Textos de Reflexão
Irmão, até quando você vai continuar desperdiçando a vida que Deus te deu?
Até quando vai viver sem propósito, preso em algo que só destrói sua mente, sua dignidade e o teu futuro? Você nasceu para ser mais do que isso. Deus não te criou para viver dependendo dos outros, sendo apenas ajudado, carregado e sustentado. Existe um homem aí dentro que ainda não despertou.
Chega de viver como moleque, fugindo das responsabilidades e se escondendo atrás dos vícios. Homem de verdade assume seus erros, enfrenta suas dores e decide mudar de vida. Homem de respeito protege, trabalha, honra sua palavra, cuida da família e constrói um legado.
Você ainda tem tempo. Enquanto há vida, há chance de recomeço. Mas ninguém pode escolher isso por você. Deus estende a mão, mas é você quem precisa decidir levantar.
Pare de matar aos poucos os sonhos que Deus colocou dentro de você. Pare de trocar seu futuro por prazeres momentâneos. Existe um propósito maior esperando por você, mas ele começa quando você decide abandonar aquilo que está te destruindo.
Ore. Busque ajuda. Se levante. Recomece.
Porque o homem que Deus quer que você seja jamais nascerá enquanto o vício continuar governando sua vida.
“O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e obtém-se mediante uma vida justa.” Provérbios
Que o Senhor te abençoe com saúde, sabedoria, discernimento e paz. Que esse novo ciclo da sua vida seja vivido com propósito, fé e maturidade.
Parabéns, meu irmão! Que nunca te faltem força para seguir, honra nas suas escolhas e a presença de Deus guiando seus caminhos em todos os momentos.
Tenho muito orgulho de você e peço a Deus que continue te protegendo, sustentando e realizando os sonhos do seu coração.
Te amo demais!
O sentimento de apego e de rejeição oriundos da primeira e segunda infância, tornam a vida de muitas pessoas insuportáveis na vida adulta. São raízes que devem ser arrancadas. Caso persista a dor do significante, todos os dias as ramificações deve ser cortadas na CEPA uma por uma até que se olhe no espelho e se possa dizer a si mesma: eu sou tudo aquilo que eu sempre quis ser.
Emília Bôto
A cultura ainda é o que nos salva da loucura de uma vida sob nós mesmos (ainda que também seja o que nos entorpece).
Melhor a cultura que a falta dela, vivida apenas com o desespero dos jovens, adultos e idosos e de uma vida seca, amargurada e vazia..
Que porre inimaginável, amigos, se não tivéssemos acesso à arte, música e cultura em geral gratuita! (Idas à cinemas, museus e shows inacessíveis à uma grande massa que tanto ainda precisa dela)!!
só não reclama de pouca cultura, cultura inacessível ou falta de cultura, quem não conhece o peso de por muitos anos, ter crescido sem poder ter tido acesso facilitado à ela!
Com ingressos que hoje que pago, a criança e família que tive, não poderia ter me apresentado nunca nem mesmo ao mpb, que determinados lugares cobra inclusive cover 'por cabeça'!
É genocídio cultural pensar mal da cultura gratuita (tudo deveria ser bom, eficiente e gratuito? Sim, em especial o principal de educação e saúde também).
Ainda assim a cultura não tem esse motivo pra ser deixada de lado, jamais.
Há fases da vida em que o lar, que deveria ser abrigo, transforma-se em tribunal. Não há juízes declarados, mas toda palavra que pronuncio parece já nascer culpada. No casamento e dentro de casa, descubro que o silêncio não é ausência de voz, é defesa. Falo e recebo o contra-ataque; calo e sou acusado de indiferença. Assim, aprendo a arte amarga de medir frases como quem pisa em vidro.
Percebo então que não estou amordaçado por cordas visíveis, mas por expectativas alheias. Cada pessoa carrega sua dor, seu cansaço, sua verdade parcial, e todas colidem no mesmo espaço estreito. O conflito não nasce do que digo, mas do que o outro escuta a partir das próprias feridas. Em casa, a palavra raramente é apenas palavra: ela carrega histórias, frustrações e cobranças antigas.
