Não fere — transforma.
Não prende — liberta.
Porque amor de verdade não exige máscara, nem disfarce.
Ele apenas pede que você seja você.
E quando você encontra alguém capaz de amar até seus silêncios…
esse é o tipo de amor que vale carregar pela vida inteira.
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No jardim da minha alma, floresce uma paixão,
Teus olhos são estrelas na imensidão,
Teu sorriso, melodia, doce canção,
És o sol que aquece meu coração.
Teu toque é brisa leve, suave e calma,
És a chama que incendeia minha alma,
Nos teus braços encontro minha palma,
Teu amor é o porto que me acalma.
Nos versos do destino, escrevemos a dança,
Cada palavra, um passo em nossa esperança,
Teus lábios são o vinho, doce lembrança,
És o sonho vivido, eterna criança.
Teu amor é o mar, profundo e sem fim,
Navego em tuas águas, me perco assim,
És o tempo e o espaço, começo e fim,
Contigo, amor, meu mundo é um jardim.
Se sou a lua, és meu céu estrelado,
Um amor que é poema, eterno legado,
Nosso laço é forte, jamais quebrado,
És meu tudo, meu tudo amado.
Caótica Paixão
Embaralhados pensamentos,
Caótica paixão;
Sempre que a vejo
Arde logo o coração
Será que é amor , desejo ou solidão?
É carência, verdadeiro ou apenas uma transição?
Transito nas ideias e me bate uma questão;
Vale a pena me entregar ?
E ficar em tuas mãos ?
Algo é certo
Pelo bem coração
Não se negue meu amor,
Diga sim a essa paixão.
O espinhos são normais
As turbulências são inevitáveis
Quando falo de ti
Meu peito pulsa de saudade;
Saudade de como começou ,
Prendo - me a este começo
Logo não vejo o escuro
Apenas o teu cheiro
Chama - me de amor
Que a tristeza eu desconheço.
Romance é fantasia.
Só funciona quando alguém escreve o roteiro.
Paixão é ilusão.
A gente se apaixona pelo que falta em nós,
não pelo que o outro é.
Quando a ilusão acaba,
não acaba o amor.
Acaba a mentira.
E aí vem a pergunta
que ninguém quer responder:
Você ama
ou só gostava de não estar sozinho?
Amor é construção.
Cansa.
Dá trabalho.
Obriga a escolher todos os dias
a mesma pessoa.
Quando um cai, o outro ajuda.
Mas às vezes
os dois estão caídos
e ninguém fala sobre isso.
Talvez amor não seja felicidade.
Talvez seja responsabilidade.
E talvez
nem todo mundo
queira amar de verdade
"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade.
É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face.
Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com ela ao dobrar toda esquina da cidade.
Decerto que é maldição, pois, ao pensar nela, minha mente subverte a razão e abraça todo tipo de leviandade.
Uma vida plena, amor recíproco, nós, o beijo, fervorosa paixão, felicidade.
Não houve, não há, não haverá divindade.
Fiz a prece aos orixás, tentei os druidas, ofertei um olho a Odin, roguei ao Cristo, nem mesmo o pastor, Javé ou a confissão ao padre.
És maldita, até mesmo Lúcifer se absteve dessa culpa, não ousou participar deste entrave.
Morreu nosso amor, reuni meus pecados, nossas juras, nossos beijos, para formar o Conclave.
'Habemus Odium', subira a fumaça branca, temos um novo sentimento, mais sofrimento, mas não um novo amor, uma nova metade.
É, realmente, da minha existência, tu és a pior maldição, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade..." - EDSON, Wikney
