Textos para Amigas
ALBATROZ
Morava no Porto de Santa Catarina
De manhã costumava tomar café e comer pão com margarina,
Logo depois entrava dentro dele,
Me vestia com casacos quentes contra o frio.
Retirava a âncora da costa e tocava a sineta
Com meu leme rumo à Antártica
Fazendo da minha vida um passe de mágica.
O meu companheiro de longas viagens pelos mares quentes e gelados, o Albatroz.
Partia para um lugar onde era território dos albatrozes, um lugar sem presidente, nem bandeira.
Só habitado por seres fantásticos
Principalmente a baleia da Antártica.
A noite, eu estava na proa do Albatroz.
Olhando aqueles fenômenos bonitos no céu
Que só há no céu da Antártica.
Era acostumado a girar o leme desviando o navio de enormes icebergs na frente tão alvoscomo ursos polares.
Mas tudo aquilo, era só um passaporte de magia,
Tudo construído na minha mente infantil imaginária,
Um dia construí o Albatroz na minha mente de criança inocente
Para poder realizar meus sonhos fantásticos e até mesmo impossíveis.
FELICIDADE CONTENTA
A felicidade com certeza não está onde nós procuramos, no dinheiro ou na busca dela com desespero.
A felicidade realmente é aquela onde somos felizes pelo que temos, felizes por nossas escolhas, forma de viver e onde você está sem se surpreender com a conquista dos outros. É está focado na sua que é mais equivalente e valiosa do que uma caravana de camelos.
A sua felicidade nasceu pra ser dividida com quem está sempre do seu lado, quem te compreende e te interpreta lhe ajudando nas horas mais difíceis da sua vida.
Devemos analisar e observar com quem realmente devemos dividir esse mérito, se você não tem pessoas motivacionais nem positivas por perto, comemore sozinho, pois não há momentos alegres melhor com você mesmo feliz por si saltando de alegria.
PRIMEIRA PESSOA (EU)
EU tenho tanto amor para doar
Que até quem não for recíproco
EU dou o dobro contínuo
Pois meu amor não vai faltar.
Um pouco, um monte
É de DEUS a minha fonte,
Onde de ninguém EU preciso emprestar
Quem aprende a se amar,
Amor doado nenhum será em vão.
Luiz Felipe Amil
DOMINGO DE PROVA
Eu saí de casa tão cedo e apressado, vendo e revendo cada bolso da mochila e da calça jeans se eu não estava esquecendo de nada. Pobre de mim se houvesse esquecido algo importante para entrar no local de prova. As canetas pretas eram quatro, que formavam um batalhão de lanças transparentes, como diziam meus avós, estude porque a caneta é mais leve que a pá. Eu como sempre escrevia forte no papel, as canetas pareciam falar comigo o tempo todo em que eu abria a minha mochila para ver elas.
Cheguei muito cedo no local de prova que resolvi ir me sentar na cadeira dentro de um barzinho, lanchar um pastel de carne moída com o meu suco de acerola, o preferido no estabelecimento, propriedade de um casal de idosos que havia na frente da universidade. Coloquei duas barras de chocolate na mochila para prova. Resolvi então estudar com os livros na mesa onde a sombra de um jambeiro me cobria por cima. Havia ali um rádio, onde a música de fundo do local era os bons tempos da Jovem Guarda na rádio Guarani FM, melhor coisa que já pude ouvir num domingo de manhã cedo e após ter descido de um ônibus tumultuado. Aquilo parecia tão calmo e tranquilo, mergulhar no fundo dos anos 1960, que meu nervosismo e ansiedade foi embora me dando calma para estudar. Me embalei tão freneticamente naquele ritmo, que a vontade era sair dançado pelas ruas, no meio da fumaça sorrateira e voraz que encobria as ruas de Santarém.
Dentro daquele rádio, vinha uma bruma, talvez um nevoeiro repleto do que eu estava estudando para fazer a prova de linguagens, vinha funções emotivas causadas pelo eu-lírico de homens extremamente apaixonados e cheios de subjetividade, que se atirariam no rio, para ter o amor da sua amada e desejada mulher, funções fáticas repletas de arrependimento de mocinhas rebeldes pedindo para o juiz parar o casamento. O amor realmente para quem ama de verdade é uma síndrome conotativa repleta da hipérbole mais linda que se chama exagero.
