Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
A Fragilidade da Confiança: Quando Ser Ouvida Se Torna Uma Nova Dor
Quebrar minha confiança depois que me abri, depois que confiei a você minhas dores mais profundas, é mais do que uma decepção — é me fazer reviver tudo o que lutei para superar. Quando falei dos meus medos, das minhas cicatrizes, quando me permiti ser vulnerável, eu estava entregando uma parte frágil de mim, acreditando que seria acolhida, não exposta.
Trair essa confiança não é só uma falha, é uma ferida reaberta. É me fazer sentir, mais uma vez, que segurança é apenas uma ilusão, que o cuidado que esperei encontrar era apenas um reflexo distorcido. Quando alguém rompe essa confiança, não é só no outro que deixo de acreditar — começo a duvidar de mim mesma, da minha capacidade de confiar, de me entregar sem medo.
Reconstruir essa confiança parece impossível. Não porque não queira, mas porque o medo grita mais alto. Porque uma vez que sou ferida por quem prometeu me proteger, tudo o que resta é a sensação de estar, mais uma vez, desprotegida no mundo.
Entre o Ímpeto e o Silêncio
Hoje é um daqueles dias em que as palavras querem saltar, atropelando o tempo e a razão. Elas pesam no peito, se acumulam na garganta, ansiosas para serem ditas. Mas minha mente está inquieta, desorganizada, e eu não posso confiar nelas agora.
Não quero falar no calor da emoção e depois me arrepender. Não quero que a pressa transforme sentimento em ruído ou que uma palavra mal colocada machuque quem não merece. Então, respiro fundo. Seguro o ímpeto. Não por medo de sentir, mas por respeito ao que sinto.
Às vezes, o silêncio é a pausa necessária para que a verdade se alinhe dentro de nós. Estou tentando organizar o que há em mim antes de transformar em voz.
Rio Real – O Inesquecível em Suas Águas
Às vezes, buscamos palavras para descrever o que simplesmente se sente. Tentamos traduzir em frases aquilo que transborda no olhar, no toque da brisa, no reflexo da luz dançando sobre as águas.
O Rio Real não é apenas um curso d’água, é testemunha silenciosa da história do nosso povo. É espelho de quem somos, guardião de memórias, caminho que leva e traz vidas. Suas margens contam histórias que não precisam de explicação, apenas de vivência.
Há coisas que não se explicam, apenas se sentem. E quem já se deixou envolver por essas águas sabe: o Rio Real não passa, ele permanece.
Indiaroba: O Tempo que Nos Une
Há lugares que são mais do que pontos no mapa. São pulsações vivas, ecos de passos antigos, vozes que se entrelaçam no vento. Indiaroba é um desses lugares.
Hoje, no dia 28 de março, celebramos a história de uma terra que nasceu entre águas e raízes profundas, carregando em seu nome o sussurro dos povos que vieram antes de nós. Indaiá, a palmeira que dá sombra e sustento. Andiroba, o óleo amargo que cura. Indiaroba, um nome que fala de resistência, de riqueza e de pertencimento.
O tempo moldou seus caminhos. Feira da Ilha, Vila do Espírito Santo do Rio Real, Preguiça de Cima... foram muitos os nomes e as geografias até que, em 1938, Indiaroba se ergueu como cidade pelas mãos de Antônio Ramos da Silva. Mas antes disso, já era abrigo de histórias, encontros e tradições.
As águas do Rio Real sabem de tudo. Viram canoas cortando a correnteza, crianças mergulhando nas tardes quentes, pescadores lançando redes com fé e paciência. Viram a cidade crescer sem perder sua essência, um pedaço de terra onde o passado não é esquecido, onde o presente se faz forte e o futuro se abre como maré cheia.
Indiaroba é o riso solto das crianças correndo nas ruas de pedra, é o cheiro do café passado na cozinha da avó, é o canto dos Lambe-Sujos e Caboclinhos, que tomam a cidade em festa e tradição, pintando a pele de pertencimento e cultura.
