Textos para Amigas

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" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

O Último Encanto e o Cântico do Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O último encanto de alguém não se extingue no instante da desilusão. Ele se recolhe. Regressa ao âmago do ser como uma chama que já não ilumina o exterior, mas passa a aquecer o interior da consciência. É nesse ponto silencioso que o encanto deixa de ser promessa e torna-se revelação. A desilusão não rompe o espírito. Antes o depura. Retira dele o excesso de expectativa e o conduz à nudez essencial do sentir.
É nesse território que surge a alma. Não como figura ornamental do sonho, mas como presença litúrgica do abismo. Ela não habita a luz que distrai, nem a cor que seduz. Habita o cinza primordial onde o ser aprende a sustentar o próprio peso. Seu domínio é o porão, não como cárcere, mas como útero do sentido. Ali, onde a consciência desce sem testemunhas, o espírito encontra sua matéria mais pura.
A alma não dança para ser vista. Ela se move para escutar o eco daquilo que foi esquecido. Cada gesto seu é um rito silencioso em que o eu se dissolve e dá lugar ao essencial. Não há ornamentos em seu percurso, pois toda ornamentação seria excesso diante da verdade que carrega. Sua dança não pede aplauso. Constrange ao recolhimento. Ela ensina que somente quem suporta a própria sombra pode tocar a inteireza do ser.
O porão que ela habita não é negação da luz, mas sua gestação. Ali a consciência aprende que o brilho superficial cansa, enquanto a penumbra forma. A alma revela que a maturidade espiritual não se alcança ascendendo, mas descendo. Despojando-se. Permanecendo. É nesse silêncio espesso que o encanto se refaz sem ilusões e o amor abandona a promessa para tornar-se presença.
Por isso, quando o encanto se desfaz, não é o fim. É a passagem. A alma deixa de buscar cores e aprende a ouvir a música anterior à forma. É essa música! . É esse o estro grave que sustenta o edifício invisível do ser. No seu porão, a alma encontra aquilo que a eleva sem ruído, sem brilho e sem máscaras. E ali compreende que a verdadeira luz não cintila. Ela permanece.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A DISCIPLINA DO ESPÍRITO ANTES DO IMPULSO.

