Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
CALÚNIA...
Freud disse “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”, entendeu?! Essa frase diz não somente o sentido próprio dela. Portanto, quando alguém tentar te envenenar contra outra pessoa; analisa primeiro o perfil do caluniador! Pois o caluniador sempre se acho no direito de ser o perfeito! Cuidado, cuidado, cuidado! Hoje em dia, as pessoas são mais influenciadas por falsos conteúdos; respira! E foca ao teu redor para ficar atento, e ter visão, de quem é bom, ou ruim! Se tu tens um colega, vizinho, ou, no âmbito do teu meio pessoas com esse perfil! Tome atento! A inveja entra nesse meio, tentando afastar as pessoas umas das outras; Pois bem, jamais alguém; quer o bem, muitos usam estratégia de fala que se tornam demônio, e se não prestares atenção serás envenenado. Seja o que diz, Paulo Coelho nesse pensamento, "A língua que calunia mata três pessoas ao mesmo tempo: a que profere, a que escuta, e a pessoa sobre a qual se fala". Prestou atenção! Te digo: quando alguém tentar te envenenar dizendo alguma coisa sobre outra pessoa; não se irrite, seja inteligente, analise a onde ela quer chegar, com suas palavras infames! Diz também que quando falamos do outro, existe algo de muito pior nosso naquilo. Por isso, tira um tempo para plantar flores, e não semeia picuinhas! E se tiver um tempinho pega a Bíblia e leia o livro de Tiago, ele fala como a nossa língua é péssima, veneno mortífero! Tanto semeia como devasta! Tome atento aos ti,ti,ti! Em partes isto é óbvio, mas nem sempre nos damos conta disso! Veja! "A calúnia destrói a obra de Deus nas pessoas; a calúnia nasce de uma coisa muito ruim: nasce da inveja. E quem traz picuinhas aperta a mão de satanás". E o inimigo está na estreita cutucando desavenças; e tentando afastar as pessoas umas das outras. E quem vive de mexericos aperta a mão de satanás. O diabo! Por fim, deixo-lhe esse pensamento de Mikhail Baryshnikov que diz, "Não tento dançar melhor do que ninguém.Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo".
A presença da divina trindade terrena; Reagan, Thatcher e João Paulo II, foi a causa do colapso soviético e sua KGB que imediatamente levantar-se-iam sob um novo nome e disfarce, “O Foro de São Paulo“; porém, levam um revés por novas forças.
O plano de dominação não é algo tão simples assim.
ÁRIA PARA AS REPRESAS DE SÃO PAULO
Naveguei por tuas entranhas
Me arrebentei em tuas curvas
Me molhei no teu centro
Bebi dos líquidos teus
Mergulhei, pulei, me diverti.
Fui inocente ao teu encontro
Amei sob os teus olhos.
Perdi amigos e quase irmão no teu dorso. Chorei as mágoas dos esquecidos.
Naveguei na esperança
Mergulhei em busca de paz
Descobri tua história, tua criação
Percebi tua importância,
Passei a cuidar ainda mais.
Vi teu nome batendo asas
Rubras asas de teu Guará.
Alimentei minh’alma, meu corpo.
Saciastes a sede de muitos
E não pedira nada em troca,
Mas aqueles que de ti beberam
A esqueceram.
Ficaste triste
Desabastecida de esperança
De chuva e de cuidados.
E teu corpo espalha-se
Por minhas periferias
Pelas margens de minha cidade.
Encontrarás rios-mares
Nas noites frias e quentes
Desaguará nas válvulas dos desperdícios Será beijada pelo céu
Em dias de chuva
E aquecidas nos dias de sol.
Silenciosa eclusa de minha vida
Cuja paisagem me enche os olhos na alvorada
Teu gigante corpo sobre as cidades
Trazem as histórias do século XX
E o desprezo do XXI.
Minha esplanada líquida
Que de tão importante
Far-se-á em ouro.
Mas mais importante
São os ouros de vidas
Que por ti clamam.
SÃO PAULO é feita por pessoas...
Pessoas como você que trabalham 8 horas por dia, mais 2 horas no transporte público.
São Paulo é você que apesar do conforto do carro, sofre com o stress do trânsito diário.
