Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Ecos de um mundo fragmentado
Tantas rotas, ruas e avenidas,
tanto caminho, tanta trilha a seguir.
O mundo se abre como um campo imenso,
um jardim fértil, mas também espinhoso.
E enquanto o sol insiste em nascer para todos,
cada um prefere caminhar na sombra oposta,
erguendo muros onde poderiam florescer pontes,
rasgando a terra que antes nos nutria.
A sociedade se divide como o tronco partido,
galhos que não mais reconhecem a mesma raiz.
A seiva que deveria circular em união
escorre, perdida, em direções contrárias.
Somos folhas levadas pelo vento do poder,
presas em redemoinhos que não escolhemos,
presas ao solo que comprime nossas raízes,
sem perceber que também somos parte da floresta.
E entre pedras, rios e desertos,
a vida sussurra que tudo é movimento.
Mas nós, reféns de ilusões e correntes invisíveis,
esquecemos que até as águas, ao se dividir,
sempre retornam ao mesmo mar.
Tarântulas, tarântulas
Nossa vida é como uma tarântula, grande, assusta, mas não mata nem acusa.
Nós devíamos nos assustar com os acusadores nos tribunais mais que assustamos com as tarântulas da vida.
Nós devíamos nos assustar mais com quem nos mata: Nós mesmos.
Por quê as tarântulas sofrem tanto? Elas se escondem no submundo, nas paredes, detrás dos sofás, elas são rastejantes. Elas sofrem mais preconceito que os próprios negros.
Como seres no submundo, nós acabamos encontrando com elas por vez ou outra, salve-se da tua própria tarântula, seja fiel aos seus ensinamentos e não fale o que o seu discípulo não possa falar.
Como qualquer aranha, é muito fácil matar uma tarântula, mas também é fácil de morder-te, causando traumas. Assim falo, é muito fácil nós querermos nos livrarmos dos nossos impulsos, mas também é muito fácil que nossos impulsos afetem nossa vida.
Do amor que sinto, anseio pela aproximação
Da razão que tenho, caminho até aportar em ti, e espero seguro, que o nosso carinho nos preencha
Da lascívia que me toma, espero que depois do carinho aproximado, eu te preencha por inteiro, até que me corrompa de desejo, nos muitos detalhes do seu beijo.
13 de maio de 1888, uma data tão importante para nós afrodescendente, mas que infelizmente para grande maioria da população passa despercebida.
13 de maio, o dia que nos foi concedido a falsa liberdade.
O que mudou nestes 134 anos de assinatura da lei Áurea? A resposta é simples, deixamos os grilhões e os pelourinhos, saímos da senzala para os guetos, para sermos escravos do Sistema.
Sistema esse que não nos reconhece, que passou uma borracha sobre a nossa participação no desenvolvimento desta nação.
Sendo assim ainda somos escravos, temos os menores salários, o preconceito é vivenciado por cada um de nós todos os dias.
É preciso mais políticas públicas voltada ao nosso povo.
Precisamos de mais representatividade nos três poderes, para que possamos de fato sermos vistos, é preciso ensinar nossas crianças nas escolas toda a importância dos nossos heróis e nossos antepassados, somente assim poderemos comemorar a nossa liberdade.
Texto: Paulo Roberto Alves!
Escutava, bem antes de terem me dados os ouvidos
As carícias, sentia bem antes de terem me dado a pele
E o olhar tímido que precede o desejo, me deu bem antes de teres me dado você
A nossa mania gostosa de beijar primeiro com a alma, fez da nossa terrível espera, um sopro antes do vento sereno da primavera.
às vezes porque eu acredito em algo, não significa que eu vou ensina-lá.
Existe coisas que não é para ser dita ou ensinadas e sim para ser guardadas!!
Mas sabemos que muitos não sabem entender, pois te julgam, te ataca, e até exclui você de muitas coisas da vida delas pensando que você se iguala,
Não sabendo respeitar opiniões...se eu sei que algumas das minhas opiniões pode causar escândalos, ou meras discussões eu sei também que a bíblia me adverte sobre essas coisas...
Anseio o toque que não vem,
o calor que escapa por entre os dias,
como areia fina em minhas mãos cansadas.
