Textos Escritos por Paulo Mendes Campos

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O Cantor Substituto

Aconteceu há muitos anos na Ópera de Paris (não pude comprovar se é verdade). Os ingressos estavam todos esgotados para a apresentação de um famoso tenor, mas no dia marcado, já com a casa repleta, descobriu-se que um problema de transporte iria impedir que ele chegasse a tempo.

Desconcertado, o diretor da Ópera subiu ao palco, explicou o que estava acontecendo, e pediu que um tenor local o substituísse.

A audiência reagiu como era de se esperar; desconforto, alguns expectadores se levantando para pedir o dinheiro de volta, e outros simplesmente aguardando o que estava por vir, já que tinham marcado seus choferes e seus jantares para determinada hora, e não sabiam exatamente como passar o tempo.

O tenor substituto subiu ao palco e fez o melhor que podia. Durante duas horas, cantou com sua alma e seu coração. No final, um silêncio quase completo – porque não era exatamente ele que esperavam escutar.

Apenas um espectador aplaudia. E em determinado momento, ouviu-se sua voz infantil:

- Papai, você é genial! Você é genial!

No momento seguinte, todo o teatro ovacionava de pé o espetáculo; uma simples palavra de amor havia mudado tudo.

Inserida por Renatinho

Entendendo a rotina

Há momentos em que o caminho do guerreiro passa por períodos de rotina. Então ele aplica um ensinamento de Nachman de Bratzlav:

“Se você não consegue se concentrar, ou se está aborrecido com o seu dia, deve repetir apenas uma simples palavra, porque isto faz bem a alma. Não diga nada mais, apenas repita esta palavra sem parar, incontáveis vezes. Ela terminará perdendo seu sentido, e depois ganhará um significado novo. Deus abrirá as portas, e você terminará usando esta simples palavra para dizer tudo o que queria”.

Quando é forçado a fazer a mesma tarefa várias vezes, o guerreiro utiliza esta tática, e transforma o seu trabalho em oração.

Inserida por Renatinho

Quem é o mestre

Mônica Lepri envia a seguinte história da tradição sufi:

Um discípulo perguntou a Nasrudin:
- Como você se tornou um mestre espiritual?

- Todos nós já sabemos o que precisamos fazer em nossas vidas, mas nunca aceitamos isso, – respondeu Nasrudin. Para entender esta verdade, precisei passar por uma situação curiosa.

“Certo dia, eu estava sentado na beira de uma estrada pensando no que fazer, quando chegou um homem e postou-se diante de mim. Para afastá-lo dali, eu fiz um gesto, e ele o repetiu. Achei aquilo engraçado, e fiz outro gesto; ele me imitou, e acrescentou um novo movimento”.

Nós começamos a cantar e a realizar toda sorte de exercícios. Eu me sentia cada vez melhor, e passei a adorar o meu novo companheiro. Algumas semanas se passaram, e um dia eu perguntei-lhe:
“Diga-me: o que devo fazer a seguir, Mestre?”

E o homem replicou: “Mas eu pensei que você era o mestre!”

Inserida por Renatinho

Kandinsky para seus quadros

Pintar é uma arte. E a arte é um poder que deve ser dirigido para o crescimento da alma. Se a arte não realiza este trabalho, o abismo que nos separa de Deus permanece sem uma ponte.

O artista deve o seu talento a Deus, e precisa saldar este débito. Para isto, é necessário trabalhar duro, saber que é livre em sua arte, mas não em seu compromisso com a vida. Tudo o que sente e pensa é parte da matéria-prima com que irá melhorar a atmosfera espiritual a sua volta.

A beleza seja na arte, seja em uma mulher, não pode ser vazia; precisa estar a serviço do homem e do mundo.