“Pensar antes de agir é o primeiro ato da razão soberana. Reagir antes de pensar é a abdicação silenciosa da consciência.”
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
O pensamento é o intervalo sagrado entre o estímulo e a decisão. Nele repousa a dignidade humana, tal como sempre foi compreendida pelas tradições clássicas da ética e da filosofia moral. Agir sem refletir é entregar o governo da alma ao acaso das paixões, enquanto pensar antes de agir é restaurar a hierarquia natural, onde a razão conduz e o instinto obedece.
A reação imediata nasce do automatismo psicológico dependente do desequilíbrio e da desordem. Já o pensamento pausado é fruto de educação interior, de memória histórica e de autocontrole, virtudes que o passado sempre soube preservar e que o presente insiste em esquecer, por razões pessoais bem egoístas. Quem pensa governa. Quem apenas reage é governado.
Que cada gesto seja precedido pelo silêncio do juízo, pois é nesse breve recolhimento que o ser humano reafirma sua grandeza moral e reconquista o domínio de si mesmo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O DEGRAU QUE NÃO CONDUZ.
CAPÍTULO XIX.
DO LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
- Dissertações Psicológicas.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O porão não se revela de súbito. Ele consente. Há dias em que apenas respira por entre frestas invisíveis, exalando uma umidade antiga que não é da terra, mas da memória. Descer é sempre um gesto tardio, porque aquilo que aguarda já estava ali antes do primeiro passo. Nada no porão começa. Tudo continua.
Assim aprendi que o degrau mais perigoso não é o primeiro, mas aquele em que julgamos já conhecer a profundidade. É nesse instante que o chão parece firme, quando na verdade apenas se acostumou ao peso da dúvida. O corpo avança, mas a consciência hesita, pois sabe que cada descida remove uma camada de esquecimento cuidadosamente construída para tornar a vida possível.
Ali há objetos que não pedem nome. Permanecem imóveis não por estarem mortos, mas por saberem demais. Uma cadeira vazia conserva a forma de quem nunca mais voltou. Um espelho opaco não reflete o rosto, apenas devolve a sensação de ter sido visto por algo anterior a nós. No porão, a matéria é cúmplice do silêncio e o silêncio é uma professora severa .
Não há consolo ali. E talvez por isso haja verdade. A dor não se exibe, não suplica, não dramatiza. Ela apenas permanece, como um animal antigo que aprendeu a conviver com a própria ferida. Descobri que sofrer não é o pior destino. O pior é fingir que não se sofre, porque isso exige um esforço diário de mentira que corrói mais do que qualquer ferida aberta.
Então o amor também desce ao porão, mas não como promessa. Ele chega como recordação imperfeita, manchada, por vezes irreconhecível. Ama-se aquilo que não pôde permanecer. Ama-se aquilo que não soube ficar. E nesse amor tardio reside uma ética silenciosa, a de aceitar que nem tudo o que foi verdadeiro conseguiu durar, por isso é ética e não verdade.
Quando retorno à superfície, levo menos do que trouxe. Essa é a única regra que o porão ensina sem palavras. Ele não oferece respostas, apenas retira ilusões. E ao subir, compreendo que viver não é escapar da escuridão, mas aprender a caminhar com ela sem pedir permissão à luz.
Porque quem ousa descer com honestidade jamais sobe vazio, sobe mais lúcido, mais inteiro, e suficientemente forte para sustentar o peso da própria verdade diante do mundo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O RITMO QUE ESTA NA VIDA.
Livro: Desejo De Sumir.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
CAPÍTULO II
Quando esse ritmo é respeitado, as defesas naturais voltam a existir porque elas nunca foram destruídas. Apenas foram abafadas pelo excesso.
As defesas naturais do espírito são antigas. Silenciosas. Elegantes. Não gritam. Não endurecem. Elas operam por seleção. Por limite. Por medida. São a capacidade de sentir sem se diluir. De perceber sem absorver. De acolher sem se confundir com aquilo que vem de fora.
Uma dessas defesas é o discernimento espontâneo. Quando o ritmo interior está preservado, a alma reconhece instintivamente o que lhe pertence e o que não lhe cabe carregar. O sofrimento alheio é visto com respeito, mas não se transforma em peso pessoal. A injustiça é percebida, mas não corrói por dentro. O mundo volta a ser observado com lucidez, não suportado com exaustão.
Outra defesa é a estabilidade emocional profunda. Não se trata de indiferença, mas de eixo. O indivíduo já não reage a cada estímulo. Ele responde quando necessário. O que antes invadia agora apenas passa. Há uma serenidade que não depende das circunstâncias, mas da ordem interna restabelecida.
Há também a defesa do silêncio interior. Quando o ritmo humano é respeitado, o pensamento desacelera e a mente deixa de ruminar o que não pode resolver. O silêncio volta a proteger. Ele impede a contaminação psíquica constante. Dá repouso às emoções. Permite que a consciência respire.
Surge ainda a defesa do tempo. O espírito passa a confiar nos processos lentos. Não exige resolução imediata para tudo. Aceita a maturação. Compreende que nem toda dor pede resposta. Algumas pedem apenas passagem. Outras pedem espera.
E há a mais nobre das defesas naturais. A dignidade interior. Aquela que impede o indivíduo de se violentar para caber em um mundo adoecido. Quando o ritmo ancestral é retomado, a alma se recusa a viver contra si mesma. Ela se preserva sem agressividade. Se afasta sem culpa. Retorna quando está inteira.
Essas defesas não são aprendidas. São lembradas. Sempre estiveram ali, aguardando o momento em que o ser humano ousasse desacelerar e voltar a viver como sempre viveu. Com medida. Com profundidade. Com verdade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O PESO DE SUMIR.

