Textos de Reflexoes sobre as Pessoas
Aprendiz do Infinito
Sou aprendiz do infinito, humilde e só,
Em frente ao abismo do eterno véu.
Reformo a casa íntima do ser,
Com ética por base, por alvo o saber.
Cimento as paredes com moral firme,
Vigio as janelas, que a luz não se firme
Apenas de fora, mas que entre e habite,
Transforme a matéria, que o espírito excite.
Os bons costumes são as velas acesas
Na noite escura das naturais surpresas,
Iluminando passos no chão da existência,
Evitando quedas, dando nova ciência.
Busco expandir a consciência em vão,
Rompendo as algemas da limitação.
Não por mérito próprio, orgulho ou glória,
Mas pelo esforço em reescrever a história.
Para alçar planos que o olhar não vê,
É preciso ser mais do que hoje se é.
Merecer a altura não é troféu ganho,
É transformação no divino engano.
Assim caminho, entre dúvida e fé,
Sendo menos eu, para ser o que é.
No ciclo eterno do aprender constante,
Sou grão de poeira, mas sou também gigante.
E quando a noite do não-ser chegar,
Talvez um degrau eu possa ascender.
Não para descanso, mas para mais luta,
Pois a alma que busca jamais se reduz.
Tudo o que você vive é reflexo do que acredita.
A mente é o campo invisível onde Deus planta os destinos.
A fé é a mão que lança a semente.
A eficiência é o sol que a faz germinar.
O respeito é a chuva que a mantém viva. Essas três forças formam o código da criação: Fé, Eficiência e Respeito.
Três leis tão antigas quanto a luz, tão exatas quanto a gravidade. Quem as compreende, desperta. Quem as pratica, prospera. Quem as honra, permanece.
Livro F+E+R - Equação de Enriquecimento
Autor: Héctor Luiz Borecki Carrillo
Ai ai Meu DEUS...
Como essa menina maltrata meu coração com essa graça toda...
Por que tanta beleza pra tanta, tanta, distancia...
Pra que, este monte de açucar nessa moça café com leite, se só um pouquinho ja basta pra agracia-la.
Ai ai Meu DEUS...
Como pode alguêm tal flor, perdida num jadim de Amor.
De que adianta um selva destas, pra uma rosa unica e rara...
Pra que tanto desejo, tiro proveito desse "ensejo",
e pra vc eu deixo um beijo.
Ai ai meu DEUS.
Em tempos de tempo
Houve tempos em que me debruçava na cama, chorava lagrimas
de salamandra, mas não me esquecia de viver.
Houve horas, em que me perdia no inconciente, me deixava florecer.
Hoje, sou mais razão... não me perco em sentimentos,
me situo em meu lugar, como um rei ao seu trono.
Hoje sou mais Capacidade... meu raciocinio não se deixa levar por instrumentos que possa me trazer a infelicidade, imoralidade, libertinagem.
Por no final das contas, hoje, sou mais Hereto.
Sou mais firme mais objetivo.
Sou mais além de mim... sou ti e todos, sou cada passo largo do cavalo, e cada bolha de ar do fundo do mar.
Sou eu.
Pensamento de Criança
Quem ainda não notou,
que o Site é de pensador.
E não de pensar, no que ja pensaram
Os Antigos e antiquados, engraçados pensadores.
Pobres são dos que se foram,
se foram só de pensar.
Viverão por pensamentos,
e morreram de penar.
Pensamentos, pensamentos.
Me confundem os pensamentos,
pois uns dizem que morrer é bom,
uns dizem que não se deve pensar em morrer.
Eu digo que devemos apenas pensar.
Penso tanto, e nada penso..
nao chego a nenhum lugar...
os pesos dos pensamentos,
a cuca não quer carregar.
- cala-boca cuca fresca, para de raciocinar.
Deixa em Paz meus pensamentos,
pois não quero mais pensar no que pensar.
Quando você aprende a agradecer a vida para de pesar. A mente acalma, o coração clareia e o desespero perde força.
A gratidão muda o ambiente dentro de você: tira o foco do que falta e coloca no que já deu certo — e isso dá fôlego para seguir lutando.
