Textos grandes
ENTREGA
é embrulhar o seu melhor e endereçar a alguém.
é doar-se por inteiro, mergulhar fundo,
mesmo que hajam possíveis revés de falhas ou rasês.
é poético. é arte encontrando liberdade para se dissipar, revelando todas suas faces e nuances. é sair de si para habitar em algo, seja um projeto, causa ou relação. é baixar as guardas, ir de encontro ao desconhecido e deixar de ser um para ser dois.
cansei de gritarias
cansei das obstinadas tentativas
e agressões à garganta por demais quererser ouvido
de alertar
àqueles pelo que sabem bem o que fazem
de sangrar
por demais segurar para obter o mínimo
hoje me limito ao silêncio e a exclusão da minha presença
onde é preciso forçar para eu caber
meu corpo imediatamente se esgota e anseia por fuga
onde a energia que estou entregando não é bem recebida
meu ser logo me expulsa
a indiferença agarra-me pelas mãos
e me leva embora
Minha Rosa Branca se Chama Márcia
Minha linda Márcia, minha amada rosa branca, que em todos meus sonhos você se apresenta em meu jardim.
Você é a rosa branca, a mais perfeita, a mais formosa, eu sou a terra, que te abraça, com meu amor você floresce.
Eu estou te amando, me apaixonando, de dia chove, o vento sopra, meus beijos voam, tua boca toca.
Meu coraçao palpita como ondas no rio que batem nas pedras, na tentativa de te beijar, e com a finalidade de nunca te abandonar.
Paixao intensa por minha amada Márcia, rosa branca assombrosa, que em tudo momento lembra de tua existencia depende de mim, que sou a terra que nutre tua alma de amor imenso como o universo.
Como esquecer teus pétalas cair em mim em forma de beijos apaixonados, que é o mais importante de meu passado.
Jornalista Felipe Flores dedicado a Márcia Aparecida Rodrigues. 29/10/202
Quando se ama de verdade, nao vemos dificuldades em aguardar.
Acreditamos que a nossa idade, vale muito a pena em esperar, por esse amor que com certeza vai chegar.
Estamos só, com este amor imenso que alimentamos com os momentos mais verdadeiros de nossa relaçao.
Esperanças e lembranças que abraçan nossos sentimentos esperando a oprtunidade de ser descubertos.
Amor de longe que aperta meu peito sem direito a te beijar, O vento forte leva meus pensamentos e sentimentos até alcanzar,
Entre paixones e amores, sentimentos e pensamentos a razão de tudo isto é da gente em nosso primeiro momento, de cumprimir a promessa de ter um amor eterno como o universo.
Se tem que "lutar" por um amor. "Conquistar" a pessoa amada. Se "esforçar" para "chamar atenção".
S-A-I-A F-O-R-A! Quem tá afim, não põe obstáculo, cria oportunidade. Parem de romantizar amores difíceis, o amor é para ser uma experiência prazerosa.
Já sabes que a ti pertenço...
Desde meu primeiro adoentado suspiro,
Até meu derradeiro, imerso no imprevisível.
Por vezes devo me esgueirar pela porta da reguarda,
Mas na ida do sol e vinda das estrelas,
Com meu coração fragmentado e a morte à sua silhueta,
Cruzarei outra vez o imponente portão de sua residência,
Onde ao mal não é tolerado a prevalência ou espreita.
Adão e Eva, Facínoras do Viridário:
Renuncie à seus ídolos e para trás me veja definhar no obscurecimento
Alcançar-te-ei assim que das trevas eu for isento
Contudo, não poderia permitir-lhe que à meu retrato intensifique o confuso
Pois foi durante o sono dos justos,
Com seus corações enfermos e carregados do impuro,
Que tais facínoras sucatearam minha alma ao dragão e seus súditos.
Corações Painita:
Colares reluzentes, almas acorrentadas pela sofisma
A queda nunca foi sutil para tais que fomentam a idolatria.
Seja ela por aquele ou aquilo, não houve Rei que não fora a ruína
Seja ela por embolsar poder ou carisma, não houve embusteiro que fora ladeado pela graça divina.
Tem sido um prazer conhecer você.
Uma conexão rara em tempos modernos.
Tão aprazível que a cada dia me faz viver.
Sem a sua presença é um padecer eterno.
Um querer que me deixa sem saber.
Que a cada momento ao seu lado é pequeno.
E longe de você o tempo para de se mover.
Sem ti ao meu lado é como gotas de veneno.
Que consome e deixa-me no tormento.
