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Textos de Saudade do Namorado

Cerca de 43421 frases e pensamentos: Textos de Saudade do Namorado

⁠O Princípio do Desconhecido

Descontraído na presença dos afeiçoados, finalmente é chegado o princípio do tramitar o desconhecido. Inerte por um breve momento, afere-se a força resultante da convivência num círculo social íntimo.

Cotejar medidas e pesos com variáveis tão complexas e misteriosas traz uma certa inquietação.

O que esperar?

Talvez seja melhor optar pelo nada.

O anseio cego é competente no estilhaçar de novas perspectivas, tão necessárias a reforma interna, e, para as possibilidades transmudarem-se em esperança, o compasso da dança presente precisa cessar. Interromper a melodia na qual a roda-viva permaneceu por muitos anos implica o medo da incerteza. A angústia que nasce do incerto é um sentimento comum a todos, todavia, encará-la se faz imprescindível para eludir o paralisar da transformação. O receio em ultrapassar os limites da zona de conforto deve ser comutado na coragem de acolher o novo. O novo é imprevisível e caminhar ao desconhecido significa enfrentar sentimentos e emoções impossíveis de correlacionar de início. Arrependimentos podem ser integrados ao ente futuro quando o elemental furta-se constantemente da trilha do insólito. O arrepender-se é eterno, não há como resgater oportunidades que no passado foram apresentadas e descartadas a predileção pelo fixo.

Sentir o desacelerar da dança corrente até finalmente parar a canção é, para muitos, assustador e aflitivo. O silêncio ensurdecedor proporcionado pela descontinuação do ritmo vigente sobrevém sons aparentemente caóticos e desconexos os quais ditam o expandir de um novo recomeço.

Será que a partir do caos compõe-se uma melodiosa nova música?

É sabido que, em longo prazo, do caos faz-se uma nova ordem, harmônica e bela.

A partir deste momento, o dançar da vida entra em inédita estação. O prazo para uma nova criação é indefinido e imensurável, apenas as escolhas individuais conseguem ditar o fim da estrada metamórfica de um novo ser.

Inserida por rodrigo89nicolino

⁠⁠⁠⁠⁠Esse anjo que você chama de amor, é quem eu chamo de primeiro amor, promete para mim, você nunca vai fazer ela chorar. Quando a conheci éramos criança e tudo que você ama nela eu amei antes, todos os elogios que você deu a ela eu dei antes.

Quando ela estava mal quem ela procurava era eu, quando ela estava com as amigas o assunto era eu, eu vivi mais que só infância, eu vivi para ver ela se tornar mulher e eu me tornar homem. Tudo que vivemos, hoje, eu só posso levar no coração e nos pensamentos.

Eu fui incapaz de ter ela para o resto da minha vida, mas nunca a esqueci e nunca irei. O dia que ela se cansar de você, o dia que ela precisar de mim, o dia que ela me pedir ajuda, eu irei ajudar.

Este é meu único aviso, eu suporto a ausência dela pela felicidade dela, mas não suporto quem a faça mal, não respondo por mim. Então promete para mim, você vai fazer ela feliz.

Não troque ela pelo futebol, não escolha seus amigos quando ela pedir a sua presença, nem sempre ela diz com palavras, às vezes ela usa um sorriso, um olhar e não despreze os mínimos detalhes que ela te entrega, são estes detalhes que faz o coração dela feliz.

Ela me faz tanta falta e agora preciso ignorar ela sorrindo e me dizendo "oi". Talvez nem ela saiba, mas ignorar ela dói na minha alma. Ela talvez ache que eu a odeio e provavelmente não lembro mais dela.

Tudo que faço é respeitar o espaço dela e as decisões dela. Se hoje ela é feliz com você eu não vou corresponder, mas nunca em hipótese alguma eu sentirei ódio ou esquecerei quem eu mais amo nessa vida.

Tudo que ela precisa saber ela não sabe, pois nosso diálogo se perdeu quando você entrou na vida dela e Ela talvez não saiba, mas tudo que impede a mim de falar com ela é a sua presença na vida dela.