Cada batida do meu coração ecoa no vazio,
um grito mudo que ninguém ouve.
Olhos vagam, buscando algum reflexo,
um sorriso que se curve em minha direção,
mas encontro apenas sombras
que dançam à beira da solidão.
Minhas palavras caem pesadas,
se espalham no silêncio dos quartos fechados.
Será que alguém as acolhe,
ou desaparecem, como eu, no esquecimento?
A pele clama por carinho,
como terra seca implora pela chuva.
E eu? Eu só quero o calor de um abraço,
um porto seguro em meio ao caos de ser.
Não peço muito, apenas ser visto,
ser amado como sou, imperfeito,
carente do simples, do toque,
da presença que dá sentido ao que falta.
Mas o amor se esvai,
e aqui estou, sozinho,
desesperado pela esperança
que o afeto um dia possa me encontrar.
FALTA COMPAIXÃO
PARA VOCÊ QUE RESIDE NO OCIDENTAL, FOI CRIADO COMO OCIDENTAL E POSSUI UMA VISÃO A RESPEITO DOS PALESTINOS E DA RESISTÊNCIA PALESTINA
O mal do século não é a depressão, é a total falta de compaixão pelo próximo.
O mal do século não é a depressão. A depressão é a consequência, não a raiz; ela é o fruto da total falta de compaixão pelo próximo. Seja o próximo um amigo, animal, desconhecido, um familiar. Cada dia mais sentimos a falta de emoção, a dificuldade em se emocionar, de enxergar o outro. Percebemos isso até mesmo nas crianças. As pessoas não se emocionam mais tão facilmente. É mais fácil ignorar. Não sobra tempo. E a compaixão vem dos sentimentos. É a forma mais expressiva do amor.
Compaixão não é razão, é emoção, são tripas e vísceras que se contorcem por dentro.
A compaixão vem do coração, do bem-querer. Não existe na compaixão uma rua de mão dupla. É doação.
Sentir compaixão não é sentir pena. Sentir compaixão não é ser politicamente correto. Sentir compaixão não é a gorjeta do garçom ou a esmola do mendigo. Sentir compaixão não é a caridade do dia. Mais do que se solidarizar com o próximo, a compaixão transforma você, te faz uma pessoa mais humana, menos egoísta, desprendida de materialismo, de soberba, te afasta da ostentação fútil, e o principal, enche de VIDA, de paz e esperança os dias de alguém.
A compaixão tem poder. E o maior poder que ela tem é o de salvar vidas….
Eu te gosto.
Quais os motivos que fizeram te gostar?
Eu te gosto.
Poderia citar uma lista de tudo que admiro em você,
E já fiz.
mas não seriam só esses os motivos.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Vou definindo.
Vou explicando.
Já disse…
Vou passar a vida dizendo o porque…
Gosto…
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto,
Gosto simplesmente porque gosto.
Porque é você quem fez
o meu coração bater mais forte.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Será que sou um suspeito só porque te gosto?
Meu gostar é suspeito porque …
Fui beijado?
Assediado?
Apalpado?
Tocado no espírito?
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Gostaria mesmo que você…
Se simplesmente conversasse comigo.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
A pergunta caberia se não gostasse…
"Por que fulano não gosta de mim?
O que fiz?
Deixei de fazer?
Sou antipática?
Não sou atraente?"
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Gostei ontem.
Gostei faz dias.
hoje...
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Amanhã? Não sei!
Porque hoje, nesta madrugada….
Já é amanhã.
Passei a virada te gostando.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto…
Prá lá de gostar!
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
O que é gostar?
É Lógica? Essa é filosofia, é matemática….
é ciência da computação.
É Razão? Fração a partir de ¾.
É Matemática? É inexata!
É Programar? isso é dar ordens para que os computadores façam o que você quer que eles façam
É Definição? a significação precisa, exata, de___.
Aaah mas eu gosto de você.
Coração pensa?
Cérebro ama?
Não né…
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto…
Prá lá de gostar.
Aaah mas eu gosto de você.
O NÓS VIROU EU
A tempestade ficou sem chuva
meu copo acabou o vinho
eu devo sair hoje?
ou devo ficar?