Nessas fases, amadurecer não é vencer debates, mas compreender limites. Nem toda reação é ataque, nem todo silêncio é covardia. Às vezes, resistir é escolher o momento certo de falar; outras vezes, é reconhecer que não serei entendido agora. Aprendo que liberdade interior não depende de aplauso doméstico, e que dignidade também mora na escuta de si mesmo.
Talvez a maturidade seja isso: aceitar que amar inclui desencontros, e que a minha voz não precisa gritar para existir. Mesmo quando amordaçado por circunstâncias, continuo responsável por não deixar que o silêncio me transforme em alguém que não sou.
TOC Religioso: O Medo que Destrói a Fé
A vida espiritual deveria ser um lugar de paz, esperança e relacionamento com Deus. No entanto, para algumas pessoas, a fé acaba se tornando uma fonte constante de medo, culpa e ansiedade. O chamado TOC religioso é uma manifestação do transtorno obsessivo-compulsivo relacionada à moralidade, ao pecado e às questões espirituais.
Muitas vezes, quem sofre com esse transtorno não percebe o que está enfrentando. A pessoa acredita estar apenas “buscando mais a Deus”, quando, na verdade, vive presa em ciclos de medo, pensamentos intrusivos e compulsões que roubam a liberdade da fé.
A Fé Gerando Medo
«“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.”
— 2 Timóteo 1:7 (ACF)»
O TOC religioso geralmente se manifesta por meio de pensamentos obsessivos relacionados ao pecado, à condenação, à blasfêmia ou ao medo constante de desagradar a Deus. Esses pensamentos não são desejados, mas surgem repetidamente, causando intensa angústia.
Muitas pessoas passam horas repetindo orações, pedindo perdão inúmeras vezes pelo mesmo assunto ou revisando mentalmente suas atitudes na tentativa de descobrir se pecaram ou não. O problema não está na oração, na fé ou na busca pela santidade, mas no medo extremo e na ansiedade que passam a dominar a relação com Deus.
A fé verdadeira nos aproxima de Deus em amor. O temor bíblico nasce da reverência, da admiração e do reconhecimento da grandeza divina, e não do terror constante nem do desespero para merecer algo de Deus. Quando a vida espiritual se transforma em uma prisão emocional, é importante compreender que pode existir um sofrimento psicológico real, e não simplesmente falta de fé.
A Distorção da Imagem de Deus
«“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”
— Mateus 11:28 (NVI)»
Uma das marcas mais dolorosas do TOC religioso é a culpa exagerada. A pessoa passa a acreditar que nunca é espiritualmente suficiente, que sempre está falhando ou que Deus está constantemente decepcionado com ela.
Essa percepção distorce profundamente a imagem do Pai revelada nas Escrituras. Em vez de enxergar um Deus amoroso, misericordioso e gracioso, a pessoa passa a viver como se Deus fosse apenas severidade e punição.
Reconhecer que não somos merecedores da graça não deve produzir desespero, mas gratidão pelo amor imerecido que Deus nos oferece. Jesus nunca chamou pessoas para viverem escravizadas pelo medo. Pelo contrário, Ele oferece descanso.
A graça não elimina a responsabilidade espiritual, mas nos lembra que nossa relação com Deus não é sustentada pelo desespero de tentar merecer o amor divino, pois esse amor já nos foi demonstrado na cruz.
Muitas pessoas que enfrentam a escrupulosidade — forma pela qual o TOC religioso também é conhecido — acabam se isolando espiritualmente, evitando conteúdos cristãos, cultos ou até mesmo momentos de oração por causa da culpa que sentem. Esse sofrimento pode gerar crises emocionais profundas e até afastamento da própria fé.
Fé e Tratamento
«“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32 (ACF)»
É importante compreender que o TOC religioso não é uma fraqueza espiritual. Trata-se de um transtorno relacionado à ansiedade que precisa ser tratado com seriedade e cuidado.