Tudo que eu mais desejo é uma última conversa com ela, uma oportunidade de ver o sorriso de quem conquistou cada milímetro do meu coração.

Inserida por LeoSan

MORRE POR INTEIRO

Tem os que nunca partem
Vive em nossas lembranças
Da nossa nostalgia vão além
Alimentam nossas esperanças

Nesta passageira caminhada
Tecem fios de teia de amor
Forrando por toda estrada
O carinho, o afago, o calor

À distância nesta separação
É temporária, bem breve
Que conforta o coração
Faz desta ausência leve

Se partiu, deixou verdades
Norteou de afabilidades... (a vida!)
A emoção! Perpetuando afinidades
Pois morre por inteiro quem não deixa saudades.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho, 01 de 2010, 09’13”
Rio de Janeiro, RJ

TUDO LONGE (fado)

Tudo longe, tudo vazio, tudo sem encanto
do teu canto, teu olhar, no peito no entanto
que se põe a suspirar... as tuas lembranças!
Que são lágrimas em rodopios e em danças
na minha saudade. Você está ausente!
Só o cheiro dos teus beijos nos lábios presente
Insistente: - num poema, num verso, num canto
uivando o acalanto, tanto, me jogando num canto
Nem o teu calor, o teu amor, aqui posso tocar
Você está longe... como nostálgico não ficar?
Ai está dor, este pranto, este manto, ai...ai... ai...
não me deixes tão distante, solidão... vai... vai...
A dor do amor sozinho, é tristura grande
que invade a alma, de quem é amante
Tudo tão longe, tão grande, tão emudecido
aqui neste gemido em sofrido alarido...
Me ponho ao vento por ti clamar:
- como é bom poder te amar!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de agosto de 2019
cerrado goiano

PAI (soneto)

Trago no coração sinais de abrigo
são sentimentos de protetor laço
num nó em lembranças e abraço
daquele que levo sempre comigo

É quem apoiou o passo no passo
no compasso fora do ter perigo
É o valente amigo até no castigo
que no cansaço expõe o regaço

Eis o lar, pai, que assim eu digo:
o provedor que nunca é escasso
num rude amor, sem ser oligo

O braço em um dilatado espaço
de colunas eretas que bendigo:
- numa saudade que não afaço.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
agosto de 2016
Cerrado goiano

MADRUGADA DE JULHO DE 2015

Nesta madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
13 de julho, 2015
Cerrado goiano
Falecimento do meu velho pai.
(José Lino Spagnol)

TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto)

Talvez ilusão, quando senti, mas sentia
Que, ao desânimo da alma nela enleada
Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia
Numa preamar de esperança prateada

E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada
Assim em cada raio, aí então eu resistia
E construía degraus nesta dura escada
Mesmo que se risco corria... ou se feria...

Tu, alegria sagrada! E também, capital
Sede das sedes!... que venha por nós
Tal reticências, e não como ponto final

E, ó desejada! E tão buscada, aporte
Como um emaranhado de um retrós
Súbito. Vi que rompe na medida sorte!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Minha terra, richiamo

Ah! Quem há de gabar, recordação impotente e escrava
O que o presente diz, o que a saudade escreve?
- Cutucas, sangras, pregadas nas lembranças, e, em breve
Olhas, desfeito em espanto, o que te encantava...

Passou, andou, e é num veloz turbilhão, a ilusão forjava;
Ilusões. Um dia na inocência, hoje já não mais serve,
A forma, e a realidade espessa, a lembrança leve,
De pureza, canduras, numa quimera que voava...

Quem a prosa achará pra poetar o conteúdo?
Ai! Quem há de falar as saudades infinitas
Do ontem? e as ruas que omitem e agiganta?

