Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Mãe, a razão

Ser mãe é ser a razão.
Ser mãe é ser emoção.
Ser mãe é ter cuidado.
Ser mãe é ser amado.
Ser mãe é viver.
Ser mãe é morrer.
Ser mãe é se anular.
Ser mãe é exaltar.
Ser mãe é tudo.
Ser mãe é ser o mundo.
Ser tudo que se precisa. Ser a razão, a emoção, o cuidado ao ser amado. É viver e morrer. Se anular e ser exaltada. É ser o mundo, ser o tudo de um ser que simplesmente precisa de tudo que uma mãe pode ser. Ser e ter, isso é ser mãe. Ser a razão e ter a razão para viver por um amor que vai além da compreensão, por simplesmente nascer.

Tenho dentro de mim duas mulheres brigando para dominar meu corpo.
Uma parece mocinha de novela, submissa, humilde, que não reclama,não questiona só obedece e sofre em silêncio. Que sofre pelo amor impossivél, que pensa nos outros antes de si mesma.
A outra parece ser uma mulher mais "real", é decidida, não baixa a cabeça para ninguém, que não derrama lágrimas por quem não luta por ela, ama a si mesma antes de amar qualquer outro ser...
E ai, qual você prefere?

DESCUBRA SEU FLUXO
Ter um ritual matutino é a forma mais básica de auto-confiança; lhe fará lembrar que, quando tudo mais falhar, pelo menos você pode encontrar algo que pode depender. Seja uma oração ou meditação. Seja praticar exercícios de alongamento ou de respiração. Seja uma breve leitura ou momento de estudo profundo. Tenha o seu encontro de amor matutino.

Eloise

No sorriso dela
Uma paz imensa
Mas ao mesmo tempo
Por dentro do peito
Uma sentença

Se ela é feliz?
Isso todo mundo pensa
Mas não sabe
Que aquela flor
Chora escondida
Sem esperança

Confusa!
Confunde céu com mar
Ao luar
E ninguém para amar
Debruçada na rede
Da varanda
Eloise sonha
Que nasceu pra sofrer
E de tanta tristeza
No seu sonhar
Eloise esqueceu
De acordar.

Mesmo na distância que nos separa lembro do teu sorriso encantador, como a aurora boreal no extremo norte, seus olhos como a galáxia e seus milhares de estrelas, essas estrelas fazem um caminho que me levam,
de mim a ti, passando sobre uma floresta cinza onde não se ouvem os cantos
dos pássaros e o vento não faz cair ás folhas, é essa sensação triste que se
esconde por trás do nome saudade; um sentimento frio como os icebergs no inverno.

P aixao que não se mede, que me aquece e alegra minha alma

R azão de minhas vidas, de minhas batalhas e conquistas

E sperança de dias, anos e vidas de felicidade, amor e cumplicidade

T esão que acelera meu coração, arrebata meu corpo em forma de desejo, carinho e prazer antes imaginavel

A mor que me consome, me domina corpo alma e coração, que me faz de um bruto um menino,, que me leva a loucura sem ser demente,, as estrelas sem ser astronauta,, aos céus sem ter azaz,,,
Obrigado minha pret@ por todo carinho que tens por mim,,

Há 1 ano e 10 meses conheci você que veio definitivamente pra mudar minha vida, pra tornar meus dias mais felizes, meus sorrisos mais verdadeiros, e meus olhos com um brilho a mais. Você meu amor chegou pra purificar meu coração, pra tornar os dias nublados e de tempestades, em lindos dias de sol.
Deus tem nos presenteado com muitas coisas, e uma delas é a oportunidade de vivermos um ao lado do outro, dormindo e acordando juntos, partilhando momentos, não só os bons, mas que tenhamos força e amor para superar os ruins, pois com esses engredientes faremos de tudo para termos uma vida sadia e feliz, desfrutada com muita paz, carinho, amor, respeito e fidelidade!
Quero hoje somente agradecer as maravilhas que Ele tem feito por nós, de termos nos apresentado um para o outro. E também quero agradecer a você por proporcionar a mim tamanha felicidade! Te amo muito do tamanho do universo.

