Textos eu Preciso

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Eu não sou só o que ri.

Eu sei que muitos me veem como o cara leve.
O engraçado.
O que transforma o peso em piada
e o silêncio em riso.

E tudo bem.
Esse também sou eu.

Mas existe um erro silencioso quando acham que isso é tudo.

Porque ninguém vê o quanto eu penso.
O quanto eu observo.
O quanto eu seguro coisas que não viro brincadeira.
O quanto eu sei ser sério quando a vida pede seriedade.

Talvez o problema nunca tenha sido eu ser alegre.
Talvez tenha sido eu me esconder atrás disso.

O riso é confortável.
Ele aproxima, desarma, protege.
Mas ele também cria uma imagem fácil de engolir.
E eu não sou fácil.

Quando a situação exige postura, eu tenho.
Quando alguém precisa de cuidado, eu cuido.
Quando é hora de sustentar, eu sustento.
Só que isso quase ninguém vê —
porque quase ninguém fica quando a piada acaba.

Eu não quero deixar de ser leve.
Quero deixar de ser subestimado.

Não por arrogância.
Mas por verdade.

Ser inteiro dá trabalho.
Assusta.
Exige que o outro me veja além da superfície.
E exige que eu permita isso.

Eu não sou contraditório.
Sou profundo.

O riso não nega minha responsabilidade.
Ele convive com ela.

Quem me confunde com superficial
nunca teve coragem de ficar quando eu fiquei em silêncio.

E tudo bem.
Nem todo mundo precisa me entender.
Mas quem quiser caminhar comigo
vai ter que aceitar que eu sou mais do que pareço.

Eu sou leve —
mas não sou vazio.

Ela me chamou de idiota.
E eu ri.

Porque não foi ofensa.
Foi daquele jeito que só quem gosta fala.
Idiota leve.
Idiota que não pesa o clima.

Eu sou esse cara.
O que faz graça sem maldade,
o que quebra o gelo quando tudo fica sério demais,
o que entra no jogo só pra fugir um pouco do mundo.

E ela riu comigo.
Isso ficou.

Se eu erro, ela ri.
Se ela ri, eu fico bem.
É simples assim.

Ser idiota assim não dói.
É cuidado disfarçado de brincadeira.
É amizade que acolhe.

Então se eu sou idiota,
que seja desse jeito —
o tipo que arranca risada
e guarda carinho no meio da zoeira.

Eu andava, tropecei, ao olhar pra cima bati a cabeça no ferro... Ora, seria eu alguém tão atrapalhado? Quando estou só, imagino muitas coisas, mente fértil, pronta para analisar os detalhes... Tão gentil com as pessoas, mas, esperando o retorno da gentiliza que quase nunca vem, mas logo, penso, fiz minha parte...
Sempre penso em silêncio, esteja onde estiver, que é melhor a honestidade do que a vigarice, pois posso dormir tranquilo, com a consciência em paz. Ora, ser bom, pelo menos aqui no Brasil, é sinônimo de ser besta, ingênuo, já que há em nosso país uma cultura da esperteza... Sigo em frente, sempre a pensar na vida, na ajuda, no amor fraterno, o qual não é teoria, e, sim, prática... Não diga que ama a Deus, se por outro lado, odeia o próximo...
Pois bem, ao sorrir olhe o horizonte vasto que há, ele exprime a noção de sentido e objetivo que deve seguir, sempre! Seja original, seja você...

⁠Te vejo quando acordo, pensando em como seria maravilhoso passar cada momento ao seu lado.
Hoje eu só queria estar contigo, envolvido pelo calor do seu abraço e pela doçura do seu sorriso.
Amar você é o que eu mais desejo, pois você preenche minha vida de amor e alegria.
Meu coração acelera quando te vejo, sentindo uma emoção que só você é capaz de despertar em mim.
Intimido-me com um simples olhar seu, que tem o poder de me cativar e me fazer sentir especial.
Rainha do meu coração, você reina soberana, trazendo luz e amor para minha existência.
És um presente em minha vida, um tesouro que valorizo e que torna meus dias mais significativos.
Sua beleza me encanta e me conquista, todos os dias quero o teu sorriso.

Inteiro...


Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.


Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.


Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.


Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.


Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.


Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.


Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.


As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.


Eu entendi.
E não te culpei.


Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.


Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.


Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.


Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.


Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.


Eu te amei.
E ainda amo.


Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.


O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.


Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.


Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.


Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.


Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.


Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.

Porque no meio de um mundo barulhento, você foi silêncio. Um silêncio que dizia tudo. Eu te vi e algo em mim... se reorganizou. Não foi escolha. Foi inevitável. Porque algumas conexões não precisam de lógica — só acontecem. E é isso que dizem sobre almas gêmeas, certo? Que elas se reconhecem antes mesmo de se conhecerem. Que elas se pertencem. Eu nunca acreditei nisso, até você.
Nos apaixonamos não por vontade, mas por falta. A falta de algo que a gente nem sabia que precisava até olhar nos olhos da pessoa certa. Ou errada. Ou perfeita demais pra caber em qualquer definição segura. A gente ama porque precisa se sentir inteiro. E você me fez acreditar que era possível.
Mas então veio o vazio. A ausência. Saudade?
Não. Não é só saudade. É abstinência. Do seu cheiro, do seu toque, do seu caos que fazia sentido. Ou parecia fazer. Você foi embora, mas ficou. Em cada canto. Em cada pensamento. Em cada pensamento de seguir em frente.
E eu me pergunto, toda noite, você ainda me ama?
Será que sente falta? Será que lembra da gente como eu lembro? Porque eu tento esquecer, mas não consigo. Porque amar você foi o que me fez crescer. E se tudo que fiz foi errado... foi pelo amor certo. O seu.
Então, no fim de tudo, eu volto à pergunta que nunca cala:
Por que você?
Porque sempre foi você. Desde o primeiro olhar. Desde antes do primeiro toque. Porque no meio de um mundo inteiro... Nós nos encontramos


E agora, dizem que é hora de... seguir em frente.
É, eu sei, as pessoas gostam de ouvir isso, não é? Achar que a dor vai embora só porque você diz isso em voz alta. Acontece que as palavras são apenas isso — palavras. E eu... bem, eu sou bom com palavras. Eu sei como fazer parecer que estou bem. Como fazer parecer que já não ligo mais.
Como se o coração entendesse comandos. Mas não é assim que funciona, é? Seguir em frente não é sobre andar... é sobre deixar pra trás. Esquecer. Apagar. Enterrar.
Você.
E como eu poderia fazer isso? Como se apaga alguém que se tornou sua vida? Como se esquece do sorriso que fazia você se esquecer de todos os problemas, o riso que fez sentido onde só havia ruído?
Você foi o começo. O meio. E, mesmo que tenha ido embora, ainda é o fim de tudo que veio depois.
Mas, se sou honesto, eu não esqueci de você. Não é fácil esquecer. Mas quem realmente esquece, não é? A memória de tudo que compartilhamos, tudo o que fizemos, permanece. E eu sou grato por isso. Grato por ter experimentado o que é verdadeiramente sentir. Porque, no fim das contas, são as experiências que moldam a gente. Você me moldou. Não da forma que eu imaginava, mas de um jeito que, de alguma forma, me ensinou a ser mais... real.
E isso, por mais doloroso que tenha sido, valeu a pena. Mesmo que eu nunca tenha sido capaz de seguir completamente em frente, eu me tornei alguém diferente. Alguém que agora sabe que a dor, a saudade, o vazio — tudo isso pode coexistir com o crescimento. Pode coexistir com o agradecimento.
Você fez parte de uma parte importante de mim, e talvez isso seja o suficiente. Não sei se um dia vou realmente esquecer. Mas aprendi que não preciso disso. Não agora. O importante é que eu aprendi a valorizar o que ficou. Eu realmente agradeço. Porque sem você, sem o que vivemos, sem o que me fez sentir, eu nunca teria chegado a esse ponto. O ponto onde posso olhar para tudo e dizer: 'Eu estou bem.'.

Desistências.
Deixei de viver vários Amores.
Por eu, não acreditar em mim.
Por não acreditarem mim.
Por distâncias a percorrer e eu as percorri.
Por encontros, jamais acontecidos,
Por.... vai saber...
O que poderia ter sido se
Tivéssemos, nos encontrado?
Aondenós estaríamos?
E o que nos teria acontecido?

A árvore morta

Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.

Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.

Então ele disse:

- Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.

Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:

- Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!