E o suspiro muda! e o olhar surdo! o andar mudo!
E as poesias de outrora que nunca foram ditas?
Se calam nas recordações, e morrem na garganta...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20 de janeiro, 2019
Araguari, Triângulo Mineiro.
Paráfrase Olavo Bilac

2020 um ano péssimo para estar no 3º ensino médio.
Um ano em que a quarentena surgiu, o isolamento social é regra, justo para aqueles que mais querem estar unidos, para aqueles que vivem uma despedida todos os dias, justo para aqueles que a contagem é regressiva para o fim de um ciclo tão duradouro.
Um ano em que a vontade de abraçar aqueles amigos próximos é maior porque já se tem em mente que isso não acontecerá mais com tanta frequência.
Aulas virtuais não chegam aos pés do que é estar na escola, do que é estar ali sempre se surpreendendo, dia após dia.
Os alunos de 2020 estão fazendo o ano escolar mais especial de todos em casa, a eles não se tem mais o direito de se ter o encanto do último ano.
Isso é dolorido.

TORMENTO
Divagando pela veneta
Da noite
Destrancando minha gaveta
Das aflições em açoite
Entre as estrelas e a lua
Na janela das saudades silentes
Em delação tão minha, tão sua
Vou trovando motivos urgentes
Nos lamentos com agrura crua
De um tempo que já se foi...
E neste silencioso agudo
Só a alma põe-se falante
E assim, então, eu a saúdo
Segando o tormento dissonante
Versando a solidão em suspiros rudo.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/04/2013, 01’45”
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

FINADOS

Perdida é a paixão no finados, ó Deidade!
Dentro do silêncio das lembranças, o choro
Dos que já se foram. Vácuo no peito em coro
E as orações repetindo o lamento, piedade!

Tantas flores pra tantas covas, pesar em goro
Tantos prantos pra tantas dores, familiaridade
Desfiando suspiros, em tal trágica fatuidade
No ocaso de glórias num plangor tão canoro

Devagar é o enterro no aflitivo perdido laço
Onde os olhares, passam, sem dar passo
Murmurando no vazio que o coração brade

Cada qual pega na alça do triste compasso
De conta em conta na magoa num repasso
Deixado as lágrimas e, arrastando saudade

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A RUA

Não era itinerário nem outra nova direção
Suspiros! Calor no cerrado. Lembrança
Aqui havia uma rua, casa em demolição
O tempo era maior. A nostalgia uma lança
Tantos são os mortos na minha indagação
O tempo roendo a recordação, em dança!
E nas casas, impregnada de tenra poesia
A saudade, e não mais havia vizinhança
Tudo em ruína, mais nada dizia...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, dezembro
Cerrado mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

VELHAS SAUDADES

Olha as velhas saudades, tão cáusticas
Do que as saudades novas, menos antigas
Tanto mais agridoces do que as ortigas
Derradeiras na alma e assim tão fubicas

A lembrança, a dor, tristura em futricas
Que o tempo não as corroem nas fadigas
Tão casmurras e se abrigam nas cantigas
Dos amores perdidos e com as suas tricas

Não choremos, camaradas, a saudade!
Vivamos a cada segundo! E vivamos!
Como a esperança que não envelhece

Na felicidade, e também na bondade
E assim com o riso e harmonia vamos
Dando conforto aos que dela padecem!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Setembro de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

GRILHÃO

Por que hei, desta solidão, o memorial
Por que hei, do silêncio, o chamamento
Se o caminho tem o seu início e o final
E o fado nunca é só descontentamento

Fosse possível ser apenas um ato fatal
Depois de tanto e tanto aborrecimento
A vida seria apenas passagem acidental
E no acaso não teríamos o sentimento...

Vária lembrança no tempo, nunca lento
De vias que nos parecia uma eternidade
E que nos foi reservado no esquecimento

Por que? Me encadeias sem piedade
No grilhão do vil ignoto e do tormento
No cárcere dum martírio da saudade?