Mas, ao vê-la tudo passa no piscar de olhos.
Pois, sua presença traz felicidade e acalento.
Aprazível mesmo é a sua linda essência.
Tão lindo o seu sorriso que leva o sofrimento.
É você chegar que revigora a minha existência.
Escrever não é apenas ter lápis e anotar.
Um poema não é escrito, é tirado da alma.
É um belo ato expor tudo que faz encantar.
É uma emoção escrever para quem se ama.
Saber por rimas e sentimentos é uma poesia.
É um fascínio sem explicação essa harmonia.
A arte que é por o que sente com lápis e papel.
Escrever com suavidade tem um sabor de mel.
Seja, poemas ou sonetos não importa a forma.
O que vale é o que vem de dentro e transforma.
Passar a emoção do autor para quem for ler.
É uma força da natureza, é algo inenarrável.
Fazer poesia da vida é fazer ela mais amável.
Em uma busca de interminável melhoria.
A vida é feita de encontros e desencontros.
Encontrar você, que estava tão perto de mim.
Tornou-me feliz com esse amor sem fim.
O encontro com a sua beleza é um encanto.
Beleza que vem de dentro e faz florescer.
Como uma linda flor que brilha em um jardim.
Seria uma tristeza não ter encontrado você.
Fazer desse encontro tão singular e serafim.
Que não venha existir um desencontro.
Porque só em você eu me encontro.
E faltaria uma parte de mim sem você aqui.
Transformando a minha vida para melhor.
Sem você o mundo seria em preto e branco.
Mas existiu aquele encontro que amei tanto.
O maior orgulho que eu tenho em mim é que eu consigo tudo ou quase tudo sozinho, o que eu quero do melhor para mim sem precisar de passar por cima de ninguém e nem prejudicar ninguém.
Trabalho no duro, treino e estudo no duro. Palavras sábias de um homem lendário honrado e leal e que nunca desistiu na vida.
Sentir-se triste é um sentimento que corrói.
Que sufoca, machuca e por muito destrói.
Tristeza ingrata, enjoada e que maltrata.
Que deixa marcas profundas que mata.
Tristeza que não cessa um só momento.
Ninguém passa ileso por esse tormento.
Pois a vida é o somatório de dor e tristeza.
Quando entende-se que no fim é amargueza.
É na tristeza e no luto que vem a reflexão.
Que o tempo passa de forma acelerada.
Que nessa grande e inconstante jornada.
Passamos por diversas formas de tristeza.
Que chega na surdina com muita sutileza.
Porém, um dia ela sai de cena e transforma.
detalhes
De tudo sobre você eu já escrevi,
cada pequeno detalhe eu gravei,
e sobre eles eu escrevi,
até pequenos fios que saltam da nuca,
os capilares sanguíneos que se ramificam nos olhos,
e o jeito com o qual movimenta a mão para explicar algo.
Tudo isso somado ao ver é como uma doce canção,
na qual poucos podem ouvir e perceber o quão majestosa é.
HIPNOSE
Nas histórias ouvidas por mim, as suas são as que mais prendem a minha atenção.
Não sei se é pelo fato da sua voz acalmar meu peito ou fazer todas as outras vozes em meu interior se calarem.
Como se fosse uma hipótese me prendo na suas palavras e sorrisos sinceros.
Apenas sei que sentirei falta de sua companhia diária ao meu lado.
ESCREVENDO
Incontáveis pensamentos que compartilho com ninguém, talvez seja medo, receio ou insegurança. É apenas por saber que todos são incompreensíveis pelos outros que me cercam.
Por isso, sigo escrevendo e descarregando-os aqui, em minhas confidentes anotações, nas quais expresso tudo o que se passa nessa peculiar mente.
TU SABES
Tu sabes?
Tu sabes
Zabelê sabe.
Por que é que o
Sapo fica inquieto
Quando a chuva
Tá pra cair?
Tu sabes?
Tu sabes
Zabelê sabe.
Por que o galo
Canta antes de
Dormir?
Zabelê sabe.
Tu sabes?
Tu sabes
Zabelê sabe.
Porque a cobra cega
Deu um bote certeiro,
Acertou um celeiro.
Com ninho
De passarinho?
Zebelê andou
Pelos matos
Com os gatos.
Tu sabes
Zabelê sabe.
Lá,lá,la.
Lá,lá,lá
( Repete Todas)
Musica e letra de: Félix Di Láscio
Em Brasília, cidade das pedras portuguesas,
Onde a arquitetura impõe suas certezas,
Há um sentimento sombrio de desesperança,
Onde a tristeza dança em cada lembrança.