O NASCER DA POESIA
Muitas pessoas já se perguntaram para si mesma e para quem é poeta, como nasce a poesia? A poesia nasce não só de um pensamento, ela nasce da forma que você ver o mundo, da forma que você romantiza o que vê pela frente. A natureza sempre foi o alvo dos poetas que a admiram, sempre esteve caminhando junto com os versos e as pinturas artísticas.
O saber intelectual gera poemas, enquanto o saber do dia a dia pode gerar poesia na forma de falar e de se expressar. A poesia não está em simples palavras, ela pode estar presente em uma obra de arte, numa música ou as vezes até nos elementos sem palavras como o sol, a lua e as estrelas.
Eu tenho maior cuidado ao escrever poesias, faço o possível para não dar migalhas ao papel nem às obras de arte do scripts que eu posto. Sempre gostei de sinceridade, realidade e romance com intensidade na forma de se expressar. Poesia não é só amar, nem emprestar palavras à alguém. Poesia é o retrato da alma, não tem cegueira, fala o que o interior e o consciente pensam com profundidade.
REPUBLICAMENTE FALANDO
Moro aqui, nos confins do Brasil,
O verde da bandeira aqui já sumiu
O ouro amarelo, foi esgotado e pego
De refém para a Europa à palo febril.
O azul, a fumaça cinza consumiu,
A exigida ordem e o famoso progresso
De desordem à decadência persuadiu.
Aqui na Amazônia o sinal veio e caiu
Mas vemos a floresta sofrer o fim
Índio sangue de tupi, vítima sim
Das pancadas do próprio país: Brasil.
A democracia em grego já nasceu torta
E aqui em guarani já está morta
Nos olhos felinos do valente jaguari.
O charuto dos ricos é o que fecha
A porta da digna e social inclusão
E abre a porteira da necessidade
Café com leite nem aqui, nem no Japão.
Politicagem do cabresto arrebentado
Vulgo política da saca de café queimado.
O punho do brasileiro honesto padece.
Nessa roda social somos caroços
Dentro do maracujá coberto de imposto
Toda tristeza que há hoje em dia
Fala de uma morena linda da Bahia
Santa negrinha: Caramuru jogada ao mar
Coberta os olhos com a água do chorar.
Referência às atuais divididas capitanias.
Sem açúcar, atearam fogo no canavial,
Sem peixes, botos mortos na seca fluvial
A janela da solução está ficando menor
Cada dia sem vento, sem orvalho pluvial
O pasto, terra dura ficou muito mal
O gado na porteira da várzea é de dar dó
Nesse embrulho, o homem mesmo se deu um nó.
E no meio dessa ressecada folhagem
É cada cidadão por si
Seu tapete foi puxado, virou imagem
Pelo sócio que te traiu assim.
E no fim do mês o salário mini miragem,
Dará só para comprar um sanduíche e um guaraná tupiniquim.
A PELE
Ela veio ao mundo pequenina
Tão pequenina
Quanto lábio de menina
Alguém a nomeou,
Outro a batizou
E um a namorou.
Ela sentiu dores, feridas
Tão dolorosas quanto espinhas.
Ela aproveitou,
Viu tudo com o seu olhar e brincou.
Ela sentiu o sereno e a chuva
Tão doces feito açúcar.
De estações a estações
Formou-se dois corações.
Que tipo de coração?
A paixão
Tão forte quanto o vento
Que partiu o coração apaixonado
Levado pelas emoções
Que sentiu -se um só lamento.
Ela viveu os últimos grãos
Um ciclo de separação,
A morte teve de levar, e
Sempre uma linda pele viverá
Os últimos suspiros
Após o ato de sonhar.
ELEGÂNCIA É TUDO
Dinheiro é um cigarro
Que rápido vou consumindo
Dizem que dinheiro não compra felicidade
Mas sem ele, o que será do seu destino?
Terá dinheiro para um copo de vinho?
Enrolo ele nas minhas mãos
E me comporto elegante com esse traje
Levando o a boca,
Fumando seu valor e identidade.