Dias de Outono parecidos ha solidões intermináveis a choros de saudade de amores perdidos.
Sonhos esquecidos, frases perdidas no tempo e no esquecimento dos dias cinzas, de uma vida.
Nos dias insólitos de Outono o amor floresce nos corações e enche o canteiro da mente de paixões e sentimentos capazes de transpôr a barreira da razão e da emoção.

A chuva fria cai amortecendo os sentimentos..as emocoes...Uma natureza molhada por tras da vidraca se mostra exuberante,imponente..
Abril vai acabando...de mansinho...e uma parte do ano ja passou
E a vida passa..o tempo passa...e nos vamos indo junto..como um barco aprumado outras vezes a deriva..O que importa e nao parar..nao desistir..lutar sempre..VIVER!!

Não adianta vigiar, prender, checar as mensagens, ligar o tempo todo.
A fidelidade só é verdadeira se for espontânea, A gente se engana demais pelo medo do fim.
Mesmo quando o coração implora pela presença, deixa ir.
Você não precisa de alguém que não queira estar com você de corpo e alma.

Cheio de luz. A escuridão na minha alma. Ali me agacho, me dobro, me fecho, me escondo.
Rejeição, desafeto, dor, desinteresse. Interessante para alguns
Gritos hediondos. Sinto o que não pode ser visto. Não quero ter, viver, ver..
Mas olhe, sinta, veja.Não da!
Sofrimento no silêncio. Pessoas não ouvem. Então falo, mas ninguém entende!
E a luz continua a brilhar!

Na onda da maré cheia
é o mar que te enleia,
minha amiga, quase sereia.
Na praia do sol que amola,
a areia é calor de pura marola,
em teu decote sem gola,
em tuas coxas de gala.
A onda rola, enrola, roda
um baile em sala aberta,
e você toda se evola
na canga de voil ou cambraia,
na luz que estala solar,
você é a rainha da praia!

Carta de um índio
(Fernandha Franklin)

Nós vivíamos em um lugar incrível.
Éramos amigos íntimos da natureza e as únicas riquezas que nos interessavam eram as essenciais para se viver: comida, água e um bom convívio.
Não sabíamos que existiam riquezas além disso, e se existiam...essas não nos interessavam.

Nosso único investimento era no fortalecimento do elo que tínhamos com a mãe Terra. A energia com o planeta é que nos elevava.

Tínhamos nossos costumes, rituais e nossa nudez nunca forá um tabu, ou motivo para vergonha.
Foi então, que chegou um povo diferente, que colocou roupa na gente, e nos ensinou a entender sua língua. Pois para que acreditássemos em suas mentiras precisariamos entender suas palavras.

Prometeram nos mostrar o que havia de melhor fora da aldeia (fora de nós) e que também poderíamos ser "homens civilizados". Nos falaram que seus mundos eram muito melhores, e que de onde vinham, a vida era encantada.
Eu acreditei!Até porque, foram eles que me ensinaram no que acreditar.
Eles mentiram!
E foi então que fez sentido as vestes que usavam: era uma forma de esconderem um pouco da mentira que eram.

Troquei tudo o que eu tinha e toda paz da mata...por um quarto velho numa cidade poluída, que agredia meus olhos e ouvidos, e que o homem civilizado, insistia em dizer que fazia parte do meu futuro.
Eu, índio "selvagem". Ele, homem "civilizado". Muitos de meu povo, ainda tentam se manter na pureza e nos valores daqueles dias... mas até lá, o homem levou tecnologia, e esse entretenimento impede meu povo de pensar, como pensavam nos antigos dias.