É você que ousou sair de casa para estar na cracolândia ou encara de frente os problemas da periferia trazendo soluções e resgatando alguns junto com a comunidade...
É você que sofre no hospital público sem um leito para amenizar a dor...
É o profissional da saúde, que se desgasta e dá o seu melhor apesar da precariedade.
Sim, SP é também, e talvez mais de você, que faz da rua sua casa por falta de moradia.
É daqueles que andam com lixinho na mão até encontrar uma lixeira.
Dos que seguram a bolsa na rua como se protegessem um tesouro...
É da mãe que faz duas jornadas diarias de trabalho...
Daqueles que amam a cidade e cuidam, limpando a praça ou simplesmente não sujando com lixo ou spray como se fosse, propriedade exclusiva, sua.
São Paulo é você que insiste em permanecer para amenizar o sofrimento e torná-la um lugar melhor.
SP é dos que ficam, apesar da insegurança, da poluição, do descaso e da violência.
São Paulo é um lugar onde a diversidade mora... Com gente de todo tipo e diversos lugares... São Paulo é casa para imigrantes... Morada do menino de rua que busca migalhas para continuar de pé.
E... apesar da dúvida de alguns, aqui também há amor e empatia. Basta um olhar mais atento...
São Paulo é cada um de vocês juntos... Pessoas que fazem a diferença apesar de nem todas serem paulistanas...
Parabéns aos que teimam em amar e cuidar desta fantástica cidade de pedra, onde o caminhar é rodeado de muito som bom com voz anônima pelas ruas; artistas desconhecidos, recicladores resilientes, estátuas que persistem em continuar vivas e alguns outros corajosos que batalham pelo pão de cada dia.
É lugar também dos tocadores, humoristas e ambulantes poetas que sobrevivem à multidão descontente em meio às superlotações no metrô, no ônibus ou nas enormes filas de espera e que sem perceber, aliviam nosso cansaço nos roubando sorrisos com suas histórias, canções e gestos...
Eu os conheço há mais de 10 anos; Desde o dia seguinte em que fiquei com o Paulo e ele me convidou para ir à sua casa, porque lá não teria ninguém...
Meia hora depois que cheguei, a porta de vai-e-vém da sala abriu uma... duas... três... quatro... cinco vezes!!!
Foi assim, no maior susto, que conheci logo de cara a família inteira, que resolveu voltar mais cedo do rancho!
Hoje meu sogro e minha sogra completam 35 anos de casados.
Convivendo junto pude comprovar que eles encontram a felicidade vivendo de maneira muito simples.
Nunca os vi falando alto um com outro, reclamando um do outro, discutindo ou se desrespeitando. Pelo contrário, o tempo todo vejo que ela faz tudo para agradá-lo, tratando-o com imenso amor, carinho, atenção e solicitude...
Já ele, mesmo sendo uma pessoa reservada e de poucas palavras, se preocupa muito, a quer sempre por perto, (e agora a parte mais bonita): já o vi emocionado duas vezes por causa dela!
Eles se amam do jeito deles. São um casal de uma afeição e um respeito mútuo admiráveis. Percebo que eles tentam viver de forma que um tenha a certeza de que o outro está sempre bem, sem fazer coisas que desagradem ou que causem chateação.
Juntos eles construíram uma família sólida e feliz! Um belíssimo exemplo a ser seguido.
Me sinto abençoada por pertencer a uma família tão exemplar, adorável e discreta, que pouco fala e nunca se intromete na vida de ninguém.
Uma família que vive em harmonia e sabe o verdadeiro significado da palavra paz.
Parabéns, Maria Helena e Rubinho!
Muitas alegrias ainda virão! Quero fazer parte de todas elas.
Por que ler Paulo Coelho? – Do escritor Marcus Deminco
Não precisa procurar muito pela internet para encontrarmos as mais variadas críticas ao prodigioso escritor Paulo Coelho. Mas, será que o autor mais lido no Brasil, um dos 10 escritores vivos mais lidos no mundo, com mais de 70 prêmios, traduzido em 76 línguas e lido em 160 países é mesmo um grande apedeuta como asseveram alguns desconhecidos eruditos rancorosos?