Inserida por Renatinho

Exposição "Bolo no Buzu"
de Lilian Morais
É com imenso prazer que apresentamos a retrospectiva da exposição "Bolo no Buzu", uma jornada artística inquietante e multifacetada da artista visual Lilian Morais. O título aparentemente simplório revela-se uma metáfora intricada, cuja complexidade desafia nosso entendimento convencional. O "bolo" presente nesse contexto pode ser interpretado de várias formas, desde o bolo de aniversário celebrado dentro do coletivo até o bolo humano, símbolo de amontoados de pessoas, como punição ou resultado de promessas não cumpridas.
Ao adentrarmos essa exposição de impacto, somos confrontados com a realidade crua e desafiadora das condições precárias do transporte urbano. Lilian Morais capturou, com maestria, a essência dessa vivência coletiva, oferecendo-nos um espelho para refletir sobre as desigualdades sociais e as lutas cotidianas enfrentadas por aqueles que dependem desses meios de transporte. Através de suas telas, somos transportados para dentro e fora dos ônibus, testemunhando assaltos, abordagens policiais e a presença marcante de personagens políticos que, ironicamente, muitas vezes nos dão "bolo" ao não cumprirem suas promessas.
Mas a ousadia de Lilian Morais vai além. Nesta exposição, ela apresenta uma instalação de impacto assustador que nos transporta para os escombros de uma casa demolida pelas chuvas. É uma releitura poética da obra "preta, Bahia preta", do renomado poeta Jorge Carrano. Nessa reconstrução fragmentada, encontramos roupas, brinquedos, pedaços de madeira, fragmentos de móveis e um pé preto, medindo 1,80 metros de altura. É uma representação poderosa das consequências das forças implacáveis da natureza e das desigualdades sociais que afetam de maneira desproporcional as comunidades marginalizadas.
Essa instalação nos convida a refletir sobre a vulnerabilidade das estruturas sociais e a resiliência daqueles que enfrentam as adversidades diárias. Ela nos lembra que, apesar da destruição, a esperança e a resistência persistem nas histórias dos indivíduos que se reerguem diante das dificuldades.
A exposição "Bolo no Buzu" vai além do espaço tradicional das galerias e museus. Ela transcende fronteiras, unindo arte e realidade de forma inovadora. Como parte integrante da experiência, a exposição conta com a participação de poetas performáticos e atores que trazem à vida os personagens retratados nas telas, envolvendo-nos em narrativas intensas e envolventes. E, mesmo que o coquetel seja inexistente, Lilian Morais surpreende ao trazer ambulantes que normalmente vendem bebidas nos pontos de ônibus para o interior do museu, proporcionando uma experiência inusitada e inédita. Essa abordagem disruptiva desafia as convenções estabelecidas, ampliando ainda mais o impacto da exposição.
Em meio a esse cenário complexo, a artista nos convida a questionar o papel do transporte público como um microcosmo da sociedade, onde as desigualdades se manifestam diariamente. As obras de Lilian Morais nos fazem refletir sobre nossa interconexão e a importância de reconhecermos as histórias individuais que se desdobram dentro desses espaços. "Bolo no Buzu" nos convoca a enfrentar as injustiças sociais, a repensar as estruturas vigentes e a encontrar soluções criativas para as questões prementes que afetam nossa sociedade. Junte-se nessa jornada artística que desperta a consciência e ecoa as vozes daqueles que vivem à margem da sociedade. Esta exposição é um convite à reflexão profunda e à transformação social.
Paulo Müller

Inserida por lilianmorais0803

Graduar e manter a frequência de conceber enxurradas de insights, enquanto outras frequências não podem imaginar..

Cérebro (Neuro aprendizado)
Espiritualidade (Neutralidade)
Universo (Função de onda)

Ou funcionamos de acordo com seus funcionamentos ou seus funcionamentos funcionam de acordo com os nossos..

Tudo não é fácil, mas seria bem menos difícil.

Inserida por paulocelente

Estar Padeiro

Dormir sabendo que terá que trabalhar
para acordar primeiro que todos
e cedo suando com a massa no ponto
quando todos acordam chorando querendo pão
o pão já está pronto
anoiteceu e não está mais aqui acordado
precisou ir dormir pois estava cansado.

O Padeiro acomoda e não incomoda,
por um mundo com mais Padeiros.

Inserida por paulocelente

Meditar diariamente, permite enxergar um mundo doente.

A meditação cura e previne quase todas doenças, é técnica e ciência, além de crenças.

Ainda não conseguir meditar é a prova da falta de meditação, mas é preciso se esforçar.

Meditar é estar com Deus, sendo impossível provar o contrário e nunca conseguirá.

Para sair do automático: me-dita-ação.

Inserida por paulocelente

⁠O importante é estar feliz por não ser perfeito, felicidade esta, por ter alcançado perfeições, tipo, derrubou levanta, sujou limpa, acendeu apaga, utilizou guarda, deve paga, proceder nas documentações, errou refaz.

O ser humano em geral, acha mais fácil achar que não se é perfeito, já a espiritualidade não discorda, mas pedindo para evoluir colecionando perfeições.

O ser humano mistura e distorce assuntos das mesmas ordens, porém, em diferentes vias, sem jogar com a dualidade e neutralidade.

O ser humano quer é um biscoito e dar bala para enganar, na única oportunidade de aperfeiçoar-se.

Inserida por paulocelente

⁠A filosofia não está certa nem errada, nem boa e nem ruim, apenas observa, reflete e aproxima o raciocínio para pensar com base nos fatos, que podem estarem certos ou errados, bons ou ruins, onde através da filosofia poderá descobrir.

O que não estiver no certo e no bom, poderá dizer que a filosofia é errada e ruim.