Eu, índio, triste estou!
Não somente pelo meu povo, mas por todo povo que o homem enganou.
O conhecimento que diziam, era pura hipocrisia...
E toda lembrança da vida do índio, foi substituída por este único dia. Hoje! 19deabrildiadoíndio

A CASA

É um chalé com alpendre,
forrado de hera.
Na sala,
tem uma gravura de Natal com neve.
Não tem lugar pra esta casa em ruas que se conhecem.
Mas afirmo que tem janelas,
claridade de lâmpada atravessando o vidro,
um noivo que ronda a casa
– esta que parece sombria –
e uma noiva lá dentro que sou eu.
É uma casa de esquina, indestrutível.
Moro nela quando lembro,
quando quero acendo o fogo,
as torneiras jorram,
eu fico esperando o noivo, na minha casa aquecida.
Não fica em bairro esta casa
infensa à demolição.
Fica num modo tristonho de certos entardeceres,
quando o que um corpo deseja é outro corpo pra escavar.
Uma ideia de exílio e túnel.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

Quando me descobri mulher, entendi por que não podia estudar e nem trabalhar enquanto esposa.
Mulher independente não aceita migalhas, mulher independente não aceita o posto de empregada, mulher independente não mendiga nada, não abaixa a cabeça para homem nenhum. Mulher independente é dona das suas vontades, construtora do seu futuro e realizadora dos seus sonhos!

''Existem vezes
que tu pedes que eu descubra do que se fantasiou.
Às vezes amanhece com vergonha
e fica ruborizado.
Às vezes se zanga e se escurece em tons de cinza,
mas logo tu vês que a culpa não é de ninguém,
e começas a chorar.
Há dias que estás tão limpo,
que creio poder ver muito além de ti,
mesmo se tu for tudo.
Dias que fica corado de laranja
e sinto a paz que você irradia,
e sei que se te reparar me sentirei infinita.
Espanta-me ver quantas faces tu tens.
Estranha,
muito estranha essa moda do céu. ''

Eu te amo
Inclusive negando-o
Inclusive deixando-o ir
Embora não te peça que fiques
Embora não volte a olhar nos teus olhos
Embora não ouvirei mais sua voz
Embora não faça mais parte de seus dias
Embora esteja longe eu ainda te amo
E te amo de verdade
Inclusive sem saber amar..!!

+sonia solange da silveira Ssolsevilha 

Existe uma linha tênue e muito próxima que separa Amor de apego. Muitas vezes, não enxergamos a diferença de cada um.
O Amor é um perfeito mistério. Que nos devolve a nós mesmos e eleva nossa alma ao melhor que podemos ser. Não há necessidade de prisão e nem dependência emocional. O Amor contenta-se em amar. Independe de amarras. O Amor apenas é. Basta-se.
Tudo que difere, não é Amor. É apego. Uma necessidade medíocre de satisfazer o ego. Um sentimento de posse que segrega o ser desejado a um profundo cativeiro, cortando suas asas e o impedindo de voar. Entrega-o a um labirinto terrivelmente nublo e o aprisiona a uma moldura fantasiosa.

Segredos do coração

Apenas fazia falta
Uma solidão tamanha
E no peito o desejo
Aquela vontade de te ver outra vez
Uns momentos
Uma história sem um fim
Um diário
São tantos segredos
Palavras que foram levadas ao vento
Mas você está aí
O tempo passa
Esquecer não dá
As lembranças insistem em ficar
Em meus olhos um flash
Momentos que fazem questão de ficar
E você aqui insistindo para eu não deletar.


Islene Souza
Enviado por Islene Souza em 27/04/2016
Código do texto: T5617704
Classificação de conteúdo: seguro

A Treva

Me escolhem os claros do sono
engastados na madrugada,
a hora do Getsêmani.
São cruas claras visões
às vezes pacificadas,
às vezes o terror puro
sem o suporte dos ossos,
que o dia pleno me dá.
A alma desce aos infernos,
a morte tem seu festim.
Até que todos despertem
e eu mesma possa dormir,
o demônio come a seu gosto,
o que não é Deus pasta em mim.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.