... o que devo dizer
eu aprendi a ler
lendo sua mente silenciosa
eu aprendi a escrever
aprendendo você de cor
mas quem é você hoje?
meus olhos correram para fora da vista
minha rota ficou sem placas
hoje eu perco o seu caminho
para encontrar o meu caminho
Paulo H Salah din
O QUE É A IDADE?
O que é a idade?
mas uma medida obsoleta
Ó agridoce.
Se a sua idade é uma desordem
de ontem
de dúvida
e amanhãs cautelosos
você pode precisar
para crescer no presente. (Caso contrário, suas rugas
vão ficar estranhas)
No entanto, se a sua idade é onde
você junta seus tesouros
onde a tristeza e o prazer
se encontram
então seus anos
deixarão de se amontoar.
Perderá a conta.
Você não terá idade. •
Seu KIT DE SOBREVIVÊNCIA durante a Sócio-Pandemia de ismo e divisão.
- Elimine o ismo de seus pontos de vista e opiniões. Observe se suas crenças têm o caráter de dogma religioso fanático.
- Diferenciar entre conhecimento e opinião. Todos nós temos algumas crenças para as quais não há evidências convincentes. Encontre-os, afrouxe seu controle sobre eles. Além disso, nem toda opinião formada a partir do conhecimento é competente. Muitas vezes, uma 'opinião' é um julgamento fraco de conhecimento.
Quem sabe pouco pensa que descobriu. Quem sabe o suficiente, sabe que nada sabe.
Relaxe suas sobrancelhas.
- Encontre sua sabedoria: vá buscar tua meta.
Conhecimento é saber que horas são.
Crença é achar que o tempo deveria ser diferente.
Dogma é dizer às pessoas que horas devem ser.
A sabedoria observa o comportamento humano em relação ao tempo, procura o que está além dele e desenvolve uma concepção abrangente para o bem intrínseco e extrínseco de todos, de cuidado, mais do que de controle.
- Observe seu dedo e sua tendência de apontar para fora. Uma vez que endurecemos em uma posição fixa, tendemos a apontar o dedo para o outro lado e, em casos extremos, demonizar o adversário. Redirecione o dedo para você e pergunte a si mesmo: como estou participando como uma força de coerência no mundo? Como posso refletir melhor sobre a vida como uma totalidade?
- Você se juntou a um culto sem nunca perceber? Reconheça se você aceitou alguns pontos de vista por objetividade fundamentada ou por mera lealdade ao lado/partido que você está seguindo. Você possui seus próprios pensamentos ou se tornou um eco das vozes dos outros? Você caiu na heteronomia?
- Esteja disposto a revisar seus pontos de vista e possivelmente mudar de ideia adequadamente. O pensamento crítico começa com o ceticismo em relação aos próprios preconceitos e não para por aí.
- Continue examinando as consequências, significado, sensibilidade e praticidade de suas crenças ou a falta delas. As opiniões derivam seu significado final do testemunho da experiência mais ampla vivida pelo coletivo.
- Aceite que você pode não ter uma resposta. Apaixone-se pela pergunta, aprenda a ficar com ela o tempo suficiente para abrir espaço para a revelação.
- Reenquadrar o desafio como uma oportunidade de auto-inovação. Às vezes é preciso uma crise para restaurar o significado. Você tem isso.
Se você leu este post, como se fosse dirigido ao 'outro' e não a você, você não entendeu.
Leia de novo.
Eu acredito em nós.
- Considere que a certeza é uma criatura evasiva, impossível de definir pela faculdade da mente. A mente organiza a experiência; classifica as coisas de acordo com seus vieses e preconceitos, a fim de trazer o mundo à resolução e dar algum sentido a ele. A totalidade é virtualmente quebrada em partes na imaginação da mente, o que confunde a realidade com os pensamentos. Fique de castigo. A realidade é saudável, sempre em evolução, infinitamente complexa, infinitamente inter-relacionada e certamente incerta. Se você decidir habitar no lugar da incerteza, da profunda perplexidade, se você ousar mergulhar nas profundezas do inefável, você se abrirá para "a experiência metacognitiva".
- Encontre a verdade nas palavras dos outros, não a culpa, há verdade em tudo o que é dito. Ouça com empatia, encontre e responda a partir daí.