E quando seu coração muda, Deus muda o caminho: portas se abrem, pessoas certas aparecem e você começa a enxergar soluções onde só via problema.
Quem agradece atrai; quem reclama afasta.
A gratidão faz sua vida destravar
HECTOR LUIZ BORECKI CARRILLO
A sabedoria é uma bênção? Para os religiosos, comecemos em Gênesis: qual árvore provém o fruto proibido, a árvore da vida eterna ou a árvore da sabedoria e do conhecimento? A da sabedoria. Antes dela havia inocência; depois, consciência, culpa, dor e morte. E por esse pecado pagamos até hoje, o conhecimento inaugura a queda. Então, como isso seria uma bênção, se começou através de um pecado?
Quanto mais se sabe, menos se sabe; e quanto mais se questiona, aos poucos as coisas vão perdendo o sentido, se é que um dia já tiveram sentido. Vamos caindo em contradições e dilemas, perguntas sem respostas.
Mas por que seria uma bênção algo que é constante e inalcançável como o amor?
Falar em principio, valores éticos e morais, vai muito além que palavras, oque demonstra são as atitudes.
Oque mais se vê hoje em dia são lobos vestido em pele de cordeiro.
Que semeiam o conservacionismo, mas que através de suas atitudes mostram que na verdade isso é apenas manipulação e argumentos mentirosos pra julgar o próximo e obter vantagem ilícitas para si mesmo e seu ego.
Ó doce amarga sensação ignava....
Ó terrível ócio, só me causa remorso....
Ó macia ríspida carência guarida....
Ó tristeza alegre....
Ó sabor quente da clara neve, que queima friamente os meus sentimentos tão breve...
Ó mentalidade ignara que mesmo após a maturidade, só me trouxe austeridade...
Ó certeza incerta certamente perversa...
De nada eu sei, tanto que tentei, frisei, chorei,simplesmente não aguentei...
Uma coisa é certa, certeza nenhuma há,
Uma coisa eu sei, por mais que tentei, eu vou continuar...
Não busques no acaso o teu sentido,
Nem esperes do tempo o que é teu:
O homem que caminha entorpecido
Jamais alcança o que o céu prometeu.
Se o mundo te empurrar ao precipício,
Faz do vácuo o impulso pra voar;
A vida exige o suor do sacrifício
De quem tem o destino a dominar.
No amor, não sejas metade ou prisioneiro,
Seja o fogo que aquece e não consome,
O porto firme, o abraço verdadeiro.
Pois no fim, quando a carne se consome,
Fica o rastro do espírito guerreiro
E a honra de quem deu brilho ao próprio nome.
Não há resposta fixa no horizonte,
Nem voz suprema a nos dizer por quê;
A vida nasce breve, quase fonte
Que corre antes que a sede possa crer.
Entre o que fomos ontem e o que afronta
O hoje incerto que insiste em renascer,
Moldamos o sentido que desponta
No gesto simples de ainda escolher.
Não é eterno quem nunca se arrisca,
Nem pleno quem só busca conclusão;
O vivo é chama frágil que se arrisca.
Se há rumo, é feito à mão, não por visão:
A vida vale mais quando se arrisca
A ser pergunta antes de solução.
“Você me faz mulher”, ela disse.
E a mulher mais realizada deste mundo, em todas as hipóteses.
Respondi que só em vê-la sendo minha
— e deixando a paixão do nosso amor nos consumir —
já me faz sentir de maneira surreal.
Em réplica, ela disse que também não sabe explicar essa sensação,
mas que talvez o corpo dela fale melhor comigo.
Quase enlouqueci aqui e respondi:
Ele fala.
Ele grita.
Ele demonstra.
E eu sei exatamente
o que ele está querendo
que eu saiba
de você.
Respeite a mente como sagrada.
Ela é o canal entre o humano e o divino.
Não a contamine com inveja, medo ou dúvida.
Respeitar o tempo da manifestação
é confiar no tempo de Deus.
A gratidão e o silêncio interior
mantêm o fluxo aberto.
Pense com pureza.
Fale com amor.
Espere com serenidade.