É a memória viva dos anciãos que contam histórias ao entardecer, é o olhar dos artistas que transformam cenários cotidianos em eternidade, é a fotografia que captura não apenas a imagem, mas a alma.
É a terra que ensina que cultura não morre quando é lembrada, que raízes são laços e que o orgulho de ser daqui é um fogo que não se apaga.
Indiaroba não é só um lugar. É um sentimento.
E hoje, ao completar mais um ciclo, seguimos celebrando cada passo, cada conquista, cada pedaço de história que constrói quem somos.
Parabéns, Indiaroba! Que seu povo continue sendo sua maior riqueza.
—, ©Jorgeane Borges
Entre Luzes e Sombras: Minha Jornada Fotográfica
Desde o primeiro clique, aprendi que fotografar vai além de registrar imagens – é eternizar sentimentos e momentos que me definem. Cada fotografia guarda uma memória, uma emoção, um capítulo da minha história. Em meio a desafios e pausas forçadas, encontrei na arte de capturar o mundo um refúgio e um caminho para me reencontrar.
Minha trajetória se desenrola em contrastes intensos: as luzes que iluminam os instantes de beleza e as sombras que, mesmo dolorosas, me ensinaram a valorizar cada recomeço. Em cada rua, cada rosto, e sobretudo em cada canto de Indiaroba, vejo a riqueza de uma cultura que me inspira e me molda. Essa conexão com minhas raízes transforma o ato de fotografar em uma celebração da vida – uma homenagem às tradições, à memória e à identidade que carrego.
Mesmo quando a exaustão e a insegurança ameaçaram silenciar minha voz, eu me recusei a deixar o sonho morrer. Em meio ao silêncio e à luta interna, minhas palavras e imagens se tornaram a prova viva de que, mesmo na solidão, há uma força que me impulsiona a continuar. Cada página deste portfólio é um testemunho do meu esforço, da minha resiliência e da vontade de deixar minha marca no tempo.
Aqui, reúno não apenas fotografias, mas a essência de cada momento vivido – um registro que, espero, fale por mim mesmo quando eu não estiver mais aqui. Este é o meu legado, a narrativa de uma jornada feita de luzes, sombras e, sobretudo, de autenticidade.
Entre a Alma e o Olhar
Sou feita de memórias, de fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Através das palavras e das imagens, encontro formas de tocar o intangível, de traduzir o que pulsa dentro de mim e, talvez, dentro de você.
Escrevo porque sinto. Fotografo porque vejo além do instante. Cada texto, cada imagem, é um pedaço da minha alma entregue ao mundo, na esperança de que encontre abrigo em outras almas que também buscam sentido.
Minha jornada é sobre conexões – com minha história, com minha cultura, com aqueles que me cercam e com quem, de alguma forma, se encontra nas entrelinhas do que expresso.
Seja bem-vindo ao meu universo, onde o tempo é moldado pelo olhar e as emoções ganham forma nas palavras.
Indiaroba
Indiaroba, um município encantador situado no litoral Sul de Sergipe, se destaca por suas belezas naturais e um turismo sustentável que envolve ecoturismo e a valorização de suas raízes culturais e gastronômicas. Com um nome de origem indígena, que remete à palmeira "Indaiá" e a semente "Rubá", a cidade tem como significado popular "índia bela", refletindo a beleza de sua gente e de seu ambiente.
A cidade, composta por belos estuários ecológicos e manguezais, é um cenário perfeito para a prática do ecoturismo, onde é possível observar a fauna e flora local, como caranguejos, siris e camarões, além de aves que enfeitam o céu. A costa da cidade oferece atrativos turísticos, como a orla repleta de paisagens naturais e a travessia para locais encantadores como a praia do Saco, a Ilha do Sossego e Mangue Seco.