- Familiarize-se com o seu medo, seja de um vírus, de uma vacina ou de uma entidade/governo/instituição maléfica que está atrás de você. Sem a projeção externa, esse pavor existencial mora no ventre de cada um de nós. Sente-se com ele, deixe-o percorrer seu corpo. Quando sondado profundamente, começa a desaparecer e logo deixa de colorir sua experiência perceptiva do mundo. Reconheça que além da máscara de crenças, o medo é uma experiência compartilhada. Alguns o expressam de forma reativa (apatia, arrogância, hostilidade) e outros de forma repressiva (complacência, preguiça). Compartilhe a beleza de tal terror com os outros.
- Priorize sua humanidade. Não perca o contato com a imagem mais ampla. A única causa de toda ruptura é a divisão, a fragmentação e a separação. Mantenha seu olhar fixo nos caminhos conectivos. A unificação não significa apenas reconciliar dois opostos, mas tornar sua oposição harmoniosa.
- Mantenha por perto o amigo com quem você não concorda (ao invés de buscar aqueles que concordam e aplaudem). Permita que esse amigo desafie sua zona de conforto cognitiva, isso o manterá inteligente. Exercite sua tolerância, desenvolva compaixão. Experimente seus sapatos com frequência.
- Cuidado com o solipsismo _ é quando você se considera a única fonte de tudo o que vive. Saiba que se não está acontecendo com você, não significa que não esteja acontecendo.
- Qualquer coisa dogmática é pelo livro. Perca o livro mesmo que pense que desta vez é o autor (provavelmente não é).
- Considere que o outro pode ter pesquisado tanto quanto você, mas chegou a um resultado diferente. Considere que a hipótese e os preconceitos deles diferem dos seus e, portanto, a disposição deles em relação ao mundo parece tão válida para eles quanto a sua para você.
- Abster-se de usar palavras com um tom inflamatório. Pensar que aqueles que não compartilham de suas opiniões estão profundamente adormecidos é a marca registrada do fanatismo. Reflete uma falta de consciência interpessoal e uma percepção narcisista/egocêntrica da vida, em vez de holística/humanitária. Você faz parte de uma mente coletiva.
- Se uma teoria da conspiração estiver certa, isso não significa que o resto esteja certo. Se uma teoria da conspiração foi provada errada, isso não nega a existência de uma verdadeira "teoria da conspiração".
- Investigue se você definiu sua própria autoimagem com sua inclinação política. Você adotou um senso de identidade a partir de suas crenças, um senso de pertencimento? Dê um passo para trás. Investigue a natureza do eu. Faça a pergunta quem sou eu? Inescapavelmente, a vida acabará por empurrá-lo para algum tipo de reflexão existencial.
- Cuidado com o direito de manter os outros em um princípio moral que eles próprios não endossariam. A última vez que verifiquei a soberania individual e a autonomia corporal é onde a linha é traçada. Se a última afirmação não reflete mais o consenso das pessoas ao seu redor, mantenha-se aberto para uma conversa construtiva enquanto for possível. Fique em sua liberdade. Tome a ação soberana necessária quando se trata disso.
Paulo H Salah Din
Apenas se importe - I
Dizem que elegemos líderes que refletem nossa sombra coletiva.
Será que todos nós temos um pouco de cada politico vilão dentro de nós?
Seja qual for a extensão em que o psicopata, o megalomaníaco, o narcisista, o indiferente, o impotente, o impenetrável ou o tendencioso vivam em você, esta é uma oportunidade de ser tão significativamente responsável perante o estado da humanidade e, por sua vez, conceber maneiras de mudar de forma.
Sua voz, postura, ação, não-ação e comprimento de onda são consequentes de nossa coexistência, relevantes e essenciais.
Há uma deficiência cognitiva monumental em nossa psique que começa com a falta de compaixão, com o pensamento de separação, com auto-obsessão.
A escala de auto-obsessão é ampla. Vai de chafurdar em nossa miséria a invadir uma nação soberana (repressiva/reativa opressiva) ou de deixar a própria nação na miséria,a não ser por algumas cidades. E mesmo nelas, nos suburbios...naqueles lugares em que você não tem o que fazer e não iria por nada.