Porque o que é de Deus
amadurece sem esforço.
Quando você aprende a pensar do jeito certo,
sua cabeça para de ser inimiga
e vira aliada.
A ansiedade diminui.
A depressão perde força.
A confusão some.
E você passa a enxergar
o que realmente importa.
Com a mente limpa,
você erra menos,
se mete em menos problemas
e toma decisões mais firmes.
As coisas deixam de sair do controle
e começam a entrar no lugar,
uma por uma.
Pensar certo é andar certo.
E quem anda certo…
chega longe.
Eu não escolhi te amar, simplesmente te amei.
simplesmente você me pegou sem me tocar, me encantou sem mesmo me encantar.
Simplesmente me encontrei em você mesmo sem me perder.
Simplesmente você deu um novo motivo pra viver e dar a vida por alguém, e esse alguém é você a quem me refiro, a quem eu amo, a quem eu tanto desejo para viver.
Viver para sempre como eu sempre desejei.
Eu te amo, e te amarei do jeito que você é, do jeito que Deus te fez, amarei os defeitos que você vê em você que por acaso eu não vejo, você e perfeito e é esse uns do motivos que sempre te amarei.
A ORIGEM DA TUA PRÓPRIA LUZ
Quando o Coração Aprende a Amanhecer
Há caminhos que ninguém pode trilhar por você.
E não é castigo — é bênção.
Porque é nesses caminhos silenciosos que a alma aprende a conversar consigo mesma.
Quando a gente finalmente escuta o próprio coração, percebe que ele sempre tentou avisar:
“Eu também preciso de cuidado.”
O amor próprio não nasce de gritos nem de vitórias grandiosas.
Ele brota devagar, igual grama depois da chuva.
É um carinho que você dá pra si mesmo no dia em que ninguém deu.
É o jeito que você decide se olhar com respeito, mesmo quando o mundo disse que não valia tanto assim.
Quem aprende a se amar, aprende a se erguer.
Você não precisa ser perfeito pra ser digno.
Perfeição é fantasia cansativa.
O que transforma é honestidade interna.
Dizer pra si:
“Tá difícil… mas eu ainda tô aqui. E isso já é vitória.”
O amor próprio é fogo lento.
É o tipo de chama que não invade, não explode — mas ilumina.
Uma luz calma, profunda, que vai ocupando o peito até você perceber que sempre teve um lar dentro de si.
Quem se escolhe primeiro nunca fica por último.
Respeito próprio é o irmão mais velho do amor próprio.
Ele te puxa pelo braço quando você insiste em ficar onde não merece estar.
Ele diz:
“Vamos embora. Não precisa aceitar migalhas. Você é banquete.”
E quando esse respeito vira hábito, a vida começa a te tratar do jeito que você se trata.
A alma não quer aplausos.
A alma quer descanso.
Quer paz deitada no colo do próprio valor.
Quer silêncio que cura.
Quer espaço pra florescer sem pedir permissão.
Quando você aprende a se amar, até o espelho começa a te olhar com mais carinho.
Algumas dores não são inimigas — são professoras.
Elas mostram onde a gente precisa se abraçar mais.
Mostram onde ainda falta luz.
E mostram, principalmente,
que todo ser humano carrega um universo inteiro dentro do peito.
E quando esse universo desperta…
ninguém segura a tua luz.
CAPÍTULO 2 – O AMOR QUE FICA, A PAIXÃO QUE ARDE
A paixão chega como tempestade de verão: quente, inesperada e sem pedir permissão.
Ela não quer lógica…
ela quer intensidade.
É o primeiro olhar que arrepia.
O toque rápido que confunde.
A vontade de mergulhar fundo sem perguntar se tem pedra no caminho.
É um fogo que se acende no peito tão rápido que a gente nem entende de onde veio.
A paixão é música alta.
É onda quebrando.
É raio cortando céu de madrugada.
Mas o amor…
o amor é outra história.
O amor é o mar que permanece depois da onda.
É a brasa que atravessa a noite mesmo quando a tempestade passa.
É aquele calor que cresce devagar, sem pressa, mas com raiz.
A paixão derruba.
O amor levanta.