Deus capacitou profissionais para atuarem no cuidado da mente e das emoções humanas. Atualmente, abordagens terapêuticas específicas têm apresentado resultados significativos no tratamento do TOC religioso. Além disso, existem diversos conteúdos educativos, palestras, estudos e materiais acessíveis que auxiliam as pessoas a desenvolverem uma relação mais saudável com Deus, baseada no amor e não na culpa.
Buscar ajuda psicológica não significa abandonar a fé. Pelo contrário, cuidar da mente também é uma forma de valorizar a vida que Deus concedeu. O tratamento não busca destruir a espiritualidade da pessoa, mas ajudá-la a viver sua fé de maneira saudável, equilibrada e livre do aprisionamento emocional.
Deus não deseja que Seus filhos vivam dominados pelo medo. O Evangelho aponta para liberdade, graça e transformação. A fé cristã saudável produz arrependimento sincero, crescimento espiritual e transformação de vida, mas também gera descanso, esperança e confiança no amor de Cristo.
Nem todo excesso religioso é sinal de maturidade espiritual. Em muitos casos, existe uma mente cansada, ansiosa e ferida precisando de cuidado. E, em meio a essa realidade, permanece a verdade do Evangelho: Deus não nos chama para viver aprisionados pelo medo, mas para viver em liberdade por meio do Seu amor.
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Sobre o Autor
Ederson Aloisio Dantas Firmino é bispo, psicanalista clínico e educador, com sólida formação nas áreas teológica, educacional e terapêutica. Natural de Teófilo Otoni (MG), nasceu em 12 de agosto de 1976.
Possui Bacharelado em Teologia e Licenciatura em Pedagogia, além de diversas especializações lato sensu, entre elas: Gestão de Recursos Humanos; Supervisão, Orientação, Inspeção e Gestão Escolar; Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar; e Gestão Pública. É Doutor em Psicanálise, área na qual atua com dedicação ao cuidado emocional e ao desenvolvimento humano.
Com ampla experiência no atendimento clínico de crianças e adultos, exerce a psicanálise com foco no equilíbrio emocional, na saúde mental e na formação integral do ser humano. Paralelamente, desenvolve relevante atuação na área educacional, unindo conhecimento pedagógico, sensibilidade terapêutica e liderança ética.
No âmbito religioso, é Bispo Presidente da Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida, onde exerce liderança espiritual e ministerial, dedicando-se à formação de líderes, ao ensino da fé cristã e ao acompanhamento pastoral.
Reconhecido por sua comunicação clara, liderança eficaz e elevada inteligência emocional, desenvolve trabalhos voltados à fé, ao autoconhecimento e à transformação de vidas, integrando espiritualidade, educação e saúde emocional.
Seu beijo
Feche os olhos,
pense nisto:
nossa vida se cruzou por um átimo.
Se descruzou por outro átimo...
Seu nome na areia a água do mar apagou.
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou...
Suas palavras um clique deletou.
Seu beijo minha boca nunca tocou.
O nosso amor nunca se concretizou.
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...
Abra os olhos....
Diga-me quem pode impedir isto?
A dor que em mim ficou...
A saudade que bate à porta...
O futuro incerto à minha frente...
A alma triste que se acamou: está tão doente.
O Universo que Me Habita
Há quem passe pela vida colecionando encontros. Eu prefiro colecionar profundidades.
Nunca soube amar pela metade, conversar pela metade ou sentir pela metade. Talvez por isso o mundo, tantas vezes, pareça apressado demais para quem aprendeu que as coisas mais importantes não nascem da velocidade, mas da permanência.
Carrego valores que o tempo insiste em chamar de antigos. Eu os chamo de eternos.
Ainda acredito na palavra que vale mais que uma assinatura. Na presença que não precisa disputar espaço com distrações. No respeito que permanece mesmo quando ninguém está olhando. Na delicadeza que nunca perdeu a força. Na obediência a Deus, não por medo, mas porque descobri que Sua vontade sempre enxerga mais longe do que os meus desejos.