Logo quando terminei meu primeiro livro, embevecido pelas letras e com intento de escrever ficção, resolvi – estupidamente desnorteado – estudar mais literatura. Enquanto os pseudos-letrados Kafkanianos e Flaubertianos afirmavam que Paulo Coelho era apenas um néscio charlatão, eu forjava ser um elitista que nunca serei e lia Madame Bovary, o Processo e a Metamorfose. Contudo, eu queria mesmo era que eles me deixassem ler o mago.
Enquanto alguns promitentes escritores (que nunca foram senão promessas) emprestavam-me Dante, Shakespeare, Dostoyevsky, Balzac e Cervantes, eu começava a questionar minha cegueira auto-alienante: como seria possível dos 100 títulos mais vendidos no Brasil na década de 90, 48 pertencerem aos autores nacionais sendo 20 deles apenas do burro mago?
Depois, quando os menos xenofóbicos disfarçados de eruditos patrióticos diziam que literatura de verdade era Machado de Assis e Guimarães Rosa, eu já não queria mais saber se foi Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas que tornou Machado de Assis o especialista na literatura em primeira pessoa, nem se a primeira “elipse” em Grande Sertão: Veredas, seria ou não gramatical. Eu estava completamente apaixonado por Veronika decide morrer.
De repente, comecei a enxergar adiante dos muros de limitação dos sábios tolos que me rodeavam: quanto mais eu ficava aprisionado as regras, normas, estilos e técnicas literárias menos eu conseguia escrever. Sabia o que era quebra de paralelismo semântico, Eufemismo, Onomatopeia, Prosopopeia, Perífrase, Epístrofe, Hipérbato, Pleonasmo De Reforço, Estilístico Ou Semântico etc. Enfim! Quase todas essas besteiras que os idiotas versados acham que são suficientes para ser genial.
Mas, foi quando uma docente posada disse com jeito de troça que as obras de Paulo Coelho eram escritas para jovens carentes depressivos que acreditam em duendes e pensam em suicídio, que eu retruquei na mesma hora: NÃO QUERO MAIS FAZER LITERATURA, QUERO FAZER PAULO COELHO! Pois diferentemente de Virgínia Woolf, Paulo Coelho não escreve só com os dedos, nem com a pessoa inteira; ele escreve com a alma sem subserviência gramatical!
E sabem o que seria pior do que um fracassado autor iracundo escrevendo um livro enredado apenas para externar sua incapacidade contida? DOIS AUTORES FRUSTRADOS COM ESSE MESMO PROPÓSITO.
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O estafeta sem recado, DIOGO MAINARDI sem desfrutar da verve que nutri os grandes autores escreveu o livro, LULA É MINHA ANTA (sua Magnum Opus); reunindo suas crônicas enfadonhas e repetitivas sobre o homem que ele queria ser.
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E seguindo o mesmo caminho irregressível da mediocridade, o ilustríssimo desconhecido, Janilto Andrade escreveu o impopular Best-Seller POR QUE NÃO LER PAULO COELHO; onde ele define o mago como um excitante vulgar procurando qualificar-se como arte sofisticada.Mas como diria John Steinbeck: DE TODOS OS ANIMAIS DA CRIAÇÃO, O HOMEM É O ÚNICO QUE BEBE SEM TER SEDE, COME SEM TER FOME E FALA SEM TER NADA QUE DIZER.
(Por que ler Paulo Coelho? – Do escritor Marcus Deminco).
Os Impérios Mais Deleitáveis Do Mundo (Dedicado a Laiz Camargo, João Paulo Ferreira, Elvira Silva, Carmen Fraga Pinho, Jorge Saraiva, Vera Afonso, Daniel Martins, Daniel Ribeiro, Tomás Sardinha, Bruno Rafael, Fernando Alvarado, Joana Carvalho, Inês Macedo, Maria Carolina Freitas, Guilherme Noronha, Maria Adelaide Martins, Diogo Dias e Yara Martins)
Autor:LCF
1
Nunca vi tais fortalezas majestosas;
Nem tais almas puras e poderosas;
Nunca vi tais pessoas fiéis;
Nem tais corações admiráveis;
2
A morte não vos alcança;
Com a vida, têm uma forte aliança;
Em belos lugares na minha memória estarão;
Vocês, seres feitos de ouro e da minha infinita admiração.