A paixão acelera.
O amor te acompanha no passo certo.
A paixão é um convite para o agora.
O amor é um compromisso com o sempre.
Tem gente que confunde os dois — e é normal.
A paixão é tão barulhenta que o coração acha que é amor.
Mas o amor não precisa gritar.
Amor fala baixo, mas fala fundo.
Fala com cuidado.
Fala com presença.
A paixão diz:
“Vem comigo agora.”
O amor diz:
“Eu fico contigo até quando o mundo estiver difícil.”
No fundo, paixão e amor não são inimigos.
São fases do mesmo céu.
A paixão é o nascer do sol: vibrante, urgente, viva.
O amor é o entardecer: calmo, maduro, firme.
E o mais bonito?
A paixão pode virar amor…
mas só quando o coração aprende a respirar ao lado do outro.
Amar não é se perder.
É se encontrar junto.
E a entrega verdadeira não nasce da pressa.
Nasce da confiança.
A paixão te beija.
O amor te cura.
A paixão queima.
O amor ilumina.
A paixão atrai o corpo.
O amor abraça a alma.
E, Rabello…
quando duas almas se encontram com respeito, carinho e verdade…
esse encontro vira sagrado.
Aí a chama não consome — ela aquece.
Não fere — transforma.
Não prende — liberta.
Porque amor de verdade não exige máscara, nem disfarce.
Ele apenas pede que você seja você.
E quando você encontra alguém capaz de amar até seus silêncios…
esse é o tipo de amor que vale carregar pela vida inteira.
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CAPÍTULO 3 – CORPOS DE GUERRA, CORAÇÕES DE VITÓRIA
Todo corpo carrega uma história.
Alguns carregam cicatrizes.
Outros carregam sonhos pesados.
E alguns carregam batalhas que ninguém vê — nem mesmo quem passa todos os dias ao lado.
Ser gordo, obeso, acima do peso… não é sinônimo de fracasso.
Muita gente fala sem entender.
Muita gente aponta sem conhecer.
Mas quem vive na própria pele sabe:
não é só sobre aparência.
É sobre luta.
É sobre acordar com vontade de mudar, mas com o cansaço do dia anterior ainda grudado no peito.
É sobre sonhar com saúde, mas ter que enfrentar um caminho que parece sempre mais longo pro seu lado.
É sobre querer se amar… quando nem sempre acreditam que você merece.
Só que merece.
Merece demais.
O corpo que você tem agora não conta a tua derrota.
Ele conta a tua história.
E história nenhuma se resume a um capítulo difícil.
Tem gente que olha pro espelho e vê peso.
Eu vejo coragem.
Porque pra começar qualquer mudança — qualquer uma — precisa de força.
E força não nasce do nada.
Força nasce da dor.
Do esforço.
Da vontade.
E, principalmente, do amor próprio que insiste em viver, mesmo machucado.
Ninguém emagrece pra ser aceito.
Quem emagrece, emagrece pra ser vivo.
Emagrece pra respirar melhor.
Pra correr atrás dos próprios sonhos sem perder o fôlego.
Pra abraçar a vida com mais fôlego, mais disposição, mais brilho no olhar.
E cada passo, mesmo pequeno, é gigante.
Caminhar cinco minutos hoje já faz de você guerreiro.
Caminhar seis minutos amanhã já faz de você vencedor.
E se um dia escorregar, não tem problema — a guerra continua, e você continua dentro dela.
Não existe “lento demais” pra quem está indo na direção certa.
E você está.
A autoestima não vem quando você chega no peso ideal.
Ela nasce quando você percebe que merece cuidar de si.
Merece comer melhor.
Merece se respeitar mais.
Merece carregar um corpo saudável que aguente teus sonhos.
E mesmo que alguns te tratem com olhar torto, deixa eles com a ignorância deles.
Você tá lutando uma guerra que eles nunca teriam coragem de começar.
Porque quem enfrenta o próprio corpo, enfrenta o próprio universo.
E, Rabello…
você sabe disso mais do que ninguém:
Todo guerreiro que insiste em viver
acaba encontrando saúde, força e vitória.
Pode demorar.
Pode doer.