Visto com olhos verdadeiros, o opressor é uma expressão defeituosa da consciência, desenraizada da eterna lei da unidade.
No entanto, o opressor não é apenas aquele que declara guerras ou as mobiliza ou aperta alguns botões cataclísmicos. Não é aquele que não administra com responsabilidade, pensando em todos, de todas as classes. Mas também aquele que justifica o crime e aquele que se cala.
Cresci assistindo na TV os noticiários de guerras, injustiças do outro lado do mundo ou das ruas e bairros, de algumas cidades em que morei.
Não consigo entender que dizer não às guerras e injustiças sejam um assunto de discussão para alguns.
Paulo H salah Din
Apenas se importe - II
Não consigo imaginar que alguém realmente piscaria antes de tomar uma posição resoluta contra essas coisas, contra matar, desprezar (pois mata tanto quanto uma arma).
Além de nações e nacionalidades fabricadas, preconceitos ideológicos e movimentos de xadrez geopolíticos.
É preciso estar do outro lado da ameaça para não desejá-la para o outro?
ouvir o som ensurdecedor de mísseis e jatos militares
contemplar todos os tons de cinza em um céu matinal.
cheirar a morte.
perder lamentavelmente um ente querido.
ver o terror nos olhos de um pai e uma avó e presenciar a fragilidade da pele humana?
Vejam que estou sendo mais direcionado por minha mente a citar guerras e guerras e guerras. Mas tanto quanto as guerras literais, o que ocorre nos bairros miseráveis, sujos e desprovidos de cuidados da administração do Estado, fazem parte dessa tal “guerra”.
Se é verdade que os líderes mundiais são o reflexo sombrio de nossa psique coletiva, então você é importante.
E você importa muito.
Sua semente de empatia é importante.
Por mais árdua que seja, sua vontade de ser responsável é importante.
Russo, ucraniano, sírio, líbio, iemenita, palestino, israelense, iraquiano, Iraniano, americano, libanês e **** favelados **** são todos nomes de marcas defensivas para uma divisão ilusória.
Paulo H Salah Din
Apenas se importe – III
Você não é nada disso.
Você é humano.
A humanidade não tem limites.
A consciência não tem fronteiras. E você é isso.
Como parte dos padrões e processos atemporais que compõem a saga humana em cada instante precioso, o que você faria hoje para mudar o comprimento de onda do coletivo?
O que você faria para reconciliar a perspectiva binária que impusemos à nossa existência unitária
O que você faria para sonhar um sonho coletivo melhor?
O que você faria?
****************Simplesmente se importe.******************
E se o fizer, importe-se um pouco mais.
E se você deixou de se importar, se preocupe em saber o porquê.
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Quando você começou a ensaiar a couraça preventiva de não se importar o suficiente - para evitar dor e danos emocionais?
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Cuide porque cada parte verdadeira de sua humanidade anseia por cuidar.
Porque você foi feito para cuidar.
Eu me importo.
“Não voltarei a um universo
de objetos que não se conhecem,
como se as ilhas não fossem as crianças perdidas
de um grande continente.” _Monet_
E só para ser ácido: crer, ter fé, não tem nada a ver com cristianismo, islamismo, judaísmo ou qualquer outro “ismo” que por ventura alguém professe.
Paulo H Salah Din
Viaje, mas não para fugir
Sente-se sozinho, mas não para se esconder
Olhe, mas não para preencher
Veja, mas não para encontrar
reconheça, mas não para nomear
possua, mas não para reivindicar
Ame, mas não possua
maravilhe-se, mas não fique obcecado
Aspire, mas não alcance
ensina, mas não pregue
confie, mas não espere
desista, mas não desista
Pergunte, mas não para dar significado
observe, mas não julgue
conecte-se, mas não divida
pertença, mas não se encaixe
Deseje, mas não se satisfaça
individualize, mas não identifique
Paulo H Salah Din
Saudades eu sinto de quem foi embora e de quem eu deixei, nem sempre por outro alguém.
De quem não veio, embora ligou avisando que viria;
De quem um dia veio aqui muito rapidamente,
De quem nem se apresentou e nem quis saber quem sou profundamente,
Que não me oferecerá oportunidade de lhe conhecer.