3
Quero, por tudo, agradecer:
Pelo amor dado, pelo oferecido prazer;
Pela amizade concedida, pela ajuda prestada;
E por toda a paz, graciosamente, dedicada.
4
Vocês são a inteligência dos meus pensamentos;
Os olhos dos meus encantos;
A coragem do meu agir;
A essência do meu existir;
5
Este poema ficará dentro mim;
E despeço-me eu assim;
Desejando grandes felicidades;
E nunca me esquecendo destas verdadeiras amizades.
6
(Nunca vos esquecerei.)
Civilização - João Paulo Borges
Nós vivemos com medo da vida, e morremos de medo da morte.
Nós somos controlados pelo controle.
E presos pela liberdade que nos é oferecida.
Tentamos sarar as feridas,
mas machucamos os outros.
Tentamos nos salvar pelo caminha da perdição.
Esquecemos com o tempo, e lembramos em certo tempo.
Nós somos fracos ao tentarmos ser fortes.
Somos amigáveis até um dia,
e malvados por uma vida.
Nos apaixonamos, mas não deixamos a paixão ficar.
Sonhamos mas não ligamos pra sonhos.
Rejeitamos até sermos rejeitados.
Esquecemos até sermos esquecidos.
Não amamos a nós mesmos,
como poderíamos amar alguém?
Não moramos na terra, apesar de estarmos nela.
Não cuidamos da Terra, apesar de precisarmos dela.
Não cuidamos de pessoas, apesar de precisarmos dela.
Não cuidamos de nós.
A era do gelo.
O Apóstolo Paulo, Shakespeare, Camões e Renato Russo - um se inspirando no outro - parecerem mesmo ter composto uma canção perfeita. Contudo eles, cada um há seu tempo, falaram sobre um sentimento que hoje em dia está em baixa popularidade. Temo não haver neste século um ser capaz de compreender algo sobre o amor.
Vou direto ao ponto. É preocupante como o amor tem se tornado frágil. Os relacionamentos estão envoltos num escudo de seda, onde cada palavra e cada atitude devem ser analisadas friamente antes de serem proferidas, não há mais espaço para erros, nem mesmo os comuns. Será que a espontaneidade - assim como as baleias nos oceanos do hemisfério sul - está extinta?! Não há disposição ao sacrifício. Eu e você fomos tragados por um sistema negro, que nos exige postura fria, essa postura nos garantirá a continuidade da vida, mas em troca nos tira o sabor.
Aprendemos a dizer: Meus sonhos. Meus interesses. Minhas vontades. Meu orgulho.
O que ganho com isso? É praticamente - com o perdão da palavra - um dane-se você!
E sobre essas frases construímos nossas amizades, estamos nos enamorando... sobre essas frases ariscamo-nos de vez em quando a fazer uma oração.
Quanta fragilidade... quanto interesse próprio! Esse amor não me lembra em nada o maior mandamento. Aliás, perece ser uma versão escrachada, ridícula. Mas como quase tudo que é escrachado e ridículo - feito para as massas - essa versão está no topo das paradas.
Poesia na Escola Pública: Livro “Folheto de Versos”
De como a USP-Universidade de São Paulo, com um Projeto de Culturas Juvenis sob a Coordenação da Professsora-Doutora Mônica do Amaral, trabalhou Poesia e Folclore do Cangaço em Sala de Aula, Rendendo um belo Livreto de Alunos Produzido Pela Mestranda Maíra Ferreira e Colegas.
“Perdi minha origem
E não quero voltar a encontrá-la
Eu me sinto em casa
Cada vez que o desconhecido me rodeia(...)”