Entre o que sinto e o que não posso viver
por Sariel Oliveira

Eu gosto de alguém
que não existe no meu mundo…
mas existe em mim
de um jeito que ninguém nunca existiu.

É estranho dizer isso,
porque você é real.
Tem voz, tem riso, tem jeito.
Mas não é minha realidade.

Você vive em outra cidade,
em outra rotina,
em outra vida…
onde eu não faço parte.

E ainda assim,
é com você
que meus dias ficam mais leves.

É no som da sua voz
que eu descanso.

É nas nossas brincadeiras
que eu esqueço o peso do mundo.

E, sem perceber,
eu fui ficando…

Ficando no teu jeito,
no teu sorriso escondido na fala,
no detalhe do teu queixo,
que eu nunca toquei —
mas conheço como se já tivesse sentido.

E isso me assusta.

Porque eu te imagino perto.
Te imagino aqui.
Te imagino sendo…
o que você não pode ser.

E talvez esse seja o meu erro:
sentir demais
por alguém
que não pode me escolher.

Você tem um mundo.
Tem uma vida.
Tem alguém do seu lado.

E eu…
eu fico do lado de fora disso tudo,
carregando um sentimento
que não tem pra onde ir.

E dói.

Dói não porque falta algo em você,
mas porque sobra sentimento em mim.

Dói pensar
que, se a vida tivesse cruzado nossos caminhos antes,
talvez fosse diferente.

Mas não foi.

E agora eu fico aqui,
entre o que sinto
e o que nunca vou poder viver.

Tentando aprender
a não me perder
em alguém
que nunca vai ser meu.

De todos esses anos, você é o único com quem eu consigo ser eu mesmo. Eu nunca tive essa conexão com alguém. Às vezes eu penso: será que ele foi um irmão, um namorado ou alguém muito próximo de mim em minhas supostas vidas passadas? Ou será que ele acha que eu estou apaixonado por ele? Hahaha.
Mas o que eu sinto… é isso. Esse sentimento ficou, porque nem eu mesmo consigo explicar o que sinto.

O Silêncio do relógio:


O medo que eu sentia se desfez no cansaço,
eu já não tenho medo da morte, nem do fim.
Antes eu tinha, mas hoje o tempo é escasso,
e o peso do que carrego já transbordou de mim.
​Eu desconto a minha dor nas pessoas, eu sei,
e por isso eu evito me aproximar delas agora.
No silêncio dos muros que eu mesmo levantei,
espero o momento de, enfim, ir embora.
​Pois algum dia ficarei off-line para o resto da vida,
uma ausência que o mundo não saberá explicar.
E na alma cansada, uma certeza incontida:
sei que não existe uma cura para a minha doença,
apenas o silêncio que me ensina a parar.

Eu jamais me permitiria ser tocada sem amor.
Porque, por mais que seja bom se entregar apenas ao prazer,
isso é vazio.
Não tem propósito,
não tem sentido.
Quando a entrega acontece com sentimento,
tudo se expande além do comum.
Tudo ganha sentido,
tudo encontra propósito.
E eu não estou disponível
para usar o sentimento alheio
como forma de me sentir viva.

Se eu fosse eu

Se eu fosse eu, diria: te vivo,
sem medo da palavra, sem ensaio.
Se eu fosse eu, me amaria mais,
com menos culpa e menos atraso.

Se eu fosse eu, não seria loira,
nem moldaria o cabelo ao olhar alheio.
Se eu fosse eu, não odiaria o ouro,
nem carregaria rótulos que não são meus.

Se eu fosse eu, não teria fama,
nem nomes que não escolhi vestir.
Se eu fosse eu, talvez fosse melhor pra você,
ou apenas verdadeira o bastante pra existir.

Se eu fosse eu, choraria tudo
o que aprendi cedo demais a calar.
Se eu fosse eu, talvez meus pais
me enxergassem além do que é fácil notar.

Mas eu sou.
Só escondo o que pulsa no coração.

Você teria interesse em saber?
Em quebrar meu medo de dizer?

Se eu fosse eu, não perguntaria.
Se eu pudesse ser eu…
o que eu faria?

Eu me sentia invisível ao teu lado,
doía admitir — ausência não se apaga,
o tempo apenas cala o que é calado
e ensina a dor a descansar na vaga.