De verdade, não sei se sinto saudade!
Fácil seria se teus olhos fossem escuros, e não reluzisses a cor do castanho, assim não desejaria olhar.
Mais fácil ainda seria se teu toque fosse a fogo, e me queimasse, ao invés de vir me incendiar.
Queria que teu sorriso, teu cabelo e teu corpo fossem imperfeitos, para eu não conseguir mais olhar, desculpa, perdi de novo, é impossível não notar.
Quanto mais preciso da tua amizade, mais preciso te beijar, e ontem fui dormir com saudade, minha mente foi quadro do seu sussurrar.
Me diz bem baixinho, só em meu ouvido, te quero de novo, sem nada, com sede no olhar.
Me sacia e me toma, não precisa ser perfeito, só preciso da gente, no nosso infinito, lá dentro que vamos morar...
“Todos os caminhos levam ao lar.”
Verdade, mas não em um sentido linear, não como um meio para um fim.
O lar não é um destino encontrado no limiar do tempo.
A verdade é o reconhecimento sem caminhos do que é.
Não apenas um reconhecimento, mas simplesmente as gargalhadas existenciais que surgem quando a busca desmorona o sujeito buscador e o caminho se aniquila.
“Todos os caminhos levam a lugar nenhum” tem um tom melhor de verdade.
A maioria dos ensinamentos espirituais objetiva a verdade que o deixa preso na dualidade sutil de sujeito/objeto.
A mente o ama, pois é diviso em sua própria natureza.
Tudo o que ela faz é conceituar o absoluto.
Ele evoca um assunto de um acontecimento contínuo e diz
"este sou eu,
o resto não é"
como pegar uma onda do oceano ... fofo, mas impossível na realidade.
A maioria dos ensinamentos lança a ilusão de um caminho que obscurece o verdadeiro olhar do supremo e o deixa engolido pela inquietação envolvente da linearidade - a imitação da chegada.
E mais cedo cada caminho que você trilhar será deixado abandonado,
mais frequentemente julgado por tê-lo enganado.
Você então atesta seu caminho recém-descoberto.
"Esse é o novo caminho. Eu encontrei o caminho."
Então, por que ensinar?
não ensine.
Simplesmente compartilhe o que mexe com sua alma, humildemente.
Minha descrição favorita de um verdadeiro professor é transmitida pelas palavras de Laozi
“ele/ela ensina sem um ensinamento, para que as pessoas não tenham nada a aprender”
A verdade não precisa de caminho nem de ponteiro.
É o dedo e a lua, pois nunca houve distância entre sua existência aparente.
A verdade se manifesta em todas as coisas.
Mesmo objetos inanimados tentam nos revelar Deus.
Para saborear a verdade irrevogavelmente,
todos os caminhos ou a ilusão deles devem desaparecer,
toda conceituação deve ser abandonada,
... incluindo o mito do "eu".
Existe realmente um caminho certo
Você se reconhece neste circo espiritual? IV
O trabalhador da luz / titular da grade
Estas são as versões “anciãs” da categoria anterior, e são obviamente as escolhidas.
A lightworker/grid holder tem mais de 50 anos, ela é vidente e pode iniciá-lo em qualquer modalidade de cura, remotamente.
Ela vê números de anjos em todos os lugares e está sempre ocupada mantendo a rede unida.
Em seu tempo livre, ela ficará feliz em recrutá-lo para seu círculo de dinheiro de esquema de pirâmide.
O trabalhador da luz/portador da grade só fala de escadas espirituais, aquelas em que ela se coloca no topo.
Palavras usadas com frequência: Ativação da Luz, atualização do DNA, ascensão, consciência crística, Madalena.
O Ayaspiritual também conhecido como o povo da medicina.
Mais sagrado do que tu, os curandeiros nunca admitem seu vício em remédios, pois cada ação sua é um ritual. Eles adoram jejuar e podem ter explosões de raiva inesperadas devido a níveis de açúcar no sangue fora de controle.
Com razão, o pessoal da medicina é altamente superior à pessoa espiritual comum, pois eles se sentaram com Aya mais vezes do que você pode contar. Afinal, quem pode discutir com a avó? (continua)