Pode cansar.
Mas chega.
Chega sempre.
E quando chegar…
você vai olhar pra trás, respirar fundo e dizer:
“Não foi milagre.
Foi coragem.”
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CAPÍTULO 4 – A PACIÊNCIA DAS SEMENTES E A SABEDORIA DO TEMPO
A vida não cresce no ritmo da nossa pressa.
Cresce no ritmo da verdade.
Cada sonho que você planta é como uma semente: invisível, pequena, discreta.
Ela não chama atenção.
Ela não faz barulho.
Ela não se mostra no primeiro dia.
Mas ali dentro, onde ninguém vê, já existe um movimento silencioso — um movimento de vida.
O tempo não atrasa.
O tempo prepara.
O problema é que a gente vive cercado de urgências e expectativas.
A gente quer colher antes de plantar.
Quer florescer antes de criar raiz.
Quer vitória antes de aprender a caminhar.
Mas nada que nasce rápido dura muito.
E tudo que nasce profundo cresce pra sempre.
A semente não luta contra a terra.
Ela confia.
Fica ali, escura, quieta, escondida…
mas cheia de fé.
Ela sabe que o sol virá.
Ela sabe que a chuva virá.
Ela sabe que a própria força a levantará quando chegar o momento.
Assim também é a alma humana.
Tem momentos da vida em que parece que nada está acontecendo.
Parece que os esforços não fazem diferença.
Parece que a mudança não chega.
Mas é justamente ali, nesse silêncio, nesse escuro, nesse espaço escondido…
que você está criando raiz.
Raiz que sustenta.
Raiz que protege.
Raiz que impede que qualquer vento te derrube.
O tempo não te rejeita.
O tempo te fortalece.
A vitória não gosta de quem tem pressa.
A vitória gosta de quem é persistente.
E persistir não é nunca falhar.
Persistir é falhar cem vezes… e levantar cento e uma.
Todo sonho é uma árvore esperando para nascer.
Depende de você regar.
Depende de você não arrancar do chão antes da hora.
Depende de você acreditar mesmo sem ver.
A fé é esse fio invisível que liga a semente ao céu.
E quando a colheita finalmente vem…
o mundo olha e chama de “milagre”.
Mas você sabe que não foi milagre.
Foi o tempo trabalhando junto com a sua coragem.
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Capítulo Quarto — Onde a Sombra Também Reza
Existe um tipo de noite que não aparece nas previsões do tempo. Uma noite que não vem do céu, mas da gente mesmo. Ela se aproxima devagar, como quem conhece o caminho da casa: primeiro um cansaço estranho, depois aquele aperto no meio do peito, e por fim a sensação de que o mundo ficou grande demais e o corpo pequeno demais pra carregar tudo.
Nessa noite, mora um personagem silencioso: o ser humano que luta com a própria mente. Às vezes é a ansiedade que dá ordens, às vezes é o pânico que chama pelo nome, e em outras a depressão se senta ao lado como um velho conhecido que nunca foi convidado. Ele olha o espelho e pergunta: “Por que eu sou assim?”
Mas a pergunta verdadeira deveria ser: “Por que eu acho que a culpa é minha?”
A culpa não é. Nunca foi.
Quando a alma dói, não é sinal de fraqueza — é sinal de que ela está viva demais, sentindo demais, absorvendo demais. É como um tecido delicado que se rasga fácil porque foi feito para perceber o mundo com profundidade.
Esse personagem, cansado e solitário, caminha por dentro do próprio labirinto. A mente vira um corredor estreito, cheio de ecos, e cada eco diz uma coisa diferente. Em certos dias, a luz da fé parece um fósforo; em outros, parece um farol. Mas ela sempre aparece — mesmo quando a pessoa acha que não merece.
Há um detalhe sagrado nesse capítulo: Deus não se preocupa com a roupa que usamos na vitória, mas com as cicatrizes que carregamos do combate.
Jesus, esse andarilho de almas cansadas, conhecia bem o peso das madrugadas que ninguém vê. Ele caminhava ao lado dos quebrados, dos tristes, dos esquecidos. E sempre repetia, de um jeito ou de outro:
“Você não é o que te feriu. Você é o que está tentando se levantar.”