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

FOLHAS SECAS (soneto)

As saudades das lembranças não feitas
Acorrentadas no passado e não dadas
Perdidas, sonhadas e até tão desejadas
Assim, para a indagação, são estreitas

E no como seria, são apenas fachadas
Tal como viscosas felicidades suspeitas
De possível outro rumo, e boas receitas
Na ilusão do tempo, por suas chegadas

O ser humano e suas incríveis emoções
No ter e querer um prumo de intenções
Quando o amor é espera em movimento

Encanta-me a ação da vida, as razões
As utópicas e inúteis e frágeis aflições
Todas, folhas secas, levadas ao vento...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SAUDADES SECAS (soneto)

Saudades secas, no cerrado, banham
De lágrimas as lembranças já findas
E assim choram, tristonhas, e choram
Enxugando o soluço em sujas nerindas

Quando entardece as noites revindas
É hora de preces que os céus imploram
Oram de mãos postas, e ali tão pindas
Que tristuras secas, molhadas choram

Ao juntar estas secas dores na oração
Em vão as rezas murcham na emoção
E as saudades bebem fel na cacimba

São nostalgias que vivem de ilusão
Choram, oram, imploram recordação
Se quando no peito esquecer catimba

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MATER (soneto)

Como quisesse voltar a poder outrora
Aos tratos maternais, carinhos tais,
Suspensos, e eu sentado no cais,
Da desdita, vendo a saudade a fora.

Abriu as asas e partiu pra jamais
Reaver. Longe céus, perto agora,
A dor na recordação então chora,
Chora e chora, muito, mais e mais.

E logo, o pesar então poeta aturdido,
A condolência saudosa de carinho,
Ímpar, mãe, eterna doce habitação.

E por um largo espaço andei perdido,
No capricho de ter de novo o ninho,
Ver-te, e tomar-te a divinal benção!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Eu sou egoísta, pelo menos é oq dizem
Eles não estão errados
Mas eu não sou assim só por se importar cegamente comigo mesmo
Sou completamente desinteressado pela desgraça ou felicidade do próximo.
Mas não é sempre assim!
O amor me faz abrir exceção
Pois quando estou amando, eu me importo igualmente pela pessoa, pelo bem dela, eu coloco ela em um pedestal que esteja a minha altura.
Fico obcecado por ela, se isso é bom eu não tenho certeza
Mas talvez não seja, já q sempre q saí dessa armadura cheia de egoísmo e arrogância, em todas as vezes eu fui destroçado, e isso só me torna pior.
Isso não me deixa triste, mas eu sei que se a vida fosse um filme
Eu seria o vilão cruel, que está quebrado por dentro!

Inserida por Florsemcor

⁠Quando eu fechar meus olhos pela última vez espero estar olhando o mar e para linha do horizonte para sempre navegar
E para você que me mostrou o que é o querer, o que é sorrir e me ensinou a sonhar,
a saudade mora no entardecer e é lá que vou estar.
E para a linha do horizonte para sempre navegar.
Pccmagdalena

Você sabe que por várias vezes
eu tentei te alertar.
Meu coração já estava em pedaços
e mesmo tentando tanto,
eu poderia não voltar.

Sentindo você nos meus braços
eu não tive tempo pra pensar.
Ele sempre esteve entre nós,
você queria uma solução e eu não fiz questão de procurar.

Onde eu estava com a cabeça?
Eu não sei se foi apenas ilusão.
Te olhei nos olhos,
até te assisti indo embora,
mas isso não calou meu coração.

Demorei pra perceber
Que tudo o que eu precisava
estava bem ali, saindo pelo meu portão.
Você se foi sem dizer adeus
Agora restou virando mais um shot com a solidão.

Bebendo pra esquecer
Revivendo pra lembrar
E agora escrevo cartas e compro rosas douradas que jamais vou enviar.
Estou com o seu contato no meu celular.
Se eu te ligasse talvez me atenderia,
sinto minha vida tão vazia, então não teria nada pra contar.

Respiro nossas memórias,
e as escrevo apenas por recordar.
Quando eu era feliz com você,
deixei que tudo escapasse entre os dedos.
Eu te amava,
mas em segredo,
por quem meu coração não quis escutar.

Senta aqui e me diz,
eu preciso perguntar,
se ainda posso ser feliz
mas longe de você impossível,
você é bem mais do que preciso.
Não posso deixar de te falar,
meu coração não sabia
que o que ele sentia
Significava te amar

Inserida por thaina_araujo