Um dos destaques da cidade é o povoado Terra Caída, que encanta pela sua tranquilidade e rusticidade, banhado pelo rio Piauí e cercado pela biodiversidade local. O povoado é um exemplo da mistura entre o campo e o litoral, com suas paisagens bucólicas e com saborosos pratos típicos, como as empadinhas de mais de 50 anos de tradição, patrimônio cultural imaterial do estado de Sergipe. A gastronomia local é um convite a sabores autênticos, com pratos à base de macaxeira, batata doce, caju, coco e mangaba, além da famosa culinária de frutos do mar.
Outro ponto de destaque é o Pontal, uma área privilegiada que encanta os turistas com seu estuário e um cenário de prainha rodeada por aves e fauna local. O ecoturismo ali é igualmente rico, oferecendo passeios para as ilhas próximas, como a Ilha da Sogra e Ilha do Sossego, e também para o Projeto Associação das Catadoras de Mangaba, que promove a produção de iguarias a partir dessa fruta típica da Caatinga.
Indiaroba não é apenas um lugar de belas paisagens, mas também de uma cultura rica e acolhedora, onde o turismo, a pesca e a preservação do meio ambiente andam lado a lado, oferecendo experiências inesquecíveis aos que visitam essa joia do litoral sergipano.
📷✍🏻@jorgeane_borges
Ser Muito
Dizem que sou muito. Que sou demais. Que transbordo sentimento. Como se houvesse um limite para sentir, como se fosse possível medir o que pulsa dentro de mim. Não sei ser pouco, não sei ser metade. Minha essência é excesso, intensidade, entrega.
Eu sinto fundo, amo inteiro, desejo com a alma. Não me contento com rascunhos de sentimentos, com migalhas de presença, com o morno das emoções rasas. E sei que isso assusta. Sei que, para alguns, sou tempestade quando esperavam brisa. Mas não sei ser menos.
Quem quiser ficar, que fique por inteiro. Quem quiser amar, que ame sem medo. Porque dentro de mim, o sentir nunca será um fio de água. Será sempre mar.
Verso – O Canto do Lambe-Sujo
No brilho do dia que nasce apressado,
Negro tinta, sorriso estampado.
A dança, o grito, a espada no ar,
É o povo que canta, é o tempo a girar.
No peito, a força de quem já venceu,
No som do tambor, um passado viveu.
Boneca que dança, princesa que vem,
Histórias contadas por mais de cem.
No Rio Real, a alma se lava,
Em riso, em canto, em água sagrada.
O chão treme forte, o batuque não erra,
Lambe-Sujo resiste, é raiz, é terra!
Entre Tambores e Risos
Vem ver meu povo dançar,
De gorro na cabeça, espada a empunhar,
Riso solto, corpo a girar,
Tinta na pele, brilho no olhar.
No chão, passos firmes e o som de espadas a tocar,
No som do tambor, o tempo a ecoar.
Boneca que gira, cesto a equilibrar,
Princesa caminha no meio da festa.
O rio nos chama, a água nos resta,
Nosso canto ressoa, o corpo a vibrar,
E a história resiste, firme, sem pressa,
Na memória vai ficar.
Pele de História
Sou tinta, sou tempo, sou grito, sou gente,
No peito, a memória que nunca se ausente.
No rastro do chão, no giro da dança,
Ecoa no corpo a fé e a esperança.
No som do tambor, sou força e brio,
No rio me lavo, renasço e sorrio.
Sou negro, sou canto, sou chão, sou raiz,
Sou Lambe-Sujo, sou povo feliz.
Sou Indiaroba, sou brilho no olhar,
A resistência que insiste em ficar.
Minhas lentes capturam o tempo e a cor,
Sou memória viva, sou força, sou dor.
Estranhos valorizam
É curioso como o maior incentivo vem, muitas vezes, de onde menos esperamos. Os olhos atentos, os elogios sinceros, os compartilhamentos espontâneos... quase sempre partem de estranhos. São eles que valorizam, acompanham, torcem pelo nosso sucesso sem pedir nada em troca.
Enquanto isso, aqueles que dividem a mesa conosco, que nos chamam de família, de amigos, passam pelas nossas conquistas sem sequer deixar um sinal de presença. Não curtem, não comentam, não compartilham. Não vibram quando anunciamos uma boa notícia, não celebram quando damos um passo à frente.