Wanderlust, Bjork (Cantora Islandesa)
Com a suspeita midiática culpabilização dos Professores de Escola Pública pela falência da Educação Pública como um todo, o que engloba na verdade suspeitas políticas neoliberais de sucateamento de serviços públicos em nome de um estado mínimo (e no flanco o quinto poder aumentando os índices de criminalidade além da impunidade já generalizada em todos os níveis), quando uma universidade de porte como a USP vai até onde o povo está, no caso, uma comunidade carente da periferia de São Paulo, trabalhando com o corpo discente da EMEF José de Alcântara Machado Filho, fica evidente aquela máxima poética de que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
Intervenções em salas de aula, leituras trabalhadas, declamações com suporte afetivo, oficinas de palavras e rimas, trocas, somas, cadências didático-pedagógica num contexto de criação a partir da ótica de um humanismo de resultados, e assim, a Mestranda Maira Ferreira e colegas acadêmicas e mesmo profissionais da escola, e, quando se viu, pronto, estava semeada a leitura, estava plantado o verbo criar no assento poético, e, os manos sim, os manos, as minas, mandaram bem: saiu a produção “Folheto de Versos” como arte final do projeto de ótimo alcance literal e humanizador que é que vale a melhor pedagogia no exemplo.
Sou a favor das chamadas antologias, em que alguém visionário e generoso se propõe a bancar autores novos, temas específicos, tentando juntar turmas, abranger variadas óticas, fomentando a divulgação lítero-cultural de anônimos criadores desses brasis gerais, em nome da poesia porque assim a emoção sobrevive, a arte se torna libertação, e, falando sério, enquanto houver arte ainda há de haver esperança, parafraseando um rock moderno aí.
A escola pública carente, a escola sem estrutura técnico-administrativo funcional, os professores mal-remunerados, e, um conjunto de profissionais de educação segurando a barra pesada do que é mesmo a docência, então, uma luz no fim de tudo apresenta jovens acadêmicos potencializando intervenções em classes. É o caso da Sétima Série (2007), Oitava Série (2008) da EMEF José de Alcântara Machado Filho, que rendeu o livreto – que bonitamente lembra edições de cordel – chamado Folheto de Versos. Resistir na arte é uma criação histórica que tende a mudar planos de vôos, para os alunos carentes. A periferia agoniza mas cria.
Com um enxuto projeto gráfico da Comunicação e Midia-FEUSP, a arte letral composta no Projeto “Culturas Juvenis X Cultura Escolar: Como Repensar as Noções de Tradição e Autoridade no âmbito da Educação (2006/2008, Programa Melhoria do Ensino Público), a Mestranda Maira Ferreira e a Bolsista Técnica Pátria Rabaca foram a campo. Foram a luta. Levaram a universidade ao seio da escola pública, a sala de aula. Daí a aula fez-se verso, o verso lembrou hip hop ou mesmo RAP (Ritmo e Poesia), o verbo poetar virou verbo exercitado, da poesia fez-se o humanismo de abrir espaços, quando e viu, Saravá Baden Powel, a voz da periferia soou suas lágrimas com rimas e contações de realidades escolares.
Trinta e duas páginas de produção poética de alunos. “Chegando em casa, pensei bem/Vou fazer este cordel/Resumir nossa conversa/De maneira bem fiel/Pros alunos do Alcântara/Acompanharem no papel(...) (Pg. 3 Maira Ferreira). Estava dado o mote. Sinais e parecenças. E daí seguiu-se o rumo: Escravidão – Nós Somos Contra o Preconceito (Emerson, Stéffani, Adriely, Paloma), Depois Diogo, Bruno, Roberta in “Sou Afro/Sou Brasileiro/Sou Negro de coração(...)”. Ensinar, passa por ensinar a pensar. Pensar leva ao criar. Criar é colocar amarguras e iluminuras no varal das historicidade e chocar dívidas sociais impagas desde um primeiro de abril aí.
Nesse rocambole de idéias, os achados do projeto: alunos devidamente trabalhados, estimulados, compreendidos, sabem exercitar a sensibilidade muito além de suas rebeldias às vezes com as vezes sem causas.
E daí descambou a criação, acrósticos, versos brancos, rimas e rumos, citações (Rap é compromisso), até liberdades poéticas (O Cangaço e o Bope), rascunhos, resumos, xérox de despojos criacionais em salas de aula, despojos e, quem mesmo que disse que aula tem que ser chata, que sala de aula tem que ser cela de aula? Pois é. FOLHETO DE VERSOS é um achado como documento de um momento, um tempo, um espaço, um lugar, uma comunidade.