Sumir não é desaparecer do mundo. É retirar-se do excesso. É calar onde o ruído se tornou moralmente insuportável. É um desejo que não nasce da covardia, mas do cansaço antigo de existir sem abrigo. Há quem deseje sumir não para morrer, mas para finalmente respirar fora da vigilância alheia.
Na vida a dois, o desejo de sumir assume outra densidade. Não se trata apenas de fugir de si, mas de ausentar-se do olhar que cobra constância, presença contínua, resposta imediata. Amar também cansa quando o amor é vivido como obrigação de permanência absoluta. O convívio diário pode transformar-se em tribunal silencioso onde cada gesto é julgado e cada silêncio interpretado como culpa.
Sumir, então, passa a ser um pensamento recorrente. Não como traição, mas como defesa. Um recolhimento íntimo onde a alma tenta reorganizar-se longe das expectativas. Há amores que não percebem quando o outro precisa recolher-se para não quebrar-se. E há silêncios que não são abandono, mas súplica por compreensão.
O peso de sumir é carregar a ambiguidade de querer ficar e, ao mesmo tempo, desejar não ser visto. É amar e sentir-se exausto. É desejar o colo e, simultaneamente, a solidão. Na vida a dois, esse peso se agrava porque o sumiço nunca é neutro. Ele sempre fere alguém, mesmo quando é necessário.
Entretanto, ignorar esse desejo é mais perigoso. Quem nunca pode sumir um pouco acaba desaparecendo por dentro. O afastamento consciente pode ser mais honesto que a presença vazia. Às vezes, amar exige a coragem de permitir que o outro se recolha, sem transformá-lo em réu, sem exigir explicações que nem ele mesmo possui.
Desejar sumir não é negar o amor. É tentar salvá-lo do desgaste. É compreender que a vida a dois só permanece digna quando respeita os intervalos da alma. Permanecer não é estar sempre. Permanecer é voltar inteiro.
E somente quem aceita o peso de sumir com lucidez descobre que o verdadeiro compromisso não é com a presença constante, mas com a verdade silenciosa que sustenta o vínculo mesmo quando o mundo exige máscaras.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Dia dos Pais!

Perguntas?

Muito mais que respostas!?!

E definitivamente, não dá para fugir das responsabilidades cobradas pela paternidade.

Embora, infeliz e descaradamente, muitos o fazem!

Sem modéstia e sem medo, me atrevo a dizer que a criança que eu era — e que, graças a Deus, ainda vive em mim — gostaria de ter o pai que sempre tentei ser.

Mas tem uma pergunta que deve ser para os que oportunizam a Graça da paternidade — os Filhos.

O Pai de vocês tem ajudado ou dificultado às pessoas que vocês estão se tornando?

Inserida por ateodoro72

⁠SONETO ELA

Eu pensei que nunca ia acontecer
Mas nos encontramos
Eu andava perdido
Mas te achei

O seu rosto debaixo do véu
Que você me mostrou
Me fez perder o sono
Eu enlouqueci

Eu agora estou com você
Debaixo das cobertas
E acordo ao seu lado depois da noite

Você não reclama da minha solitude
Do meu silêncio
Apenas nos perdemos no tempo

12.6.21

Inserida por linjetico

Não podemos esperar que vamos encontrar a felicidade em se ter alguém ao nosso lado. Não podemos transferir a responsabilidade da nossa felicidade para mãos de outra pessoa. A felicidade só é conseguida quando entendermos que para sermos felizes, precisamos aprender a dar e a receber. Não podemos obrigar outra pessoa a nos dar o que não querem. Só poderemos ser felizes no momento em que nos reconhecermos como filhos de Deus e que estamos aqui em uma longa caminhada de aprendizado. No momento em que conseguirmos aceitar todas as pessoas como são, sem tentar muda-las, pois, cada um tem seu próprio tempo para as mudanças necessárias para sua evolução. No momento em que aprendermos a não exigir que alguém nos ame da mesma maneira que a amamos. No momento em que perdoamos a alguém que tenha nos ofendido, pois sabemos que muitas vezes também ofendemos e precisamos de perdão. Todos nós podemos ser felizes, basta somente não esperar que ela venha de fora, mas sim de dentro de cada um.

Busquei no horizonte uma forma nova de ser feliz... mas não encontrei! Busquei na meia-noite uma maneira suave de sonhar... não adormeci! Busquei, então, onde a razão não pode alcançar, fui dentro de mim, bem profundo e quase sem querer te descobri por entre letras mágicas e risos escondidos... te achei!

Não procure a pessoa mais linda, procure alguém que te faça feliz, que seja parceira, te faça rir, te acompanhe em uma festa, um passeio ao parque ou um cinema, alguém saia com os seus amigos mas que entenda que você as vezes precisa de um tempo só para eles e ela só para os dela, que saiba que não precisa ficar com você 100% do seu tempo mas que de valor ao tempo em que vocês passam juntos.. não digo que beleza não é importante, mas eu acho que fica em segundo plano quando se procura alguém que possa mudar a sua vida e fazer você perceber por que não deu certo com nenhuma antes...