Sou romântica, mas não apenas no amor entre duas pessoas. Sou romântica diante da vida.
Vejo beleza no café servido com calma, nas cartas escritas à mão, no silêncio compartilhado, nas orações que ninguém ouviu, nos gestos que jamais serão fotografados e, justamente por isso, pertencem ao que há de mais verdadeiro.
Aprendi que caráter é aquilo que continua existindo quando desaparecem os aplausos. Que integridade é permanecer a mesma pessoa, ainda que ninguém reconheça o esforço. E que existem princípios que não foram feitos para serem negociados, porque, quando os vendemos, perdemos partes de nós.
Às vezes sinto que faço parte do universo. Outras vezes, tenho a impressão de que um universo inteiro vive dentro de mim.
Um oceano silencioso, profundo e quase inexplorado.
Nele existem perguntas que ainda não encontrei coragem para fazer. Sonhos que Deus conhece antes mesmo de eu lhes dar um nome. Memórias, esperanças e uma fé que insiste em florescer até nas estações mais secas da alma.
Não tenho pressa de chegar à superfície.
Algumas riquezas só existem nas grandes profundidades.
E talvez seja esse o meu jeito de existir: mergulhando.
Porque quem vive apenas na superfície conhece as ondas.
Mas quem aprende a descer encontra o silêncio, a verdade e Deus.
E é lá, onde poucos se aventuram, que a minha alma se sente em casa.
A Expansão de Dois Universos
Há pessoas que atravessam a vida umas das outras como quem visita um lugar. Eu não.
Sempre acreditei que existem pessoas extraordinárias. Pessoas que carregam dentro de si universos inteiros. Com constelações ainda sem nome, galáxias jamais exploradas, oceanos profundos e infinitos esperando alguém suficientemente curioso para permanecer.
Talvez seja por isso que nunca consegui amar pela superfície. Porque a superfície nunca foi capaz de sustentar aquilo que eu procurava. O extraordinário é raro. E, quando dois universos raros se encontram, o desejo deixa de ser apenas estar ao lado. Passa a ser descobrir.
Descobrir os continentes escondidos nas palavras não ditas, decifrar as estrelas por trás dos medos, encontrar vida onde ninguém antes teve paciência para procurar. E, enquanto isso, permitir que alguém também percorra o meu pequeno universo. Não apenas para me possuir, mas para me conhecer. Porque universos não se conquistam. Universos se desvendam.
Existe algo extraordinário quando duas imensidões deixam de apenas se observar e escolhem explorar uma à outra. Não para que uma complete a outra, mas para que ambas se expandam. Cada descoberta amplia a seguinte. Cada pergunta abre espaço para novas galáxias. Cada vulnerabilidade ilumina uma parte que ainda permanecia invisível.
É como se dois infinitos, ao se encontrarem, não diminuíssem um ao outro. Ao contrário. Expandissem. Porque conhecer profundamente alguém nunca reduz o mistério. Apenas revela que o infinito sempre foi maior do que imaginávamos.
Talvez seja esse o encontro que sempre procurei. Não alguém que apenas me olhasse, mas alguém disposto a passar uma vida inteira descobrindo os infinitos que habitam em mim, enquanto eu faria o mesmo pelos infinitos que habitam nele.
E talvez seja por isso que, um dia, escolhi entregar o meu universo. Não em partes. Não apenas o que era bonito ou fácil de compreender. Entreguei também os silêncios, as cicatrizes, as galáxias ainda sem nome e os lugares onde quase ninguém teve coragem de permanecer. Porque um universo só pode ser verdadeiramente entregue quando alguém confia ao outro até aquilo que ainda não foi completamente descoberto.
Talvez poucos compreendam o peso dessa entrega. Mas quem compreende sabe que receber um universo nunca foi um privilégio comum. Foi um convite para uma jornada sem fim.
Hoje, completo mais um ciclo na vida.
Sou a expressão exata do tempo que me trouxe até aqui.
Sou minha história que se faz presente.
