Textos grandes de Amor
Por ser
Por ser tímida chama muita atenção. Por ser esquecida me faz te lembrar sempre. Por ser boazinha me faz pensar em "maldades" com você. Por ser calada me faz falar tanto com você. Por ser quieta me agita.
Por ser simples me complica. Por ser doce torna a saudade tão amarga.
Pós ser você me faz esquecer quem sou. Por ser quente me faz perceber o frio que passei sem você. Por ser linda meus olhos te chamam e minha boca te deseja mais e mais. Minha paz.
O sofrimento por não ficar com quem se quer e te quer não é nada comparado ao de ficar com quem você não quer.
O choro da perda de alguém que se ama é menor que a dor do remorso de não ter cuidado e amado em vida.
É melhor sofrer para fazer o certo que arcar com as consequências de seus delitos impensados.
É melhor ter fé e Deus não existir que não ter fé e Deus aparecer no céu, mesmo sem você acreditar. Então, a reciprocidade, o amor, a justiça e a fé se fazem fortes e necessários em nossas vida.
Um perigo a temer.
De perto, sinto o fogo a arder,
Em teus lábios, desejo a crescer,
A chama que nos consome, a incendiar,
Em um beijo, o pazer a despertar.
A proximidade, um perigo a temer,
Pois o calor entre nós faz tremer,
Mas que risco é esse a evitar,
Quando a paixão quer nos dominar?
Queime comigo nessa intensa paixão,
Permita q o fogo guie nossa ação,
Em labaredas ardentes, se entrelaçar,
E a libido, loucamente, aumentar.
Não temas o incêndio que nos rodeia,
Pois é nele que a sedução se incendeia,
No calor dos corpos, a chama a arder,
Entreguemo-nos ao prazer sem temer.
Que a proximidade seja nossa aliada,
E que o fogo seja a chama desejada,
Unidos pelo desejo, sem hesitação,
Desvendemos o êxtase dessa paixão.
De perto ou longe, que o fogo nos guie,
Na dança do desejo, nossa alma se lie,
E assim, juntos, seremos um só,
Nesse incêndio de amor, ardente e sedutor.
Entre o cântico e o tambor: uma filosofia entre o Gregoriano e o Iorubá
Exu abriu os caminhos —
e com seus pés de encruzilhada, nos levou até esta pergunta:
O que é estar junto,
senão duas almas que aprenderam a habitar a si mesmas?
O que é o amor,
senão um espelho onde Ori reconhece Ori,
e o destino se curva ao gesto de permanência?
Antes de tocar a alma do outro,
mergulha na tua.
Desce os degraus do teu próprio abismo,
ajoelha-te diante de tua sombra,
e pergunta:
— Quem sou eu,
quando o silêncio me olha?
Porque amar não é possuir.
Amar é sustentar o peso do outro
com as mãos que já aprenderam a carregar a si mesmas.
Ìwà, o caráter,
é o solo onde floresce o vínculo.
Sem ele, tudo apodrece:
até a doçura, até a promessa.
É preciso tempo.
Tempo para decantar.
Tempo para conversar com tua ancestralidade,
ouvir os ecos do teu Egbé,
e deixar que Àṣẹ conduza os gestos
ao ritmo da tua verdade.
Conhece-te.
Aceita o teu caos.
Abraça teu corpo como templo e teu espírito como rito.
Não exijas do outro aquilo que tua alma ainda não é capaz de ofertar.
Não prometas o céu, se ainda chove dentro de ti.
Relacionar-se não é preencher um buraco —
é celebrar o transbordo.
Porque, se não há plenitude em tua solitude,
haverá apenas ruína na partilha.
Melhor seguir só,
inteiro em tua solidão,
do que acompanhado,
mas vazio de ti.
Exu não responde com respostas.
Ele oferece caminhos.
E cada escolha é uma oferenda ao próprio destino.
O jornalista, escritor de romance e filosofo Albert Camus ensinou algo fantástico.
"O homem tem duas faces: não pode amar ninguém, se não se amar a si próprio"
Diga-se de passagem, concordo com ele. Ate porque é impossível você dar algo que não tem, ou seja, só podemos amar, se primeiramente nos amamo; respeitar, se nos respeitamos; cuidar, se nos cuidamos...