UM RIO DE POESIA (CHUÁ CHUÁ)
Entrei nas pororocas do Tapajós
Nadando contra as correntes do amazonas
Os dois apaixonados
São inteiramente inseparáveis,
Mas deixam o poeta flutuante, inspirado,
Navegar na precisão do sossego.
Um rio de poesia,
Que deixa o apaixonado renovado após um mergulho feito de alegria
Rio que guia a lua
Faz o sol desaparecer
Me dá motivos para te descrever.
Rio nobre do despejo
Despeja a melancolia para bem longe dos meus desejos.
Desengasga-me o que quero por pra fora
O que tá incomodando-me agora.
Os aviums festejam na sua água doce
Mas essa alegria acaba,
Quando o pescador da sua bajara,
A rede retroce
Os tristes se alegram após um banho de cheiro
Pois para o caboclo, um banho alivia de pensar nos maus companheiros.
MENINO POETA
Menino da poesia
Levanta de manhãzinha
Só para ver o sol e a terra
Se cruzando bem pertinho.
Menino, a chuva te inspira
Para escrever mais uma poesia.
Ela molha tua pele,
Teu rosto de moleque,
Mas não inunda a tua mente madura,
Nenhum tema poético ela te furta.
JARDINS DA ARÁBIA
Farei dos teus desertos, jardins suspensos,
Onde haverá oásis para matar a sede
Onde a vontade de amar prevaleça onde esteve
E que a quentura vire riachos propensos.
As tendas precisam ter quintais
Flores para mil e uma noites,
Onde os tapetes não se sujem em todo instante
E que a lua crescente faça sombra com seus umbrais.
Brotará vinhas nos novos jardins árabes,
Para molhar a garganta com galhos colossais
Dará fonte de vida e novos ares.
Florescerá a paz oriental
Onde amores estarão até entre as aves
E o amor feminino como os camelos esponsais.
Perfeito! O tempo nos consome de uma maneira tão insaciável, que quando paramos e percebemos, as páginas e folhas estão borradas e esmagadas, sem folhas limpas pra escrever uma nova história, até apagar, renovar e procurar uma folha pra retratar um novo capítulo terás esforço e perseverança...
Pode demorar hoje, amanhã, um ano ou até a eternidade..
Bela como um poema cheio de letras a cair pelo teu corpo até à tua essência rosa rara.
Nasce um novo dia e nos reparamos com uma rosa rara que nos faz sentir o cheiro da neblina e da natureza e que nos leva até ao seu encanto interior do seu coração.
Os seus lábios carnudos e dóceis como o mel a florescer.
O Canto das Palmeiras
Na terra de mares e laranjas flamejantes,
Onde o sol se abraça com a terra em cantos errantes,
Angola, teu solo é um poema de promessas vastas,
Mas na alvorada, o choro do deserto contrasta.
Palmeiras altivas, como sentinelas da aurora,
Testemunham a riqueza que em ti implora,
Diamantes são lágrimas na face da riqueza,
Enquanto a fome sussurra na noite de incerteza.
As veias da terra pulsam, um eco de riquezas infindas,
Mas nos olhos dos famintos, a promessa se deslinda,
Angola, pátria de contrastes, em teu seio cresce,
Um dilema bordado em ouro, onde a fome tece.
No zênite da miséria, um sol cruel se destaca,
Enquanto nos campos férteis, a esperança renasce alva,
Angola, tua história é escrita em gemidos e ouro,
Uma narrativa épica, onde a fome se evapora em choro.
Que as palmeiras, como poetas, recitem esperança,
Que as lágrimas da terra lavem a sede e a lança,
Angola, no teu horizonte de promessas e penúria,
Um novo dia desponta, a alvorada da rebeldia.
Que as riquezas sejam um manto para todos vestir,
Que o canto das palmeiras seja um poema a florir,
Angola, na tessitura da fome e da riqueza em dança,
O renascer é a promessa, na alvorada da esperança.
POEMA INFANTIL
QI DE LAGARTIXA
Poema de Félix Di Láscio
A lagartixa
Tixa...
Tixa...
Tixa...
Parece um ser
Racional
Mas tem hora que
Ela
Fica bobinha;
E aí...as pessoas
Falam
O que querem dela,
E ela nem aí.
