Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Enrubescer-se.
Despertei enjoada, nada queria, nem ao menos o gosto que pode ter tocar-se um corpo masculino por nada, só por afeto. O aperto na boca do estômago. Perdi a esperteza, confiei nos versos de amor de um comprador qualquer. Seria assim ter homem depois de lidado a chama qye arde, desgasta e cessa? Saudade dos dedos que tramavam meus fios de cabelo, conhecendo a suavidade, restaurando aos poucos o saber do carinho que já havia perdido. Que bom seria encostar-me e dormir, dormir, quiçá sonhar, quem sabe. Sinto-me agoniada; cegueira. Quero respirar e deixar no ar um eco. Sem teatros, quero sentir fomes de amores, de desejos, de calores, encarnados, novamente.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
GRANDES COISAS
Quando nos permitimos ficarmos admirados por "Grandes Coisas" esquecemos de admirar as "Pequenas Coisas" , que são a base das "Grandes Coisas".
Quando buscamos a felicidade em "Grandes Coisas" esquecemos de olhar as Pequenas Coisas , pois a felicidade verdadeiramente estão nas "Pequenas Coisas" .
Quando você quer construir "Grandes Coisas" você deve buscar três elementos para criar essa base : AMOR, CARINHO E HONESTIDADE.
Nesta base você receberá tudo que precisa para ser feliz, pois está base tem por nome FAMÍLIA.
Ai você descobre que as "Grandes Coisas" são "Pequenas" perante Você!!!!
A Gladiadora é tão especial
jeito de menina porém por traz carrega uma mulher
ao mesmo tempo que é transparente
percebe-se um mistério em seu olhar
mistério esse que quero disvendar
Feito uma gladiadora
avassaladora ela invadiu meu coração
No inicio eu não quis acreditar
mas depóis eu percebi que estava
recrutado,escravizado e entregue a um novo Amor.
Dia 02 de Novembro. Dia de amados.
Hoje eu não vou a cemitérios.
Hoje é o dia que escolhemos para homenagear nossos mortos.
Dia em que muitos se dirigem aos cemitérios, visitam túmulos, os enfeitam, relêem as inscrições nas lápides...
Muitos reservam alguns momentos nesse único dia, para lembrar, aqueles que morreram e já foram esquecidos, acho isso um tanto hipócrita e totalmente desnecessário.
Não que eu também não tenha meus próprios mortos, para lembrar ou revisitar, mas faço isso, no cotidiano, mantendo-os vivos em mim e buscando as referências, de suas vidas, em suas obras...
Hoje eu não vou a nenhum cemitério.
Aos esquecidos, seria desonesto, tal fingimento e aos que mantêm-se vivos em mim ou em suas obras, seria completamente desnecessário.
Não vou a cemitérios.
Tenho pra mim que, assim como, Mario Quintana, aqueles que um dia viveram, não estão lá.
Tenho que ficar quieto
Tenho que ter paz
Deixar o coração aberto
E o resto tanto faz
.
Aguardar dias melhores
Persistir, correr atrás
Já houve dias piores
E a tristeza deixar para trás
.
Tenho que percorrer meu caminho
Nunca desistir, pois não estarei sozinho
Reconhecer os amigos meus
E jamais esquecer do nosso DEUS
.
Continuar até o meu tempo acabar
Prosperar e nunca desanimar
Ter FÉ e, minha cabeça não baixar
Viver por amor... viver para Amar
TRANSBORDAR!!!
.
(Cris)
#Capricórnio:
Não se sinta vazio por não ter um grande amor...
Pois o vazio é aquele espaço que não é com qualquer pessoa ou de qualquer maneira que se preenche...
Muitas vezes você se sente cheio o tempo passa e você percebe que td não passou de uma ilusão...
Aprenda a ser feliz consigo mesmo, se encha de amor próprio isso sim preenche o vazio que você mesmo causa por não amar a pessoa certa Você...