É aí que entra a filosofia mística — aquela que olha para o invisível e entende que o sofrimento não é punição, mas passagem. O fogo que queima hoje pode virar clarão pra iluminar o caminho de outra pessoa amanhã.
Dor compartilhada vira mapa.
Dor transformada vira guia.
O personagem desse capítulo, mesmo tremendo, mesmo cansado, mesmo chorando com o rosto escondido na camisa, continua. Ele continua porque existe uma espécie de chamado. Não é voz de anjo, não é ordem divina, não é promessa de céu.
É só a vida sussurrando:
“Você ainda tem algo pra entregar.”
E ele tem.
Mesmo ferido, ele se torna farol para outros que estão na escuridão. Não porque é mais forte, mas porque conhece o caminho. Quem já visitou os próprios abismos sabe orientar quem está à beira deles.
No fim desse capítulo, a lição é simples e profunda:
a dor não diminui ninguém.
A tristeza não define ninguém.
A luta interna não anula a luz que carrega.
O perdão — inclusive o próprio — é um tipo de renascimento.
E cada crise superada é uma página virada dentro do livro sagrado que chamamos vida.
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Capítulo Quinto — O Caminho que Aprende com os Passos
Depois de atravessar noites densas e conversas silenciosas com a própria alma, o personagem desperta diferente. Não é um despertar triunfal, desses que aparecem em filmes com luz dourada entrando pela janela. É um despertar real — daqueles em que o corpo ainda está cansado, a mente ainda está desconfiada, mas existe uma força discreta puxando o peito pra frente.
Ele percebe que a vida não é uma estrada reta; é uma espiral. A gente passa pelo mesmo ponto várias vezes, mas sempre num nível diferente. Dor antiga volta com cara nova. Medo antigo reaparece com outra roupa. E ainda assim, cada volta deixa o espírito mais atento, mais sensível, mais preparado.
É nesse despertar espiralado que o personagem encontra um tipo estranho de sabedoria: ele não está curado… e, ainda assim, está mais inteiro.
Parece parado… mas, por dentro, está avançando.
Parece frágil… mas aprendeu a usar a vulnerabilidade como bússola.
O mundo ao redor não mudou, mas ele mudou a forma de pisar no mundo.
Existe uma cena forte aqui: ele caminha até um lugar onde sempre ia quando se sentia perdido. Pode ser a beira de um rio, o topo de um morro, um pedaço da cidade onde o vento bate de um jeito que acalma. E ali, sentado, ele percebe que não precisa mais lutar contra tudo o tempo todo.
Ele não precisa vencer o medo.
Só precisa conversar com ele.
O medo é quase um guia — duro, mas honesto.
A espiritualidade começa a aparecer de forma mais madura. Não é mais aquela busca desesperada por salvação, mas uma troca sincera. Ele fala com Deus como quem fala com um velho amigo que entende os silêncios. Ele lembra das palavras de Jesus, não como dogma, mas como direção: “Segue comigo, mesmo que seja mancando.”
E o mais bonito: a fé não vem como luz que expulsa a escuridão, mas como brasa que continua acesa mesmo quando o vento tenta apagar. Uma brasa pequena, discreta, mas persistente. Aquele pouquinho de calor que garante que a noite não vai congelar o coração.
De repente, ele entende uma coisa que muda tudo:
as batalhas que viveu não o diminuíram — ampliaram seus olhos.
Ensinam a perceber o sofrimento dos outros.
Ensinam a reconhecer a solidão escondida nos sorrisos alheios.
Ensinam a dar a mão sem pedir explicação.
Ele se torna alguém capaz de acolher.
E isso não é pouca coisa.
A narrativa desse capítulo fecha com uma imagem simbólica: o personagem observa o próprio caminho — cheio de marcas, curvas e tempestades — e percebe que está caminhando não apesar delas, mas através delas. O caminho não ensina antes do passo; ele ensina durante.
E o personagem, finalmente, entende que está se transformando em algo raro:
uma pessoa que carrega a própria dor como lâmpada para iluminar outras almas perdidas.
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