Sou a idade que o tempo me deu, perfeita para viver o agora, com a sabedoria e a euforia necessárias para abraçar os momentos que vivencio e compartilho.
Hoje, sou um espírito mais desperto, enriquecido pela experiência do que vivi e pela promessa do que ainda serei.
A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante,
deixe o suco correr,
não economize doçura...
A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante
e deixe o suco doce do agora
tocar seu paladar...
A vida é uma fruta madura
que escorre pelos dedos
antes mesmo da gente perceber.
Saboreie sem pudor,
rasgue a casca,
morda com fome,
deixe o caldo manchar tudo,
pois viver é essa lambança bela
que não se lava nunca...
A vida é uma fruta que repousa
entre as mãos que a acolhem.
Saboreie devagar,
como quem escuta o silêncio
do próprio coração.
Cada mordida é um instante que se abre,
um perfume que se desprende,
um gesto de ternura com o tempo...
✍©️@MiriamDaCosta
Da arte, da poesia e da música
Bálsamos para o ser,
virtudes em harmonia
a ungir a vida tão efêmera,
nos alicerces profundos do âmago.
Ou...
Bálsamos rasgando o ser,
virtudes em combustão harmônica
contra a aspereza do mundo.
Sustentam a vida,
breve, frágil e exposta,
quando tudo range e ameaça ruir,
fincadas no âmago
como estacas de salvação
no chão instável da existência.
✍©️@MiriamDaCosta
Antigamente se dizia assim:
“Ano Novo, vida velha.”
Não espere mudanças nem milagres apenas porque o ano é novo, sem lutar para mudar
os próprios hábitos e, assim, favorecer o “milagre” das transformações.
Não há milagre no calendário!
O ano não muda nada e ninguém.
Mudam-se os dias,
mas os vícios permanecem,
os hábitos se repetem,
as desculpas ganham roupa nova.
Quem não enfrenta a si mesmo
atravessa o réveillon
carregando as mesmas correntes.
Transformação não nasce da virada do tempo,
nasce do atrito, da renúncia,
da coragem de romper consigo
todos os dias.
De nada vale pular as famosas
“sete ondas” na virada do ano
se não se dão saltos reais
de mudança no dia a dia.
✍©️@MiriamDaCosta
Nesse mundo,
assim como é...
todo dia
a palavra perdida
mata a poesia da vida...
ou a poesia encontra
a palavra certa
para sobreviver...
Nesse mundo
árido e ruidoso,
a cada dia morre
uma poesia,
estrangulada
pela palavra errada
fria, vazia, desalmada...
Mas às vezes,
num sopro de lucidez ou milagre,
a poesia se ergue das cinzas,
encontra a palavra exata,
e respira vida...
Nesse mundo imperfeito,
há dias em que as palavras
se perdem
e a poesia se cala,
ferida...
Mas quando uma palavra
encontra o seu lugar
no coração do verso,
a vida volta a pulsar
em forma de poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Os golpes e murros da vida?!
Perdi a conta, mas...
Eles floresceram poesia em mim...
Os golpes e murros da vida
feriram minha carne,
rasgaram meus silêncios,
fizeram da minha alma
um campo de cicatrizes...
Mas...
no mesmo chão árido
onde chorei minhas perdas
brotaram flores indomáveis...
E cada pétala,
ensanguentada e viva,
não é apenas lembrança da dor,
mas a prova ardente
de que a poesia floresceu em mim...
Os golpes e murros da vida
não me pouparam a carne,
me deixaram roxa de silêncios,
com os ossos da alma estalando...
Eu gritei em silêncio
eu sangrei na alma
e até quis desaparecer
para não mais sangrar
e sofrer...
Mas da minha boca,
antes cheia de gritos mudos,
escorreu poesia...
Ela nasceu da ferida aberta,
da mão que não pude segurar,
do olhar que se foi do meu viver,
do vazio imenso
que tentou me levar ao abismo total...
Não foi escolha,
foi sobrevivência:
florescer poesia
ou apodrecer...
falecer por dentro...