Odeio Saudade
Eu não gosto de sentir saudade.
Saudade é falta. É ausência. É algo ou alguém que se foi.
Eu odeio saudade.
Saudade é perda. É tristeza. É lamentação.
Saudade. Quem nunca a teve em seus braços?
Quem nunca por ela recebeu afago?
Eu odeio saudade.
É única em nossa língua.
É algo que mina.
Mas se é ausência, algo que se foi, como pode trazer tanta dor?
É o vácuo de nós mesmos, refletidos em alguém ou alguma coisa.
Saudade que tenho agora é da boca.
Saudade da mão. Dos olhos. Dos ouvidos.
Saudade de ser íntimo.
Saudade que não é passageira e sim piloto do meu ser.
Eu odeio tanto a saudade que só não a odeio mais por ela me lembrar em todo meu vazio e dor o que já fui e senti.
Eu odeio odiar a saudade.
E o Casal Deitado, de Concha, Entrelaçados Como Se Fosse Apenas Um,
Ele Suspira No Ouvido Dela:
- Você Me Faz Tão Bem.
Ela Se Volta de Olhos a Ele:
"Mas Em Tão Pouco Tempo?"
Ele a Abraça o Mais Forte Possível:
- É Que Não To Acostumado a Ser Feliz Desta Maneira, Com Uma Pessoa Tão
Perfeita, Linda e Que Me Enche de Carinhos. Quero Ser o Que Muitos Não Foram,
Quero Fazer o Que Muitos Só Prometeram e Quando Você Menos Imaginar Serei
o Que Muitos Sonham Em Ser... Seu Verdadeiro Amor.
E Um Lindo Beijo Os Mantém No Viveram Felizes Este Momento.
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas
Nota: Trecho do poema "Afinal"
*Os pássaros
Hoje, logo bem cedo acordei ouvindo os pássaros há cantar. Eles cantavam por liberdade, demonstrando sentir saudade, daquele verde que viviam , da natureza que exploram e do espaço que voavam. E a mim o que restava, era solta-los. Mas eu nem poderia, eles não me pertenciam. Fiquei ali ouvindo o canto, e sem poder ajudar me veio a dor e o pranto. Me retirei, mas não me contentei. Porque naquele momento os justos estavam presos e os injustos ilesos. Isso não ficará assim, porque dentro de mim existe bondade, e se todos fossem assim, seriamos mais feliz e os pássaros cantariam alegremente, sem ferida celebrando a liberdade e a vida
Jaguadarte
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”
Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!
Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
Barrow-on-Furness
I
Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não os tem ninguém.
Quem diz que os tem é como eu, mas mente.
Quem diz que busca é porque não os tem.
É com a imaginação que eu amo o bem.
Meu baixo ser porém não mo consente.
Passo, fantasma do meu ser presente,
Ébrio, por intervalos, de um Além.
Como todos não creio no que creio.
Talvez possa morrer por esse ideal.
Mas, enquanto não morro, falo c leio.
Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual?...
— Acaba lá com isso, ó coração!
II
Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.
Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Águia do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...
Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?
Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.
III
Corre, raio de rio, e leva ao mar
A minha indiferença subjetiva!
Qual "leva ao mar"! Tua presença esquiva
Que tem comigo e com o meu pensar?
Lesma de sorte! Vivo a cavalgar
A sombra de um jumento. A vida viva
Vive a dar nomes ao que não se ativa,
Morre a pôr etiquetas ao grande ar...
Escancarado Furness, mais três dias
Te, aturarei, pobre engenheiro preso
A sucessibilíssimas vistorias...
Depois, ir-me-ei embora, eu e o desprezo
(E tu irás do mesmo modo que ias),
Qualquer, na gare, de cigarro aceso...
IV
Conclusão a sucata! ... Fiz o cálculo,
Saiu-me certo, fui elogiado...
Meu coração é um enorme estrado
Onde se expõe um pequeno animálculo
A microscópio de desilusões
Findei, prolixo nas minúcias fúteis...