Segui meu rumo, outra mão tenho amado,
te contei, e o teu “feliz” soou vago:
era verdade ou gesto educado
pra esconder o indizível, sufocado?

Nunca soube se era defesa ou medo,
a tua condição, teu silêncio espesso;
fiquei — porque isso, ao menos, era afeto.

Hoje amo, e mesmo assim penso no avesso:
se um dia me amaste, guardo o segredo
e peço perdão por culpas que não peço.

Eu fui um amor ausente na sua vida; me perdi pelo caminho, em outros braços e outros laços, me enrolando. Aos poucos fui me distanciando do seu coração.

Sem saber o caminho de volta, bati em outras portas, mas nenhuma tinha o seu cheiro nem os seus abraços.

Foi então que entendi que, ao procurar outros laços, perdi o seu abraço — que era o que mais importava para mim.

⁠ Não chores por mim

Enquanto a saudade bater,
Eu estarei aqui para te ver...
E quando as lágrimas cair
Eu te darei novos motivos para sorrir

Não é que eu queira que me esqueça,
Eu quero que você continue a viver
Mesmo com saudades, tenha esperança
Que em seus sonhos eu virei te ver

Não, eu não quero que chores por mim
Você sabe que sempre amei te ver sorrir,
Quando você chora, eu não estou aí,
Para acalmar teu coração e te ver feliz.

HISTÓRIA DO GIRASSOL MORENO

Bem antes de eu te conhecer, você já era importante para Deus.
E eu era apenas um caule sempre verde, que apesar de não ter ainda brotado uma flor para eu ser classificado com o mesmo nome naquele pomar, mas tinha também o meu valor para Deus.

Eu consegui agregar inúmeras colegas, mas não tinha uma amizade, namorei a filha da Margarida, fiquei até noivo com Rosa, mas ainda não tinha uma amizade naquele pomar de Deus.

Do silêncio da manhã, até o final do crepúsculo vespertino, eu tinha a impressão de ser alvo de crítica por todos os pomares, por ser o único haste que nasceu a anos atrás, mas não tinha brotado nem sequer uma flor de espinho, para poder ter uma identidade de flor.

Mas o meu dia chegou, e recebi não só uma amiga, como também um nome que perdura, e sobressai entre as mais lindas e perfumadas rosas-vermelhas, e tenho nome e sobrenome, eu sou: O GIRASSOL MORENO.

"E Foi Assim Que Nasceu O Girassol Moreno"

Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.

Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.

Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.

E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.

Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.

O mundo já chorou por amor. Eu disse todo o mundo! Todos à sua volta! E também já choraram porque perderam alguém, porque perderam uma chance, perderam um objeto, perderam a vez. E choraram ao serem excluídos, por serem menores, por serem inferiores, e serem piores. Choraram porque alguém não veio, alguém não trouxe, alguém não deu, alguém não reconheceu. E também há choros porque o que temos não superou nossas expectativas, não era o que queríamos, nem o que sonhamos. O choro vem! Ele reina nas nossas angústias, nas nossas dores. O choro faz parte do nosso ser. Nunca teremos o tudo. E nem nunca teremos o suficiente....sempre faltará algo, e estaremos buscando mais e mais. Isso é do ser humano, e à essa insatisfação, à essa falta, damos lugar aos prantos. E ele é nosso! Quem tem depressão chora, quem não tem chora também. Quem está triste chora, mas quem está feliz, chora também! Então, se não conseguimos nos livrar dele, nem das nossas decepções, das querências inúteis, e insatisfações cotidianas....choremos! Lembrando que Ele dura só uma noite. Porque nada dura para sempre. O sol sempre vem, traz luz, soluções, brilho. O problema se resolve e o choro se vai...até q outra luta apareça, outra dor, outra desilusão, outra perda. Vida que segue!
"O choro dura uma noite, porque a alegria vem pela manhã"

Eu grito,
não mais para o mundo,
mas para me resgatar de mim mesmo.

Grito tudo o que calei,
tudo o que doeu em silêncio,
tudo o que me fez pequeno dentro de mim.

Deixo a dor sair sem pedir desculpa,
deixo o peito tremer,
deixo a voz falhar…
mas não deixo mais ficar.
Porque esse grito não é só ruptura,
é nascimento.

No meio do caos da minha própria voz,
algo em mim respira de novo.

E pela primeira vez,
eu não me sufoco…
eu me escuto.