Os verdadeiros cristãos são os mais felizes, porque não sofrem de vazio existencial. Pois tem no coração o firme fundamento, reconhecem quem os trouxe e para onde vão. Sendo assim; não vivem cheios de interrogações a procura do nada. Conseguem tirar mais proveito do tempo, sabem viver com intensidade e satisfação do amor e das demais coisas que Deus lhes proporcionou.

O mundo gira muito rápido e quase nos engole diariamente. Eu acho que vale tudo para ser feliz. Menos passar por cima dos outros (e afogar nossos valores). Não entendo quem se sente infeliz e se contenta com pouco. Eu, que sempre quis muito, não consigo acreditar em quem aceita viver uma vida medíocre, com um trabalho que não satisfaz, uma relação que não acrescenta e uma rotina que só dá desgosto.

Felicidade. Cada um tem seu jeito para definir o que é. Muitos definem apenas a palavra, pois nunca sentiram realmente o sentimento. Mas o que é felicidade? É um sentimento almejado por todos, conseguido por poucos, às vezes chegamos a pensar que nunca iremos encontrar esse sentimento em sua forma pura. Dizemos que as crianças são felizes e não sabem, mas ser feliz não condiz com o que os outros dizem, a felicidade está para nós como algo inalcançável. Quando somos crianças, queremos ser mais velhos; quando crescemos queremos voltar a ser crianças; quando temos alguma coisa, pensamos em sempre melhorá-la, nunca nos satisfazemos com o que temos ou vivemos. Então por aí tiramos a conclusão de o que é felicidade. Felicidade é conseguir nas coisas mais simples, nas atitudes mais bobas, em todas as pessoas aquele curto momento em que esquecemos de tudo e apenas conseguimos sorrir.

“Tomara que quando eu morrer de verdade alguém tenha a feliz idéia de me atirar num rio ou coisa parecida. Tudo, menos me enfiar numa porcaria de cemitério. Gente vindo todo domingo botar um ramo de flores em cima da barriga do infeliz, e toda essa baboseira. Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.”

Posso não ser tudo pra você, mas prometo ser o melhor que puder, posso não saber te fazer 100% feliz, mas darei 100% de mim tentando e se ainda assim eu não conseguir, sairei da sua vida da mesma forma que entrei, você não estará mais feliz do que esta agora, mas JURO que não te deixarei sofrendo;

Aprendi que devemos ser feliz acima de tudo e todos, se alguém tenta te derruba não se incomode, por que quem cai levanta e levanta mais forte então viva a vida e não ligue pro que os outros vão dizer a final ninguém tem nada a ver com o que você faz ou deixa de fazer, seja você mesmo e não mude por ninguém.

Eu escolhi ser feliz, não olhando para as dificuldades como um fim para os meus sonhos, deixando de olhar os defeitos dos outros e encarando os meus de frente, parando de ter tanta desconfiança dos outros pois eu posso decepcionar também, tentando mudar minha imagem de dura e deixando aparecer meu coração mole, saindo do salto e olhando no olho dos outros, parando para pensar e esperando o tempo certo de tudo em minha vida, voltando a escrever o que eu sinto das coisas, pois isso vai me ajudar muito daqui a algum tempo, tendo o meu ministério como a coisa mais importante na minha vida pois esse foi o principal presente que Deus me deu, e finalmente tentando demonstrar o valor que cada pessoa que me rodeia tem pra mim, porque daqui a alguns segundos pode ser muito tarde.

Naquela noite, estava feliz demais para pensar em uma coisa só. Essa felicidade era diferente, pois não havia motivo, ela simplesmente estava feliz. É, ela havia descoberto que não precisava de que ninguém a fizesse feliz ela já era, só pelo simples fato de saber o que era. De repente era como se sua visão da vida fosse mais nítida e ela conseguia enxergar perfeitamente como ela era e o que merecia. Sim ela agora tinha consciência de que merecia o melhor, depois de tanto tempo oferecendo seu melhor para os outros ela iria ficar com esse seu melhor pra si. Não, ela não é egoísta, ela apenas descobriu o tal do amor-próprio.

Chega a hora em que o homem precisa se perguntar se ele quer uma vida de felicidade ou uma vida de significado. Querer os dois não pode ser feito. São caminhos muito distintos. Para ser feliz o homem precisa viver completamente no presente, nenhum pensamento no que aconteceu e nem no que vai acontecer. Mas uma vida de significado, o homem precisa apodrecer no passado e ser obcecado pelo futuro.