Só balança a
Cabecinha.
Tixa...
Tixa...
Tixa...
Cadê o QI?
Fala sério, use o
Cérebro!
POEMA INFANTIL
O GRILO
Poema de Félix Di Láscio
O grilo
Achou que podia
Ficar de cabeça
Para baixo,
Achou!
Mas os gritos de
Insultos vindos de longe
Não pouparam as críticas:
- Abra os espaços! – E o grilinho
Irritado, não
Cedeu, inclinou a cabeça
E fez sinal de amuado.
HUMM!!
POEMA INFANTIL
O GRILO
Poema de Félix Di Láscio
O grilo
Achou que podia
Ficar de cabeça
Para baixo,
Achou!
Mas os gritos de
Insultos vindos de longe
Não pouparam as críticas:
- Abra os espaços! – E o grilinho
Irritado, não
Cedeu, inclinou a cabeça
E fez sinal de amuado.
HUMM!!
A vida tem o seu verdeiro sabor quando estamos com a pessoa que amamos e queremos levar para vida toda, Se tiverem briga resolvam.
Se há orgulho,entenda que isso só estraga tudo. Vocês não estão juntos para competir,mais sim para completarem um do outro.
Portanto amem-se muito porque a vida passa rápido.
Somos eternos colecionadores,
Colecionamos para viver.
Ou será que vivemos para colecionar?
O colecionador é feroz,
Corre atrás de cada uma de suas joias.
O acumulador, porém, vive a esperar que o mundo chegue até ele.
Quem sabe, o acumulador apenas observe o tempo passar, esperando que suas virtudes o procurem. Mas fato é: ainda não são suas virtudes.
Ele observará quimeras indo e vindo, esperando que alguém as pegue.
Mas esperará que ela venha até ele. Apoiado na infinitude de seu eterno narciso, acredita piamente que é merecedor de tais utopias para si.
O colecionador, por sua vez, irá correr ferozmente para agarrar seus desejos, abrindo mão da observância do acumulador.
Oxalá ele pudesse ao menos ver o pôr do sol.
Correndo atrás de suas glórias, o colecionador esqueceu de sua mais preciosa peça colecionável: o eterno brilho de apenas ser.
O deturpado sentido do acumulador o fez se despir de suas ambições, simplesmente porque não quis agarrá-las. Mas colecionou o que a vida teve de mais precioso a lhe entregar: a visão do mundo, de quem apenas viveu, sem a ambição de colecionar.
Somos forjados por momentos,
Quem dera fossem positivos.
Os negativos os tornaram fortes,
Os positivos os tornaram vivos.
Amei enquanto pude,
Observei enquanto podia.
Corri atrás de minhas coleções,
Para poder apenas observá-las um dia.
Não sejas colecionar ou acumulador. Cuide para que um dia, sejas cheio de berloques memoráveis, e não te arrependas da vida que viveu. Seja acumulador e colecionador.
Eu amava, sem dizer,
Guardava o sentimento no peito,
Tanto medo de perder,
Que nem tentava ser perfeito.
Eu errava, cada gesto uma quebra,
Tentava consertar, mas em vão,
O amor se espalhava em cacos,
E eu despedaçava seu coração.
Ela era linda, disso eu sabia,
Mas a beleza me deixava calado,
Temia a rejeição que nunca veio,
Então fui eu quem a afastou, amargurado.
Terminei por medo de machucá-la,
Por acreditar que não merecia,
O amor que ela me oferecia,
E hoje sinto falta, só resta a agonia.
Agora, o silêncio pesa em meu peito,
A culpa ecoa a cada batida,
Amava, mas nunca fui merecedor,
E assim sigo, com o medo de amar na vida.
No teatro da minha vida nosso amor é o espetáculo principal, quando estamos juntos é um grande "Dane-se o mundo", não é banal.
São minutos que parecem eternos, piadas malucas bem encaixadas, querida, seu time é o Big Bang de Londres com cirque du soleil combinados.
Tantas conquistas nos esperam nessa história; barroca, poética, romântica, caleidoscópica, também shakespeareana.
No fechar das cortinas sobre aplausos e arremessos de rosas brancas, meu amor, quero dançar com você sobre as nuvens numa noite estrelada.
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