Dá identidade a quem precisa. Dá voz a quem se sente excluído. Imagine um país sem divisas sociais. E a emoção de um aluno simples, humilde, podendo colocar no papel – e ver-se impresso – como se no quarador das impossibilidades pudesse tentar reverter o quadro de excluído das estatísticas de dígitos estilo Daslu, para se incluir (certa inclusão social na criação de arte popular, literária) porque lhe foi dado palco e vez, palanque educacional e espírito criativo aguçado pelas sóbrias intervenções, debates cívicos, críticas dialogadas, esparramos de idéia, mas, antes e acima de tudo e sobre todas as coisas, o aluno tendo vez e voz-identidade num livreto que, sim, pode ser a página de rosto de sua existência, colorir o livro de sua vida, fazendo dele um cidadão que quer soltar a voz (precisa e deve soltar); botar a boca no trombone, dizer a que veio, e, sim, se a escola ainda é de certa forma uma escada, quando a sua criação impressa é um documento de identidade de cidadão enquanto ser e enquanto humano. Já pensou que demais?
O canto dos oprimidos.
“Fizemos essa letra com força de vontade/Só queremos expressar um pouco da realidade”(...), in Realidade Não Fantasia (Cesário, Diógenes e Gabriel).
Quando o sol bater na janela de sua esperança, repara e vê “Folheto de Versos” resgata e registra poemas de jovens querendo libertações, porque além de “ser jovem” ser a melhor rebeldia deles, há corações em mentes querendo mais do que ritmo e poesia.
A dor dessa gente sai no jornal e os seus cantares joviais oxigenam perspectivas, arejam possibilidades.
“Uma aurora a cada dia” diz a Canção do Estudante do Milton Nascimento.
Há coisa mais bonita do que o sonho?
-0-
Poeta Prof. Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.bnr
Site: www.itarare.com.br/silas.htm
(Texto da Série: Resenhas, Críticas e Documentos de Lutas e Sonhos)
Blogues: www.portas-lapsos.zip.net
ou
www.campodetrigocomcorvos.zip.net
Manuel Antônio Álvares de Azevedo.
São Paulo - SP, 1831 - 1852.
Obras Principais: Obras I (Lira dos Vinte Anos), 1853;
Obras II (Pedro Ivo, Macário, A Noite na Taverna, etc), 1855
Nascido a 12 de setembro de 1831 em São Paulo, onde seu pai estudava, transferiu-se cedo para o Rio de Janeiro. Sensível e adoentado, estuda, sempre com brilho, nos Colégios Stoll e Dom Pedro II, onde é aluno de Gonçalves de Magalhães, introdutor do Romantismo no Brasil. Aos 16 anos, ávido leitor de poesia, muda-se para São Paulo para cursar a Faculdade de Direito. Torna-se amigo íntimo de Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, também poetas e célebres boêmios, prováveis membros da Sociedade Epicuréia. Sua participação nessa sociedade secreta, que promovia orgias famosas, tanto pela devassidão escandalosa, quanto por seus aspectos mórbidos e satânicos, é negada por seus biógrafos mais respeitáveis. Mas a lenda em muito contribuiu para que se difundisse a sua imagem de "Byron brasileiro". Sofrendo de tuberculose, conclui o quarto ano de seu curso de Direito e vai passar as férias no Rio de Janeiro. No entanto, ao passear a cavalo pelas ruas do Rio, sofre uma queda, que traz à tona um tumor na fossa ilíaca. Sofrendo dores terríveis, é operado - sem anestesia, atestam seus familiares - e, após 46 dias de padecimento, vem a falecer no Domingo de Páscoa, 25 de abril de 1852.
O POMBO
Um homem sentado numa praça
de Curitiba, São Paulo, Recife, Londres...
Aquele homem é o mesmo
em todas as praças do mundo?
Um homem pousa num banco
e seus pensamentos voam igualmente
como o pensamento de todos os homens
sentados numa praça qualquer
Eis um homem pousado voando
pelo mundo
Esse homem é um pombo
Esse homem é a paz
Será por isso que existem praças
para os homens pousarem
e soltarem as suas asas?
Quero começar esse texto com uma frase de um cara bíblico: Paulo.