E eu floresci,
mesmo entre meus cacos,
mesmo cuspindo lágrimas e dor,
mesmo sabendo
que cada verso meu
é também cicatriz...
Minhas cicatrizes
são canteiros floridos
de muita força, coragem
e poesia viva! ...
✍©️@MiriamDaCosta
Deve ser porque
talvez…
a vida seja,
simplesmente,
essa trajetória audaciosa
que me empurra para além das margens
que me desafia a romper o contorno
que me recusa o raso.
Talvez seja isso:
um chamado constante
para atravessar os limites
que eu mesma desenho
com receio e desejo.
Ir além
não como fuga,
mas como expansão.
Muito além
do que me ensinaram,
do que esperavam,
do que tentaram podar.
Porque há em mim
essa fome de horizonte,
essa sede de infinito,
essa inquietação
que não se aquieta
com migalhas de mundo.
E se a vida é travessia,
que seja ousada,
que seja vertigem,
que seja salto.
Porque ficar
nunca foi o meu verbo.
✍©️@MiriamDaCosta
A vida
é uma escola.
O livre-arbítrio,
o professor.
A religião,
às vezes
uma cúmplice,
outras vezes
um véu.
A espiritualidade,
a aliada
que sopra sentido
onde a fé cega
não se institucionalizou.
A ciência,
um semáforo
(ora verde,
ora amarelo,
ora vermelho)
lembrando que avançar
também exige pausa,
freio.
A ética,
o pedal
(se não há impulso consciente,
não há movimento digno).
A escritura,
o universo aberto,
a interpretação,
um planeta
que orbita conforme
a gravidade de quem lê.
E no fim,
somos estudantes
assinando a própria prova
sem poder colar do destino.
✍©️@MiriamDaCosta
Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...
Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...
Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Dêem-me mil e uma páginas em branco
e uma caneta transbordando tinta,
e escreverei uma vida inteira
com as cores da minha alma...
Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
um abismo de silêncio à espera,
e uma caneta sangrando tinta,
e escreverei uma vida inteira
e as dores que me corroem,
o amor que me incendiou,
os fantasmas que nunca partiram,
os gritos que não couberam na boca...
E ao final...
as páginas me devorarão,
como se fossem o meu próprio espelho
de carne e osso,
de veia e sangue,
de pele e suor,
de sal e lágrimas
de coração e alma...
Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
e uma caneta cheia de tinta,
e nelas bordarei a vida inteira,
com as delicadezas que o tempo me ensinou,
com as memórias que florescem na pele,
com os silêncios que também escrevem...
Cada linha será um sopro,
cada palavra, uma centelha,
e o livro, ao fim,
será meu coração aberto
pulsando poesia
e minh'alma escrevendo-me nela ...
✍©️@MiriamDaCosta
Meu apetite pela poesia da vida
é insaciável...
minh'alma é gulosa da essência
poética do viver...
trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos ...
e nesse manuscrito eterno
há dores que florescem
e saudades que se eternizam...
há silêncios que falam mais
do que a voz das palavras...
e esperanças acesas que sobrevivem
mesmo sob os escombros do tempo...
Sou herdeira de vozes antigas
ecoando em mim
como rios subterrâneos
alimentando cada sede
e cada fome de poesia...
Meu apetite pela poesia
da vida é insaciável...
minh’alma é gulosa
da essência poética do viver...
trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos...
nesse pergaminho secreto
repousam tardes douradas
de infâncias guardadas
no coração das flores e das cores...
sussurros de rios que nunca se calaram
e o voo livre das borboletas e das gaivotas
que ainda dançam em meus olhar...
cada lembrança é uma pétala
que o tempo não desfez...
cada verso é um sopro
que me devolve a eternidade
dos momentos...
sou feita de silêncios luminosos
de auroras que se abrem dentro de mim...
e em cada nascer do dia
reencontro a poesia
que me alimenta de ternura
das carícias da saudade...
Minh'alma é poesia da vida
de todas as minhas memórias ...
✍©️@MiriamDaCosta