Pois, quando estamos deliberadamente bem conosco mesmo, estaremos livres para viver leves, felizes e contestes com aquilo que tem acontecido conosco, pois uma coisa é verdade, só alcançamos determinadas coisas, quando estamos de bem conosco mesmo.
O TEU BEIJO ME MOVE
Como que eu faço pra não se apaixonar
Se você me trata tão bem
Eu já tentei te deixar
Buscando outro alguém
Mais foi inútil
Meu coração acelera quando te ver
Então repensei,por motivo fútil
Não vou te esquecer.
Refrão;
Porque você tem e faz
tudo que eu gosto
O teu beijo me move
Todo dia é Love Love
O teu beijo me move
Todo dia é Love Love .[bis]
Poeta Antonio Luis
MENSAGEM DO ALÉM
Apaixonado estou eu
Você não sabe o que perdeu
Me deixando
Pra viver de bar em bar
Quando a lucidez bater
Você vai ligar
Pedindo pra voltar
Pode ser tarde demais
Pensa bem pensa bem
Mensagem do além.
De um pesadelo acabei de acordar
Do lado da cama você está
Foi só um Sonho e nada mais
Volte a dormir meu amor
Em paz.
Poeta Antonio Luis
Ressurreição
Naquela praça
Entreguei meus medos
Quietos
Em segredo
Esperei que me amasse
Amassado
Sem medo de perder a viagem
Oferecia-te tudo
O amor maior no mundo
Já não era dádiva dos deuses
(…)
Minha dor cativa
Logo
Tornou-se luto
E a carne
Já fria
Ganhou vida
Na igrejinha de São José.
Para Isac Silva do Nascimento, na Praça da Paróquia de São José;
Araraquara, 19 de novembro de 2021 (25 anos do autor).
Três de novembro
No mês em que a primavera se despede,
e o sol, mais manso, faz-se presente,
floresciam dias de ouro e espera,
prenúncio de encontros, docemente.
Foi na estação de brisa e lume,
quando as folhas murmuram segredos,
que nos achamos sem alarde,
em cores tênues, sem medos.
Caminhavas já em meus sonhos,
estrada traçada em silêncio,
onde o murmúrio do vento sussurra
o amor que arde em denso, intenso.
O mundo, em sua dança vasta,
girou em círculos de espera,
até que em ti se fez acalanto,
porto certo, luz sincera.
Achei-te na dobra do tempo,
onde o aleatório se curva à sina.
Outros conheci por ócio e acaso;
a ti, encontrei porque eras divina.
Outros, passos soltos, vento;
tu, raiz, urgência, beijo,
entre ecos e risos, enfim,
vi que ao teu lado me pertenço.
Feliz Natal!
Natal é renascimento...
é uma nova oportunidade de ser.
É mais significado que festa.
É ver sacralidade na rotina de um jantar.
É memória que volta ao presente:
os passos do avô, a voz da mãe,
as mãos entrelaçadas ao redor da mesa
e a fé que se estende além do tempo.
É o convite para acolher o estranho,
para enxergar o outro com olhos de amor.
Natal é verbo que se faz atitude:
é ser Deus no abraço de quem estende a mão.
É convite para que sejamos neste dia,
como o menino em seu berço singelo:
pequenos na matéria, grandes no afeto,
humanos no gesto, divinos na entrega.
É quando Deus se limitou a um só lugar.
É prova que o finito pode conter um infinito.
É sentir Deus em um menino.
É repartir esse Deus em fatias de pão.
Natal é época de se repartir e sempre sobrar.
Às margens do teu ser.
Meu mar doce,
represá-la?
Não posso.
És livre, mar...
Navegantes?
Só os que permites,
mas
não há ainda quem
te desbrave.
És livre, mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoas a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre, mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido:
Afoga-me.
Meu mar doce,
represa-la?
Não posso.
És livre mar...
Navegantes?
Só os que permitiu,
mas
não há ainda quem
o desbrave.
És livre mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoa a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido.
Afoga-me.
Fênix
Assim como Hesíodo
testemunhei,
a bela ave renascer
das próprias cinzas que sobraram de si.
A mais forte e misteriosa,
Fênix.
A cada morte mais vida ela adquiriu.
Ela é como o amor
Fogo incendiário
que até morre, mas nunca acaba.
Sempre ressurge.
E o fogo que a tudo prova,
a purificou das memórias
das cinzas.
E como poesia,
renasceu.”
Poema: Dois namorados
"Éramos apenas dois namorados.