A filosofia serve para descobrir possíveis verdades e onde não há filosofia, a mentira invade.

Inserida por paulocelente

A sistemática cultural não formou seres humanos para se auto sentir, se ouvir e se entender, muito menos para compreender o próximo, admirá-lo e aceitá-lo. A função é dar dica para fazerem como a si, como se até hoje fosse impossível se imaginar no lugar do outro.

Deus fez cada um com um quadro biológico, o que não se sente é bobagem pois não enxerga sentido. Por isso é o sentir que faz os cuidados.

Loucura menor seria cuidar.

Inserida por paulocelente

⁠Deus já fez tudo certo para cada um de alguma forma servir adequadamente a si, para assim poder ainda servir o próximo.

Quanto mais bonita a pessoa for por fora, mais ajuda poderá precisar por dentro.

Quanto menos bonita e menos ajuda receber, mais forças poderá despertar.

Está tudo certo, incerto seria poder mas não ajudar.

Inserida por paulocelente

Poucos momentos seriam para afirmar algo. Tudo muda e o aprendizado é movimento constante até mesmo sem perceber.

Viver consciente hoje, é natural e humilde lembrar que já viveu na ignorância ontem.

A cada dia os compreendimentos vão se somando e revelando.

As vezes, ampliar a cultura é se curar.

Para a natureza, parado não precisa ficar e ela vai cooperar.

Inserida por paulocelente

⁠O dinheiro não pode comprar felicidade para a infelicidade.

O dinheiro somente pode devolver e manter a felicidade que já se tem.

O dinheiro pode trazer alegria disfarçada de felicidade, que por ser necessário mantê-la, não pode ser felicidade.

Desculpas para comprar não faltam para tentar preencher o lugar da felicidade.⁠

Inserida por paulocelente

⁠O ser humano é capaz de projetar qualquer realização possível, mais do que a possibilidade de projetar a si próprio.

Silenciar-se
Relaxar
Respirar fundo devagar
Agradecer pelo o que está
Saber que controla nada
Enviar sentimentos de perdões
Compreender que cada um é diferente
Todos são delicados

...Adeus ansiedades.

Virá, um novo modelo social para viver e conviver.

Inserida por paulocelente

⁠⁠⁠A palavra "humilde" foi utilizada errado para significar pobre financeiramente, quando na verdade é uma simples consciência com sabedoria que reconhece seus limites, sendo riqueza mental e espiritual.

Tem nada a ver com o dinheiro.

Mas é com dinheiro que mais salienta a humildade.

O valor da humildade é sempre o mesmo.

Inserida por paulocelente

Disciplina é também avisar o ego que agora é momento de fazer o necessário e não o que ele tem vontade de fazer.

⁠Disciplina é o princípio das conquistas.

Disciplina é a regente do viver e auxiliar do proceder.

Disciplina é um estado refletido em ações metodológicas.

Disciplina vem da consciência através do amadurecimento.

Disciplina garante descanso com leveza.

Disciplina possibilita o realizo transformador.

Disciplina é o primor da espiritualidade.

Disciplina está entre as chaves do plano evolutivo.

Disciplina é a melhor oração depois do silêncio.

Disciplina aproxima respeito, valores e integralidade.

Disciplina pode ser por obrigação e assim mesmo é infalível.

Inserida por paulocelente

⁠Pensar que Deus protege os que estão bem, faz imaginar que ele prejudica ou esqueceu dos que estão mal.

Analisando os dois mil anos, Deus fornece as graças e quem protege é si próprio.

Deus criou tudo isso, deu ferramentas e um cérebro para seguir se desenvolvendo sozinho.

As graças de Deus deu as possibilidades para proceder, se não fazer, não terá, mas se fazer, terá, graças a Deus!

Inserida por paulocelente

⁠Espiritualidade é uma mesma para todos, ela é um sistema e tem um plano evolutivo, observe, ti liga...fica a dica e nessa menos melhor não fica.

Não existe formas de espiritualidade e é apenas ela que forma. É sutil, o mundo ofegou e atrapalhou.

Respira fundo devagar, pausa tudo, te afasta, alivia, descansa, relaxa, tranquiliza.

É quando a rotação baixa para o normal que os Anjos além de cuidar, podem instruir para que se cuide.

Inserida por paulocelente

⁠Além de Deus é somente o plano evolutivo.

Evoluir é necessário, a natureza demonstra e o fluxo impulsiona.

Parece que Deus criou algo naturalmente evoluível por saber que sua presença seria expressa no todo e cada um deve se auto ajudar, silenciar e manejar.

Os bons espíritos vagando são os Anjos, a verdade e a bondade que induz a equilibrar o planeta junto das boas almas encarnadas.

Gratidão Deus por estar e por suas graças para poder lutar.

Inserida por paulocelente