As ruas delineadas, frias e retas,
Refletem uma alma em busca de respostas,
A saudade permeia os corações solitários,
Em meio a um mar de incertezas e cenários adversários.
As pedras, silenciosas testemunhas do tempo,
Contemplam a melancolia que se faz presente a todo momento,
A nostalgia paira no ar, como um manto de dor,
E a desesperança invade cada recanto com fervor.
O medo sussurra ao pé do ouvido,
Espalhando inseguranças e desassossego aturdido,
Os sonhos se esvaem na vastidão do concreto,
Deixando um vazio profundo e incompleto.
Brasília, cidade de ângulos retos e sentimentos curvos,
Onde a tristeza habita os corações mais reservos,
A desesperança tece teias em cada pensamento,
Deixando o horizonte envolto em lamento.
Mas em meio às pedras portuguesas, uma chama persiste,
Uma luz tímida, que mesmo triste, insiste,
No poder da transformação, na força da esperança,
Para romper as amarras da desesperança e da bonança.
Que a saudade encontre seu lugar de acolhida,
Nos corações resilientes, na alma atrevida,
Que o medo seja um mote para a coragem surgir,
E que as incertezas sejam oportunidades de existir.
Pois mesmo em meio à desesperança e tristeza,
Há uma resiliência que a cidade enaltece,
Brasília, com suas pedras e histórias entrelaçadas,
Guarda a esperança de dias melhores, renovadas.
Que a desesperança e a tristeza possam se dissipar,
Deixando espaço para a alegria voltar a ecoar,
E que a cidade possa reencontrar sua luz,
Em meio às pedras portuguesas, no compasso da cruz.
Em Brasília, cidade das retas infinitas,
Onde o concreto se ergue em altas vistas,
Há uma atmosfera densa de melancolia,
Onde a saudade vagueia, o medo se cria.
Nas ruas largas e desertas, ecoam os passos,
Dos corações solitários, em tristes compassos,
A desesperança permeia cada esquina,
De um lugar onde as incertezas se aninham.
Os monumentos frios, impessoais e imensos,
Refletem a alma vazia, quebrada em pedaços,
Os sonhos outrora vivos, agora adormecidos,
Na poeira das promessas não cumpridas.
E no coração da cidade, um silêncio profundo,
Onde o eco da tristeza ressoa, fecundo,
O olhar cansado dos que buscam um abrigo,
Na imensidão de concreto, perdidos, sem-abrigo.
A saudade, essa dor pungente, se insinua,
Pelas avenidas, pelos parques, na alma nua,
E os corações, em vão, buscam aconchego,
Mas encontram apenas a desesperança, no seu apego.
As lágrimas rolam pelos rostos envelhecidos,
Pelos sonhos que murcharam, sem terem sido vividos,
O medo paira no ar, qual sombra aterrorizante,
Crescendo nos corações, como uma erva sufocante.
Mas mesmo em meio às trevas da desesperança,
Resiste uma chama tênue, uma esperança,
Que clama por dias melhores, por uma nova aurora,
Por um renascer que dissipe toda essa angústia que aflora.
Pois Brasília, apesar de sua frieza e solidão,
É berço de sonhos, de lutas e superação,
E no peito de cada brasiliense, ainda pulsa,
A força para enfrentar o desespero que se avulta.
Que a saudade, o medo e as incertezas,
Se transformem em sementes de novas certezas,
E que no horizonte, enfim, se vislumbre a esperança,
Para que Brasília possa renascer em uma dança.
Que a desesperança dê lugar à resiliência,
E a cidade revele sua verdadeira essência,
Pois só assim, nas ruas amplas e céus abertos,
Brasília encontrará o alento para vencer seus desertos.
Na vastidão da alma, a saudade se agiganta,
No eco silencioso do amor ausente, a falta encanta,
Medo e incertezas emaranhados, numa dança,
Desesperança e tristeza, a solidão avança.
Entre lembranças perdidas, o coração se embriaga,
No abismo do vazio, o amor se apaga,
A falta dilacera, como lâmina afiada,
Desesperança e tristeza, uma jornada desolada.
No terreno da incerteza, o medo se insinua,
No estar só, a alma se perpetua,
Saudade ecoa como murmúrio constante,
Desesperança e tristeza, o destino é distante.
Mas em meio à desolação, uma semente floresce,
A esperança que resiste, mesmo quando parece,
No coração solitário, a chama arde e clama,
Por um amor que supere toda dor e saudade, se derrama.