Pensando me lembro de tu,
das tuas brincadeiras,
das tuas inocentes e hilárias,
que me faziam sorrir.
Eu me lembro das tuas loucuras,
que me deixavam sem graça,
eu me lembro de como tu fazias eu sorrir,
olhando-me com caretas ...
Com umas caras pintadas engraçadas.
Eu me lembro de como eu me sentia ao seu lado,
e de como eu fazia para está sempre ao seu lado,
fazendo de tudo sempre para que nunca desse errado.
Eu me lembro de tua felicidade infinita,
na hora sempre me erguia,
apenas um olhar engraçado,
e tuas loucuras sadias sempre nos faziam rir no fundo, no fundo,
sempre eram para nos fazerem sorrir."
Campina Grande-PB. 24/07/12.
Poema: Estou cansado
"Estou cansado de olhar pra vida
Cansado de não ser notado,
De viver de não ser amado.
Sem ser ouvido, sem ser correspondido
Estou cansado de andar só,
Olhando e pensando
Pra o que nunca irá voltar.
Estou cansado de chorar
De ser um ingênuo, estou...
Cansado de olhar o brilho falso,
Estou cansado e sigo andando só...
E só tenho medo...
De nunca sentir
Como é que é o amor verdadeiro?"
Campina Grande-PB.Abril.04/04/13.
Quando alguém te ama de verdade, nenhum obstáculo é empecilho.
Quando se ama de verdade não é a roupa, aparência ou forte físico que irá ditar o rumo, a história, e a convivência de um e do outro.
É a sua forma de amar.
O quanto se doa e demonstra amar. Não é o tempo que irá dizer e não são os erros ou defeitos que vão dizer até onde irá chegar, mas sim, o quanto você está disposto a amar?
Poema: És bela
És bela, como um diamante lapidado
Como as estrelas coloridas,
Teus olhos são brilhantes
Iguais ao arco-íris.
Tua boca, carnuda
Tua pele, macia,
O teu corpo despido
Me enfeitiçam.
Queria estar em seus braços
Sentir teu cheiro, o teu suor em meu corpo.
Ah quem me dera fazer do teu corpo
Uma excursão, conhecer lugares novos
E observar as paisagens do teu corpo e teu coração.
Dessa vez eu fui inocente
Dessa vez eu fui inocente,
Acreditei na luz do olhar,
Nas palavras doces ao vento,
No carinho a me embalar.
Dei meu peito sem defesa,
Dei meu sonho, dei meu chão,
E em troca, a dor traiçoeira
Fez morada no coração.
Mas quem vive de esperanças
Se arrisca ao jogo da ilusão,
E o preço de tanta confiança
É o eco frio da solidão.
Ainda assim, sigo em frente,
Carrego a alma resistente,
Pois sei que amar, mesmo errante,
É ser humano, é ser valente.
Encontro no Silêncio
No refúgio sereno da tarde que finda,
Teus olhos buscaram o que o coração sente,
Entre murmúrios suaves, a paz nos brinda,
Um instante eterno, tão eloquente.
Os beijos furtivos, como brisa ao passar,
Escrevem histórias em lábios ardentes,
E o tempo se perde, se deixa levar,
Nos gestos que unem almas contentes.
Conversas tão doces, segredos trocados,
Palavras que dançam no ar, leves, puras,
O mundo lá fora parece calado,
Aqui só existe o que o amor conjura.
Carícias que embalam a noite a chegar,
Em toques sutis, promessas sublimes,
No calor dos abraços, me deixo ficar,
Buscando em teu peito, razões e rimes.
E agora me perco no doce desejo,
De um novo encontro, do mesmo embaraço,
De sentir novamente teu toque e teu beijo,
E de ter-te de novo, aqui, nos meus braços.
Adeus em Versos
Parto agora, deixando um pedaço,
Um rastro de mim no espaço.
Levo no peito cada memória,
Cicatrizes, risos e a nossa história.
Não há rancor, apenas o tempo,
Que nos afasta como o vento.
Nosso laço, embora profundo,
Agora pertence a outro mundo.
Os dias vividos não são em vão,
São estrelas que brilham na imensidão.
Carregue-as contigo, se precisar,
E nelas me veja, se desejar.
O adeus não é o fim de tudo,
É apenas silêncio em meio ao estudo.
E quem sabe um dia, em outro lugar,
Nos encontramos, sem precisar chorar.