Ele diz em I Coríntios 13:11: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. Paulo entendia que é perfeitamente normal agir como criança quando se é uma criança, mas ele termina dizendo: “MAS quando me tornei homem ACABEI com as coisas de menino”.
Como é dificil crescer,
Como é dificil se libertar dos cordões umbilicais que temos.
Quando somos bebês e começamos a caminhar, levamos uma porção de tombos...E por toda a vida somos esses bebês.
Caminhar sobre nossas próprias pernas, nos leva a cometer alguns grandes tombos.
Mas, nunca sozinhos.
Por que tem sempre alguem que está por ali, que Deus enviou para nos orientar.
Nos levantar,
Quando bebês nossos pais,
Nossos irmãos...
Quando na Escola nossos amigos
Quando na Empresa nossos conselheiros(Jorge Piton)
Na Faculdade( Rafela Leal)
Na Vida ( Todos os anjos que nos cercam)
Bom mesmo é crescer, com a luz do amor de todos que nos rodeiam.
Porque depois que EU cresci, abandonei as coisas infantis.
E me permití, olhar para o alto e seguir no amor que Deus colocou na minha essência: VIDA.
Algumas vezes vamos cair sim...
Mas, sempre nos levantaremos!
Por que a essência não muda, nunca!
E lá dentro de nós está a luz, LUZ do amor de DEUS.
Caro Paulo Roberto Gaefke.
Gostei muito do seu pensamento no qual usou o "pinheiro torto como metáfora", acredito que faltou você acrescentar que temos que nos afastar de alguns pinheiros tortos, infelizmente há pessoas tão tortas que nem dá para chegar perto a inveja; o rancor; a ignorância ainda é corriqueiro nesse mundo. O interior do ser humano ainda é um mistério, a consciência ou alma são desconhecidos para nós.
Abraço
Haelmo Coelho
Limeira-SP
haelmo@vivax.com.br
SÃO PAULO
Engraçado...
Uma cidade tão grande,
Com ruas tão ocupadas,
Rotinas tão recheadas,
E ainda assim existe
Muita gente se sentindo sozinha.
Existe tantas peças nesse quebra-cabeças,
Tanta gente pra se completar,
Tanta gente pra ser completada,
Tanta história de amor que nem existe
Mas que um dia pode ser contada.
26 - 07 - 2020
São Paulo - Brasil
VALORES.
É melhor acordar, se olhar no espelho e perceber o quanto você é linda e maravilhosa.
É melhor o quanto antes perceber o seu verdadeiro valor.
É melhor entender que não importa se tuas qualidades são maiores que os defeitos, ainda sim, não será o suficiente!
Sempre existirá alguém melhor que você mesmo que seja por apenas um simples detalhe.
Entenda minha cara, você não é a primeira e nem a última, você é a penas mais um número.
Um número insignificante para muitos e principalmente para ele.
Mas está tudo bem, por que ninguém precisa enxergar o teu valor, mas você precisa.
Você precisa olhar para dentro de si e entender que você é sua melhor amiga.
Se ame, seja amante de si mesmo , seja sua própria companhia.
Porque ele ? Está bem sem você, já somando o próximo número.
E lembre-se sempre, assim que você se curar, ele enxergará o valor do número que ele subtraiu.
Raiva? ódio? rancor? Não minha cara, apenas espere, pois quem planta sempre colhe, seja frutos bons, ou ruins.
Valoriza-se pois ninguém fará isso por você.
HOMENAGEM DE PAULO SILVEIRA PELO DIA DAS MÃES
MÃE – A ESSÊNCIA DA CRIAÇÃO
Autor: Paulo Cesar Silveira - Autor do livro: ATITUDE – A VIRTUDE DOS VENCEDORES
MÃE é uma MULHER querida
MÃE é o seu portal da CRIAÇÃO
MÃE é uma palavra BENDITA
MÃE é aquela PODEROSA MULHER, que faz sorrir seu CORAÇÃO
MÃE é um SER que traz esperança
MÃE é um SER que não se cansa
MÃE é um SER que ao dar a LUZ...
Nos dá AMOR
Nos dá VOCAÇÃO
Nos dá PERSEVERANÇA...