Mas estão lá. Acompanhando. Vendo. Silenciosos.
Seguem ativamente nas redes sociais, engajando com desconhecidos, enaltecendo gente que nunca viram e talvez jamais verão. Curtem, comentam, compartilham—mas não o nosso trabalho, não o nosso esforço, não as nossas vitórias.
Que estranheza é essa? Que proximidade vazia é essa que não se transforma em apoio? Que tipo de laço se mantém à distância, sem o calor da presença, sem o gesto simples de um incentivo?
Talvez seja mais confortável admirar à distância do que aplaudir de perto. Talvez, para alguns, seja difícil ver alguém próximo crescer. Talvez, para muitos, o sucesso só seja bonito quando pertence a um estranho.
Mas seguimos. Porque, no fim das contas, são os estranhos que muitas vezes nos impulsionam. E essa, talvez, seja a maior ironia de todas.
Indiaroba, Sergipe: História e Emancipação
Indiaroba, localizada no litoral sul de Sergipe, conquistou sua emancipação política em 28 de março de 1938, tendo como primeiro prefeito Antônio Ramos da Silva.
Um olhar sobre a história
Inicialmente, a região era conhecida como Feira da Ilha, pois se acreditava que suas terras formavam uma ilha.
20 de março de 1846 – A freguesia foi elevada à condição de vila, recebendo o nome de Vila do Espírito Santo do Rio Real.
9 de abril de 1870 – A sede da vila foi transferida para o povoado de Santo Antônio do Campinho (atual Preguiça de Cima).
24 de abril do mesmo ano – A lei foi revogada, e a sede da vila retornou às margens do Rio Real.
Março de 1938 – O então povoado foi elevado à categoria de cidade por Antônio Ramos da Silva.
Origem do nome
O nome Indiaroba tem raízes indígenas. Deriva de "Indaiá" – uma espécie de palmeira – e "Andiroba", que em tupi-guarani significa "óleo amargo".
Indiaroba carrega em seu nome e em sua história a força de um povo e a riqueza de sua cultura.
A Última Oportunidade
Se este fosse o último instante, se esta fosse a última oportunidade, que ninguém duvidasse do que sinto. Que cada olhar meu carregasse a verdade do que quero deixar. Que cada palavra dita fosse uma certeza de afeto, um pedaço de mim eternizado em quem me escutou.
O amanhã pertence a Deus. O depois é um mistério que não posso tocar. Mas o hoje... O hoje é meu. É aqui que me entrego, que me espalho em fragmentos de amor, que faço questão de ser presença inteira. É agora que eu amo, sem reservas, sem medo, sem medidas.
Porque nada mais importa além desse instante. Nada pesa mais do que o afeto que ofereço, do que a companhia que sou, do que o amor que espalho. E se há algo que quero deixar, é essa certeza: fui inteira para quem me encontrou no caminho.
Se amanhã eu não estiver, que me guardem assim—eterna, doce, companheira, delicada, presente. Porque amar agora é a única forma que tenho de ser para sempre.
Onde a Memória Mora
Ecoo na história como quem sussurra ao tempo,
deixando rastros onde a memória insiste em ficar.
Sou voz que atravessa o esquecimento,
fragmento de instantes que se recusam a passar.
Na fotografia, nas palavras, no que toca e transforma,
sou presença que resiste, sou marca que não se apaga.
Porque existir não é apenas estar,
é permanecer, é reverberar, é deixar-se encontrar.
Solitário Conhecido
Visitam-me os olhares que me reconhecem na rua, os acenos que cruzam meu caminho, os nomes que me chamam como se me soubessem. Visitam-me as vozes que me cercam em diálogos breves, as presenças que dividem espaço, mas não profundidade.
Sou um solitário conhecido. Caminho entre muitos, mas pertenço a poucos. Estou onde me veem, mas nem sempre onde me encontram.
Visitam-me, mas quantos realmente ficam?
Reflexos de Alma
Há um eco no espelho,
um reflexo que não é só luz.