Minhas conclusões Dráticas, inúteis...
Minhas conclusões teóricas, confusões...
Que teorias há para quem sente
o cérebro quebrar-se, como um dente
Dum pente de mendigo que emigrou?
Fecho o caderno dos apontamentos
E faço riscos moles e cinzentos
Nas costas do envelope do que sou ...
V
Há quanto tempo, Portugal, há quanto
Vivemos separados! Ah, mas a alma,
Esta alma incerta, nunca forte ou calma,
Não se distrai de ti, nem bem nem tanto.
Sonho, histérico oculto, um vão recanto...
O rio Furness, que é o que aqui banha,
Só ironicamente me acompanha,
Que estou parado e ele correndo tanto ...
Tanto? Sim, tanto relativamente...
Arre, acabemos com as distinções,
As subtilezas, o interstício, o entre,
A metafísica das sensações —
Acabemos com isto e tudo mais ...
Ah, que ânsia humana de ser rio ou cais!
APOSTILA (11-4-1928)
Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!
Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.
Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...
Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...
Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!
(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)
Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.
Começo a ler, mas cansa-me o que inda não li.
Quero pensar, mas dói-me o que irei concluir.
O sonho pesa-me antes de o ter. Sentir
É tudo uma coisa como qualquer coisa que já vi.
Não ser nada, ser uma figura de romance,
Sem vida, sem morte material, uma ideia,
Qualquer coisa que nada tornasse útil ou feia,
Uma sombra num chão irreal, um sonho num transe.
Amores vem e vão... A vida é passageira...Tudo é uma mágica...Não trate a vida como um fardo...E sim como uma cartola que vc tira o que quiser dela...A vida é um presente de DEUS e não um castigo...E se vc não esta conseguindo tirar nada dessa cartola, é pq sua fé está prejudicada...Tenha fé, pq nessa cartola não tem só coelho... Tem um universo inteiro...
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😉
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(Cristiano de Campos)
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto –
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente: eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto me dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Você é arte,
possui os mais belos traços
e as mais belas curvas,
é uma pintura que ficaria nos mais
belos quadros e museus.
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Você é arte,
e nem Leonardo da Vinci
conseguiria pintar um quadro que tivesse tamanha beleza e graciosidade
como a você.
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Você é arte,
do tipo que eu poderia ficar horas
e horas apenas admirando
a sua beleza e cada detalhe que
faz parte da sua essência.
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Você é arte,
daquelas complexas e enigmáticas,
que nem todo mundo consegue enxergar
os belíssimos detalhes e a essa simplicidade tão belae apenas sua.
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Você é arte,
e o amor é o mais belo
e incrível tipo de arte,
e amo a cada pedacinho dessa
obra de arte que é a sua existência.
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Você é arte,
é caos, é euforia, é poesia.
É tudo e mais um pouco.
E ouso dizer que,
sou completamente apaixonada pela arte.
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Você é o meu Sol e eu sou a sua Lua.
Separados por eternos quilômetros de distância...
Mas mesmo assim a sua luz me ilumina e aquece como a ninguém.
Você é o meu Sol e eu sou a sua Lua.
E mesmo que estejamos distantes...
Jamais deixarei de te amar.
Você é o meu Sol e eu sou a sua Lua.
Portanto,
Estarei aguardando ansiosamente pelo nosso..
Eclipse.
" Em vida é melhor olhar ao céu do que lá viver...
Na certeza de que teremos sempre alguém a olhar por nós, a observar-nos...
Namorar a lua, mas com os pés bem assentes no chão é meio caminho para a felicidade.
E o resto do caminho faz-se todos os dias um pouco de cada vez, porque nesta vida não há caminhos traçados, os caminhos fazem-se a andar, acreditando sempre que aquele será o caminho certo, o caminho por certo que nos levará onde queremos chegar... "
✍ Miguel De Campos