MÃE é a MULHER que pavimenta o seu caminho
MÃE é a MULHER que sempre aquecerá o seu ninho
MÃE é a MULHER que te prepara.... PARA nunca estar sozinho
MÃE é a MULHER que te IMPULSIONA para a VIDA
MÃE é a MULHER que trata, CURA, e cicatriza todas as suas FERIDAS..
Todo SER que teve o PRIVILÉGIO de ter uma MÃE DESCENTE
TEM A CERTEZA DO QUANTO EVOLUIU, CRESCEU, PROSPERARÁ E VIVERÁ BEM PARA SEMPRE...
Então honre hoje e sempre o esforço, bênçãos e as memórias de sua MÃE - E, saiba que... Você estará acompanhado por ela por toda a sua existência...
Assim como viverá por toda a eternidade, abençoado por Deus.
ABENÇOADA E PODEROSA MULHER... PARABÉNS PELO DAS MÃES.
A jornada da vida.
Três homens, Pedro, João e Paulo, foram convocados para o desafio de chegar ao topo de um monte, sabendo que não seria fácil chegar lá.
Antes de começarem a subida, o organizador do evento fez uma pergunta aos três homens:
Pedro, o que é mais importante para você ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- Chegar lá, será uma grande vitória!
E para você, João, o que é mais importante ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- Não tenha dúvida que é vencer o desafio, sendo o primeiro a chegar lá.
E então, Paulo, o que é mais importante ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- A jornada até lá. Viver cada etapa, cada momento e desafios, aprendendo e ganhando mais experiência - tudo isso vale mais que tudo!Chegar ao topo do monte é consequência de uma fantástica e bem aproveitada jornada.
Não estou preocupado com competição, isso só nos impede de enxergar o que é fundamental e que nos faz bem. Se for preciso quero ajudar a chegar lá, os que estão nessa jornada. E embora a meta de alcançar o topo do monte não possa ser perdida de vista, jamais devemos deixar que o egoísmo e a ansiedade de chegar lá, roube nossa paz.
A concentração na jornada, contemplação, e o prazer de vivê-la terá como prêmio uma chegada plena e triunfante ao nosso destino.
Ney Paula B.
(*) Essa estória é para você refletir sobre a jornada da sua vida:
-Está valendo a pena?
-Suas metas agregam valor à preparação para sua chegada?
-O que motiva você, nessa sua jornada?
-Você tem metas coletivas, ou só individual?
Ney Paula B.
Saudade
Saudade da amiga em São Paulo, distante,
Mas no coração, seu sorriso é constante.
Que a felicidade a encontre onde estiver,
E que um dia juntas, possamos reviver.
Mesmo longe, nossa amizade é forte e real,
E a saudade se transforma em doce sinal.
Que a vida nos traga momentos de união,
E que a amizade nos guie com dedicação.
FELIZ ANIVERSÁRIO SÃO PAULO
São Paulo, simbolo de trabalho e Liberdade
Tens o nome do maior apóstolo de Jesus, aquele que não o
conheceu, e que melhor aplicou os seus ensinos.
Não suportava a injustiça, pois fora injusto também,
e como tudo que leva o seu nome, tu também perdoas,
e progrides pelo amor que também te dão.
Assim, São Paulo é justa com todos os brasileiros,
filhos seus ou não, mas que buscam caminhos para a
sua prosperidade.
Injustiçada, na forma como a sua grandiosa renda -
advinda do trabalho de seus filhos, não é aplicada em
obras para si necessárias.
Mesmo assim abriga aqueles que de seu poderio financeiro,
se aproveitam em benefício de si mesmos, para elevar seus
próprios nomes.
Como uma mãe, tenta de todas as maneiras, levar seus filhos
aos caminhos certos, até aqueles que filhos seus
não são.
És lider e como tal, sempre segues à frente, e nada irá te
derrotar ou parar.
Tempos difíceis vives agora, com toda a certeza passarão.
Os caminhos da verdade são tortuosos mas chegam ao lugar certo.
São Paulo, serás eterna, o teu poderio, a tua força voltada
ao trabalho de teus filhos, acima de tudo e de todos,
vencerão.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