É pele, tempo e memória,
uma sombra que sente e traduz.
Me transfiro em olhares,
sou vestígio em cada cor.
O passado resiste em traços,
feito espelho a guardar calor.
Toquei-me na transparência,
mas era outro a me olhar.
Alma fluindo em espelhos,
sempre a se reencontrar.
O Reflexo de Quem Sou
Sou Jorgeane Borges, uma mulher que vê o mundo através da poesia da fotografia e da profundidade das palavras. Não apenas escrevo, mas sinto; não apenas fotografo, mas enxergo além do instante. Meu trabalho é um reflexo de quem sou: uma contadora de histórias, uma guardiã de memórias, alguém que busca capturar a essência do tempo para que ele nunca se perca.
Minha jornada com a fotografia e a escrita não começou por acaso, mas como uma necessidade. Embora a fotografia tenha sido uma paixão que sempre esteve presente, foi em 2019 que ela se transformou em parte do meu caminho artístico. A escrita, por sua vez, começou na adolescência, quando eu escrevia rascunhos, textos e poesias, mas acabou ficando adormecida por um tempo. Escrever e fotografar são formas de dar voz ao que transborda dentro de mim e ao que vejo além do visível. Cada fotografia que capto e cada texto que escrevo são fragmentos do que sou, ecos de momentos que insistem em permanecer.
Meu olhar se volta para as raízes, para as histórias que moldam o lugar de onde venho. Busco registrar meu povo, minha cultura, a essência da minha terra – porque acredito que há beleza e força naquilo que nos conecta ao passado e nos impulsiona ao futuro. Quero que minhas fotografias e palavras não apenas contem histórias, mas façam sentir, reviver, reconhecer-se nelas.
Entre todas as buscas, talvez a maior delas seja a conexão. Acredito que o verdadeiro encontro acontece quando nos permitimos ser vistos e compreendidos em nossa essência. Não me contento com a superficialidade; prefiro a profundidade dos olhares, das entregas, das trocas genuínas.
Seja bem-vindo ao meu universo, onde cada palavra e cada fotografia são convites para sentir e enxergar além. Aqui, o tempo se torna memória, e a arte, um elo entre almas que se reconhecem.
Um Trabalho de Valorização e Incentivo Cultural
Capturar imagens como as vejo e revelar ao mundo a essência das coisas.
É um trabalho delicado, mas essencial.
Quando um olhar atento destaca a importância da permanência e do legado representativo, ele convida as pessoas a se enxergarem sob novas perspectivas, diferentes ângulos e projeções de sua própria grandiosidade.
Pode-se dizer que é também um ato de empoderamento.
Vamos nos orgulhar do que nos pertence, nos apropriar de nossas riquezas e raízes.
Mostrar ao mundo que somos um povo rico de ser e de saber.
Essa é uma forma de permanência e consciência cultural!
@lambe_sujos.sambanegro, o som do Samba de Coco que atravessa gerações.
Um grupo popular forte e valente, que transborda alegria com seu jeito único de brincar com a vida!
E eu?
Uma outra história… Acompanha meus passos. 😉🤗
Nos Detalhes
Nos detalhes é onde as pessoas me ganham, e é nos detalhes que também me perdem. Não dá para exigir o que deveria ser simples, como reciprocidade, respeito e um tratamento básico. Forçar algo que desgasta não faz sentido, nem se prender a alguém que só traz peso e distância. Quando as relações nos machucam, é preciso parar de culpar o outro pelo que aceitamos delas. Elas sempre mostram, nos pequenos sinais, aquilo que, um dia, vai tirar nossa paz. Mas, muitas vezes, fechamos os olhos acreditando que o amor é capaz de sustentar tudo, que as pessoas vão mudar.
Não podemos exigir respeito, carinho ou atenção. O que realmente importa é saber o que sacia nossa alma e não negociar isso por menos do que merecemos. Precisamos manter ao nosso lado pessoas que nos tragam paz e prazer, sem precisar de lembretes para lembrar o que é essencial.
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